Era
O que passou a ser o “amor”?
Quando me apaixonei pela primeira vez, o amor era escrever cartas, dedicar músicas, fazer serenatas, declarar-se em frente a todos, com direito a flores, ursos e chocolates. Agora o amor virou piada, e nessa história quem são os palhaços?
Sinto saudades dos amores exagerados como cantava Cazuza. Sinto saudades de amar na varanda, olhando as estrelas no olhar de um verdadeiro amor, sinto falta de sentir o amor.
Como pode morrer assim toda uma nação de apaixonados, exagerados, loucamente românticos, estupidamente intensos e emocionados. Luto para aqueles soldados que morreram na guerra da paixão, com balas de olhares direto no peito, sem a cura do tão desejado beijo.
Os palhaços dessa história somos nós, amantes de um único amor, os verdadeiramente apaixonados, soldados feridos de uma eterna luta entre mente e coração. Somos nós que amamos amar, e somos nós que morreremos tentando.
O sentimento nem sempre era tangível em papel e tinta, né, Clarice? Eu sinto muito.
Admito que continuo me perguntando se você era tão exigente. Se empilhava papéis amassados ao redor da sua máquina de escrever.
Se rasgava seus livros com ódio. Se questionava: isso é bom?
Você viveu poesias, dramas e contos que jamais leremos. E, mesmo parindo tantas páginas, nem 100 séculos te decifrarão.
Mas é justo, caso o dom da vida seja existir, em partes, intocável e sagrada.
Pelo menos você retribuiu essa justiça, tornando acessíveis alguns gritos íntimos dessa dor missionária.
seja na introspecção angustiante de Lóri (tantas de nós) ou nas suas tramas nitidamente pessoais.
Que vê lição nas galinhas, nas rachaduras... Que vê Deus ao pisar num rato morto na orla do Rio de Janeiro.
E, a propósito, custei a recuperar o rumo após "Perdoando Deus".
Sempre admirei sua coragem de lançar palavras céu afora e f#das!
"Quem quiser ler, leia por sua conta e risco". Um certo descaso com o perfeccionismo e com as opiniões.
Era seu modo de sobrevivência, né? Mas também... que opinião vai impedir um ovo prestes a chocar?
Pois eu assumi o risco... (devo dizer que tinhas razão!)
Mesmo acessando suas páginas (desesperada pela identificação), nasceu a minha maior dor: não ler seus escuros.
O que você foi quando suas mãos estiveram amputadas... quando, na missão da escrita, você aposentou as fardas?
Minha dor é não saber o que se passava na sua cabeça enquanto o bolo de palavras não descia (nem por reza) esôfago abaixo.
Era isso que eu queria perguntar, mas cheguei uns 50 anos atrasada.
Aquela dor de estar entalada... de nenhum arsenal de palavras ser suficiente para fazer escorregar o sentimento que se agarrou na garganta.
O que você fazia?
Quando não era a palavra, ERA O QUÊÊÊ?
Qual era o mecanismo, Clarice?
(silêncio!)
Perdi a palavra viva andando pelas ruas da Tijuca. Fiquei com os ecos, que são meu desespero de hoje e ciclicamente.
Mas é justo, né?
Você continua intocável. Não é sobre a escrita, é sobre aquilo que não se fez ler.
Não é sobre o pecado... consumado. Ele pode ser escrito.
A dor sempre residirá sobre a nossa sagrada, intocável, dolorosa e incompreensível solidão!
Dos tempos em que era criança,
Em que brincava e corria,
Da felicidade tenho lembrança,
Daquilo que fazia.
Naquela noite esfriou, ventou, choveu . Senti um amargor na boca. Ja era meia noite. Tranquei portas e janelas, puxei as cortinas apaguei as luzes e me em rolei nas cobertas. A vista escureceu, não tenho palavras para descrever. A noite com seus acordes encheu o ar de um ar pesado. Senti um vento soprar vi luzes acesas, não entendi mais aceitei . Uma voz serena meiga me disse : Quando o caminho ficar mais dificil e a esperança te parecer ter ido embora lembre-se a em você uma chama ardente que nunca morrerá. ! Sua alma . Não desista continue a lutar, sua estrela brilhante te aguarda nesse outro mundo lá você tambem brilhará para sempre .
