Epígrafe Estudo
"A morte é um tema profundo e complexo, permeado por perguntas que, mesmo após inúmeros estudos, permanecem sem respostas concretas."
"Se o estudo prévio, neste caso, é útil para o observador, mais indispensável é ao médium, a quem fornece os meios de prevenir um inconveniente que lhe poderia trazer bem desagradáveis consequências."
Allan Kardec.
" Um dos fatores mais importantes para a divulgação da Doutrina Espírita, além do estudo sério, é a mediunidade na vivência, no comportamento dos médiuns. Porque os neófitos atraídos para a Doutrina vêm, invariavelmente, ansiosos pelos fenômenos e por soluções para problemas que eles não querem equacionar. "
Divaldo Franco e Raul Teixeira.
Eu estudo a Bíblia, mas a minha relação não é com o livro encadernado, mas com a Palavra Encarnada. E essa Palavra é uma pessoa, pois o Verbo se fez Carne, e é o Verbo Vivo (Logos) que transforma as palavras contidas na Bíblia em Espírito e Vida.
A Bíblia de Estudo da Reforma nos comentários de 1º Jo 2.2 diz que a doutrina da expiação limitada é um falso ensino.
“Esses textos repudiam o falso ensino de uma "expiação limitada" (que Cristo não fez expiação por toda humanidade, mas somente para os eleitos)”.
A doutrina da "expiação limitada" é uma consequência lógica da doutrina da "eleição incondicional", e não um resultado de uma exegese bíblica séria e ortodoxa. Ainda bem que a Bíblia de Estudo da Reforma percebeu essa heresia!
Porque algumas lideranças criticam a teologia e outras acabaram com o estudo bíblico nas igrejas? Porque quem sabe menos obedece melhor.
Não adianta ter o desejo de uma experiência espiritual sem o estudo fiel das Escrituras; pois é na Palavra que colheremos a lenha para o fogo que Deus proverá no tempo certo em nossas vidas.
“Que é Deus?” — A Primeira Pergunta de O Livro dos Espíritos.
Parte I — Estudo Filosófico e Universal.
Na questão n.º 1 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec formula a indagação que inaugura toda a Filosofia Espírita:
“Que é Deus?”
E a resposta dos Espíritos Superiores ecoa com a simplicidade dos princípios eternos:
“Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas.”
A pergunta, aparentemente simples, encerra o âmago de todo o pensamento filosófico humano. Definir Deus é impossível, pois o finito não pode compreender o infinito. Nossa linguagem e nossos instrumentos de percepção são limitados à relatividade da condição humana. O próprio apóstolo Paulo advertia que “as coisas do espírito não podem ser entendidas nem explicadas pelo intelecto”, sugerindo que há uma dimensão supra-racional que apenas a intuição espiritual pode vislumbrar.
Ainda assim, a ideia de Deus é imanente à consciência. Não é uma criação cultural ou um produto do medo, mas uma necessidade ontológica. Sentir Deus é mais importante do que descrevê-lo. Santo Agostinho, em uma de suas mais belas confissões filosóficas, afirmou:
“Quando me perguntam o que é Deus, eu não sei; mas, se não me perguntam, então eu sei.”
Léon Denis, herdeiro do pensamento kardeciano, aprofunda:
“Deus não é um desconhecido: é somente invisível. Não compreendemos, em essência, a Alma, o Bem, a Beleza Moral, que são igualmente invisíveis. Entretanto, sabemos que existem e não podemos escapar à sua influência e deixar de cultuá-los, assim como a Deus, origem de todas as virtudes.”
A analogia é perfeita: o invisível não é o inexistente. Assim ocorre com o átomo, a eletricidade ou o açúcar dissolvido na água não os vemos, mas sentimos os seus efeitos.
Na questão n.º 14 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta:
“O homem pode compreender a natureza íntima de Deus?”
E os Espíritos respondem com clareza:
“Não; é um sentido que lhe falta.”
Diante da insistência do Codificador, os Instrutores Espirituais acrescentam:
“Deus existe, não podeis duvidar, é o essencial. Crede-me, não vades além. Não vos percais num labirinto de onde não podereis sair.”
A consciência da existência de um Princípio Superior é, pois, um sentimento inato. Desde os primórdios da humanidade, o ser humano manifesta “apetite pelo divino”, “anseio de transcendência”, uma “sede de sentido” que o diferencia dos demais seres da criação.
Percebendo que há forças além de sua vontade, o homem primitivo buscou explicá-las. Assim nasceram os cultos ao Sol, à Lua, ao Trovão; depois, os ídolos de pedra, os deuses antropomórficos e o politeísmo expressões de uma mesma busca pelo Absoluto. Em todos esses estágios, permanecia a intuição de um Princípio Único, anterior a todas as formas.
