Era

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Moça do meu sonho

Não sei quem era,
Mas tinha uma noiva
Nas areias
Do cais

Era uma virgem
Dona de um olhar
Casto, de um corpo terno
De um jeito singelo.

Não sei por que
O sonegar.
De tanto negar,
De tanto brincar.

Tinha uma marca
Danúbia
De um corpo adulto
De uma alma jovem

O vestido pesava
Mas estava só
Não sei mais onde...
Naquele altar!

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

Era uma vez, um reino à moda antiga, preso às tradições. Aqui, todos cumpriam seus papéis sem questionar. Mal sabiam eles que seu mundo estava prestes a mudar.

⁠SINAIS DE QUE VOCÊ ESTÁ MELHOR DO QUE PENSA

1. Você não é a mesma pessoa que você era há um ano.
2. Você tem objetivos claros, você sabe onde quer chegar.
3. Você enfrentou dificuldades e venceu.
4. Você tem 1 ou 2 amigos em quem você pode confiar.
5. Você sabe que o melhor ainda está por vir.

A ideia principal era mostrar aquele momento da vida em que seus amigos são sua família.

⁠Eles estão me alembrando de quem eu era.
Más não estão reconhecendo quem eu sou.

⁠A Ponte

Havia um guaxinim que morava na floresta, do qual vivia uma vida sossegada.
Ele era conhecido e amado por todos os animais, porém algo que jamais pensariam era que o bicho não via a felicidade em nada.
"Oras, mas como? Se sua vida era boa assim; paz, amigos... por que ele era infeliz?"
Eis a questão: ele estava nesse mundo só por estar, sem saber como aproveitar tudo que estava em sua volta.
O animal se preparou, e então abriu a porta que o destino decidiu lhe reservar.

Saindo da floresta, ele opta por viajar pela cidade, achando que cedo ou tarde finalmente encontraria a peça que faltava.
Foram várias tentativas, uma mais fracassada que a outra, questionando se sua escolha teria sido a errada.
Chega um dia em que o guaxinim acaba por encontrar uma ponte velha que levava a um local ainda desconhecido.
Com a paciência já por um fio, a criatura desiste de tudo, não tendo ideia do que agora o espera.

Uma voz misteriosa pode ser ouvida: "Acha mesmo que esta é a saída? Passe. Passe pela ponte e terá a sua preciosa felicidade".
Ao escutar, ele começa a ter esperanças, sem nem mesmo pensar no quão estranha era a oferta, e se sequer era verdade.
Perguntando inocentemente o que era preciso fazer, a voz responde: "É como eu te disse, apenas passe pela ponte. Lá do outro lado é onde você poderá ser feliz".
Pareceu como um presente vindo dos céus; afinal, quais as chances de alguém ter uma oportunidade dessas tão de repente em um mundo tão cruel?

Após a resposta, o ansioso guaxinim passa pela famigerada ponte que estava caindo aos pedaços.
A cada passo, ele se sente cada vez mais baixo, enquanto tudo parecia ficar mais solto.
Neste momento, a esperança é substituída pelo medo e a felicidade por desespero, imediatamente tentando voltar.

O problema é que agora era tarde demais, e sem poder fazer mais nada, ele fecha os olhos e cai no abismo criado pelo erro de não perceber a hora de voltar atrás.

⁠A primeira vez que eu vim aqui tudo era diferente e eu também, talvez essa versão faça mais sentido, esquecer é mais fácil do que lembrar, por algum motivo e isso que torna as coisas suportáveis.
(Jonas Maliki)

O mar pra mim era tão belo, tão azul...
porém, não passava de um vermelho, vibrante e encantador
o qual jorrava meu próprio sangue
e eu, tolo
crendo que era apenas o mar, lindo e azul.

Lembro que eu te conheci numa data qualquer
Mas logo percebi que não era uma gata qualquer

Djonga

Nota: Trecho da canção Tipo, em parceria com MC Kaio.

⁠Eu era egoísta mas, deixei de ser no momento que te vi amando outra pessoa.
E o meu coração doeu....

Ela era bonita de um jeito incandescente
e a beleza era a menor de suas qualidades

Atticus
Gosto dela livre. Campinas: Verus, 2018.

⁠Antes a questão era só gostar, agora é não suporta te perder.
Isso vai além do meu pior pesadelo.
Eu pareço uma louca

⁠Eu menti... pra saber se a minha dor era igual a sua.

Eu sei que você era brilhante demais para mim.

