Era
Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse.
Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.
[...]
Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo
Estrelas-do-mar
Era uma vez um escritor que morava em uma tranquila praia, junto de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar e à tarde ficava em casa escrevendo. Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto, reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.
– Por que está fazendo isso? – perguntou o escritor.
– Você não vê? – explicou o jovem. – A maré está baixa e o sol está brilhando. Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia.
O escritor espantou-se.
– Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.
O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor.
– Para essa aqui eu fiz a diferença.
Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã, voltou à praia, procurou o jovem, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.
Sejamos, portanto, mais um dos que querem fazer do mundo um lugar melhor.
Sejamos a diferença!
Nota: Adaptação da história "The Star Thrower", do antropólogo e escritor norte-americano Loren Eiseley, publicada em 1969.
...MaisSeu drama não era o drama do peso, mas da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser.
Quando a vi
Achei que a conhecia de algum lugar
Era deslumbrante
A sua maneira de olhar
Quis conversar
Mas o que dizer?
Sou tímido de nascença
Para tentar lhe conhecer
Sem perceber
Eu me apaixonei
Por uma garota que mal conhecia
Mas isso é o amor
Sem que notasse
A admirava de longe
Queria todo aquele momento
Que naquela pessoa se esconde
Quando menos esperava
Você a mim se dirigiu
Com belas e doces palavras
Que o meu coração atingiu
Mal pude eu conversar
Mal pude eu entender
Estava diante de uma pessoa tão bela
Que mal pude responder
Tão linda, tão meiga
Tão bela, tão negra,
Tão ela, tão nela
Se esconde toda uma riqueza.
Libriana
Ela era uma libriana
De olhos castanhos claros
Com opiniões fortes
E pensamentos no qual eu passaria horas ouvindo.
Seu jeito desajeitado, todo largado,
Faziam meus olhos brilharem.
Ela era um pouco louca
E mesmo com alguns defeitos,
Eu amava cada detalhe dela.
Sinto que passarão anos e meu coração ainda será dela.
Mesmo que eu me apaixone um dia por outra,
No final sempre será ela que irei amar.
Eu nunca vou esquecer quando saí da igreja e vi você pela primeira vez. Era como se eu pisasse do lado de fora em um dia nublado e de repente o sol saísse.
Ela era feita de desejos ambiciosos. Do ouro do mundo, um pôr do sol lhe bastava. Buscava a riqueza do vendaval da liberdade. Queria deixar flores de herança para o mundo.
Minha mãe dizia que eu era como a água. A água abre caminho mesmo através da rocha. E diante de algum obstáculo, ela encontra outro rumo.
Eu era um homem que se fortalecia na solidão; ela era para mim a comida e a água dos outros homens. Cada dia sem solidão me enfraquecia. Não que me orgulhasse dela, mas dela eu dependia. A escuridão do quarto era como um dia ensolarado para mim.
Para falar a verdade, meu coração continua parado. Será que meu antepassado era algum tipo de zumbi?
DESEJO
A primeira vez que te vi, senti como se já te conhecesse de longas datas.
Porém era a primeira vez que nos víamos.
Eu te achei lindo e no fundo da minha alma, desejei que fosse meu.
Naquela época ficou assim, pois esse desejo era proibido.
O tempo passou e já não era mais proibido lhe desejar.
Mas nada aconteceu e o tempo passou.
Depois de muitos anos nos reencontramos.
Meu coração não podia se conter...
Tanto desejo reprimido, tantos sonhos e planos não realizados.
Seria fruto da minha imaginação, desejar tanto assim?
Que alegria descobrir que você também me desejava.
Não era um simples sonho que sonhei sozinha.
Era realidade e o desejo era recíproco.
Que bom podermos nos entregar a esse desejo.
Sem culpa, sem medo, pois nada é proibido, somos livres.
Agora eu desejo mais que apenas te encontrar e descobrir.
Continuo com o desejo de sermos somente eu e você.
Desejo que você também deseje o mesmo!
'Gosto de revisitar, em certos momentos, lugares em que eu era uma vez feliz, eu gosto de dar forma ao presente na imagem do passado irrecuperável'.
Eu queria ser capaz de explicar como a interrupção de uma vida plena era melhor que o prologamento de uma vida vazia.
Certa vez em uma viagem vi um lindo jarro para decorar, minha casa, como o dinheiro não era suficiente agradeci,mas o simples dono do estabelecimento praticamente me convenceu a çevar o objeto,e eu pagaria depois, mas como se eu não sei se ainda volto a essa cidade?E se eu não te pagar o senhor irá perder, mas o homem falou eu perderei caso não me pagues depois, mas você perderá muito mais pois sua consciência não o deixará em paz.
"você era meu porto seguro
Mas eu havia esquecido que
Até mesmo portos de segurança
Podem ser bombardeados"
