Época
O chapéu antigo,
é o mais bonito.
Clássico.
Daquele tempo.
De antigamente.
Daquela época.
Feminino, e masculino.
Vivemos em uma época, muito conturbada com um excesso de informações sobre muita coisa. No entanto, entre verdades, mitos e mentiras disponibilizadas na rede internacional de computadores, a internet global alguma coisa fica mas a grande maioria se desfaz em pouco tempo, pelos próprios absurdos que elas são. Com isto a humanidade, fica cada vez mais órfã de sabedoria diante da super poluição mental e visual de desinformações, que nos afastam para o crescimento, resgate e o avanço tecnológico que o planeta e a humanidade consciente, tanto precisa.
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes jamais foi maçom, até por que em sua época a Maçonaria Brasileira, enquanto instituição no Brasil não existia. Por mais que alguns participantes da Inconfidência Mineira, tinham idéias, ideais e pensamentos iluministas pro revolução francesa mas mesmo assim Tiradentes não conjugava de tanto, isto é que possuía um escravo. A construção do mito, muitas vezes apresentado com fisionomia cristica, de Jesus Cristo foi inventada pelos republicanos que precisavam de um mártir nacional assim como a famosa pintura "Tiradentes Esquartejado" (1893), pintado pelo artista brasileiro Pedro Américo de Figueiredo e Melo, que fez a composição e semelhança com o contorno do mapa do Brasil.
Mundo de engano
Vivemos a época na qual o fingimento tem sido a nossa maior marca. Posta-se qualquer coisa nas redes sociais e as pessoas "derramam" elogios apenas para demonstrarem gentileza. É muita artificialidade. Engano-me enganando o outro.
Venho de uma época em que a hóstia consagrada era recebida diretamente na boca, de joelhos, e com a patena sob o queixo.
Benê Morais
O lema de Jesus, mesmo em época de eleições, é: Educação na Justiça, Segurança com Deus e Saúde Espiritual; o resto Ele faz.
Nasci em uma época em que o feminismo ampliava a liberdade e transformava os costumes, inclusive na forma de se relacionar. Na adolescência, conheci o “ficar” e passei a enxergá-lo como uma etapa natural da conquista, acreditando que fazia parte da experiência de qualquer indivíduo.
Somente na vida adulta compreendi que aquilo que eu considerava normal era apenas uma construção social do meu tempo. Existem pessoas que valorizam relações mais livres e outras que preservam princípios conservadores.
Talvez amadurecer seja justamente compreender que o que aprendemos como normal para nós não necessariamente é normal para todos — e que diferentes escolhas podem coexistir, desde que haja respeito pelos limites e valores de cada indivíduo.
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No canto dos pássaros a magia que não lembramos mais pois estão extintos.
Eram tantos numa epoca de sonhos repleto de desejos imagináveis.
O canto dos pardais agora são espinhos dos velhos pertences tempos esquecidos.
As metáforas são lágrimas que são restos mortais.
E os pardais que dancavam nos ceus lágrimas secaram ou nem conhecem as andorinhas pois poluição cronica toma conta do ar.
Toda solitude de grãos no sangue carregamos e as lembranças se foram banidas pelo tempo.
"Naquela época das trevas em que estava desolado, tudo que eu não queria, acontecia naturalmente....e tudo que eu desejava, corria de mim..."
A aridez dessa contemporaneidade
Vivemos uma época em que a inteligência,
a criatividade e o talento perdem espaço
para a estultícia, a esterilidade e o hebetismo.
O mais inquietante é que essas últimas parecem ser não apenas toleradas, mas premiadas e aplaudidas...
Estamos atravessando um tempo estranho,
um tempo em que a ignorância veste gala,
a mediocridade desfila confiante, e o talento é silenciado.
A estultícia virou espetáculo,
a esterilidade virou mérito
e o hebetismo, agora, é aplaudido de pé...
Há dias em que sinto que a inteligência
anda cansada,
que a criatividade se recolhe,
e que o talento se torna um sussurro
no meio do alarido...
Enquanto isso, a estultícia dança,
a esterilidade sorri para as câmeras,
e o hebetismo colhe aplausos...
✍©️@MiriamDaCosta
Nessa época em que se vendem valores, compram-se sentimentos, aluga-se tempo e compra-se a verdade; distribui-se a mentira!
Triste época essa nossa de amores líquidos, e sentimentos descartáveis.
Pessoas frágeis e inseguras, temerosas em estreitar laços, ama-se e desama-se na velocidade da luz.
A tal modernidade trouxe tantas opções basta escolher, as redes sociais são inúmeras, Facebook, Whatsapp, Instagram, Tinder, etc.
Uns se aproximam por carência, outros por solidão, e tem aqueles que vêem amor onde não tem.
Afinal hoje tudo é fácil, é só não se apegar, se não estiver bom, descarta, bloqueia, deleta, simples assim.