Harry Styles

Nota: Trecho da música Golden.

O seu erro foi achar que eu era qualquer uma. Que podia me tratar de qualquer jeito. Que eu ficaria satisfeita com qualquer migalha. Mas que bom que você errou, porque assim me impediu de cometer o erro de ficar com você. 😉

⁠“Eu não era nada. E quando você não é nada, não tem razões para temer”. — Samwell Tarly

⁠Minha "felicidade" nem sempre foi real. Na maioria das vezes, era uma versão fabricada e forçada que se rachava quando examinada de perto.

⁠A última vez que vi meus pais
Dias de Neblina.

Era novembro de 1998, como fiquei assistindo TV até tarde, acabei dormindo na rede daquela vasta cozinha, estava frio naquela madrugada quando de repente senti um cobertor cair sobre mim, uma mão encaixando o cobertor no meu corpo, e muito mais que aquecer, aquelas mãos davam a certeza de cuidado, carinho e proteção.

Algumas horas depois ouvi o cantar do galo e a algazarra dos animais do sítio, e antes mesmo de amanhecer ouvi o barulho da grosa (objeto usado para ralar guaraná em bastão), enquanto o fogo do fogão a lenha era aceso aquecendo aquela manhã, as vacas já mugiam no curral, ouvi voz de meu pai chamando-as pelo nome para a ordenha, Morena, Jangada, Manteiga, Mimosa, Pretona, Pretinha, Rainha, Estrela…,enfim era cada nome de vaca que vinha da criatividade do meu pai, o mais interessante que ao ser chamada cada uma respondia com um mugido quando o seu nome era gritado, como se estivessem respondendo uma chamada.

Eu ainda deitado e sonolento, comecei a sentir o cheiro delicioso de bolo frito e chá, e os passos de minha mãe na cozinha que já estava preparando tudo pois horas depois já teríamos que ir embora, e ela não admitiria um filho sair de casa sem alimentar-se. Ao me levantar percebi que a manhã estava fria e que todo sítio estava coberto por uma neblina, aos poucos meus irmãos foram acordando e arrumando as malas, era visível no olhar de minha mãe a mistura de uma alegria e tristeza.Nesse momento meu pai já tinha terminado a ordenha e encheu algumas garrafas de leite e colocou em nossas malas, logo em seguida foi colocar o cavalo na charrete para nos levar até o ponto de ônibus que ficava na porteira de entrada do sítio.

- Benção mãe!
- Deus te abençoe, que Deus te guarde e te de muito juízo.
Minha mãe sempre aproveitava esse momento para dar uma alfinetada (risos).Subimos na charrete com meu pai enquanto minha mãe ficava na porta da cozinha nos vendo sair, nessas horas as suas lágrimas desciam como uma cachoeira, ela sempre chorava toda vez que tínhamos que ir embora, à medida que nos afastamos do sítio sua imagem na porta da cozinha embaçava até ao ponto que não era possível mais vê-la. No caminho até a porteira meu pai aproveitava para nos dar conselhos, lembro que nesse dia ele comentou que é tristeter tantos filhos e não ter ninguém tão perto sempre, mas que isso era preciso, pois estudar era necessário.

Ao chegar na porteira já podíamos ouvir o barulho do ônibus chegando e rapidamente nos despedíamos.Ele pegou a charrete e voltou para o sítio e nós ficamos na porteira observando ele se afastar em meio a neblina até no momento em que não era mais possível vê-lo, mas podia se ouvir uma canção antiga que ecoava do meio daquela neblina, minha mãe sempre dizia que ele só cantava aquelas músicas quando estava feliz.

O ônibus passou e viemos embora, essa foi a última vez que vi os meus pais.Já voltei no sítio várias vezes depois disso, e toda manhã com neblina sinto um desejo imenso de procurá-los em meio àquela neblina, mas não consigo ouvir os passos de minha mãe ou tão pouco a cantiga antiga do meu pai.

Ailson Nascimento
31/08/2014 as 03:30

⁠Pense nisso: Van gogh era um gênio incompreendido. Alguém solitário, vazio, considerado louco e estranho por muitos, invisível; jamais entendiam sua arte. Vendeu apenas um quadro em sua carreira vivo e hoje, seus quadros valem milhões de dólares. Às vezes, as melhores coisas são as mais invisíveis.

Sou apenas um garoto, que se convenceu de ser herói, quando só era sortudo de achar um amuleto mágico.