Época
Vivemos em uma época que nos ensina a correr, como se a velocidade fosse sinônimo de sucesso. Mas a vida raramente floresce na pressa. Há decisões que precisam de silêncio, relações que precisam de presença e sonhos que amadurecem no tempo certo. Nem tudo o que demora é atraso. Muitas vezes, é apenas a vida preparando aquilo que ainda não estamos prontos para receber. Aprender a respeitar o próprio tempo também é uma forma de sabedoria.
Pepita de Oliveira
Nem toda resposta chega quando queremos
Vivemos em uma época que valoriza respostas rápidas. Queremos entender imediatamente por que algo aconteceu, por que uma pessoa foi embora, por que um plano não deu certo.
Mas algumas respostas amadurecem junto conosco.
Há acontecimentos que só fazem sentido quando olhamos para eles anos depois. Não porque mudaram, mas porque nós mudamos.
O tempo não esclarece tudo. O que esclarece é a experiência que acumulamos enquanto o tempo passa.
Talvez a pergunta nunca tenha sido “Por que isso aconteceu comigo?”, mas “O que essa experiência despertou em mim que eu ainda não conhecia?”
Nem toda dúvida precisa ser resolvida hoje. Algumas apenas precisam ser vividas.
Pepita de Oliveira
A pressa também nos engana
Vivemos em uma época em que tudo parece precisar acontecer rápido.
Respostas rápidas.
Resultados rápidos.
Relacionamentos rápidos.
Mudanças rápidas.
Criamos a ilusão de que o tempo é um obstáculo, quando, muitas vezes, ele é justamente o que permite que a vida amadureça.
Há sementes que não florescem antes da estação certa.
Há dores que não desaparecem porque decidimos esquecê-las.
Há pessoas que só entendem a própria história depois de muitos capítulos vividos.
A ansiedade nos faz acreditar que estar parado é o mesmo que não estar evoluindo.
Mas nem todo silêncio é vazio.
Nem toda pausa é perda de tempo.
Existe crescimento que acontece longe dos olhos, exatamente como as raízes de uma árvore.
Enquanto ninguém percebe, elas se aprofundam.
E é justamente isso que permitirá que a árvore permaneça firme quando o vento chegar.
Talvez a vida não esteja atrasada.
Talvez ela apenas esteja respeitando o ritmo necessário para que aquilo que hoje parece demora, amanhã possa ser chamado de maturidade.
Pepita de Oliveira
Nossa amizade é assim, como o vento frio do inverno, tem época que está forte, em outras aparece mais fraquinho, trazendo só lembranças da estação gostosa, e por mais que outras três estações passem, esse vento leve passa por elas para manter a pureza e o equilíbrio da natureza e quando o inverno novamente volta, o vento fica cada vez mais forte, se renovando a cada três estações. Por mais que novas amizades surjam, outros rumos tomemos, sempre que nos encontramos é aquele abraço que daremos, porque verdadeiras amizades vão muito além do que presença física, e é nesse vento leve que mando em minhas orações o teu nome. Nesse mesmo vento te mando mil beijos e mil abraços para que nunca se sinta só ou com frio.
Te adoro😊❣
Na época em que era criança eu chorava quando caía e me machucava, hoje não choro nem com meu coração despedaçado, é realmente devo ter crescido.
Triste época essa nossa de amores líquidos, e sentimentos descartáveis.
Pessoas frágeis e inseguras, temerosas em estreitar laços, ama-se e desama-se na velocidade da luz.
A tal modernidade trouxe tantas opções basta escolher, as redes sociais são inúmeras, Facebook, Whatsapp, Instagram, Tinder, etc.
Uns se aproximam por carência, outros por solidão, e tem aqueles que vêem amor onde não tem.
Afinal hoje tudo é fácil, é só não se apegar, se não estiver bom, descarta, bloqueia, deleta, simples assim.
Mas o principal, que deve ser sempre lembrado, é que do outro lado da tela, existe um ser humano, que tem um coração, sentimentos, então pense mil vezes antes de machucar alguém, não faça com o outro, o que não deseja pra si mesmo.
Pra você o Amor pode ser líquido, mas pro outro, o sentimento pode ser real e Sólido.
Fica a dica: Antes de magoar um coração, cuidado, você pode estar dentro dele.
Por mais que estejamos vivendo uma época em que a solitude é romantizada, em que muitos dizem que a própria companhia basta, eu continuo sendo do tempo das pessoas. Gosto de gente, de boas conversas, de encontros sinceros e de amizades verdadeiras. Valorizo profundamente aqueles que escolhem caminhar ao nosso lado. Estar com amigos não tem preço; são esses momentos que dão mais sentido e leveza à vida.