Mas o principal, que deve ser sempre lembrado, é que do outro lado da tela, existe um ser humano, que tem um coração, sentimentos, então pense mil vezes antes de machucar alguém, não faça com o outro, o que não deseja pra si mesmo.
Pra você o Amor pode ser líquido, mas pro outro, o sentimento pode ser real e Sólido.
Fica a dica: Antes de magoar um coração, cuidado, você pode estar dentro dele.
“Há um tempo para falar e um tempo para compreender. Nossa época parece ter se esquecido de que nem sempre quem responde primeiro pensou melhor. Algumas das decisões mais sábias começam no silêncio que permanece depois que todos terminaram de falar.”
A ÉPOCA DA RAZÃO PROVOCADA
A FÉ RACIOCINADA DIANTE DO NOSSO TEMPO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
“Fé raciocinada somente é aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade.” Esta afirmação, situada no coração da filosofia kardequiana, exige que perguntemos a nós mesmos: em que época estamos? Que espécie de tempo histórico interpela o pensamento e convoca a fé a este exame rigoroso?
Estamos em uma época marcada pela abundância de informações e pela escassez de reflexão profunda. Jamais houve tantos textos, tantos documentos, tantas vozes, tantas análises. No entanto, raras vezes a humanidade se mostrou tão dispersa, tão imediatista e tão inclinada a formar julgamentos sem o devido estudo. Por isso, a frase de Kardec não é apenas uma advertência, mas um critério de maturidade espiritual.
Em que época estamos?
Estamos na época em que o pensamento crítico tornou se uma necessidade vital. A razão é diariamente pressionada por conclusões rápidas, interpretações impulsivas e opiniões que substituem investigações. A fé raciocinada, para existir neste cenário, precisa demonstrar coragem intelectual e serenidade moral. Ela deve erguer se acima da agitação mental, examinando cada ideia com calma e lucidez.
Em que época estamos?
Estamos na época em que muitos confundem tradição com estagnação. Mas Kardec, ao afirmar que a fé deve encarar a razão em todas as épocas, reconhece que cada período histórico traz novas questões, novos desafios e novas exigências. O século vinte e um não é exceção. Pelo contrário, é talvez o século em que esta frase ressoa com mais força, porque a razão foi convertida em arena de pressões constantes.
Em que época estamos?
Estamos na época em que a responsabilidade intelectual se tornou prova de caráter. Avaliar, estudar, fundamentar, compreender antes de opinar tornou se ato de resistência moral. A fé raciocinada não floresce na pressa, mas na ponderação. Não vive do eco das massas, mas da coerência íntima entre razão e sentimento.
Por isso, enfatizar a frase kardequiana neste contexto significa reconhecer que a fé raciocinada permanece como exigência permanente. Ela não é conceito do passado, mas compromisso do presente. Encarar a razão face a face significa encarar nosso próprio tempo, suas fragilidades, seus excessos e suas urgências.
Vivemos em uma época curiosa: temos respostas para quase tudo, mas talvez estejamos perdendo a capacidade de formular as perguntas que realmente importam.
A tecnologia encurtou distâncias, acelerou o acesso ao conhecimento e colocou praticamente o mundo inteiro na palma de nossas mãos. Mas existe uma pergunta que nenhuma tecnologia deveria responder em nosso lugar:
Quem estamos nos tornando?
Quanto mais respostas encontramos fora, menos percebemos as perguntas que deixamos de fazer dentro.
Talvez o problema do nosso tempo não seja a falta de informação, mas a facilidade com que transformamos informação em certeza.
Repetimos porque muitos repetem. Acreditamos porque muitos acreditam. Compartilhamos porque muitos compartilharam. E, pouco a pouco, aquilo que começou como influência pode terminar parecendo pensamento próprio.
O senso comum comumente mente.
Pensar exige mais do que possuir uma opinião. Exige coragem para confrontá-la.
Maturidade intelectual não está em vencer todas as discussões, mas em conseguir reconhecer quando uma verdade maior exige que abandonemos uma certeza menor.
Por isso, algumas vezes, desaprender é uma forma superior de aprender.
Estamos formando uma geração extraordinariamente preparada para encontrar respostas. Talvez o próximo desafio da educação seja formar pessoas capazes de questioná-las.
Porque quem recebe todas as respostas prontas corre o risco de nunca descobrir quais perguntas eram realmente suas.
Não precisamos de uma sociedade que pense igual.
Precisamos de uma sociedade que pense antes de simplesmente repetir.
E talvez uma das maiores expressões de liberdade seja justamente esta:
Ter coragem suficiente para questionar até aquilo que pensamos ser nosso próprio pensamento.
Afinal, a mente mente e o discernimento desmente.
Carlos Eduardo Balcarse
Escritor e pesquisador sobre consciência, discernimento, comportamento humano, educação e sociedade.
