Entenda como Quiser So Nao me Julgue
"O líder que não delega certamente não confia em seus liderados e, como consequência, terá uma equipe imatura e dependente".
"Deus sangrou para salvar o homem do inferno, por isso que Ele não aceita o ecumenismo como uma alternativa de remissão de pecados; assim, o único caminho para o céu é Cristo".
Anderson Silva
Estranha sensação
Não sei como ou porque acontece
De repente tenho a impressão de estar chegando
em um tempo e lugar aonde eu sempre soube que chegaria
Mas ainda não vislumbro nada
Como nunca vislumbrei, mas sempre intuí
É como uma idéia que foge antes de ser pensada
Como um sonho que não consigo lembrar
Mas que sempre me apresentou imagens que agora vejo
E ouço uma voz me dizendo: "Eu não disse?"
Mas eu nunca entendi o que ela dizia
Simplesmente porque ela nunca disse nada
Mas avisava que eu estava a caminho do inexorável destino
de onde agora vislumbro meu passado
E me faz compreender que tudo sempre esteve interligado
E que nunca fui melhor e nem pior
Nem diferente e nem igual
Mas que eu soube ser eu
E ser feliz por não ter permitido que ninguém me mudasse
E nunca ter mudado por nada e nem ninguém
Ter feito as coisas certas
Que deveria ter feito
Apesar de algumas escolhas erradas
Tenho pouco a me arrepender
Além daquilo que não fiz
Deixei de guardar as datas
Me esqueci de como fazia
Pra lembrar-me dos nomes
Faz tempo que não me ocupo
Com aquela antiga aflição
Que me fazia lembrar
Endereços e preços
Agora compreendo
Que coisas, cujo valor se mede
Não valem muita coisa
E que não existe um dia combinado
Muito menos um lugar certo
Pra que aconteça
de a vida da gente virar ao avesso
e descobrir
Que nomes ou endereços
deixam de ter importância
E que as coisas realmente importantes
Podem estar bem perto,
Ou distantes
Não existe certeza
Pra nada
Aquilo que vem
Sem nome, lugar ou hora marcada
é que realmente vai fazer
A gente acordar triste ou feliz
No meio da madrugada
Um rosto sem nome certo
Um rastro a ser seguido
Sem a gente ao menos saber
A razão de estar
Tão contente
Indiferente ao fato
de tudo que tinha guardado na lembrança
Não servir pra nada
E aquilo que tanto interessa
Não tem nome e não tem preço
endereço ou hora marcada
Não tem passado; não tem cor
Não tem medida e nem peso
Nada que explique a pressa
Nada que àquilo mensure
Existe apenas suavidade
e um tanto assim de magia
Junto a tanta alegria
e uma grande quantidade
daquela coisa que faz a gente
Não querer saber como se faz
Só da vontade de fazer
Fazer exatamente
Perfeitamente perfeito
Aquilo que nunca fez
E fazendo do jeito que vier à mente
de repente a gente olha
E vê que não tinha outra escolha
Só tinha querer
Um querer que não podia ser
Guardado ou escrito
Não estava em lugar nenhum
No tempo ou no espaço
e independia
de tudo que houvesse nos bolsos
E mesmo assim
Tinha sim
hora e lugar pra ser
Mas demorou pra perceber
Que a real felicidade
Independe da nossa vontade
das nossa lembranças
E também das nossas crenças
Pois chega do inesperado
Sem nem ao menos pedir licença
Edson Ricardo Paiva
Como se não bastasse viver
Eu fui escolher amar
É como se não
Houvesse nenhuma escolha
As coisas do coração
Sempre rumam
Em direção àquilo
Que é belo e bonito
E estava escrito
Que ao cair da última folha
Todos os castelos de areia
Não prosperariam
A gente apenas não sabia
Que aquelas pequenas coisas
Que a gente tristemente vivia
Anos à fio
dia a dia
Coisas que pairavam no ar
Um jeito triste de viver
Aquele amar
Onde inexistia
Qualquer espécie de amor
Se transforma
Num cálice transbordante
Promessas esquecidas
Triste vida
E tudo se acaba
Em menos de instante
Como se não bastasse o amor
Eu fui escolher você
Eu escolhi um viver
Que não nos basta
E o vasto mundo a trilhar
Tendo ao lado
Um pote de alegria
Me falta escolher
Uma flor pra te dar
e depois te confessar
A falta que me faz
Ter talento pra escrever
Algo bonito
Estar de joelhos
Os olhos e o rosto vermelhos
A lhe dizer
Que não tema nunca mais a solidão
Então
Eu fiz somente um sigelo poema
Não é perfeito, mas agora está escrito
E tudo que nele foi dito
Eu fui buscar
No fundo do meu coração,
Edson Ricardo Paiva.