A ignorância é a maior virtude, numa época dominada pelo ódio e estagnação mental! O conhecimento e raciocínio lógico são venenos!
Vive-se uma época em que a liberdade — individual e econômica — é proclamada como fim supremo, enquanto, em paralelo, a autonomia é silenciosamente entregue a objetos que não pensam, não sentem, não sofrem, mas passam a orientar o modo de viver. Busca-se independência e aceita-se condução; exalta-se escolha e pratica-se delegação. E, nesse paradoxo, quanto mais se fala em liberdade, mais se normaliza a dependência que a esvazia.
Vivemos em uma época onde a promiscuidade é aplaudida de pé, onde o pedir em namoro virou piada e o ficar sem compromisso é moda.
Onde o casamento tem prazo de validade, onde seguidores digitais valem mais do que amigos reais, onde o celular é a terceira pessoa da relação.
Onde a busca incansável pelo dinheiro se tornou um dogma, onde a liberdade financeira e a beleza não são mais relativas, e sim um conceito de felicidade absoluta.
“O certo e o errado não são definidos pela vontade humana, pela cultura ou pela época. Seu fundamento está no próprio caráter de Deus, que revela nas Escrituras aquilo que é conforme à sua natureza e aquilo que se opõe a ela.”
Nesta época de natal recordamos a sabedoria dos mais velhos diante a generosidade humana. Fomos ensinado a dar, aos menos favorecidos o mais simples, o mais barato, o mais reaproveitável, por que tínhamos muito pouco. Dentro desta antiga pratica reconheci em vida uma valorosa sabedoria, pois tudo que se oferece aos menos afortunados de novo, de primeira qualidade, de boa marca infelizmente é desviado por miseráveis de espirito que se valem imoralmente desta oportunidade. Geralmente os verdadeiros pobres e necessitados não veem nem a sobra do que foi generosamente e inocentemente, dado. Diante disto, aconselho ofertarem, arroz quebrado e não parafinado, muito fubá, macarrão do mais barato, sacos que fazem panos de chão, cobertores bem baratos, e roupinhas também. E que Deus proteja os humildes da maldade dos lobos covardes que se transvestem de cordeiros nestas datas festivas para oportunidades imorais, distante do justo afloramento só do bem para toda humanidade.
Trilha sonora da minha vida 1983
Sou da geração 14 de setembro de 1983.
Cresci numa época que a música não era apenas som, era companhia, abrigo e memória. As canções tocavam no rádio, nas fitas, nos CDs, e sem perceber, virava parte de quem eu sou.
Cresci ouvindo versos que atravessaram o tempo, melodias que ainda hoje moram no peito como quem nunca foi embora.
Tive a poesia dos Engenheiros do Hawaii, os questionamentos da Banda Legião Urbana, a força do Capital Inicial e a verdade urbana do Charlie Brown Jr.
Tenho e sinto vontade de me expressar sobre o que aprendi sobre sentimentos com Ana Carolina, coragem com Pitty, leveza com Djavan, profundidade com Caetano Veloso, doçura com Vanessa da Mata, esperança com Milton Nascimento e raízes com Chitãozinho & Xororó dentre tantos outros...
As palavras de encontros amorosos, poesias sobre amor do Roberto Carlos, cantei também amores com Marisa Monte e Nando Reis, me emocionei com a voz de Elis Regina, me encantei com a grandeza de Gal Costa e dancei ao som de Jota Quest.
Entre versos intensos de Cazuza e a irreverência de Rita Lee, aprendi que viver é também desafiar o mundo.
Chorei com a alma de Cássia Eller, sorri com Claudinho & Bochecha, refletir com Gabriel O Pensador e celebrei a vida ao som do samba.
Porque teve Arlindo Cruz, teve Zeca Pagodinho, teve Alcione com sua voz gigante e tantos outros extraordinários que fizeram da música uma herança afetiva na minha vida.
Sou da geração que esperava a música tocar no rádio, que decorava letras sem internet que rebobinava fitas e colecionava emoções, ouvia algumas músicas que minha mãe e meus irmãos colocavam em casa quando eu ainda era uma criança e na minha adolescência pude selecionar as que eu mais me identificava.
E quando a memória afetiva me embala ou a saudade bate, eu entendo que não é apenas nostalgia. É gratidão!
Gratidão porque algumas músicas não envelhecem. Elas crescem com a gente.
E quem nasceu em 1983 sabem que a vida passa, os anos correm, mas certas canções seguem eternas e tocando exatamente no mesmo lugar... o coração!
E assim eu sigo como Engenheiros do Hawaii "somos quem podemos ser" e descubro que crescer também é escolha.
