Era
Eu sempre achei que a vida era feita de vitórias, mas me mostrou que às vezes nós vamos perder. O importante é não desistir de ir à luta pelos seus objetivos.
Entrava em relacionamentos sem perceber que era como uma festa à fantasia. Com o passar do tempo, tudo permanecia igual, todos os relacionamentos eram repetidos e não havia novidades. Quando a máscara caía, a verdade aparecia: não havia nada ali, só um vazio, algo falso, uma pessoa que foi criada só para isso. Essas pessoas estavam lá, eram figuras que não eram reais. Ninguém ficou comigo por amor, ninguém se relacionou comigo porque realmente se importava. Existiam apenas interesses envolvidos. Nunca encontrei um amor verdadeiro, apenas momentos de diversão que eram ilusórios. Esse baile de máscaras nunca mais vai me ter como participante.
Talvez eu seja ainda aquela menina
que vivia de sonhos
e pensava que o mundo era só pureza ,
amor e alegria !
Acho que por isso ...
Não me canso de caminhar sempre
na esperança que um dia ela seja
florida ,
colorida e
com mais vida .
Eu ainda insisto em olhar a beleza da flor
ainda que me ardam seus espinhos
Ainda que a vida seja dolorida.
Sexta-feira:
Era um dia como esse que a maioria só se satisfazia,
enquanto coroava de espinho a inocência.
Ele jogou fora o medo, as dores e o passado,
limpou a casa e abriu a porta...
Era o que faltava para o amor entrar.
Está tudo muito bem, tudo muito bom, mas infelizmente ainda vivemos a era, onde pagamos pelo inferno dos outros.
Quando a dor vem da alma
Quando ainda era acadêmica ouvi de um professor algo que nunca esqueci "quando tudo dói a dor não é física"...
Talvez eu não tenha dimensionado naquele instante a grandeza desse diálogo. Hoje geriatra, vivenciando diariamente a rotina dos meus pacientes, vejo o quanto esse olhar me abriu para compreender cada um que chega com dores por todo corpo; muitas vezes não sabendo nem por onde começar ou sequer explicar como acontece. Ouço com atenção às queixas de dores de cabeça, no estômago, musculares, ósseas, palpitações, náuseas, coceiras...
Depois faço apenas uma pergunta " o que está realmente acontecendo com você? " Após um minuto de hesitação e até espanto, a maioria cai num choro convulso e doloroso. Deixo o choro libertador acontecer e então no lugar das queixas álgicas ouço término de relações, perdas de pessoas queridas, problemas financeiros, medos, angústias e ansiedades... Novamente lembro - me da frase " quando tudo doi a dor não é fisica"... Não é! A dor é na alma...
Tudo que nos faz mal e guardamos, por um mecanismo de defesa, vai sair de alguma forma... muitas vezes em forma de doença! É nosso corpo físico gritando pelo resgate da nossa alma... É nosso corpo nos confrontando com nosso eu... É nosso corpo nos mostrando o que não vai bem... É nosso corpo dizendo " olhe pra você "
As vezes é difícil compreender e até acreditar nisso. Normal! Estamos tão mentais, tão obcecados pela objetividade que só mesmo adoecendo, doendo, machucando é que paramos para valorizar nossas sensações e nos perceber. ..
Ninguém gosta de sentir dor, ninguém quer adoecer, todo mundo teme se machucar...
Alertas!
Quantos alertas nosso corpo precisa nos enviar para olharmos pra ele, de verdade!
Sejamos mais atentos , gentis e cuidadosos com nosso corpo...
Sejamos mais atentos, generosos e amorosos com nossa alma...
Toda dor é real...
Toda dor é tratável. ..
Todo corpo deve ser templo...
Toda alma deve ser leve...
E tudo se vai com o tempo, não vou mais ouvir os ventos que me diziam que tudo era eterno como seu suspiro.
Era para ser eterno, para sempre, como ela idealizou, porém não percebia, que o amor, pouco a pouco se esvaia, nas lágrimas que insistiam em regar seu travesseiro. Ou se é feliz por inteiro, ou é preferível estar só. Amor com lágrimas é covardia, e de repente, da noite pra o dia, passa a ser desamor.
E no princípio era o Verbo. E o Verbo era AMAR. E viu Deus que o verbo precisava de um sujeito para que fosse conjugado. E Deus criou você. Pensativo, percebeu Deus, que um sujeito simples, sozinho, não conjuga o verbo amar, não queria Deus criar o egoísmo. E Deus criou a mim. E assim surgiu o sujeito composto. E disse-nos Deus: Amem um ao outro, para que o verbo cumpra o seu sentido. E, embora sejam dois na aparência, na essência, ambos, tornar-se-ão um ser uno. E assim o fizemos. Estava feito. Sorriu Deus satisfeito, e foi descansar.
"E de repente, comecei a sentir com a mente e pensar com o coração. Era tudo o que sempre quis de verdade. Prazer, meu nome é Amor, meu sobrenome, Felicidade.
E, juntos, pela primeira vez, olhavam para o céu e contemplavam as estrelas. E o amor entre ELES era tão grande, que o céu se perdia diante dessa imensidão de afeto, doçura, carinho e promessas sem fim. Parecia que as estrelas cabiam em suas mãos. O engraçado, é que eles não sabiam o nome se quer de qualquer constelação, essa platéia que delirava diante de tanto amor. Porém , as estrelas já decoravam as palavras trocadas entre ELES .E, naquela noite, quem passe ali por perto, poderia escutar todo o universo, em um coro uníssono, repetindo, suavemente, o doce refrão : Sempre e para sempre...
A Lua
E Ela era feita de tudo de bom que existia:
vinhos, música, poemas,
sabores, aromas, amores,
verdade, mistério, humores,
luar, sentimentos e magia.
O Anjo
Era para ser apenas uma troca banal de informações entres dois seres totalmente diferentes.
Seus olhos , de repente, sorriram para mim, e naquele momento, tornou-se verdade o que sempre neguei durante toda minha vida.
Amor à primeira vista existe sim.
Encontrei minha metade.
E meus olhos retribuíram o sorriso.
O Anjo
Não havíamos trocado mais que dez palavras, sabia apenas o seu nome, sabia que não era daqui. Ele poderia estar em milhares de lugares, não só em minha mente, não só em meu coração, talvez cercado por inúmeras pessoas interessantes. Meu nome já esquecera. Certamente esquecera.
- Pensando em mim?
Uma rosa na mão, um sorriso nos olhos, uns lábios que sorriam sem sorrir.
E deu-se o reencontro.
“Com as influências do mundo, pensei que a sabedoria era ser louco; mas depois percebi que ser louco era vergonhoso".
