Era
Fui educado em uma escola pública aqui de Uiraúna que a política era uma das proezas mais significativas e honrosas para o homem e necessária para a humanidade, feito um ideal artístico, o sabor da melhor comida e o cheiro da mais cara fragrância, sendo uma das formas de concretização da justiça social.
Peço gentilmente a todos, não estraguem esse meu aprendizado e não me desmotive a lutar pelo meu País, pelo meu Estado e por minha cidade.
era a última poesia e a última quimera, era um poeta e um drinque, a solidão ouvindo uma música qualquer, se ouvia ventos e ventos, sozinho e sem escrever, dentre os dentes mastiga alucinações e na cabeça recordações - na poesia querendo morrer e preso na vida para viver... sou a música esquisita e a última bebida como sabor de não sei o que...
as cálidas noites pareciam ensolaradas em quentes desoras no ápice sonoro do meu êxtase.
tudo era eterno e o sol no céu se perdia no lacrimejar de uma madrugada ensolarada.
só exista eu e apenas um eu na união envergonhada de nossos corpos.
o pensamento tem cheiro de alguma coisa com gosto de nada, porém, existe.
ensolarado os restos de nossas vidas, a vagar na escuridão do dia, esperando por alguma coisa que brilhe.
quando meu pai morreu aniquilei tudo que era sentimento que existia em mim, um jovem de 19 anos de idade, via minha mãe desesperada olhar para mim e perguntar, e agora, o que faremos? e os dias foram passando e as lágrimas escorrendo e eu sem pensar em nada, mas onde era escuridão de repente foi se aclarando e se tornando tudo mais transparente, e a minha fé em Deus ajudou-me a seguir e a pelo menos a viver, peguei com minhas mãos e joguei terra sobre o corpo de meu pai, naquele momento não enterrei os bons momentos e seus ensinamentos pois são vivos em mim, quantos momentos senti saudades e o esperei chegar na minha formatura e não o vi para abraçá-lo e receber seu beijo em minha testa como de costume fazia, resta ainda a lembrança, o amor, e a certeza que a vida se perpetua, se agarre, meu irmão, em Deus, chore em seus braços e retome com forças a vida, talvez seu pai não feche mais a porteira pra você ao ir embora de sua casa, mas,sempre estará escancarando seus braços para lhe receber em suas saudades e ausências... que Deus te abençoe meu querido e nobre irmão, força e fé.
mensagem ao amigo Antônio Batalha pelo falecimento de seu pai em 20/10/2017
Sonhei com uma casa rabiscada
escrita em poesia
nas paredes da sala,
no corrimão da escada
era só a nostalgia.
E as rimas de meu quarto já riscadas
era voz de minha rebeldia,
falando de amor
sem dizer mais nada.
Enquanto uma presença era o 'tudo' que qualquer pessoa buscaria, eu ia perdendo e não sabia, perdendo aos poucos aquela companhia que completava o meu ser sob os cuidados exaustivos de meus olhos e de minha intuição mediante as inúmeras evidências.
E hoje meus olhos se fechou, minha intuição se acabou, e não sei mais o que faz, para onde olha e quem facilmente beija, não sei mais onde está o meu amor.
me canso dias e dias,
e no sereno da noite,
o sol vem logo cedo clarear,
o que era escuro, frio, feito açoite.
Mas tudo é vazio,
sem você,
cadê ao menos o amor vadio,
que enlouqueceu e logo esqueceu.
Não sento ao lado da fidelidade
pois nada é de verdade
e escorre pelas idades
e nada nasceu.
Não sou e nem fui,
não ando e nem cheguei,
tudo é um nada que flui,
até o sombrio desejei,
algo desprezado ao léu morreu.
Amor de criança
Quando disse que te amava
Era bem pequeno ainda criança
Mas nesse tempo uma paixão cantava
As vindas de uma esperança
um pequeno coração se apaixonava
e não habitava o amor de criança
Se soubesse que ia passar
Que o tempo passava
A arte de amar
Teria enxergado seus olhos que brilhava
Hoje ponho a chorar
Como aquela criança, que muito amava
Não se trata de voltar a ser quem você era. Se trata de construir, com consciência, quem você quer ser.
“Quando fui para Jesus Cristo, eu achava que era bonzinho; mas, agora tenho a certeza que era tão ruim à ponto de destruir a minha própria alma”.
Depois que nascemos não podemos esperar nada bom, pois o melhor que poderia nos acontecer era justamente não ter nascido.
O ditado popular diz: "Cada cabeça, uma sentença." No passado era: a cada sentença (do rei), uma cabeça...
Não é de hoje nem foi o ontem, eles lutavam, mas era imprescindível a derrota por mais que seja a vontade de erguer a taça, a tática foi eficaz na execução das estratégias padronizadas pelo lider, o foco é ser ambisioso após os objetivos traçados.
A esferá cíclica de vida é semelhante as ações devem ser planeadas, a organização é crucial com este aspecto as peças da tableta de xadrez serão bem manejadas a rainha apenas poderá intervir quando não for exequível conforme previsto as ações e com o processo em curso monitorando gradativamente.
Vivi em um relacionamento onde por anos era chamado de azedo como um limão, e a outra pessoa se sentia a mais doce de todas como se fosse o néctar dos deuses.
