Era
Orquídea
Era um momento difícil
Flores brotavam a todo momento
Floresciam na relva do dia
Floresciam e as pétalas perfumadas exalavam aroma
Ela precisava brotar, e exalar seu aroma
Estava só, mas não era seu dia
Mas ela gritava e seus gritos alcançaram o céu
Ela foi ouvida e novamente os botões voltaram
Agora vive em seu vaso
Como um leão preso no cativeiro
E quem a libertar
Terá de a sustentar
Dedicado a Arlete Azevedo
Certa moça a confidente dizia isto baixinho "se beijo gastasse a gente, nega... eu já era um tiquinho..."
Ilusão
O instante me consome
Não sei mais quem sou
O que eu era na verdade
Era a face da ilusão
O instante golpeou-me
Armadilha mascarada
O que sou agora?
Senão cinzas sobre cinzas
Não importa.
O vago parece ser tudo.
Não importa.
Nada.
Agora.
Oscar Wilde disse: "Quando eu era jovem pensava que o dinheiro fosse a coisa mais importante do mundo, hoje, maduro, tenho certeza!" É difícil demais não pensar assim, uma vez que o consumismo desenfreado acaba por contagiar a todos, e por mais que haja quem diga, estar imune a ele, sinto dizer que essa pessoa não se conhece ou mente melhor do que eu. Fato é, que no núcleo familiar, ocorre a mais vil disseminação deste conceito, que, tão hipocritamente, é repudiado pela sociedade. Então dêem-me um tempo e não me encham o saco!
E foi embora com a desculpa de que eu era feliz demais. Agora dou risada o dobro, que é pra fazer mais sentido aquela partida.
Sozinha no quarto era quando se sentia mesmo miserável. E ruminava a sua dor, se repetia, o grande ressentimento que afundava dentro dela.
Ela era linda. Ela tinha tudo para ser feliz. Ela estava a ponto te ser a mulher mais feliz do mundo. Mas ela não enxergava isso. Pois ela tinha ele.
Ensinaram-me que era pecado beber, bailar e fumar. Ninguém nunca me ensinou que era pecado manter o povo analfabeto, vivendo em favelas, sem educação e sem saúde.
Quando eu era criança, era tão ingênua que acreditava naquela história: “Eles viveram felizes para sempre." Mas então eu cresci.
ABANDONO
Meu casebre
desabou na tempestade
a maldade
que habitava teve fim
o estupim
era menos que a metade
da vaidade
dos mistérios de Caim.
Ele era um cara como tantos outros caras que não sabem amar, ela era uma mulher como tantas outras mulheres que amam demais. Ele tinha todas, ela queria apenas ele. Ele sempre ia embora, ela sempre o esperava. Mas sabe Zé, teve um dia que ele foi e demorou muito, ela cansou de ficar lá na chuva e no sol, no frio e no quente, ela cansou das dores, dos choros e das noites acordadas o esperando. Quando ele voltou Zé, ela já não estava mais lá, mas ela ficou bem Zé, depois de um tempo ela ficou bem, ficou sim.
Você contra o mundo , não parece meio justo . Quem disse que era pra ser? Faça sua vida valer alguma coisa e lute , temer não é desculpa .
Era uma vez um conto de fadas. A menina havia se apaixonado pelo menino, que a amava mais do que qualquer outra coisa. Juntos eles eram o par perfeito, um casal de referência.. "Eu quero ter um amor igualzinho ao deles.."
Eram só as aparências? Talvez.. eles se amavam, isso era inquestionável, mas não tinham aquela certeza: passaremos o resto da vida juntos? Como seria esse um conto de fadas, se não há um felizes para sempre? Como seria esse um par perfeito, se eles não tinham certeza sequer do que ocorreria amanhã?
Realmente, não sabiam de nada. Mas sabiam de tudo. Sabiam que não conseguiriam passar um dia sem um "alô" que traz toda segurança do mundo. Ela sabia que, por mais que hesitasse, não encontraria aquele abraço em outra pessoa. Ele sabia que jamais encontraria tamanho carinho em outro amor.. sabiam até que não haveria outro amor como aquele.
Por isso, ignoravam todos os problemas, todo o drama diário. Pois apesar de qualquer coisa que acontecesse, sabiam que poderiam contar um com o outro. Talvez não pra sempre.. mas pelo menos por um tempo.
E isso bastava. Por enquanto.
(Conto de Fadas)
Não ter medo de ser diferente nem sempre era o caminho mais confortável para o jovem Marco Polo. Exigia um preço, mas, como desejava ter luz própria e não ficar na sombra dos outros, estava disposto a pagá-lo.
Na minha infância eu andava descabelada, era moleca. Na minha adolescência tive minha primeira paixão, continuava moleca. Hoje na minha juventude estou amando, estou deixando de ser moleca, pra não perder aquele que sempre procurei. (a maturidade está chegando.). Mais não sei se vale a pena deixar de ser moleca por isso.
Tenho saudades da minha juventude, quando acreditava que tudo era possível, e hoje sei que não existe o impossível!
Eu olhei pro lado e sorri
você também
Você era tão conhecido
eu ninguém
você esticou o braço
eu também
eu tentei esconder o olhar
não fui tão bem
eu não tinha ninguém
você também
e nós dois sabíamos que nunca mais
não teríamos ninguém
