Enxerga mais longe a Gaivota que Voa mais Alto

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Quanto mais imperfeita for a nossa percepção, maior será a extensão do bem.

Recado pro espelho

Vamos lá, Maria Paula. Aguenta o tédio, só mais hoje. Levanta dessa cama, pare de existir e recomece a viver. Vamo, vamo, tem tanta coisa lá fora. Aguenta o desastre da rotina, só hoje. Amanhã talvez ele te ligue, ou talvez você consiga não querer que ele te ligue. Talvez você ganhe na mega-sena semana que vem, ou pelo menos comece a jogar. Aguenta até lá. Só mais um dia, mais uma semana. Não desiste. Pisa lá fora, fica firme. Daqui a pouco acontece alguma coisa bem bonita e poderosa pra te fazer feliz. Mas enquanto isso você precisa aprender a sorrir de graça. Vem, não custa nada. Sorri pra mim. Não há nada a perder, e abandonar o mundo não é opção. E de qualquer modo, você sabe que as coisas sempre se resolvem. Então, vamos em frente, vem logo, você não tem escolha. É isso ou desistir de você mesma, não dê razão aos que já fizeram isso, não te abandona, só mais hoje. Amanhã tudo pode acontecer. Mas enquanto nada acontece, você precisa aprender a sorrir de graça. Sorri pra mim. - E eu sorrio, e continuo passando o batom.

Pedagogia do Acolher


Chegou mais um setembro e, com ele, a vitrine de frases prontas que me atravessam sem me enxergar. Falam para eu falar — como se a minha voz não estivesse há tempos espalhada em palavras, imagens, silêncios e olhares. Eu avisei. Não busco atenção; busco sentido, presença, mãos que não soltam.


O que me revolta não é a cor do mês, é a direção do dedo. Campanhas apontam para quem está afundando, quando quem precisa de formação é quem está na margem. O depressivo não precisa de cartaz; precisa de quem saiba ler sinais: o brilho que apaga, o sorriso que desencaixa, o corpo que fala — cabelo que cai, peso que some, vitalidade que se ausenta. Precisa de quem saiba chegar sem invadir, ouvir sem consertar, acolher sem prescrever. Às vezes, salvar é só sentar ao lado e dizer com o corpo: “estou aqui”.


Falar nem sempre é possível. Por dentro, a mente é um labirinto: ideias desordenadas, sentimentos sem moldura, cansaço que pede anestesia da dor — não o fim da vida. O que nos sustenta, muitas vezes, é o descanso de um abraço, o cuidado que não cobra explicação, o silêncio que não abandona. Ensinem isso: a presença que não exige performance de melhora; a escuta que não transforma confissão em sermão; a delicadeza de perguntar “como posso estar com você?” e aceitar que, naquele dia, a resposta seja apenas chorar.


Também me fere a homenagem tardia. Velórios cheios, redes lotadas de amores eternos — e o vazio de tudo o que não foi dito quando ainda dava tempo de ouvir. Eu não quero discursos depois. Quero humanidade antes. Se houver propósito em minha voz, que seja tocar uma pessoa que esteja aqui agora, e não multidões quando eu já for ausência.


Setembro, para mim, só fará sentido quando deixar de treinar o depressivo para “se explicar” e começar a educar o entorno para reconhecer, acolher e agir. Ensinem a identificar sinais, a construir rede, a acompanhar até o serviço, a ligar no dia seguinte, a cozinhar um prato simples, a varrer o chão do quarto, a segurar a mão — e não soltar. Ensinem que “força” não é cobrança, é companhia. Que fé não é atalho, é abrigo. Que esperança, às vezes, cabe em vinte minutos de silêncio compartilhado.


Eu sigo deixando vestígios — nas pessoas, nos cantos, no papel, nas imagens. Minha voz não precisa de multidões para cumprir seu propósito. Se alcançar um coração e lhe oferecer descanso por um instante, já valeu a jornada. E, enquanto eu estiver aqui, repito: não é fraqueza, é exaustão; não é espetáculo, é sobrevivência; não é drama, é dor. O que peço não é palco. É presença.