Com a Pitty eu chego dizendo e finalizando esse enredo da minha trilha sonora dizendo que "o importante é ser você" num mundo que insiste em moldar pessoas.
Anaïs Nin, nascida no início do século passado, afirmou com a lucidez de quem desafiou sua época: “É errado a mulher aguardar que lhe construam o mundo almejado; compete-lhe criá-lo por conta própria”.
Eu acho curioso como a gente vive numa época em que trocar de celular demora mais do que trocar de gente. O celular, coitado, ainda ganha capinha nova, película, limpeza de memória… já as pessoas, não. Travou uma vez, já vem aquele impulso moderno de deslizar pra próxima versão como se fosse atualização de aplicativo. E eu fico olhando isso tudo com uma mistura de riso e leve desespero, tipo quem percebe que o mundo virou um grande teste de paciência… e ninguém quer passar.
Porque ficar hoje em dia virou quase um ato subversivo. É tipo levantar uma bandeira invisível e dizer com toda a calma do mundo, eu não vou embora só porque ficou difícil. E veja bem, não é sobre aguentar qualquer coisa, não é sobre se anular, virar mártir emocional ou protagonista de novela sofrida das seis. É sobre escolher conscientemente continuar. E isso dá um trabalho que ninguém posta nos stories.
Tem dias em que amar parece simples, leve, até meio cinematográfico. Mas tem outros em que amar é quase administrativo. Exige organização emocional, revisão de expectativas, paciência digna de quem já enfrentou fila de banco em dia de pagamento. Porque não tem trilha sonora, não tem vento no cabelo, não tem cena em câmera lenta. Tem só duas pessoas tentando não estragar o que construíram com as próprias mãos.
E o mais engraçado é que a gente foi condicionado a acreditar que amor de verdade é aquele que faz o coração disparar o tempo todo. Sendo que, sinceramente, se for assim o tempo inteiro, talvez seja mais caso de ansiedade do que de romance. Porque amor mesmo, esse que dura, ele se parece mais com um sofá confortável do que com uma montanha-russa. Não impressiona à primeira vista, mas sustenta o corpo quando a vida pesa.
Escolher ficar é isso. É olhar pra mesma pessoa, com os mesmos defeitos já conhecidos, com as mesmas manias que às vezes irritam, e ainda assim pensar, eu prefiro construir aqui do que começar do zero com alguém que ainda nem sei como vai me decepcionar. Porque, convenhamos, todo mundo decepciona em algum momento. A diferença é se você vai embora na primeira rachadura ou se entende que relações não são porcelana, são mais tipo concreto… racham, mas também podem ser reforçadas.
E no meio desse mundo que valoriza o novo, o rápido, o descartável, permanecer virou quase um luxo emocional. Um tipo de coragem silenciosa que não dá curtida, não viraliza, mas sustenta histórias inteiras. Porque no fim, o extraordinário não é o começo cheio de fogos de artifício. O extraordinário é continuar quando os fogos acabam e sobra só a realidade… e mesmo assim, escolher ficar.
Agora me conta… você é do time que insiste ou do time que troca?
Vivemos uma época curiosa. Nunca houve tanta facilidade para acessar informações, opiniões e diferentes pontos de vista. Ao mesmo tempo, nunca foi tão fácil consumir conteúdos que transformam pessoas em inimigos umas das outras.
Basta abrir as redes sociais para encontrar alguém dizendo que homens não prestam. Logo depois, aparece outro afirmando que mulheres são interesseiras. Em seguida, surgem discursos que tentam convencer as pessoas de que o amor verdadeiro não existe, que a fidelidade é uma mentira ou que todo relacionamento está condenado ao fracasso.
O problema não está apenas na existência dessas opiniões. O verdadeiro perigo surge quando alguém começa a consumi-las diariamente sem questionamento. A mente humana funciona de maneira muito mais influenciável do que gostamos de admitir. O que ouvimos repetidamente tende a parecer verdade, mesmo quando não existe nenhuma evidência concreta na nossa própria realidade.
Muitas pessoas passam a enxergar traições onde não existem. Começam a desconfiar de parceiros que nunca deram motivos para desconfiança. Interpretam gestos comuns como sinais de manipulação. Criam conflitos baseados em histórias de desconhecidos na internet. Aos poucos, deixam de viver a própria vida para viver dentro de narrativas criadas por pessoas que sequer conhecem sua realidade.
É importante compreender que experiências individuais não representam a humanidade inteira. O fato de alguém ter sofrido uma decepção não significa que todos irão sofrer a mesma decepção. O fato de um relacionamento ter fracassado não significa que todos estão destinados ao fracasso.
