Era

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⁠Eu vi um pai enterrar um filho. O pai era meu avô e o filho era meu tio.

Inserida por angelicabenigno

Hoje despertei enferma. Disse que era gripe — a desculpa habitual, uma justificativa pronta para quem pergunta apenas por educação. Mas, entre nós, foi mais que isso. A doença física era só a casca, o sintoma mais visível de algo que me envenena mais fundo. Não entrei em detalhes, é claro. Porque, no fundo, não há criatura viva que realmente deseje saber como estou. Eles escutam, mas não ouvem; dizem que se importam, mas é o silêncio que realmente diz a verdade. Quem ama de verdade adoece junto. Por isso calei-me — foi um gesto de amor-próprio. Ou de resignação.

Fiquei deitada de barriga para cima até as dez da manhã, imóvel, como um cadáver temporário, tossindo tanto que a própria garganta parecia se desfazer em fiapos. Um rasgo interno, uma agonia que vinha de dentro para fora. Permaneci assim até reunir coragem para me arrastar até a pia: havia pratos a lavar. E então os sequei, como quem seca também a si mesma — tentando dar um mínimo de ordem ao caos que me habita.

No café da manhã, preparei uma papa de Mucilon. Um gesto infantil, quase um consolo. Foi bom. Mas também foi tudo que pude fazer. Retornei à cama — meu pequeno túmulo provisório — e apenas consegui erguer-me por breves instantes às duas da tarde. Comi, quase por obrigação, e engoli o ibuprofeno como quem engole o cansaço acumulado dos dias.

Já marcava quatro horas quando, num gesto quase heroico, reuni minhas últimas forças para me levantar outra vez. Enfim tomaria banho. Mas o inesperado me golpeou: não consegui fechar a porta. A chave, antes leve como uma pétala, agora era chumbo em meus dedos.

E então compreendi — não pela razão, mas por um suspiro da alma — que fazemos diariamente coisas que não notamos, e que talvez por isso mesmo nunca agradecemos. Trancar uma porta. Lavar um prato. Respirar. Tudo isso era fácil — até deixar de ser. E só quando a capacidade nos abandona, é que percebemos o quanto aquilo nos pertencia. Ou pensávamos que pertencia.

Agora, estou deitada novamente. Tossindo.
Como quem fala com Deus em código morse.
Como quem espera um milagre no silêncio.
Como quem compreende, tardiamente, que o corpo adoece quando a alma já está exausta.

Inserida por angelicabenigno

⁠Um pedacinho de amor passou por minha vida. Era peludo e tinha quatro patas.

Um pedacinho de amor passou por minha vida e me ensinou mais sobre amor do que eu poderia imaginar.

Um pedacinho de amor passou por minha vida. Passou mas levou um pouco do meu amor com ele.
Pois amor é algo que cresce à medida que compartilhamos.

Levou amor, mas deixou em dobro.
Deixará saudade, mas também deixou sorriso.
Sentirei falta, mas também sentirei que fui privilegiado.

Inserida por nandoangelo

⁠Parecia que ele me queria de amante, como uma boneca, parecia que eu não era nada

Inserida por CrisGM

⁠Eu costumava pensar que eu não estava bem o suficiente, eu costumava pensar que não era selvagem o suficiente, Mas não vou perder meu tempo tentando descobrir por que você está jogando, O que é isso?

E eu não posso acreditar que você está me machucando, Eu conheci sua nova garota, e que diferença. O que você vê nela que não viu em mim?

Inserida por CrisGM

...nunca precisei me dedicar 100% aos estudos, pois 40% já era o suficiente para suprir o que me era apresentado, partindo do principio que nunca fui nem me considero um gênio...

Inserida por Alexandre13

A desagregação familiar é a origem do caos social da Era Contemporânea... Famílias bem estruturadas são as células fundamentais que em conjunto formam uma sociedade melhor, consciente e mantenedora dos preceitos éticos e morais.

Inserida por LazaroGomes

Ignorante era aquele que não sabia cuidar de si.

