Era
Eu era tão feliz
E não sabia, amor
Fiz tudo o que eu quis
Confesso a minha dor
E era tão real
Que eu só fazia fantasia
E não fazia mal
E agora é tanto amor
Me abrace como foi
Te adoro e você vem comigo
Aonde quer que eu voe
E o que passou, calou
E o que virá, dirá
E só ao seu lado, seu telhado
Me faz feliz de novo
O tempo vai passar
E tudo vai entrar no jeito certo de nós dois
As coisas são assim
E se será, será
Pra ser sincero, meu remédio é te amar, te amar
Não pense, por favor
Que eu não sei dizer
Que é amor tudo o que eu sinto longe de você
Como se algo estivesse perfeito. Eu insisto no perfeito, era assim: pouco antes da perfeição se cumprir. Perfeito, preparado para acontecer e, de repente, não acontecesse. Não acontece. E logo depois, quando você ainda nem entendeu direito o que aconteceu, ou o que não aconteceu, ou por que deveria ter ou não ter acontecido, vem alguém de repente e te dá um soco no estômago. E a mão que daqui a pouco você tinha certeza que ia estar cheia, pronto!, está vazia de novo.
As vezes me pego a pensar, porque nos arrependemos de não ter tomado certas decisões, quando era necessário ser tomadas, talvez por medo, talvez por nos ter acomodados com a situação e pensar que uma mudança assim tão de repente poderia nos fazer arrepender no futuro, mais é exatamente este medo de tomar as decisões que nos faz sofrer no futuro, e não o caminho que decidimos seguir.
Fico pensando o que teria acontecido quando eu estava caminhando e no meio do caminho apareceram dois caminhos, um a direita e um a esquerda, me lembro de ter virado a esquerda, não sei porque mais virei, sem ao menos ter percebido que ali, ao virar da esquina, minha vida iria mudar por completo, segui em frente e encontrei varias entradas durante a minha caminhada, pensei varias vezes em entrar em alguns desvios, mais o medo de tomar a decisão errada me fez segui em frente, agora fico me perguntando... Como seria se lá trás eu tivesse virado a esquerda ou a direita nas diversas vezes que me vi em frente a uma entrada para um caminho diferente. Será que eu teria dado aquela gargalhada que dei quando estava com meus amigos? Teria sentido aquela angustia quando vi que o que eu mais desejava estava me fugindo entre os dedos? Será que eu teria deixado de conhecer aquela pessoa que tanto amei e que por ironia do destino e também talvez por medo das consequências das decisões, não pôde ficar? A vida é mesmo assim.. Breve... Cabe a nos sabermos decidir os caminhos a ser tomados... E mesmo que voce tente seguir o melhor caminho... Quando voce olhar para trás e lembrar de todo percurso da sua vida, vais encontrar aquele caminho que você até parou em frente dele, pensou... Até mesmo chegou a dar alguns passos em sua direção, mais preferiu voltar atras e seguir o caminho principal, é por isso que devemos viver a vida da melhor forma possível, viver os melhores momentos possíveis, acordar de manha e sentir o doce aroma da vida, nunca tenha medo de decidir, a decisão pode te levar para caminhos bons ou mal, mais ficar indeciso ou ter medo de decidir, não te leva a lugar nenhum, apenas te faz sofrer e consequentemente fará sofrer quem voce ama, mais que, no fundo, esta pessoa foi encontrada neste caminho de indecisão e medo de arriscar, não é que não valeu a pena ou que não foi bom, mais na maioria das vezes prendemos as pessoas em nossas vidas com medo de as deixar ir viver outras experiências, talvez por já estarmos acostumados com a simples presença desta pessoa. Mais do que vale a presença, se o pensamento e o coração não esta presente? Viva vida intensamente... Ela é breve demais para se prender as pessoas por medo de sofrer, mais vale viver e deixar viver do que chegar ao final do caminho e olhar para trás e ver que tudo que foi feito, foi por medo....
Era uma noite, quase 10 horas. quando o surdo escutou o mudo dizer que o cego viu o aleijado correr atrás de um carro parado, e ali perto a 200 km, em um dia frio de 45 graus em que o sol iluminava a pálida noite, uma velha de 15 anos deitada num banco de pedra feito de madeira dizia calada que preferia morrer do que perder a vida...
Preso no passado, eu não conseguia viver o presente. Sem o presente, era impossível idealizar futuro algum.
Sim, teu amor
era fútil...
- Que importa se me iludia?
Sem ele, entretanto, sou um inútil
cada vez mais,
noite e dia...
Quando não tinha nada, eu quis
Quando tudo era ausência, esperei
Quando tive frio, tremi
Quando tive coragem, liguei...
Quando chegou carta, abri
Quando ouvi prince, dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei...
Quando me chamou, eu vim
Quando dei por mim, tava aqui
QUANDO LHE ACHEI, ME PERDI!
Quando vi você, me apaixonei...
(À primeira vista)
Achei que o amor era eterno
E me enganei...
De tanta saudade, pensei que talvez eu morreria...
Mas um dia era um dia
E as águas do tempo corria...
Eu te chamava de amor, mas aí eu me dei conta que amor era só uma parte de mim, e você não é uma parte de mim. Você é eu por completo, e foi ai que eu comecei a te chamar de vida.
Meu livro favorito era, de longe, “Uma aflição imperial”, mas eu não gostava de falar dele. Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros como “Uma aflição imperial”, do qual você não consegue falar – livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição.
Sabia que tinha alguma coisa fora do lugar em mim. Eu era uma soma de todos os erros: bebia, era preguiçoso, não tinha um deus, idéias, ideais, nem me preocupava com política. Eu estava ancorado no nada, uma espécie de não-ser. E aceitava isso. Eu estava longe de ser uma pessoa interessante. Não queria ser uma pessoa interessante, dava muito trabalho. Eu queria mesmo um espaço sossegado e obscuro pra viver a minha solidão. Por outro lado, de porre, eu abria o berreiro, pirava, queria tudo e não conseguia nada. Um tipo de comportamento não se casava com o outro. Pouco me importava.
Já perdi as contas de quantos caras se decepcionaram por achar que eu era a mulher da vida deles. Eu sou a mulher da minha vida.
Ela era vacinada contra o amor, até seu coração criar resistência com nome, sobrenome e um perfume danado de bom.
Era capaz de atravessar a cidade em bicicleta só para te ver dançar.
E isso
diz muito sobre minha caixa torácica.
