Época
Não tem nada tão bipolar quanto a ducha! Certa época é tão quente que me faz ferver, noutra é fria que arrepia!
EXALTAÇÃO À BOA MALANDRAGEM
Autor: Pezão da Timba
Naquela época de roda de terreiro
Quando o samba era só coração
Boemia andando de braço dado
Com a última condução
Malandro engomado na beca
Chapéu jogado de lado
Flor na lapela
Sorriso aberto
Respeito na cara
Passado pesado
[Chorus]
Exaltavam a boa malandragem
Que apanhou
Mas não caiu
Que fez do botequim sua passagem
E da esquina
Seu Brasil
Exaltavam a boa malandragem
Que driblou tanta repressão
Transformando cada dor em coragem
Cada lágrima em canção
[Verso 2]
Vinham dizendo que era vadiagem
Querendo calar o salão
Mas na calçada
Na porta do bar
Nascia outro refrão
Mesmo cercado pela intolerância
O povo afinava a voz
E o pandeiro marcando a distância
Entre o que era deles e o que era de nós
[Chorus]
Exaltavam a boa malandragem
Que apanhou
Mas não caiu
Que fez do botequim sua passagem
E da esquina
Seu Brasil
Exaltavam a boa malandragem
*EXALTAÇÃO À BOA MALANDRAGGEM
Autir: Pezão da Timba
*Naquela época de roda de terreiro/*
*Quando o samba era só coração/*
*Boemia andando de braço dado/*
*Com a última condução/*
*Malandro engomado na beca/*
*Chapéu jogado de lado/*
*Flor na lapela, sorriso aberto/*
*Respeito na cara, passado pesado/*
*[Refrão]*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que apanhou, mas não caiu/*
*Que fez do botequim sua passagem/*
*E da esquina, seu Brasil/*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que driblou tanta repressão/*
*Transformando cada dor em coragem/*
*Cada lágrima em canção/*
*Vinham dizendo que era vadiagem/*
*Querendo calar o salão/*
*Mas na calçada/*
*Na porta do bar, nascia outro refrão/*
*Mesmo cercado pela intolerância/*
*O povo afinava a voz/*
*E o pandeiro marcando a distância/*
*Entre o que era deles e o que era de nós/*
*[Refrão]*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que apanhou, mas não caiu...*
*Que fez do botequim sua passagem/*
*E da esquina, seu Brasil/*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que driblou tanta repressão/*
*Transformando cada dor em coragem/*
*Cada lágrima em canção/*
*Hoje eu balanço nesse mesmo passo/*
*Carrego o legado na palma da mão/*
*Cada virada é um velho abraço/*
*De quem lutou pra existir esse chão/*
*Se hoje o samba desfila na avenida/*
*É porque muita gente ficou pra trás/*
*Deixando escrita na própria vida/*
*Essa nobre malandragem que a história refaz/*
*[Refrão]*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que apanhou, mas não caiu/*
*Que fez do botequim sua passagem/*
*E da esquina seu Brasil/*
*Exaltavam a boa malandragem/*
*Que driblou tanta repressão/*
*Transformando cada dor em coragem_*
*Cada lágrima em canção/*
Quem sente falta da Ariana da época da depressão não sente falta dela, sente falta da versão que sofria em silêncio.
Trilha sonora da minha vida 1983
Sou da geração 14 de setembro de 1983.
Cresci numa época que a música não era apenas som, era companhia, abrigo e memória. As canções tocavam no rádio, nas fitas, nos CDs, e sem perceber, virava parte de quem eu sou.
Cresci ouvindo versos que atravessaram o tempo, melodias que ainda hoje moram no peito como quem nunca foi embora.
Tive a poesia dos Engenheiros do Hawaii, os questionamentos da Banda Legião Urbana, a força do Capital Inicial e a verdade urbana do Charlie Brown Jr.
Tenho e sinto vontade de me expressar sobre o que aprendi sobre sentimentos com Ana Carolina, coragem com Pitty, leveza com Djavan, profundidade com Caetano Veloso, doçura com Vanessa da Mata, esperança com Milton Nascimento e raízes com Chitãozinho & Xororó dentre tantos outros...
As palavras de encontros amorosos, poesias sobre amor do Roberto Carlos, cantei também amores com Marisa Monte e Nando Reis, me emocionei com a voz de Elis Regina, me encantei com a grandeza de Gal Costa e dancei ao som de Jota Quest.
