Era
"Por um tempo eu tentei convencer o mundo e a mim mesma, que eu era a menina de decote, maquiagem carregada e risada alta na fila do bar. Mas a verdade é que eu nunca fui. Acho incrível essa forma desapegada de dar sequência na vida, as piadas e histórias loucas e vazias. Mas nunca fui a menina do bar, uma pena. Pra ser sincera, eu tenho preguiça das outras pessoas da fila, dos meninos na porta do banheiro, das músicas sem letra, das cantadas baratas. Não conseguiria ser essa menina, embora ache um jeito bem mais simples de encarar o mundo, porque isso tudo me dá sono, mesmo entupida de energético. Porque antes do fim da noite eu já tô sentada, brincando com o canudo do drink, esperando a hora de ir embora. A impressão que eu tenho é que eu tô sempre esperando a hora de ir embora, de qualquer lugar e qualquer pessoa. A menina da fila tá dançando com o terceiro ou quarto cara da noite. Ela é divertida e linda. E eu queria ser assim, só que as pessoas são tão desinteressantes e previsíveis, que eu prefiro o canudo. Levantei e fui ao banheiro, ela tava lá, retocando a maquiagem. Enquanto eu lavava as mãos, ela arrumava o salto e reclamou “Nossa, dói demais, né? Mulher sofre!”. Eu sorri e concordei. Doía mesmo, quem dera fosse só o salto. Olhando nós duas pelo espelho, uma do lado da outra, a diferença era só o modelo do vestido. Mas éramos muito mais diferentes que isso. Ela tinha paciência com os babacas, o barman lerdo, os amigos bêbados, as meninas de nariz em pé. Ela só queria dançar, beber e curtir, porque a vida é complicada. Eu já entrei cansada e preferia o sofá, o copo, o canudo e todas as coisas sem vida daquele lugar, porque as pessoas são complicadas. Antes eu fosse a menina do bar."
(Marcella Fernanda)
Quando a flor desabrochou, descobriu que a vida era muito mais bela e intensa do que descrevia o poeta que por ali passava. Também descobriu que nenhuma das lamentações que ouviu era capaz de descrever as inevitáveis dores e sofrimentos dos viventes. Ao desabrochar compreendeu que nenhuma palavra era tão profunda e grande o suficiente para caber nela um sentimento. Percebeu que nenhuma melodia era capaz de conter toda a felicidade e admiração que a vida lhe provocava. E que nem os mais habilidosos oradores seriam capazes de prepará-la para os dias de tempestades ou para os abruptos cortes.
Descobriu assim, que a vida extravasa de tantas as formas, pois é maior, mais preciosa e bela, do que qualquer poesia, música, dança ou pintura. E por a vida ser mais, ela jorra pela arte
Era uma vez, duas crianças , um menino e uma menina, eles eram muito amigos, ate que um dia ele se separaram, depois de oito anos eles se encontram, e parecia que não havia acabado nada, mais ele havia mudado muito, e já não se importava tanto com os sentimentos de sua amiga, ate que acontecem coisas que vão os afastando, e quando ela menos esperava, ele a esqueceu. Ela ainda se importava, mais nada podia fazer, por que ela já tinha caído no mar do esquecimento dele. Até hoje ela ainda luta para que ele venha se lembrar dela, mais nada mudou.
Esquisito é você esquecer uma pessoa de um dia pro outro e esquecer que era essa pessoa que você deveria lembrar pra sempre.
Eternas Saudades
Eu o amava
O máximo que podia
Ele era o melhor
O melhor que existia
Ele era incrível
Era especial
Mas um dia ela veio
Dizendo 'vamos,a hora chegou'
Vazio que nunca será preenchido
Ele não voltará
Nunca voltará
Seu tempo chegou
Seus dias passaram
Apenas saudade ficou
Algum dia
Não sei quando
O terei novamente
Poderei abraça-lo
Matar a saudade
O terei para sempre
Por toda a eternidade
Era como se ela viesse caminhando desengonçada sobre o solto, rindo à toa, sorrindo à toa. Ela era assim, de sorriso fácil, de olhar profundo e de encanto inesquecível. Não consigo compreender como ela pôde ir embora...
