Epígrafe Morte
Mesmo sem saber onde fica a minha casa quero voltar para ouvir o balir dos anjos, ovelhas do paraíso. Estarei em minha casa quando Deus terminar a crônica da minha vida.
O homem, pobre ser humano, tem o universo para conhecer, porém, passa a maior parte do tempo dentro de prédios. Anda pelos mesmos caminhos, igual a uma lagarta que não sabe que, num belo dia, o seu destino a fará voar.
Meus pensamentos são beliscados pelas impressões da vida. Hoje, o som do bolero me pede para recomeçar. Recomeço na necessária desconstrução das emoções. A orquestra celestial – com o Maestro a oriente de um imenso salão - me espera com músicas suaves.
A dor que se esconde não é doença. Quando adoeço ponho a boca no mundo; gemo e resmungo sem parar. Só paro quando bebo água fluída no batismo da bênção.
No cemitério estão os mortos que já morreram; outros que vão demorar a morrer. Ainda há os que jamais morrerão: seus feitos construíram a eternidade e serão sempre lembrados.
Há uma cadência serena no andar de homens e mulheres que caminham passos regulares; os pés irradiam serenidade. Essa firmeza na jornada torna a alma da cidade mais amena.
Deus põe sal na minha moleira para me dar mais juízo. Um chapéu na cabeça me convém para me guardar do sereno. Ou, talvez, uma cadeira de balanço para sossegar os meus pensamentos que se afogam nas torrentes de águas.
Não esperava que a última ligação telefônica fosse um adeus. Amigo, se eu soubesse jamais teria desligado o celular. O pior não foi a sua partida, o mais difícil é que meu coração não consegue aceitar sua ausência. Que sua alma encontre paz, companheiro!
Tem gente que vive. Nasce, cresce, estuda, namora, casa, tem filhos, se aposenta e morre. Talvez só a família sinta alguma falta.
A experiência sempre instrui, admito, mas serve apenas para o espaço que se tem diante de si. No momento em que se deve morrer, é tempo de aprender como se deveria ter vivido?
"Nada é nosso. Quando nascemos, recebemos o sopro divino que nos impulsiona a respirar e quando morremos, até esse sopro temos que devolver . Nem corpo, nem vaidades,
nem posses. Tudo fica!"
Luiza Gosuen
“Os cemitérios guardam os sonhos que o tempo calou. Ame sem medidas, ouse sem demora — pois só os vivos têm o dom de realizar.”
Quanto tempo te resta? Você sabe quanto tempo? Você trabalha, constrói, cria uma família. E depois? Dia e noite lutando, mas o fim é sempre o mesmo. E você sabe qual. Viva o hoje...
Há três tipos de mortes: Incidente, Acidente e Doença(seja adquirida ou congênita), Deus não define a morte de ninguém, Ele não predeterminou a data da morte de ninguém no Planeta Terra.
Na cruz, contemplamos o amor eterno do Pai que, pela justiça consumada em Cristo, transforma a dor em vitória, a morte em vida e a separação em comunhão eterna.
