Era
O maior ato individual de bravura ou de loucura que alguém pode praticar é o ato de mudar. Eu era alguma coisa. Agora sou uma coisa a mais.
Você era só mais um, um amigo qualquer, uma pessoa comum, até eu te ver de novo, e perceber que tinha algo de diferente quando nossos olhares se cruzaram, aí você não era mais qualquer um, na verdade, você era aquele um que desfocava todos. Você me fez esquecer em apenas um segundo, que já houveram outros.
A ideologia individualista e a era sublime da moda são assim inseparáveis; culto da expansão individual, do bem-estar, dos gozos materiais, desejo de liberdade, vontade de enfraquecer a autoridade e as coações morais: as normas “holistas” e religiosas, incompatíveis com a dignidade da moda, foram minadas não só pela ideologia da liberdade e da igualdade, mas também pela do prazer, igualmente característica da era individualista.
Eu faço o que faço por causa do meu pai. Ele era um herói. Ele deu a vida pela busca do conhecimento.
Para ela era um troféu, por isso tinha a maior dificuldade em abrir mão. Para ela perder estava fora de questão, por isso lutava com todas as forças para conseguir o tão sonhado troféu. Esse é o problema dos grandes competitivos, NÃO SABEM PERDER, não se contentam com a derrota querem o prêmio, o tão sonhado troféu a qualquer custo... Até fazerem uma terrível pergunta VALE A PENA ESSE TROFÉU? Ou é só feitiche, obstinação e teimosia? É talvez é teimosia mesmo não vale tanto assim, nessa busca desenfreada só tem perdido, não é vergonhoso perder competidora desde que tenha lutado arduamente, jogado limpo, tem troféus que não são necessários, desista não é feio, feio mesmo é continuar insistindo ou só tem havido derrotas, pendure a chuteira, calce outros sapatos e vários em busca de tesouros. Lute só enquanto pode. Esqueça o troféu não vale tanto assim
LIÇÃO DA ABELHA-RAINHA AO ZANGÃO ABUSADO
Era uma abelha-rainha zangada com seu zangão,
Pois todo dia ele vinha e esquecia o seu ferrão.
O zangão pedia à rainha o ferrão dela emprestado,
E quando o usava saía sem nem dizer obrigado.
Parecia que a rainha tinha o dever de lhe dar
O ferrão que ela tinha, e nem sequer podia usar.
Mesmo contrariada, a rainha atendia o pedido,
Achava mesquinharia não fazer um favor ao amigo.
Acontece que todo dia, todo dia sem esquecer
O zangão sempre saía e não lembrava de agradecer.
Um dia quando o zangão chegou pra fazer o empréstimo,
A rainha olhou pra ele e disse num tom bem completo:
"É muito feio você pra vida não estar preparado.
Todo dia você esquece do seu ferrão de bom grado.
Não vejo nenhum problema no meu ferrão emprestar.
Acontece que é muito feio dos favores abusar.
Além de ser feio explorar os favores de um amigo,
É mais feio, ainda, você ser mal agradecido."
O zangão, surpreendido, ficou "de boca aberta",
Não imaginava que a rainha lhe diria verdades tão certas.
Todo envergonhado, o zangão saiu de fininho
E foi embora voando, com o seu coração bem partido.
Chegando em casa chorou e passou a noite pensando.
No outro dia voltou e à rainha foi logo falando:
"Você é uma amiga que me ama de verdade.
Me ensinou que é importante respeitar as amizades.
Eu quero lhe agradecer por tudo o que me disse,
Muitas vezes nessa vida agimos com muita burrice.
Nunca mais vou abusar do seu nobre coração
E não vou mais me esquecer de andar com meu ferrão."
Depois de agradecer os ensinamentos da abelha-rainha,
O zangão saiu feliz, voando com muita euforia.
Ele aprendeu a lição que nunca mais vai esquecer:
"É muito bom ter amigos que lhes ensinem a crescer".
A abelha-rainha, que sempre ajudou ao zangão,
Ensinou para ele muito mais que uma linda lição
Ela ensinou que na vida é normal todo mundo errar,
Mas é muito feio, pra todos, com o erro se acostumar.
Nara Minervino
Muito da criança que era em nós, cresceu no momento em que os unicórnios tiveram que decidir se pediriam outro chifre ou arrancariam aquele. Como estavam não poderiam ficar, pois a magia havia ido embora.
Eu cresci acreditando que o mundo era cor-de-rosa e que para tudo havia uma solução, entretanto descobri que de rosa nada tinha o mundo, ele era bem preto e branco, contudo se fosse sábia aprenderia a colorir certas páginas. Então eu segui com meus lápis de cores e pitei minha tela, algumas viraram obras expostas em museus como coisas preciosas e outras se tornaram meros rascunhos, mas não jogadas ao lixo, pois serviram-me de inspiração para compor outras mais belas...
Em um campo havia uma flor
Ela era esbelta e transbordava amor
Um louco à matou sem pudor
Nesse campo agora, havia dor.
Um agricultor me disse uma vez que um dos maiores luxos de sua vida era acordar cedo e voltar a dormir.
No mundo da era digital é quase que impossível você entrar em depressão são frases de efeito, conselhos e declarações tão incríveis que me fascina saber o quanto a mente humana é capaz de conduzir um espírito infeliz ao ápice da reflexão.
Eu era só mais um meninão, na ilusão de achar que os irmãos iriam fazer algo por mim...
Foi só ilusão irmãozin...
Eu fiz minha correria, o ceto pelo certo, na Terra Prometida passei pelo deserto, ninguém acreditou me jogaram em um buraco, virei governador, não sou mais um coitado
Se o "relacionamento" terminou sem motivo não era um relacionamento era só um atrativo.
Falei e vazei!!!!
Meu pai era um faroleiro. Minha mãe era uma rainha. Mas a vida tem um jeito de aproximar as pessoas. Eles me fizeram o que sou.