Dia desses você volta e redescobre esperança no meio da dor. E me conta que era impossível ter visto antes porque a gente não enxerga bem quando é escuro. Me diz que não sabe pra onde ir, mas que agora a sensação é diferente: você quer ir. Talvez queira ir pra um lugar que não parecia claro, exato, bacana ou coisa e tal. Mas as suas coordenadas mudaram, tua tatuagem é outra, teus modos descobriram um novo jeito depois de drenar a angústia de um coração partido no passado.
“Sinto falta de quem eu era, das minhas risadas, das minhas piadas sem graça, tenho saudades de me amar, do meu abraço, sinto falta do meu motivo para viver, sinto falta de tudo o que era. E o que eu era? Eu era cada pedacinho de você, cada risada, cada gesto, porque a cada sentimento que eu tinha o motivo era por amar você, existia para você e por você.”
Seu silêncio me disse "acostume-se com a minha ausência". Você era o único que ainda sentia minha dor, o único que cuidava bem de mim.
O passado voltou, me fez lembrar de tudo e foi embora. Como você.
O que sou agora é o que restou do que eu era ontem com a junção do ideal que desejo ser amanhã. E pra falar a verdade gosto de ser assim inacabada, construída por etapas, feita conforme as exigências da vida e as urgências da alma.
Era quase um ritual de solidão
onde meu corpo e minha alma
seguiam livres rumo ao desconhecido.
do meu poema - Minha doce solidão
Você está me causando repugnância. Não era isso que eu esperava de você quando te conheci, ou melhor dizendo, você cresceu e se tornou um domador de palavras ferinas, usando contra mim. Pergunto-me sempre o que eu fiz com você? Sempre te tratei diferente de todos eles, com mais amor, carinho, sempre estive ali estendendo a minha mão pequena para você. Eu sou isso que você ver, sou bobo, carinhoso, dou amor, me preocupo demais e não adianta você querer fazer mudar-me por que não vai conseguir. Estou cansado de ser apedrejado por você, nunca me compreende. Eu sinto muito se você não gosta do meu jeito delicado de ser com você, talvez, você só vai dar a valor a alguém quando você ficar sozinho nesse mundo nojento. Se eu estou sendo um empecilho na sua vida, vá embora, deixe-me, porque eu não consigo me afastar de você por mais que essa seja a única saída, mas eu não consigo, o meu sentimento por você é muito mais ilimitado da vontade que eu tenho de me afastar. Talvez seja só na hora da raiva apenas. Você disse que precisava de mim, que me amava. Mas quem ama não arranca lágrimas, não faz sentir ser menos importante, não briga e nem apedreja palavras para machucar. E quer saber, você está certo, eu sou um doido alucinado por criar uma miragem sua e querer está certo que tudo num passou de um mal entendido.
Eu era aquela adolescente que ansiava ter logo dezoito anos pra assistir o filme ''Romeu e Julieta'', e poder constatar mais de perto o amor que eu só lia nos livros que tanto apreciava; o romantismo dentro de mim brotava como um rama de girassóis sempre irradiando para o alto, querendo alcançar o céu e ser aquecida pelo sol; aquela adolescente risonha, alegre e faceira que saía de mãos dadas com o meu pai, com o maior orgulho, como se ninguém, na face da terra, tivesse um pai mais maravilhoso do que o meu, nunca me sentir tão amada como naqueles momentos, que íamos passear, assistir os filmes que ele nem me dizia os títulos deles, só pra me ocasionar expectativas, surpresas e alegrias, como por exemplo ''E o Vento Levou'' ...Ou então ir com ele pra aprender a jogar Boliche, mas as bolas eram tão pesadas e eu conseguia só derrubar um obstáculo; mesmo assim meu pai batia palmas e me incentivava a tentar mais uma vez; ou quando ele me levava ao Iate Clube, desde a tenra idade, pra me ensinar a nadar, a cada dia perder o medo e a pular num trampolim mais alto, e ele sempre estava de braços abertos me esperando lá embaixo na piscina; e ele também me ensinava e me deixava pescar e mesmo quando eu só pescava um peixinho e me sentia toda orgulhosa por tal façanha e realização, ele me aplaudia e ainda ganhava de prêmio o seu sorriso tão maravilhoso!