Eu já vi bicho na goiaba, vi bicho na manga até mesmo no néctar, mas eu nunca vi bicho no limão.
mal: eu nunca te disse que amava porque pensei que não era boa para ti e era uma questão de tempo até veres isso, eu agora sei o que é o amor ,ben eu amo-te,eu sempre te amei(beija-o)
CHUVA POTENTE
.
Durante a noite, disparou
Trovão com chuva potente.
Era tanto relâmpago
Que de ateu virei crente.
Eu me tremendo de medo
Contando `AsHoraNosDedo´
Pro sol nascer, minha gente!
‘’O amor de Romeu e Julieta era bonito porque era um amor de antigamente, que aos poucos, se torna uma verdadeira paixão com desejo inocente.’’
Era inverno quando Laska chegou. Ao contrário do que esperava, não me colocou no colo, não me aqueceu muito menos tirou aquela agonia familiar do meu peito.
Chegou não sei se altivo ou nervoso, só sei que tirou tudo do lugar. Tirou todos os móveis do canto da sala, jogou minhas gavetas no chão, esvaziou meus armários, jogou as roupas na cama. Nem mesmo meu lugar secreto de bugigangas escapou daquele ataque estranho. Tirou as cortinas das janelas, bagunçou a cozinha. Eu olhava aquilo tudo primeiramente estática, sem entender. Depois, nervosa, pulei em seu pescoço tentado frear aquela disseminação da desordem, em vão. Ele continuou sua missão que durou pouco mais de uma hora.
A noite estava fria, ventava e caia uma chuva fina e triste e eu assistia desolada e derrotada aquele espetáculo da porta, sentada no chão, onde eu estava. Quando ele se deu por satisfeito, virou pra mim e disse: “Pronto, agora arrume.” Confesso que chorei. Era só uma casa, tudo bem, eu sei, mas era a MINHA casa, toda bagunçada, revirada de ponta a cabeça e com aquela imensa nuvem de descrença pairando no ar.
Esfreguei os olhos com as costas das mãos, como fazia quando criança. Olhei pra ele, nos olhos. Nem brigar consegui. Ele saiu pela porta me deixando ali com minha bagunça, com aquela bagunça tão parecida com meu interior. Sentei perto da cama. Não sabia sequer por onde começar, mas comecei. Furiosa, entristecida, descrente, fui pegando primeiramente minhas coisinhas pequenininhas. Encontrei um porta-retrato do 1º ano da faculdade, uma carta do primeiro namorado, uma foto envelhecida do meu saudoso pai, um cartãozinho de um natal antigo em família, e de repente, meu rosto de triste começou ter aquela leveza que a nostalgia das boas lembranças produz.
Encontrei também um tanto bom de recibos de contas antigas, molduras de tempos ruins e mais alguns outros resíduos de lembranças doloridas. Do guarda-roupas, acabei encontrando várias coisas que não mais deviam estar ali. E assim prossegui minha faxina forçada, encontrando em cada canto alguma coisa que me fazia chorar e sorrir, me livrando de algumas, guardando com ainda mais cuidado outras tantas. A faxina não acabou em um dia. Demorei semanas para colocar tudo em ordem. Creio que nem na última mudança vi tanta bagunça. Laska estava sabe-se lá onde… desde o dia do seu ataque que eu não o via.
Quando terminei a faxina no interior da casa, reinava do lado de fora caixas e caixas de coisas que precisavam ganhar novos donos, novos rumos e também o caminho do lixo. Sai de casa e encontrei novas casas para as coisas que precisavam de novos donos, deixei também um bom montante de caixas no lixo e dei aqueeeele tanto de papel de um passado não tão legal para o cara da reciclagem da esquina. Voltei pra casa leve. Até de sapatos eu havia me desfeito. Cheguei e observei como minha varanda estava linda. Nunca tinha notado o quanto parecia iluminada, limpa. Límpida.
Entrei e aquele ar que gosto de chamar de “esperança” me acolheu e abraçou. Achei tudo mais lindo e espaçoso. Havia me livrado daquela mesa de canto que nunca havia tido serventia alguma além de ocupar espaço. Havia me livrado também da cortina escura e a janela do jardim agora estava aberta deixando o cheiro do finalzinho de inverno entrar. Eu ainda estava ali, enamorada quando ele entrou. Entrou, me deu aquele abraço que só ele sabia dar, envolvendo meus braços, por trás e sussurrou no meu ouvido:”Será que agora você entendeu?”
Eu me virei e fui preenchida por aqueles olhos que me desmontavam por inteiro sem necessitar de palavra alguma e ao invés de raiva, repulsa, eu o abracei. Me joguei nos seus braços, com aquele choro de alívio regado a riso silencioso.
Não sei muito bem quando a ficha caiu, quando entendi. Só sei que foi bem no dia que Laska chegou e tirou tudo do lugar que entendi que amor só é amor quando de alguma forma te tira do ócio do comodismo e te relembra que para coisas boas chegarem é preciso arrumar “espaço”.
Naquele dia, “Laska” entrou de vez na minha vida, e desde então, nunca mais me questionei sobre o que é amor, “Laska” arde todos os dias em meu peito me lembrando que está ali.
