Entenda como Quiser So Nao me Julgue
O olhar sincero e o sorriso frouxo de uma menina mulher que, mesmo sabendo como é o mundo, busca a inocência e sonha alto com esperança.
Se sou esquecido,
devo esquecer também.
Pois o amor é como um espelho:
tem que ter reflexo.
Para meu amor...
Deus me deu a maior bênção, que foi você como meu namorado. Sou tão feliz por estar ao seu lado que o tempo parece voar quando estamos juntinhos. Hoje completamos mais um mês de namoro juntos e espero que venham muitos meses repletos de felicidade que só você me faz sentir. Obrigada pelo carinho, pelo amor, pela dedicação e por todos os momentos bons que você me proporciona. Te amo!
A Loba
Sou doce, dengosa, polida…
Fiel como um cão, sou capaz de
te dar minha vida.
Mas olha não pise na bola,
se pular a cerca eu explodo,
comigo não rola.
Sou de me entregar de corpo
e alma a uma paixão, mas não
tente nunca enganar me coração,
amor pra mim só vale assim
sem precisar pedir perdão…
Adoro tua mão atrevida,
seu toque seu simples olhar
já me deixa despida.
Mas olha que eu não sou boba,
por trás desta pele de cabra
eu escondo uma loba.
Quando estou amando sou
mulher de um homem só,
desço do meu salto faço
o que lhe dá prazer, mas ó
meu rei a minha lei você
tem que saber…
Sou mulher de te deixar
se você me trair, e de
encontrar um novo amor só
pra me distrair. Me balança
mas não me destrói, por que
chumbo trocado não dói, eu
não como na mão de quem brinca
com a minha emoção.
Sou mulher capaz de tudo
para ver feliz, mas também
sou de cortar o mal pela raiz.
Não divido você com ninguém,
não nasci para viver em um harém.
Não me deixa saber que
será bem melhor para você, me esquecer.
É da natureza da felicidade apresentar-se como inapreensível. Impossível de ter, reter, deter. Quando supomos agarrá-la, é porque já nos escapou.
O que é um amigo?
Um amigo é alguém que nos quer
assim como somos.
Alguém muito especial e tão próximo dos nossos
pensamentos que distancia alguma
poderá ser longe.
Um amigo é alguém que ao cumprimentar nos faz feliz. Um
amigo é alguém que nos compreende sem necessidade
de palavras e permanecem próximos quando
as coisas não saem bem.
é alguém que está sempre disposto a escutar nossos
problemas e nos ajudar a solucioná-los.
Obrigado por ser esse alguém!
O Vento na Ilha
O vento é um cavalo
Ouça como ele corre
Pelo mar, pelo céu.
Quer me levar: escuta
como recorre ao mundo
para me levar para longe.
Me esconde em teus braços
por somente esta noite,
enquanto a chuva rompe
contra o mar e a terra
sua boca inumerável.
Escuta como o vento
me chama calopando
para me levar para longe.
Com tua frente a minha frente,
com tua boca em minha boca,
atados nossos corpos
ao amor que nos queima,
deixa que o vento passe
sem que possa me levar.
Deixa que o vento corra
coroado de espuma,
que me chame e me busque
galopando na sombra,
entretanto eu, emergido
debaixo teus grandes olhos,
por somente esta noite
descansarei, amor meu.
MEDO!?!
Saberia lhe dizer talvez,
Como seria, se estivéssemos juntos.
Saberia talvez,
O que dizer para lhe agradar,
Ou também, o que fazer
Para vê-la sorrir.
Mas não estamos mais tão perto assim,
Somos vitimas do medo.
Medo de errar novamente,
Medo de talvez seguir em frente,
Medo de magoar ou ser magoado.
Historias passadas
Parecem se repetir
Em nosso presente.
Mas o pior de tudo,
Não é errar novamente,
O pior de tudo é ter medo
De que tudo possa vir a ser diferente.
Momento ainda não vivido,
Onde temos que ser cautelosos,
Seguir passo por passo,
Para não cairmos
Em mais uma armadilha da vida.
É como se estivéssemos
Caminhando de olhos vendados,
Ou talvez no escuro.
Mas não seria mais fácil,
Darmos as mãos
E seguirmos juntos?
Poderia ser
Que caíssemos
Do mesmo jeito,
Mas de alguma forma,
Ou por algum momento
Nos sentimos seguros.
Errante
Sou como a ave
errante…
sem ninho,
sem morada.
Meu caminho
liga ao nada,
e do distante
venho e vou,
pois sei que sou
errante…
nada tenho,
nada guardo,
nem espero.
Venho e vou…
distante.
Hoje, eu chego,
como cheguei um dia,
igual,
como partirei,
sem mais nada
que a dor gritante
de ir e vir,
errante.
Inesperadamente ela chegou por trás e afundou os dedos no seu cabelo, coçando-lhe a cabeça como fazia antigamente. Ele voltou-se e afundou os dedos no seu cabelo, coçando-lhe a cabeça como fazia antigamente. Depois os dois se abraçaram e se deram beijos nas duas faces e, como duas pessoas que não se vêem há muito tempo, atropelaram perguntas como: "Por onde é que tu anda, criatura?".
NO CAMINHO, COM MAIAKÓVSKI
Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakósvki.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho e nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz:
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.
Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.
Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas no tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares,
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.
E por temor eu me calo.
Por temor, aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!
Nota: Niterói, RJ, 1936. A autoria do poema tem vindo a ser erroneamente atribuída a Vladimir Maiakóvski. O poeta Eduardo Alves da Costa garantiu que Maiakóvski nada tem a ver com o poema, na Folha de São Paulo, edição de 20.9.2003.
...MaisEu respeito coisas que merecem ser respeitadas. Essa decisão por outro lado é como um cachorro usando uma capa.
"O click de uma fotografia é como um alguém dizendo: Você salvou algo que jamais poderá ser o mesmo."
O que era pra ser para sempre
E quando dois destinos estão fadados ao fracasso. Como reconhecer aquilo que não se quer ver? Como nos contos de fadas, nas comédias românticas, nos romances "shakespearianos" em que duas almas se encontram, se acham no meio de tantas outras e se aproximam, pois algo de especial os une. Como acreditar que o mesmo destino que os uniu os distanciou? Como aceitar que em meio a tantas diferenças que apesar de marcantes foram deixadas de lado em nome de algo que se sentia, apresentou-se de forma tão relevante em tão pouco tempo? Ela combustível ele comburente, dois pares altamente inflamáveis que, assim como, quaisquer produtos químicos e elementos instáveis da natureza se tornaram incapazes de reverter uma reação que deu origem a um produto de gosto amargo, instável e que ao ser experimentado provocou efeitos adversos. Formou-se então um sentimento que ainda os machuca, os fere e que apesar disso é o que ainda os une. A decepção do adeus, a desilusão da mentira, o fracasso por não ter sabido reverter aquilo que deveria ter sido para sempre. E como nos dramas mais rebuscados cheios de altos e baixos onde o desfecho é em sua maioria o desencontro ou a morte daquilo que deveria permanecer vivo, se desencontraram, perderam a chance de provar não aos outros mas a si próprios que seria sim possível fazer brotar uma rosa no deserto.
As vezes eu me sinto como Vincent van Gogh, mas um dia, como os quadros dele, os meus pensamentos vão fazer muito sentido.
Por que as tempestades significam coisas ruins, você já viu como são lindas as ondas quando furiosas?
