Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Ou eles são viajantes intergalácticos em busca de paz ou seres humanos do futuro voltando no tempo para nos impedir de destruir o planeta.
Me deixa quebrar em mil pedaços
Cada um deles sangra, o que restou
Sou só eu, perdidos nos espaços
O mal que eu faço é só o que sobrou
Não esconde teus olhos, vê minha dor
O peito aberto, gritando à toa
Sou um naufrágio buscando calor
Mas só encontro o fim pra me afogar
O fim é o silêncio, o abismo que me chama
É o vazio que consome, e eu não reclamo
É o último suspiro, o apagão da chama
Me deixem desvanecer, eu já não me embalo
Deixa o silêncio me explicar
Eu não quero cura, só quero acabar
Me deixa morrer sem me falar
O que dói em mim é só pra apagar
Sou o desastre que implora pra chegar
Me deixa sumir, deixa destruir
Sempre sem hesitar em brilhar
O brilho que chega sem matar
Irei até me excluir
Numa epidemia a morte é desvalorizada. Porque se não desvaloriza no nosso quotidiano, que é como se houvesse também uma epidemia, embora ao retardador?
Um livro é como um espelho: quando é um macaco que se olha nele, não pode ver reflectido nenhum apóstolo.
Se Pascal tivesse sido militar como o foi Descartes, não teria escrito as inépcias quanto às vantagens que existem de se ficar num quarto.
A minha história foi composta como uma aquisição para a eternidade, não para ser ouvida por ocasião do triunfo na competição de um dia.
A verdade absoluta, que coisa aflitiva, afinal. Porque se se não tem, como ordenar a vida que é nossa? Mas se se tem, como não anular a vida dos outros que são contra ela?
Não poderás vencer a morte. Mas impõe-lhe a vida como um bandarilheiro e verás que muitas vezes ela marra no vazio.
Sou como uma pessoa honesta, visto nunca ter sido assassinado, roubado, violado, a não ser em imaginação. Não seria honesto sem estes crimes.
