Era
Era uma vez, em uma floresta encantada, um pequeno coelho chamado Léo. Léo era conhecido por sua alegria e energia, sempre pulando de um lado para o outro, espalhando felicidade por onde passava. No entanto, um dia, Léo começou a se sentir diferente. Ele não tinha mais vontade de brincar e se sentia triste e sozinho, mesmo quando estava cercado por seus amigos.
Os outros animais da floresta notaram a mudança em Léo, mas não sabiam como ajudar. Alguns pensavam que ele estava apenas cansado, enquanto outros achavam que ele estava sendo preguiçoso. Ninguém entendia o que Léo estava passando.
Um dia, uma coruja sábia chamada Olívia percebeu a tristeza nos olhos de Léo e decidiu conversar com ele. Ela se aproximou gentilmente e perguntou: “Léo, o que está acontecendo? Você parece tão triste.”
Léo suspirou e respondeu: “Eu não sei, Olívia. Eu me sinto tão triste e sozinho, mesmo quando estou com meus amigos. Parece que ninguém entende o que estou passando.”
Olívia, com sua sabedoria, explicou: “Léo, às vezes, todos nós passamos por momentos difíceis. É importante que você saiba que não está sozinho. A depressão é algo que pode acontecer com qualquer um, e é importante falar sobre isso e buscar ajuda.”
Com a ajuda de Olívia, Léo começou a falar sobre seus sentimentos com seus amigos. Eles ouviram com atenção e começaram a entender o que Léo estava passando. Aos poucos, eles aprenderam a ser mais empáticos e a oferecer apoio, em vez de julgamentos.
Com o tempo, Léo começou a se sentir melhor. Ele ainda tinha dias difíceis, mas sabia que podia contar com seus amigos e com Olívia. A floresta inteira aprendeu uma lição valiosa sobre a importância da empatia e do apoio mútuo.
E assim, Léo e seus amigos viveram felizes, sabendo que, juntos, podiam enfrentar qualquer desafio. A floresta se tornou um lugar mais acolhedor e compreensivo, onde ninguém precisava enfrentar a solidão e a incompreensão sozinho.
Moral da história: A empatia e o apoio são fundamentais para ajudar aqueles que estão passando por momentos difíceis. Ao ouvir e compreender, podemos fazer a diferença na vida de alguém e tornar o mundo um lugar mais acolhedor.
Era uma vez um coelho chamado Tico, que vivia em uma floresta cheia de vida e cor. Tico tinha um grande sonho: ele queria ser o animal mais rápido da floresta. Todos os dias, ele treinava incansavelmente, correndo de um lado para o outro, tentando superar sua própria velocidade.
Um dia, Tico ouviu falar de uma grande corrida que aconteceria na floresta, onde todos os animais mais rápidos competiriam. Ele viu ali a oportunidade perfeita para provar seu valor. No dia da corrida, Tico estava nervoso, mas determinado. Ele se posicionou na linha de partida ao lado de outros animais, incluindo a veloz raposa e o ágil veado.
Quando a corrida começou, Tico deu o seu melhor. Ele correu com todas as suas forças, mas logo percebeu que, apesar de todo o seu esforço, não conseguia acompanhar os outros competidores. A raposa e o veado dispararam à frente, deixando Tico para trás. Ele terminou a corrida em último lugar, exausto e desanimado.
Sentado à sombra de uma árvore, Tico refletiu sobre seu sonho frustrado. Ele se sentia triste por não ter conseguido ser o mais rápido, mas então algo incrível aconteceu. Os outros animais se aproximaram dele, elogiando sua determinação e coragem. Eles disseram que, embora ele não tivesse vencido a corrida, ele havia ganhado o respeito de todos por nunca desistir.
A partir daquele dia, Tico percebeu que ser o mais rápido não era o mais importante. Ele entendeu que o verdadeiro valor estava em sua perseverança e em nunca desistir de seus sonhos, mesmo quando as coisas não saíam como planejado.
**Moral da história:** Às vezes, nossos sonhos podem não se realizar da maneira que esperamos, mas a jornada e a determinação que mostramos ao persegui-los são o que realmente importam. O verdadeiro sucesso está em nunca desistir, mesmo diante das dificuldades.
"Até que a morte nos separe." Antigamente era mais fácil dizer isso. Havia mais disposição para ver o tempo passar, menos pressa, porque as distâncias eram maiores. Quanto menor a distância, maior é a pressa e a ansiedade de chegar.