A internet recompensa conteúdos que provocam emoções intensas. Raiva, medo, indignação e conflito geram visualizações. Quanto mais as pessoas brigam, comentam e compartilham, mais esses conteúdos se espalham. Nem sempre o que recebe mais atenção é o que possui mais verdade.
Enquanto isso, existe uma parcela silenciosa da sociedade formada por homens e mulheres que continuam construindo relacionamentos saudáveis, respeitosos e duradouros. Essas histórias raramente viralizam. Não porque sejam menos reais, mas porque a paz costuma gerar menos engajamento do que o conflito.
Talvez uma das maiores demonstrações de maturidade na era digital seja desenvolver a capacidade de filtrar aquilo que consumimos. Nem toda opinião merece espaço na mente. Nem todo discurso merece influenciar nossas decisões. Nem toda experiência alheia deve ser transformada em regra para a nossa vida.
Antes de acreditar que o mundo inteiro é exatamente como alguém descreve em um vídeo de poucos minutos, vale a pena olhar ao redor e observar a realidade com os próprios olhos. Porque cada pessoa tem uma história. Cada relacionamento tem suas particularidades. Cada vida possui desafios e conquistas que não cabem em generalizações.
O amor não desapareceu. A confiança não desapareceu. O respeito não desapareceu. O que muitas vezes desaparece é a capacidade de enxergá-los quando passamos tempo demais ouvindo pessoas que lucram com a divisão, o ressentimento e o conflito.
A pergunta é simples: você está construindo sua visão de mundo a partir da sua própria realidade ou a partir do barulho produzido por pessoas que nem sabem que você existe?
Vivemos em uma época em que muitas pessoas afirmam, com absoluta convicção, que não existem mais pessoas fiéis. Basta abrir a internet para encontrar alguém dizendo que todo relacionamento termina em decepção, que ninguém muda e que confiar em outra pessoa é um erro.
Mas quanto mais observo a vida, mais percebo que a realidade é muito mais complexa do que essas frases prontas que circulam por aí.
Acredito que existem pessoas que fazem escolhas ruins repetidamente sem demonstrar qualquer interesse em crescer, refletir ou assumir responsabilidade pelos próprios atos. Essas pessoas existem. Assim como existem pessoas egoístas, desonestas e indiferentes ao sofrimento que causam aos outros.
Mas também existem pessoas que erram, enfrentam as consequências dos seus erros e, a partir delas, se transformam.
Ser humano é, em parte, aprender. E nem todos aprendem as lições da vida ao mesmo tempo.
Algumas pessoas passam anos acreditando que o amor é descartável. Outras vivem presas aos próprios medos, inseguranças e imaturidades. Algumas machucam quem amam porque ainda não compreenderam o valor do que possuem. Não porque sejam incapazes de amar para sempre, mas porque ainda não aprenderam a fazê-lo da maneira correta.
O tempo tem uma forma curiosa de ensinar.
Há pessoas que, depois de perderem algo importante, começam a enxergar a vida de outra maneira. Há pessoas que amadurecem quando finalmente entendem o significado da reciprocidade. Há pessoas que mudam quando percebem que o amor verdadeiro não é apenas um sentimento, mas também uma escolha diária de respeito, lealdade e compromisso.
Por isso, não acredito que um erro define para sempre quem alguém será. O que realmente define uma pessoa é aquilo que ela faz depois de errar.
Ela assume a responsabilidade?
Ela aprende?
Ela cresce?
Ela se torna melhor do que era ontem?
Essas respostas dizem muito mais sobre o caráter humano do que o erro em si.
Também acredito que quando alguém encontra um amor genuíno, algo profundo pode acontecer dentro dela. Não porque outra pessoa tenha o poder mágico de transformá-la, mas porque o amor verdadeiro frequentemente desperta partes adormecidas da nossa consciência. Ele nos convida a sermos melhores, mais responsáveis e mais atentos ao impacto das nossas escolhas.
Ao longo da vida, observei pessoas que permaneceram exatamente iguais durante décadas. Mas também observei outras que pareciam ter se tornado uma nova versão de si mesmas. Pessoas que abandonaram comportamentos destrutivos, reconstruíram relacionamentos, fortaleceram sua fé, encontraram propósito e passaram a viver de forma completamente diferente.
Talvez seja por isso que ainda acredito na humanidade.
Não porque todos mudem.
Não porque todos aprendam.
Mas porque alguns aprendem.
Alguns crescem.
Alguns transformam a dor em sabedoria.
E enquanto existirem pessoas capazes de reconhecer seus erros, amadurecer e escolher um caminho melhor, ainda existirá esperança.
Porque o que torna o ser humano extraordinário não é a capacidade de nunca errar. É a capacidade de aprender, evoluir e não permitir que os erros do passado decidam quem ele será no futuro.