#setembroamarelo

Por fraqueza nao tomamos as decisões corretas, por medo ficamos inertes, mais e preciso ventar para a folha cair...

Amigo é mais que um irmão, para amigo revelamos tudo que está em nosso coração. Amigo se faz presente, mesmo quando ausente. Um bom amigo é para toda a vida, é para depois da morte, é eterno, infinito, é amor, amor esse que não morre jamais!

É doloroso deixar que passe, que suma, que não volte mais. Mas é preciso para que o futuro continue à andar. É preciso se desapegar, guardar nas lembranças e seguir em frente…

Sim, nada mais sou do que um viajante, um peregrino sobre a terra! E você é alguma coisa mais do que isso?

Sempre um vai ceder mais que o outro, mas não devemos esperar reconhecimento, pois estamos fazendo de graça e para quem amamos.

Às vezes é preciso a distância de um oceano para nos aproximar mais ainda.

⁠"Apenas o ego se ofende. Quanto mais forte o ego, mais frágil será essa pessoa, pois ficará suscetível de ser atingida pelas atitudes alheias. Diminua o tamanho do alvo e dificultará o trabalho das flechas."

Quando não há mais nada que possamos fazer para tentar modificar algumas circunstâncias, o que existe de mais confortável no mundo é a liberdade da entrega e a coragem da aceitação de que as coisas possam ser simplesmente como são.

A defesa da #oração é mais forte que um poderoso exército.

Os outros nos vêem como nós nos vemos. Quanto mais respeito você tiver por si mesmo, mais respeito os outros terão por você. Ninguém poderá fazer com que você se sinta inferior se você não o consentir interiormente.

Não saber exatamente o que queremos, mas procurar, achar e perder, e
continuar buscando, na mais saudável inquietação, é que torna a vida
tão fascinante, e faz valer a pena.

Lya Luft

Postado por Miryam Gotti

Mesmo quando eu não mais estiver aqui, lembre-se que me ouviu dizer; o quanto me importei...

Não posso me esquecer de orar, agradecer a Deus por fazer das coisas tão simples mais bonitas...e a prova disso tudo é você.. Eu amo você!

O que há de mais moderno, ainda é um sonho muito antigo.

Vou, mas fico espalhada no vento. Boas memórias contam mais que presenças. Eu habito no amor de cada um e na espera pelo meu melhor.

É no silêncio, na escuridão da noite, olhando para as estrelas, que dizemos muito mais.

O eu, porém, é apenas mais uma compreensão equivocada. De modo geral, fabricamos a noção de um eu que parece ser uma entidade sólida. Somos condicionados a considerar essa noção como algo concreto e real. Pensamos, Eu sou esta forma, levantando a mão. Pensamos, Eu tenho forma; este é o meu corpo. Pensamos, a forma sou eu; eu sou alto. Pensamos , Eu habito esta forma, apontando para o peito. Fazemos o mesmo com os sentimentos, percepções e ações. Eu tenho sentimentos; eu sou minhas percepções… Sidarta, porém, deu-se conta de que não existe, em lugar nenhum, uma entidade independente que corresponda ao conceito de eu, dentro do corpo ou fora dele. Como a ilusão de ótica do círculo de fogo, o eu é ilusório. Ele é uma falácia – fundamentalmente um erro e, em última análise, inexistente. No entanto, do mesmo modo que podemos nos iludir com o aro de fogo, todos nós nos iludimos ao imaginar que somos o eu. Quando olhamos para o nosso corpo, sentimentos, percepções, ações e consciência, vemos que são diferentes componentes do que pensamos ser o nosso “eu”, mas, se formos examinar esses componentes, verificaremos que o “eu” não reside em nenhum deles.