Fincada na areia eu patinava o mar que serpenteava a areia que era fincada por mim e se abraçava entre meus dedos dos pés. Andava rumo ao norte e estendia a vista à direita enquanto um ou outro peixe pululava entre as quebras das ondas.
E cruzava eu a areia, o mar, o peixe e um ou outro pescador que lançava a rede ao mar, água até à virilha salgada, ou lançava sua vara, fincado à areia -"Boa noite" -"O que se pesca aqui?".
Olhava acima, pipas serpenteavam o céu que devorava o mar que serpenteava a areia. Não eram pipas, mas morcegos presos à linhas seguradas por crianças que corriam e riam esgoeladamente.
A lua cheia banhava a todos, impassível por ter visto tudo. Vez em quando, o farol amarelo de um avião iniciava sua procura no mar até que suas várias agulhas me encontrassem. Pescadora eu, as cravava em meus olhos e o arrastava mar afora até que pousasse em minha nuca.
Me despedia, sem querer ir, mas sem ter mais o que percorrer, fechando os olhos e erguendo queixo acima. Meia volta: -"Boa noite" -"O que se pesca aqui?".
4 de fevereiro, 2023. Praia em Vitória
Era manhã ainda, e havia uma certeza bonita de que o dia seria melhor. As coisas seriam feitas sem aquela porcentagem de exigência que até ontem pairava em tudo e em todos. Como pode sorrir tranquilizar? E então, esqueceu todos os sapatos apertados e passou a caminhar descalço, sem medo de se cortar ou se machucar em algum espinho. A vida estava mais natural. A luz do dia acariciava a pele. Aquelas gotas de tinta acidentalmente derramadas sobre uma ou duas cartas serviram apenas como um sinal para um obsessivo que é escravo da perfeição: melhor não enviá-las, não ainda, não agora. Porque ela poderia fugir ou se assustar. Talvez chamaria isso de liberdade, se não existisse uma vontade de se amarrar, de ficar, de persistir. Mas foi chamado de amor, um lindo amor, e com entrega.
A AMIGA
Não sei se te digo ou se não,
Que contigo eu espanto a solidão.
No início, era só amiga; depois, o remédio pro meu coração.
Não era para ser assim. Tanto que não me orgulho. Nem aconselho ninguém a trilhar caminhos semelhantes. O que fiz foi um mal necessário. Uma atitude drástica. De quem se sente acuado. Julgado. Sentenciado. E sozinho.
Antes acreditava em sorte, mas quando vi que a tal era manipulável, então deixei de lado e aprendi, que todo fracassado acredita em sorte. Pois confia no que não fez e ainda espera um bom resultado.
Somos uma geração desnorteada, vítimas de uma era perdida e sem sentido. Nascidos em um tempo sombrio, em um mundo adoecido, crescemos sobre alicerces quebrados, e construímos uma realidade decaída.
O peso do mundo sobre nossos ombros é uma carga que nos corrói a alma, e nos deixa sem rumo, sem bússola, em um oceano de dor.
Cada dia que passa é uma luta, uma batalha que travamos sozinhos contra um sistema que nos esgota e nos consome.
A vida é uma luta constante contra a desesperança, cada dia é uma batalha que precisamos vencer, e o futuro parece cada vez mais sem esperança.
Seguimos como zumbis sem alma, sem vida, adaptados a uma sociedade doente, que nos estragou a saúde, e nos feriu desde a partida, e que ainda por cima lucra com a ausência de nossa saúde.
Somos a geração da adaptação, a mesma que se desfaz em desolação, porque adaptados ao que nos foi dado, nunca nos sentimos realmente presentes. Cada dia é uma luta para manter a compostura, enquanto a vida passa diante de nossos olhos.
Nos fazem acreditar que não temos alternativas a esse sistema, e que a única posição ética que temos é fazer de tudo para prosperarmos dentro dele. Dizem que a adaptação é a única forma de sobreviver, mas a que custo? Nossa sanidade é o preço a pagar.
Cresci em meio à confusão, com valores corrompidos e distorcidos. Tudo isso me afetou profundamente. Nascidos para a tragédia, somos vítimas de uma grande ressaca moral, que nos deixa sem esperança, e nos faz desejar um fim fatal. Sinto-me navegando pelas correntes turvas da vida, questionando constantemente o sentido de tudo isso que nos cerca. Os valores que nos foram transmitidos são questionáveis, a busca pelo sucesso é implacável e sem fim, e nós nos encontramos presos em um ciclo interminável.
Nós somos uma geração perdida, desesperadamente tentando encontrar um lugar ao sol nesse mundo caótico, mas as sombras nos seguem implacavelmente.