Inserida por Guarapua

⁠Com o passar do tempo, a gente vai se desprendendo de muitas coisas. O que antes era tudo, passa a ser só um detalhe perdido em um canto qualquer da casa. Enfim, mudamos nossas prioridades, nosso modo de ver a vida. Criamos coragem de ir sem arrependimentos, pois já não existe mais nada além de cinzas

Inserida por L_C_R

⁠⁠De todas as ilusões, nada resistiu. Eu era... Já não sei mais se sou, se aqui estou. Vejo vultos, ouço lamentos, não são meus, sou eu.
Falta pouco pra amanhecer. Ainda não dormi, mas bem ali... No conto do quarto, há uma armadura a minha espera, a usarei para enfrentar o mundo, daqui a pouco. Pois é assim que tem sido todos os meus dias.

Inserida por L_C_R

E mesmo te vendo todos os dias, eu sinto saudades de quem você era antes.

Inserida por PequenasLembrancas

⁠E então eu descobri que longe de você eu não era mais completo
Algo esvaziou naquele momento isso está correto?
Não, está expressão não esta certa
Foi algo como me perder mesmo tendo um monte de seta
Primeira vez que lhe avistei senti nostalgia
Mas do que seria?
Afinal eu so me reconhecia
Talvez um verso sem poesia
Uma bruxa sem sua magia
Só Depois eu entendi
Foi falta de si
Troubled/Diego

Inserida por troubled

Tudo que eu achei que eu queria, não era realmente o que eu precisava!
Hoje eu vejo que só precisava estar bem comigo mesmo!

Inserida por wevert_calves_1101413

Talvez aquela menina que você abandonou por causa das palavras dos outros era a unica capaz de te fazer feliz.

Inserida por Aluz

Eu pensava que o importante era se apaixonar,lutar e conseguir viver esse amor e ser feliz pra sempre, então me poupe com suas criticas sobre beleza.

Inserida por Aluz

⁠O medo não era por causa do que ele poderia fazer comigo; e sim por saber que pessoas como ele viviam e andavam entre todos – pessoas tão quebradas por dentro que nenhuma quantidade de terapia ou medicação poderia torná-las “seguras” para o resto de nós.

Navessa Allen
Na escuridão. Rio de Janeiro: Alta Books, 2025.
Inserida por pensador

Quando eu era apenas uma criança meu pai me disse.-Viva só aquilo que você vá querer se lembra e nunca tenha medo,solte o animal que vive em você, deixe seu lado criança viver.

Inserida por JesuelAndrade

⁠Atravessar fronteiras era um desejo meu desde menina, incluindo as fronteiras mentais, não apenas as geográficas. Conhecer, descobrir, avançar, aprender: verbos que de certa forma me definem, todos relacionados com o exercício da liberdade.

Martha Medeiros
Um lugar na janela. Porto Alegre: L&PM, 2012.
Inserida por felipeninefour

⁠Hoje era o dia de lhe dar os parabéns.
Festejar, se alegrar, presentear.
Te abraçar mais uma vez.
Pular, brincar, cantar...
Se contagiar com sua alegria,
Comer bolo. Uma fotografia.
Ou simplesmente te amar.

Que saudade meu Pai,
Repentina a sua partida.
Só o choro me acalenta,
Muito forte a dor da despedida.
Mas a saudade que abraça o meu peito,
Trás lembranças, então, me deleito,
Me faz lembrar e te amar todo dia.

Inserida por paulinhoalves

Quando olhei pra mim,
quis saber quem eu era,
o que construí e o que deixei para trás.

Percebi que gastei muita energia.
Energia que direcionei sobre situações abstratas,
concretas apenas dentro de mim.

Apesar de ter realizado esse feito,
cresci.
amadureci tentando ser feliz
chorei tentando ser feliz
viajei tentando ser feliz.

Nessa tentativa, tornei-me uma pessoa melhor.
Atraí com meus erros o amadurecimento,
deixando para trás histórias e experiências que,
embora tristes, valeram à pena!!

Na vida, o presente pode até não fazer muito sentido, até o momento de reunir as peças desse quebra-cabeça chamado experiência revelar o quanto este exato instante é essencial.

Essencial..guarde esta palavra!!

Por isso, viva este momento
e deixe que o amanhã cuidará de trazer
o que for necessário para você.

Mas peça direção a Deus,
pois mesmo que você não entenda,
Ele lhe mostrará o caminho.

Inserida por Rosimeiry1988