A limitação humana em conceber o Infinito levou, naturalmente, ao antropomorfismo: um Deus com traços humanos, com virtudes e paixões. Esse “Deus sentado num trono”, guerreiro e ciumento, ainda sobrevive em muitas crenças contemporâneas. Entretanto, o pensamento espiritual universal transcende tais representações, elevando a concepção divina a um Princípio Inteligente, ordenador e soberanamente justo.
Mesmo o ateu, diante do infortúnio extremo, volta-se instintivamente ao invisível, como se uma centelha da eternidade nele se reacendesse. A Lei de Adoração, presente em toda a humanidade, revela-se como uma expressão universal desse vínculo sagrado.
Kardec ensina que “é princípio elementar que se julgue uma causa por seus efeitos, mesmo quando não se vê a causa”. Assim como um pássaro abatido denuncia o atirador invisível, e um relógio indica a existência de quem o construiu, a harmonia do universo revela a ação de uma Inteligência suprema.
“A harmonia existente no mecanismo do universo patenteia combinações e desígnios determinados e, por isso mesmo, revela um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso é insensatez, pois que o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.” (O Livro dos Espíritos)
A grandeza cósmica — do movimento das galáxias ao mundo microscópico testemunha essa Inteligência que ordena e sustenta o ser. Tudo o que é belo, justo e harmonioso reflete o pensamento divino em ação.
Entre os atributos de Deus, a Codificação Espírita destaca: é único, eterno, imaterial, imutável, onipotente, soberanamente justo e bom. E, como ensina o Evangelho, a verdadeira adoração não se faz por símbolos, mas por comunhão interior:
“Importa adorar a Deus em espírito e em verdade.” (João 4:24)
Assim, o estudo filosófico da divindade conduz à experiência íntima da transcendência. Deus deixa de ser uma hipótese e torna-se uma certeza vivida, o fundamento da consciência moral e a fonte do destino espiritual de todos os seres.
Referências:
Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, 1ª Parte, cap. I e 4ª Parte, cap. I.
Kardec, Allan. A Gênese, cap. II.
Denis, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor.
Santo Agostinho. Confissões.
"A verdadeira grandeza nasce quando o espírito se entrega ao estudo não para ser visto, mas para ser fiel àquilo que busca compreender, pois o saber recompensa aqueles que o servem em silêncio."
A teologia, como estudo do conhecimento de Deus, se difere dentre todas as ciências porque Deus transmite conhecimento ao homem de si mesmo. (Abraham Kuyper)
O homem não consegue conhecer Deus diante da sua pequenês, mas Deus se revela ao homem.
Se eu quero ter o conhecimento sobre algo, como pesquisadora eu me debruço "sobre" o objeto de estudo para o descobrir e conhecer, enquanto que Deus estará sempre sobre mim, e eu estando "sob" Ele, não posso saber nada além do que me revelar de Si.
Como um ser humano racional, pertencente à um mundo impírico, pode alcançar um Deus que está além do nosso mundinho, um Deus de outra dimensão, inacessível à natureza humana?
A teologia seria totalmente impossível sem a autorevelação de Deus.
Por genética ou sorte, cultura, estudo ou cansaço, se tem consciência.
A consciência pode vigiar todos pensamentos e ainda manejá-los.
Pensamentos harmoniosos é o princípio para um corpo alcalino.
Pensar bem sobre o todo é uma condição para a harmonização.
Harmonizar também é compreender que as coisas estão como devem estar, que está tudo mudando e nem sempre é nós quem as devemos mudar.
“Paz e saúde mental é um valor que tem preço e vale a pena pagar”
Pensa que sabe tudo
Mas ainda não viveu nada
Nunca fez de si o estudo
Entregando vazia sua jornada
Mas não é só ele que vive assim
Muita gente só faz é desperdiçar
Sua vida com coisa inútil e ruim
Sem o amor encontrar
Vivendo no dizer
O dizer de todo mundo
Perdendo o desenvolver
E todo o segredo profundo
É preciso se examinar
Tomando logo a decisão
Neste mundo é necessário amar
Para ter firmeza no coração!
África já foi estudada. O resultado do estudo é o que os outros povos fazem com ela e não o que os próprios africanos não percebem ou fingem ignorância, por temor a responsabilidades.
O estudo é a jornada da mente em busca da verdade, onde cada página lida é um passo em direção ao conhecimento que nos liberta.
"Informação. Não sei até onde isso pode ser bom ou ruim, só sei que quanto mais leio, estudo e aprendo, mais claro fica a grandeza da minha ignorância."
"Do estudo teológico à oração sincera, da filosofia à fé profunda, da teoria à prática cotidiana, a jornada espiritual nos leva a uma compreensão mais completa de Jesus, Deus e a verdade."
Você é o seu maior objeto de estudo, antes de analisar e julgar qualquer pessoa, se conheça e responda todos os porquês?