Agora, assim como era antes
Não posso chegar
Ao lugar que se espera
Hoje eu entendo
Que não vou alcançar
O final da jornada
Porque
O final sou eu
Entre tudo mais que existe
Só o tempo não é eterno
Ele apenas corre eternamente
As fronteiras erigidas
Estão todas em mim
Como o vento
A soprar por sob as asas
A sustentar o voo
Enquanto a vida passa
As dobras que fizemos
Nas mangas do tempo
São apenas pra descobrir
Que existem coisas bem pequenas
Que não nos cabe saber
Nunca as saberemos
Até que o tempo corroa os alicerces
Que sustentam a esse
E a tantos outros Universos
Pra que o Céu desabe sobre nós
E acabe por tornar perfeita
A perfeição corrompida
Pelos nossos olhares tortos
Quero crer que ali na esquina
Debaixo daquela escada
Pode ser que esteja
Escondido
O segredo da vida.
Edson Ricardo Paiva.
O PÁSSARO QUE MORREU ONTEM
(Poema em homenagem ao herói venezuelano Oscar Perez)
.
Não há como ser livre
Espíritos livres, pensam liberdade
Mas meu pensamento está na alma
Minh'alma, em minha mente
E minha mente está em mim
Assim, não há como ser livre de verdade
Pois hoje eu penso não ser eu
Eu era um pássaro, que morreu ontem
No meu voar, sem precisar de amparo
Eu tinha um Deus como amigo
Que me provia a água, que chovia
No meu beber, sem precisar de cântaros
E meu cantar de pássaro subia aos Céus
Meus Céus e meu Deus
Eram bem maiores que os seus
Assim era o meu viver
Sem abrigo, anteparo e nem casa
Feliz, feito alma livre
Que não pensa, porque não precisa
E sem pensar me feriram
Quebraram-me as asas
Qual se fosse nada
Qual se fosse brisa
Mataram-me, sem precisar sentir vontade
Uma das poucas liberdades que se tem
E aquele, agora sou eu
Sou eu, sem o poder de ser eu mesmo
Mesmo assim, de alguma forma
Eu sou obrigado e vou seguindo às normas
Regras de gente, totalmente imprecisas
E já faz algum tempo que estou aqui
Pacata vida, de pássaro que não voa
Pensamento preso à alma, pois pensar precisa
Vivendo à toa, esse tempo infinito
Sentindo a saudade, que também me mata
Porém, quase nunca, uma morte certa.
Edson Ricardo Paiva.
Hoje eu não tenho nada
E mesmo se hoje eu tivesse
Não sei se saberia o que fazer
Assim como fui fazendo sem saber
As coisas que fiz
Agora eu entendo que não sabia
A vida nunca depende somente
das coisas que a gente faz
Muito menos do que deseja
Cada vida é um mundo
E todo mundo, igual a mim
Também não tem nada
Além da ilusão
Em ter aquilo que não tem
Mas poucos mais
Além de quase ninguém
Procura perceber
Que por mais imagine ser
Não passou de possuir uma mera ilusão
Uma espera ansiosa
Uma palavra mal falada
Um egocentrismo
A busca por algo além
Que somente os levou a nada
E hoje, sem nada
Igual a mim
Dentro de um Universo vazio
Eu olho de longe posso ver
Se conseguisse, eu poderia rir
das promessas sem sentido
Que seduzem
As mentes de quem somente
Tornou a vida a cada dia mais vazia
devido às próprias decisões
Eu hoje não tenho nada
Mas posso ver e sentir
Tamanha aflição
de quem um dia pensou ter tanto
Enquanto perdia
Por obra das próprias mãos
O que um dia pensou ter de sobra
A vaidade é uma cobra de duas cabeças
e destila o veneno que te mata
Na saudosa visão do que se foi
Que começa a doer
A cada palavra e cada mentira vã
A cada vez que a própria ira
Te faz cair de joelhos
E sentir vergonha
Em olhar o próprio rosto
No espelho de cada manhã.
Edson Ricardo Paiva.
Como se fosse uma mente
Que pensa, mas não pensa
Um vento que trouxe
A saudade pequena
Pena que seja assim
Tão imensa
Pena que seja em mim
Apesar de tudo
E mesmo que esteja distante
Estarei sempre em você
Se você se lembrar
De qualquer lugar onde for
Me levar sempre junto
Se ausente eu estiver
Em minha mente você vai estar.