Minha avó ... minha mãe -
Quando eu era pequenino
e me sentia triste e só
agradecia ao destino
ter-me dado aquela Avó!
Nas varzeas do caminho
adormecia nos seus braços
e os medos de menino
desfaziam- se em abraços!
Sinto o toque da sua mão
de quando era pequenino,
oiço o bater do coração,
ao colo - na pele - o carinho!
Hoje a vida é diferente:
já não sou tão pequenino
a Avó partiu p'ra sempre
quem me dera ser menino!
Meu poema, minha mágoa,
minha estrela, também,
a saudade fica, trago-a,
minha Avó ... minha Mãe!
Em memória da minha querida Avó Clarisse.
CRÔNICAS DA ILHA
A Carruagem de Ana Jansen:
Era uma noite escura e tempestuosa em São Luís. As ruas de paralelepípedos estavam desertas, exceto por uma figura solitária que caminhava apressadamente. Paládio, um jovem estudante de sociologia, estava voltando para casa após uma longa noite de estudos na biblioteca. Ele sempre foi fascinado pelas lendas locais, especialmente pela história de Ana Jansen.
Enquanto caminhava pelo bairro da Madre Deus, Paládio ouviu o som de cascos de cavalo e rodas de carruagem. Ele parou e olhou ao redor, mas não viu nada. O som ficou mais alto e, de repente, uma carruagem negra apareceu na esquina. Os cavalos eram enormes e negros como a noite, e a carruagem parecia flutuar sobre o chão.
Paládio ficou paralisado de medo enquanto a carruagem se aproximava. Ele podia ver uma figura sentada dentro, uma mulher com um vestido antigo e um olhar severo. Era Ana Jansen. A carruagem parou ao lado de dele, e Ana Jansen olhou diretamente para ele.
"Você conhece minha história, jovem?" ela perguntou com uma voz fria e distante.
Paládio, tremendo, assentiu. "Sim, senhora. Eu sei quem você é."
Ana Jansen sorriu, um sorriso que não alcançou seus olhos. "Então você sabe por que estou condenada a vagar por estas ruas. Minhas ações no passado me trouxeram a este destino. Mas você, jovem, ainda tem a chance de mudar seu futuro."
Com essas palavras, a carruagem começou a se afastar, desaparecendo na escuridão. João ficou parado por um momento, refletindo sobre o encontro. Ele sabia que tinha testemunhado algo extraordinário e que a história de Ana Jansen era um lembrete poderoso das consequências de nossas ações.
Tudo mudou.
Antes era solidão e agora sei que não estou sozinha...
Sei que tenho Meu Diário Ambulante, Virtual, Real e incondicional pela infinita eternidade e além.
Eterna namorada.
Ela só queria ser amada ao máximo, se queria contrária-la era chama-la pelo nome, tinha que ser amor, nem outra denominação ou palavra, mesmo sem fôlego, sem ar, sem força ela queria experimentar cada sabor da vida, cada detalhe, cada visita dos passarinhos, cada gota de chuva, cada aroma de flor, cada folha caindo e carinho. Dava gosto ouvi-la falar de suas dores e alegrias de sua vida e de seus amores. Falar dela em pouco tempo é dizer que a vida com ela não valeu a pena, mas não é verdade cada segundo ao lado dela foi como uma eternidade de amor, se foi morrendo de medo de ir, não teve como não ir, foi e levou consigo todo meu amor, até no seu último suspiro, foi sem saber, foi sem dor, sem medo e com muita coragem, levando consigo toda sua dor, deixando em mim todo seu amor.
Lembro da primeira vez que te olhei
Não pude acreditar que era você, que você estava ali, na minha frente
Antes de ir te encontrar fiquei admirando e pensando o quanto eu esperei por aquele momento
Você linda, toda tímida apenas me deu um sorriso
Eu me encantei com você muito antes de ter te visto
Ali com toda certeza naquele momento, foi o começo de uma paixão
Paixão essa que só vem se alimentando a cada dia por você, paixão para você
Dizem que a vida é feita de momentos..
