Epoca de Cora Carolina
Em meio ao objetivismo científico,às fórmulas numéricas contrastantes e à metodologia sistemática, há meu coração que sustenta uma vida carregada de subjetivismos.
Os nossos valores vão sendo construídos, desconstruídos, transformados ao longo dos anos! Mas a nossa essência jamais muda.
Relativo à prática do BEM: faz-se menos do que se deve e, em troca, recebe-se mais do que se merece.
Medo
Como será esse medo?
Medo de sofrer?
Pode ser
Medo de sonhar
Não nunca será
Acho que não tenho medo de nada
Ou teria medo de alguma coisa?
Há sim !
Mais acho que meu medo e bobo
Meu medo e de amar..
Não amar por acaso
Não amar inesperado
Não amar ameaçado
Mais de amar e não ser amado !!!
Olharíamos um pra cara do outro recusando-nos a manter uma relação um tanto quimérica. Emudeceríamos. Pensaríamos novamente - uma, duas, três, quatro vezes se precisasse - para juntos chegarmos a uma questionável conclusão:
- O que temos a perder com isso?
- Tudo.
Entregar-nos-íamos mais uma vez nessa literatura mal esboçada em rascunhos com pontilhados desalinhados, e depois negaríamos tudo de novo. Rasgaríamos a folha de rascunhos e sonharíamos juntos até que acabássemos com a tinta da caneta.
Compassos.
A cada segundo que se estendia mais eles atrelavam-se um ao outro e novamente tinham certeza de que ali ficariam; ele dela, ela dele; ininterruptamente.
Aqueles dois amantes desciam as escadas despindo-se, peça por peça. Experimentaram todos os vértices da casa e se manteram unicamente nas pré-liminares. Cobiça escorrendo poro a poro, pretensões irreprimíveis na ponta de cada garra e mais uma vez minutaram suas iniciais em ambos os dorsos.
- Qual é o seu dilema dessa vez?
- Você.
- O que você tem a me dizer?
- Que estou apaixonado por ti e gostaria de saber se também me amas.
- Talvez.
... Por mais que minha maior vontade fosse jogar-me em meio aos seus braços deleitando-me no mais doce lirismo torto.
Amanheça e anoiteça.
Eu fui. Fui porque amanheci tarde e amanheci chorando. Chorei porque quando você me veio, já estava escurecendo e eu esperei. Esperei manhã, tarde, noite; quem sabe um dia...?! Não. Acabou. Você não numera mais o tamanho das minhas vestimentas, e por mais excêntrico que pareça eu cresci. Você? Você ficou aí, acanhado, crédulo. Virou as costas pro mundo enquanto eu abria os braços pra ele dizendo: "Vem cá meu bem. Pode vir que eu te darei do bom e do melhor. Vasto e não vão." Amor, tchau amor. Amor, você nunca contou com o tempo, eu contava, mas agora me desfiz dele. Amor, sua madrugada já passou e eu...perdi o meu relógio.
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