Edson Ricardo Paiva
Hoje
Pra mim
Assim como ontem
Não é dia nenhum
Assim como eu
Pra você
Não sou ninguém
Sendo apenas mais um
Posso ser
Um poeta idiota
Um palhaço
Um cara legal e desconhecido
Um amigo, um bandido ou um bebum
É provável que não seja nenhum deles
Assim como esse dia
Também tem tudo pra acabar
Sendo apenas uma marca vermelha
Num calendário que foi parar no cesto
Na primeira terça-feira do ano seguinte
Pode ser que aconteça
No instante em que você passar
Pela moldura da porta
Que estiver mais perto
de repente
Chover no deserto
Num dia qualquer
Nesta vida, onde nada está escrito ainda
O errado pode ser
Que esteja certo
Mas a visão advinda
Lá de um lugar que não se sabe aonde
Venha abrir teus olhos
Pra tudo aquilo
Que você escondia
de você
Pode ser que hoje seja
o grande dia
Tudo depende
Se você
Aprende ou não
Abrir os olhos de ver
As coisas que você procura
debaixo da moldura
das portas que essa vida dura
Permitia a você enxergar
e ao mesmo tempo
te impedia de ver.
Edson Ricardo Paiva
Não se pode segurar o tempo
É difícil saber
A maneira certa
de prender a vida
Assim como a tudo
Que nela houver
Mas, numa tarde qualquer
Acontece de olhar
O vento e a chuva na janela
E guardar no coração
Que nem magia
A chuva que caiu naquele dia
Mesmo sem perceber
A gente vai vivendo
E não enxerga o quanto é triste
O olhar insistente
A buscar somente
O brilhar da prata
Um tosco brilhar que ofusca
A arte da luz do Sol
Que parte e que se reparte
Numa humilde bolha de sabão
E flutua leve, ao sabor da brisa
Mas a pressa de viver
Não deixa ver
Que é dessa simplicidade
Que a vida precisa
E vai ficar eternamente
Se a mão da gente
Pesar feito pluma
Só então se aprende
A repartir a vida
Igual o brilho da espuma
Parte a luz
Com força suficiente
Pra dividi-la e deixá-la ir
Muito tempo se perde
Até que se perceba
Em quanto poder existe
Quando a força da mão é leve
Então
O dom de prender a vida
E vivê-la feliz
Grato a tudo que nela houver
Veja que não importa
O quão breve ela seja.
Edson Ricardo Paiva.
Talvez eu não tenha força para voltar, mas eu lembro muito bem o caminho conheço tanto as rosas como os espinhos...
Aprendi tanto com você como por exemplo: Não sufocar a pessoa amada com nosso amor avassalador,aprendi a não cobrar de mais pois cobrança de mais pode ter um alto preço aprendi a não exigir perfeição pois afinal somos tão imperfeito somos tão errante,aprendi que musica pode ter tanto significado pode conter nela muito dos nossos sentimentos ou não...
Essas coisas de amor não há como escolher e a força sobrenatural dele é algo que não se pode conter...
Hoje ta mais difícil,hoje ta mais frio a solidão é imensa mas,não tão grande como a vontade de ter nos braços e beijar sua boca e te pedir para não ir embora ou pelo menos não hoje...
A noite vem,como um pranto um grito de socorro que não pode ser ouvido,o amanhã tardará para chegar olhos aberto no escuro procurando o sono como um lugar dos mais seguros que se pode encontrar...
Não fico triste
Por não voar como os pássaros
E nem nadar como peixe
Penso
Imagino-me voando
Pertinho das estrelas
Deixo-me tornar todas elas
Em estrelas-do-mar
No mais profundo oceano
E vou lá
Pois os pássaros e os peixes
Não querem ser quem eu sou
Compreendo
Que as pessoas
Encontram-se perdidas
Pois estão
Mas, em segredo
Resta a mim
Meu medo
Pássaros e peixes
Não tem noção
Do ar e nem do mar
Tampouco sua finitude
Minha atitude perante a vida
É prosseguir vivendo
Sendo a mim mesmo sempre
Enquanto as pessoas
Não aceitaram ainda
A condenação
Nem mesmo
De vez em quando
Serem somente a si mesmas.
E são pássaros sem penas
Peixes sem olhos
Gente sem nada
Olhando a vida lá do alto
Sentadas em brancas estrelas
De onde caem toda manhã
E dão com a cara no asfalto
Assim que amanhece o dia
Enquanto isso
Eu dormia.
Edson Ricardo Paiva.
Eu não sei escrever
poesia bonita
Como as fazem os poetas
Mas a minha é sincera
Tão fingida
e mais mentirosa
Que as deles
Do jeito que se espera
Quando se lê poesia
Um pouco de versos
Um dedo de prosa
E inverdades
Das quais lanço mão
No formato de poesia
Deixo-as aqui
Pra não usá-las
no meu dia-a-dia
Diferente dessa gente
Que traz na ponta
da língua comprida
E não tem paz na vida
Se não conta.
Edson Ricardo Paiva.
"Tem coisas
Que não tem como dar certo
Algumas delas
Custam um certo tempo
Pra que, no tempo certo
A gente se convença
Que não tinha como dar certo"
Edson Ricardo Paiva