Entre versos intensos de Cazuza e a irreverência de Rita Lee, aprendi que viver é também desafiar o mundo.
Chorei com a alma de Cássia Eller, sorri com Claudinho & Bochecha, refletir com Gabriel O Pensador e celebrei a vida ao som do samba.
Porque teve Arlindo Cruz, teve Zeca Pagodinho, teve Alcione com sua voz gigante e tantos outros extraordinários que fizeram da música uma herança afetiva na minha vida.
Sou da geração que esperava a música tocar no rádio, que decorava letras sem internet que rebobinava fitas e colecionava emoções, ouvia algumas músicas que minha mãe e meus irmãos colocavam em casa quando eu ainda era uma criança e na minha adolescência pude selecionar as que eu mais me identificava.
E quando a memória afetiva me embala ou a saudade bate, eu entendo que não é apenas nostalgia. É gratidão!
Gratidão porque algumas músicas não envelhecem. Elas crescem com a gente.
E quem nasceu em 1983 sabem que a vida passa, os anos correm, mas certas canções seguem eternas e tocando exatamente no mesmo lugar... o coração!
E assim eu sigo como Engenheiros do Hawaii "somos quem podemos ser" e descubro que crescer também é escolha.
Com a Pitty eu chego dizendo e finalizando esse enredo da minha trilha sonora dizendo que "o importante é ser você" num mundo que insiste em moldar pessoas.
A melhor fase da minha vida, até hoje, foram os anos 90.
Foi uma época de descobertas, desafios e transformações. Eu estava deixando a adolescência para trás e aprendendo a me tornar adulto. Como todo jovem, passei por mudanças de comportamento, dúvidas e conflitos, mas encontrei meu caminho e construí minha própria identidade.
Presenciei importantes movimentos de inclusão social, que ajudaram a abrir portas para muitas pessoas e contribuíram para a construção de uma sociedade mais consciente. Também acompanhei o nascimento de uma nova era tecnológica, uma revolução que transformou o mundo para sempre.
Mesmo em meio às dificuldades econômicas que o país enfrentava, realizei um dos meus primeiros grandes sonhos: aos 19 anos, em 1999, comprei minha primeira moto, uma CG 125. Para muitos era apenas uma motocicleta; para mim, representava independência, conquista e a certeza de que o esforço vale a pena.
Nunca fui apaixonado por futebol, mas tive o privilégio de assistir a uma geração que marcou a história do esporte brasileiro. Nunca fui militante político, mas sempre tive consciência da importância das políticas sociais, porque vivi na pele o impacto positivo que elas podem ter na vida das pessoas.
Mas se existe algo que definiu minha trajetória, foi a música. O rock não foi apenas um gênero musical que ouvi durante a juventude. Foi uma filosofia, uma identidade, uma forma de enxergar o mundo. Transformei a música em um estilo de vida, e ela continua sendo parte de quem eu sou.
A vida segue, os tempos mudam e cada geração tem sua própria história para contar. Por isso, viva intensamente a sua época. Aproveite as oportunidades, construa memórias e faça sua história. Mas nunca deixe de valorizar aquilo que realmente contribuiu para o seu crescimento, porque são essas experiências que moldam quem nos tornamos.
Os anos passam. As lembranças ficam. E algumas épocas jamais saem do coração.
#licaodevida #politica #futebol #rock
Houve uma época em que os homens eram sinônimos de machão, hoje vemos que esse folclore não passava de animações gráficas e gibis, o verdadeiro machão é ter responsabilidade e pagar suas contas, não ser preso achando que é malandro, porque os verdadeiros malandros estão livres e com seus impostos pagos e sem dívidas com a lei.
Caso não saiba muito sobre a inflação, lembre-se, 30 moedas de prata em uma época distante compraram a vida de Jesus.
Vivemos em uma época onde a promiscuidade é aplaudida de pé, onde o pedir em namoro virou piada e o ficar sem compromisso é moda.
Onde o casamento tem prazo de validade, onde seguidores digitais valem mais do que amigos reais, onde o celular é a terceira pessoa da relação.
Onde a busca incansável pelo dinheiro se tornou um dogma, onde a liberdade financeira e a beleza não são mais relativas, e sim um conceito de felicidade absoluta.
