Era
A cada dia que passa me sinto mais sozinho, só.
Sentimento de solidão
Vazio, pois era você que preencheu tudo isso aqui.
Uma estrela cadente encarnada, rezei por você, e tu brilaste.
Fui engenheiro por dias, pois elaborei planos e metas para um castelo que jamais ruiria, mas ruiu.
Foi como subir uma montanha a plenos pulmões, contemplar o Olimpo, e por um descuido você me jogou, mas que azar, que além de dura tinha espinhos.
Compartilhei o pouco que tinha e o que eu não tinha arrumei só pra te dar.
Me endividei pois roubei a felicidade das coisas só pra te fazer feliz.
Um soco, um sopro, um punhal, apunhalada, uma injustiça, como a toxina na veia, pois faz efeito mais rápido.
Uma palavra, uma mentira, duas coisas como dois corações partidos.
Foi rápido como tirar doce da boca de criança.
Não sabia se era mel ou veneno que eu estava a provar.
Perdermos a capacidade de se alegrar com as próprias imperfeições o que antes era motivo de sorrisos tiração de sarro hoje se tornou apontamentos de dedos julgamentos como se todos fossem perfeitos diante dos demais.
Um grande beijo em seu coração.
Perazza.'.
Ele sempre dizia á ela...temos todo tempo do mundo...mas todo tempo do mundo era muito tempo, e ela acabou partindo com o pouco tempo que restava...
O anjo e o violão
Carla Sousa
O que o amor nos faz
Eu era uma flor
Quando você foi embora
Senti a amargura de ser murcha
Mas quando você voltou e me abraçou
Eu senti a esperança de ser uma nova flor..
Era uma vez,
Uma garota que queria encontrar o Amor,
E quando pensa que encontrou,
Ganhou um coração partido,
Submergiu no mar da desilusão,
Com o principe que era um dragão,
Cuspiu fogo,
Queimou os nossos sonhos.
Eu sempre pensei que esse era o final mais triste e mais devastador. O modo como você pode ter esses sonhos enormes que nunca são realizados. Como, sem saber, você poderia se tornar menor ao longo do tempo. Eu não quero que isso aconteça comigo.
Parte da beleza do amor era que você não precisava explicá-lo a mais ninguém. Você poderia explicar. Com o amor, aparentemente você não sentia necessariamente a necessidade de explicar nada.
“Vencendo
Muitas vezes eu achei que era o fim e Deus me mostrou que eu poderia ir além. Deus sabe o tamanho da minha força e a dimensão da minha fé. Deus conhece o meu coração e sempre está ao meu lado. Ele jamais me daria uma prova, além da minha capacidade, por isso vou sempre vencendo...”
Frio
Como tudo que é novo e depois fica velho,
Eu me tornei velho, quando ainda era novo, e de novo
Me sinto velho como antes me sentia novo...
Eu quero ver a paz
Quero ver a pose
Na situação quando acabar o que era doce
Oxe, como era doce
A situação vai agravar ou era pose?
Era eu palavra solta. Um fluxo do espírito. Sonhado
Eu palavra em sonho dentro de um outro sonho.
Eu palavra dando o sentido ao mundo.
Eu sou a fundação do mundo.
Eu palavra solta. Fluxo de sonhos.
Comigo era só muvuca
Com ele é só camarote
O meu cartão só dava recusado
E o do homem é ilimitado
Só anda de carrão do ano
E o meu é de 2004
Como é que eu vou bater de frente
Como esse desgramado
E ele pode te dar tudo
O mundo inteiro aos seus pés
Mas quem disse que você quer
Quem disse que você quer
Prefere tá comigo, andando de golzinho
Comendo um espetinho
Eu tenho o meu valor
Prefere meus carinhos
Eu não preciso comprar seu amor
Na hora do adeus
Você bateu aquela porta e já deitou na cama me beijando
Falou que eu era o amor da sua vida e me amou chorando
Era só você e eu
Eu ia te dizer adeus
Mas não deu
E os livros, livros por todos os lados. Cada superfície plana era ocupada por um livro. Tampo da mesa, armário, criado-mudo, mesinha de cabeceira. Nenhum bibelô, Nenhum suvenir. Nenhum porta-retratos. Só restaram os livros. Para que ele soubesse quem fora realmente a mãe, teria de abri-los e ler. Teria de ler cada página de milhares, milhões.
Minha escrita era mais apaixonada, espontânea. Com o tempo, ficou mais cerebral – atualmente se apoiando mais em pesquisa. Acho os dois momentos importantes. Na literatura valoriza-se muito a experiência, a maturidade, a velhice, mas há algo da paixão, da energia da escrita do jovem, que é fascinante – e isso eu já perdi. Então não tenho nada a ensinar ao meu eu-jovem – talvez ele é que tenha.
Eis que duas sombras confundiam-me
A primeira encontrava-se a minha esquerda
ERA A DÚVIDA
Inquieta, indecisa escuridão
Queria algo me falar
Veio a noite
E de seus segredos não soube
A segunda sombra estava a minha direita
ERA A ESPERANÇA
Serena, tranquila paz
Porém, não conseguia disfarçar
Também queria algo me falar
Veio a noite
E de seus segredos não soube
Na escuridão, sozinho fiquei
Sem minhas duas sombras
Queriam algo me falar
Mas a escuridão não permitia
Nada pude fazer
O Senhor não estava comigo
Nem eu com ele
Só trevas havia
Só o silêncio ouvia
Nada mais enxergava
Só o frio sentia
E o fim, por fim chegou
Jamais ouvi os segredos das sombras
Não chegaram a conhecer a luz
Talvez queriam algo falar
QUE EU ERA A ESCURIDÃO
Era a primeira vez que ele ficava sozinho por um período tão longo. Não estava solitário: essa emoção era uma amiga conhecida. Uma das coisas que os últimos anos lhe ensinaram é o quão solitário é possível estar cercado por um regimento inteiro de homens.
A FORÇA DE UM SONHO
Era um rebento frágil...
Mas um dia ele viu
as flores das cerejeiras:
tão lindas! E quis perfumar
e quis florir.
Era um rebento estéril...
Nem tinha folhas
Nem tinha vida.
Dormiu e sonhou ser
ao menos uma solitária flor
mas que tivesse cor.
Amanheceu abotoado de pomos
exalando o suave perfume das cerejeiras.