Então você será o meu eternamente.
Tu imploraste-me, suplicaste-me para que eu amasse-te menos pois era demais para ti. Mas isso foi e ainda é um travesso, pois o tamanho do meu amor por ti é agigantado, não dimensional. Não sei o que vem depois do infinito mas eu amo-te mais que isso.
"Eu te amei e te apresentei o meu mundo, onde o meu amor era seu. Mas por escolhas indecisas, você preferiu me perder e perder aquele meu mundo."
_Uma Turva Paisagem_
Um borrão azul com manchas brancas e uma sujeira...
era tudo o que via...
O mar cheio de veleiros...
reparei em uma forma nítida...
era ela...
talvez uma ilha, onde o homem expõe todas suas tristezas…
Onde se revela essencialmente.
Em meu barco...
arrisquei ir até lá,
mas a correnteza da insegurança era forte,
e desisti por um momento.
Não gostava em meu interior,
de ir a ilhas onde já existiam pessoas,
onde já existiam moradias...
Eu desejava uma ilha para me abrir,
e não onde qualquer soar de tristeza, saberiam...
Carecendo de chegar até ela...
eu consegui,
caminhei pelas areias finas e refinadas,
sentindo a fragrância marítima que só suas praias possuem,
e deite-me.
A noite chega,
e pelo mau costume de outras ilhas e pela bravura do mar,
fui arrastado pela correnteza,
ficando confuso, perdido...
e sem meu barco.
Apenas aquela ilha iria me salvar...
perturbado, questionei-me,
se eu merecia aquela ilha por completo...
e arrisquei chegar em ilhas menores,
mas não pude...
Então, em pleno mar...
a correnteza me puxou a retornar para a Ilha...
Sentindo o ar fresco e pássaros cantando,
me deparei com a marca de meu corpo em sua areia...
e eu soube
que tinha retornado àquela Ilha em que visitei...
Hoje eu quero passar o restante de minha breve vida,
contigo,
em sua ilha de companheirismo, de lealdade...
onde o amor reside...
minha nova amiga,
minha mulher,
meu amor,
você.
CULTIVADOR DE TARDES
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Ele era um cultivador de tardes,
Fazia do vento, palavras
Preparava no terreno do chão
Seu sermão e por ali caminhava...
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O que ontem era verdade plena, hoje é subjuntivo, é relativo. Agora que descobrimos as respostas, mudaram as perguntas.
Eu e você somos garotas difentes porque enquanto você era a menina que não usava maquiagem ou vestido porque queria se diferente das outra garotas. Eu fazia o mesmo mas eu só estava sendo eu mesma
No início, era o homem, e o homem era intrinsecamente mal. Ao longo de sua trajetória, ele expressou parte da maldade contida em seu coração. No fim, a maldade do homem obscureceu sua capacidade de discernir entre o bem e o mal a tal ponto que, por esse ser seu estado natural, ele não compreendeu o quão mal era.
Há vinte e sete anos atrás
uma benção aconteceu
era um sábado comum
quando você nasceu
o nome mais bonito
decidiram te dar
o nome se fez pessoa
e eu aprendi a te amar
foi você quem me ensinou
a ver o lado bom de tudo
seu coração GRANDIOSO
o meu ainda miúdo
o maior pesar na minha vida
é não poder te livrar das dores
pois você é o meu maior amor
dentre todos os meus amores
se eu pudesse te devolver
toda luz que você me traz
juro que em seu coração
não haveria nada além de paz
nunca saberei pôr em palavras
tudo o que você me significa
mas se as sombras aparecem
é você que tudo modifica
se Carol fosse um sentimento
com certeza seria gratidão
pois em suas veias correm a gana
de fazer mais leve o meu coração
Deus sabia minha irmã
que eu não conseguiria sem você
então Ele me mandou nesse dia
o melhor presente que alguém pode ter.