Uma época feliz é completamente impossível, porque as pessoas querem desejá-la, mas não tê-la, e todo indivíduo, em seus dias felizes, chega quase a implorar por inquietude e miséria.
Vivemos em uma época que celebra a liberdade como um dogma inquestionável. A felicidade é vendida como um produto, uma conquista individual, um destino a ser alcançado. No entanto, sob o brilho superficial dessa promessa, opera uma máquina social cruel, individualista e competitiva, que produz não realização, mas uma miséria sutil e generalizada.
Vivemos em uma época, muito conturbada com um excesso de informações sobre muita coisa. No entanto, entre verdades, mitos e mentiras disponibilizadas na rede internacional de computadores, a internet global alguma coisa fica mas a grande maioria se desfaz em pouco tempo, pelos próprios absurdos que elas são. Com isto a humanidade, fica cada vez mais órfã de sabedoria diante da super poluição mental e visual de desinformações, que nos afastam para o crescimento, resgate e o avanço tecnológico que o planeta e a humanidade consciente, tanto precisa.
Vivemos em uma época que nos ensina a correr, como se a velocidade fosse sinônimo de sucesso. Mas a vida raramente floresce na pressa. Há decisões que precisam de silêncio, relações que precisam de presença e sonhos que amadurecem no tempo certo. Nem tudo o que demora é atraso. Muitas vezes, é apenas a vida preparando aquilo que ainda não estamos prontos para receber. Aprender a respeitar o próprio tempo também é uma forma de sabedoria.
Pepita de Oliveira
Nem toda resposta chega quando queremos
Vivemos em uma época que valoriza respostas rápidas. Queremos entender imediatamente por que algo aconteceu, por que uma pessoa foi embora, por que um plano não deu certo.
Mas algumas respostas amadurecem junto conosco.
Há acontecimentos que só fazem sentido quando olhamos para eles anos depois. Não porque mudaram, mas porque nós mudamos.
O tempo não esclarece tudo. O que esclarece é a experiência que acumulamos enquanto o tempo passa.
Talvez a pergunta nunca tenha sido “Por que isso aconteceu comigo?”, mas “O que essa experiência despertou em mim que eu ainda não conhecia?”
Nem toda dúvida precisa ser resolvida hoje. Algumas apenas precisam ser vividas.
Pepita de Oliveira
A pressa também nos engana
Vivemos em uma época em que tudo parece precisar acontecer rápido.
Respostas rápidas.
Resultados rápidos.
Relacionamentos rápidos.
Mudanças rápidas.
Criamos a ilusão de que o tempo é um obstáculo, quando, muitas vezes, ele é justamente o que permite que a vida amadureça.
Há sementes que não florescem antes da estação certa.
Há dores que não desaparecem porque decidimos esquecê-las.
Há pessoas que só entendem a própria história depois de muitos capítulos vividos.
A ansiedade nos faz acreditar que estar parado é o mesmo que não estar evoluindo.
Mas nem todo silêncio é vazio.
Nem toda pausa é perda de tempo.
Existe crescimento que acontece longe dos olhos, exatamente como as raízes de uma árvore.
Enquanto ninguém percebe, elas se aprofundam.
E é justamente isso que permitirá que a árvore permaneça firme quando o vento chegar.
Talvez a vida não esteja atrasada.
Talvez ela apenas esteja respeitando o ritmo necessário para que aquilo que hoje parece demora, amanhã possa ser chamado de maturidade.
Pepita de Oliveira
Nossa amizade é assim, como o vento frio do inverno, tem época que está forte, em outras aparece mais fraquinho, trazendo só lembranças da estação gostosa, e por mais que outras três estações passem, esse vento leve passa por elas para manter a pureza e o equilíbrio da natureza e quando o inverno novamente volta, o vento fica cada vez mais forte, se renovando a cada três estações. Por mais que novas amizades surjam, outros rumos tomemos, sempre que nos encontramos é aquele abraço que daremos, porque verdadeiras amizades vão muito além do que presença física, e é nesse vento leve que mando em minhas orações o teu nome. Nesse mesmo vento te mando mil beijos e mil abraços para que nunca se sinta só ou com frio.
Te adoro😊❣
Na época em que era criança eu chorava quando caía e me machucava, hoje não choro nem com meu coração despedaçado, é realmente devo ter crescido.
