Equidade
Igualdade não é equidade, nem sempre os direitos precisam ser iguais, mas sim direitos de acordo com cada situação. Pare w pense antes de achar que todo mundo é igual em suas necessidades.
A equidade garante os direitos de todos na construção de uma sociedade justa e fraterna, onde todos são respeitados.
Sob a casca polida
do cepo pútrido
da nossa sofisticação,
a equidade é uma quimera.
Há virtudes suspeitadas
e verdades renegadas.
Entre os triviais disfarces,
versões da cada razão,
é a consciência lícita
uma subordinação.
Eis a civilização !
"A divisão justa do trabalho doméstico não é apenas uma questão de equidade, mas uma manifestação concreta do valor da colaboração mútua e da responsabilidade compartilhada, que promove o respeito, a igualdade e o fortalecimento dos laços familiares."
A verdadeira equidade só pode ser alcançada quando a inclusão se tornar o alicerce de nossa jornada rumo a um mundo mais justo.
Nenhum outro pensamento que não projete a justiça, verdade, luz e equidade, entrará no rol da memória dos santos nos Céus, porque Jesus já pensou em nós na cruz para que vivamos pela sabedoria e pelos propósitos de Deus.
Para reconhecer os erros não precisa ser a justiça da retidão e da equidade, mas sim ter o bom senso da ética e a coragem de um coração pleno e verdadeiro;
E para compreender as minhas mensagens, como se compreende a si próprio é preciso ler com o coração! Para que a alma interprete da melhor forma;
A honestidade é a raiz da confiança, e a equidade é o fruto da justiça; onde ambas habitam, floresce a verdadeira integridade.
A sacralidade nas refeições.
Há certa equidade no rito das refeições. Sob a toalha, já não se vê quem é maior. A mesa esconde nossas deficiências.
Sentados, a única urgência é pela comunhão, que é repartida juntamente com o pão e a manteiga. O sagrado tem sabor de café.
Quando nestes encontros falamos, rimos e recordamos, as horas voam diante da saudade acumulada, e notamos que, pelo menos por alguns instantes, conseguimos arranhar a eternidade.
Algum aparelho sempre toca e, espantados com o horário, sabemos que é o momento de partir.
Na porta, ao nos despedirmos, alguém intencionalmente sacode a toalha do café, assim as aves também poderão se alimentar com as migalhas dos nossos momentos.
Quando as mulheres chegam no mínimo da linha de equidade com os homens, muitos deles se sentem confrontados, sendo que a gente só está no mesmo lugar e demoramos muito mais pra chegar lá.
A equidade, almejada por corações sinceros, é um labirinto traiçoeiro, cheio de mistérios, pois não é só o passado que demanda redenção, mas o presente também requer nossa atenção, pois como um eco que se faz ouvir, o presente também carrega o seu peso, e a justiça não se constrói com réplica.
É preciso lembrar de não nos cegarmos ao reparar, pois o peso das injustiças já vividas, não pode ser aliviado com novas feridas.
E que ao corrigir uma dor, outra pode nascer, um ciclo vicioso que nos faz estremecer, a história se repete, o futuro se desfaz, se a justiça do presente não for capaz.
Não se trata de apagar os erros outrora cometidos, mas de construir um presente onde todos sejam ouvidos.
Esse presente é onde plantamos as sementes. Não perpetuemos as dores em velhos aniversários, mas, sim, unidos, trilhemos juntos por um mundo mais decente.
Ponderemos, com sabedoria em mãos, o que é justo e correto em nossas ações? Será que uma injustiça é remediada pelo igual, ou simplesmente adiciona-se um peso descomunal?
Não é pelo peso da culpa que avançamos, e sim, pela busca de um futuro onde prosperamos.
Reconhecer o passado é nossa obrigação, aprender com as injustiças é a direção, mas não se pode usar o presente como arma para perpetuar um ciclo que só nos desarma. A justiça não se faz com mais sofrimento, não podemos cair na armadilha de trocar injustiças antigas por novas dores em fila. Esse caminho só nos leva a um destino decadente, devolvamos a esperança e a crença na humanidade, construindo um futuro livre de opressão e iniquidade.
A luta por justiça requer empatia e discernimento, um olhar atento, de profundo entendimento.
Injustiças no presente não são solução, a vingança apenas alimenta um ciclo perverso. É na compreensão que encontramos a redenção, no diálogo honesto, com respeito, o universo.
A reparação não se mede em sofrimento alheio, mas no encontro sincero de mãos estendidas, no combate à desigualdade, sem dar ao ódio ensejo, em construir pontes, reconstruir vidas.
Sigamos adiante, aprendendo com o passado, construindo pontes onde antes havia muros, pois, no coração da justiça, há um chamado, para reparar o presente sem semear futuros obscuros.
E juntos, façamos do presente um presente, um futuro em que a justiça seja realmente latente.
O respeito mútuo é o alicerce a erguer, a empatia, a ferramenta que devemos ter, escutar atentamente o que o outro tem a dizer, sem perpetuar ciclos de ódio, é o que nos cabe fazer.
Reconheçamos as dores e as desigualdades, mas não as aliviem com mais hostilidades. Em vez disso, busquemos pontes de entendimento, cultivando a justiça com amor e discernimento.