Será que algum dia encontraremos a paz?
Ou estamos fadados a viver em um estado perpétuo de conflito?
Somos prisioneiros de nossa própria criação, construímos uma sociedade doente, e agora sofremos as consequências de nossos próprios erros.
Será que nossa geração está destinada a seguir assim? A construir nossas vidas sobre alicerces quebrados? Onde ser jovem já não é uma benção, pois nascer nos estragou a saúde, a tristeza se tornou a nossa constante, um fardo que carregamos. Em que nos sentimos perdidos e sem direção, num mundo que nos cobra a perfeição, mas não nos oferece nenhuma solução. Ou será que podemos encontrar uma maneira de nos libertar, de escapar do ciclo e buscar algo mais autêntico?
Não sei a resposta, mas sinto que algo precisa mudar, não podemos continuar a viver em uma sociedade doente. Talvez precisemos nos afastar do que nos é familiar, para encontrar a verdadeira cura para nossa alma doente.
A pressão que a vida me exercia, na verdade não era um pensamento qualquer. Era a música me escolhendo, como instrumento de propagação...
Aos poucos a chuva foi parando, a folha secando e o sol timidamente confundindo meu olhar. Era toda vez assim, quando chovia e hoje já se faziam 40 anos e eu?
Aos poucos a chuva foi parando, a folha secando e o sol timidamente confundindo meu olhar...
O mais estranho pra mim era que as coisas, não se apresentava em seu tempo devido, mais sempre rápido demais e sorte de quem entende...
Um dia ainda menino o coração pulsava pela boca, era meus anseios e sonhos... Então eu corri, estudei, trabalhei e me superei a cada romance , batalha ou desengano na qual eu haveria perdido e por longos anos colecionei meus míseros fracassos. Hoje não tenho nenhum bem material, nem o amor da minha vida e muito menos a consolidação de uma carreira na qual posso me apoiar e descansar um pouco. Mas o que mais me impressiona é passarmos por tudo e ficar sem resposta. Talvez um dia eu entenda... Agora eu só quero o que é verdadeiro nessa vida o tempo e a paz...
Eu conheci uma menina a muito tempo atrás, senti que ela era minha alma gêmea, tudo aconteceu de forma natural e constante no meu relacionamento com ela, hoje sou parte mulher, por aprender com ela muitas minucias e peculiaridades que existe dentro da alma de uma mulher, claro que não aprendi tudo, estou somente no início desta jornada de conhecimento, todos os dias eu acabo me deparando com algo a mais.
Para ajudar neste ciclo de conhecimento, ela me deu duas outras meninas, me concedendo a oportunidade de desbravar e participar desde o início de todas as fases do crescimento de uma mulher.
Só tenho a dizer que sou um homem privilegiado por desfrutar da companhia e amor destas mulheres.
Poderia falar, como a maioria dos homens pensam, que são minhas mulheres, mas não, ao contrário, eu sou delas, faço parte delas, mesmo que as vezes me sinta deslocado ao lado delas, pois a força que emana delas é poderoso, faço o possível para me integrar, digo que é difícil as vezes, na verdade é uma aventura constante.
Neste dia então, dia internacional das mulheres, quero desejar para este trio, toda a força e felicidade que puderem conquistar e que posso humildemente oferecer minha companhia e carinho para sempre.
O problema é que se apontarmos para o passado, quem erá melhor? e se apontarmos para o futuro, que será?
Esta realidade é que foi escolhida, damos ou não apoio?
Talvez rezar para que der certo? sair nas ruas e reivindicar mudanças?
Infelizmente eu, para minha vida, vejo daqui em diante um só caminho, aquele que leva adiante e vejo nele minha pessoa, seguindo nele e fazendo o que eu sempre fiz, caminhar, queria que fosse diferente e todos caminhassem ao meu lado.
Nunca em nossas vidas as escolhas que fizermos será 100%, nem a escolha dos outros.
Então se cada um de nós, todos nós mesmos , um a um, não enxergarmos o bem comum, sem esquerda e direita, interesses, partidos, qualquer tipo de idealismo que não leve a percepção do correto, podemos esquecer o significado de comunidade!
Quando eu era pequeno, brincava com os carrinhos dos outros, com os vídeo games dos outros, com as bicicletas dos outros, sem me sentir humilhado.
Hoje eu posso ter tudo que eu não tive na infância e me sentir realizado, mas não, eu preferi ter as pessoas dos brinquedos que eu usava na infância, agora meus amigos de anos.
As pessoas são mais importantes que coisas.
