Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Para o zombador as palavras de justiça, de repreensão, de amorosidade não valem de nada. É como ter tampões em seus ouvidos.
Como posso amar algo que nunca me pertenceu
Onde a ilusão do amor sempre prevaleceu
Talvez isso não nuncaaconteceu
Lembro-me dos momentos que passamos juntos
Como droga me viciei
Nas lembranças do teu amor
Que nunca me pertenceu
Não é sábio amar alguém, sem amar a si mesmo. Como saberias reconhecer quando você é amado? Como saberias como é amar? Como saberias o que é o amor? Ame-se e em consequência seja amado.
Você não sente isso?
Como eu posso explicar esse grande vazio, tão profundo, sem dimensionar o quão forte eu sinto as coisas ao meu redor?
Passou-se cinco minutos, meus olhos na janela vendo o infinito do céu, eu perdi por alguns instantes a sensação da existência.
Fiquei ali observado o nada, quase que por empatia, sentindo o céu como o espelho da minha alma, grande e vazio.
A ruptura da catarse se deu no primeiro piscar de olhos. A dor estava tão presente que foi quase impossível imaginar que um dia ela não tivesse estado ali...
É um sopro frio no coração que consegue romper o ar dos pulmões.
Você nunca sentiu isso?
Eu queria gritar, respirar, dizer tudo o que eu sentia... Mas, eu não conseguia.
Qual é a pior sensação de sufoco, senão a de perder a voz, mesmo com a sua capacidade vocal intacta?
Duas vozes gritam loucamente dentro de mim, é tão impossível distingui-las, confundo-as, misturo-as.
"Faça a coisa certa."
"Continue afundando no mar profundo."
Será que é isso mesmo que estão dizendo?Eu não sei.
O sopro continua.
O ar gelado permeando cada veia que nasce no meu coração, prende cada músculo do meu sistema respiratório.
O céu continua lá fora, grande e vazio.
Um espelho do que eu sinto por dentro.
O poema confuso
A dor que mais dói, não dói
Consome-te.
Assim como o seu pior pesadelo, não é o único que lhe assusta
É o próprio ser humano que faz suas dores doer, e seu medo existir.
Não direi palavras em vão
Dói-me quando não são entendidas
Como uma bela vista não vista
Meus sentimentos assim não serão.
Não direi palavras de amor
Gasto de coragem que não tenho
Tudo queima cá dentro
E ninguém sente meu calor
Meu Bem, se ouvires de mim
Arengas de meu querer
Não o despeje, por favor
Porque milagre é eu te dizer
Se, a ti, estiver me declarando
Me faça de parvo ou dengo
Mas me faça ser o centro
Porque agora escolhi estar corando.
Como estar diante deste cenário e não me lembrar de tudo o que fez, faz e ainda vai fazer.
Deus...
Como não te sentir, como não tentar descrever sua grandeza, como não chorar de felicidade. Por saber que vive em mim, mesmo sendo cheio de imperfeições.
Ricardo Baeta.
Um dia eu morrerei. Não sei dizer quando ou como, mas sei que será sem arrependimentos. Não posso me dar ao luxo de experimentar a dor mais cruel dessa vida... mas se eu não experimentar, eu não estaria vivendo completamente.
Como deve ser não ter nada? Como deve ser acordar no meio da noite e não ter nenhuma lembrança para se recordar? Sem comida, sem lar, sem familiaridade... Apenas o vazio ecoante da solidão e o seu próprio esforço cansativo de lutar para obter algo...
Assim como ladrões não perdem tempo roubando casas vazias, pessoas não perderiam seu tempo roubando o que há dentro de você se não fosse valioso.
Posso ser tudo na vida e não me definir como nada. O processo do conhecimento para crescer dentro de um ser é exatamente a definição do querer ir além do ser; porquanto o conhecimento não se resume em ser, apenas se permite seguir sem convenções fechadas para bajular uma ou outra medíocre face da ignorância.
FILÓSOFO NILO DEYSON MONTEIRO
Como o músico que não se aposenta, apenas deixa de tocar quando acaba a inspiração, eu vou continuar trabalhando até que a minha inspiração acabe.
Eu não sei como é ser forte, mas tenho experiência em me sentir doente. Posso ser ou não, mas sei que não quero e não vou ser assim para sempre. Essa enfermidade não cabe só a mim para se curar, mas se for preciso eu me isolaria em uma montanha solitária para acabar.
Silêncio pode ser a morte? Como quando escolhemos não optar ou decidir algo, mas ficar em completo silêncio para esconder algo. Morte pode ser loucura? Como quando nos sentimos tão mortos que nos chamam de loucos, mas na verdade somos nós quem vivemos de verdade.
As vezes eu tenho vontade de te procurar para conversar sobre a forma como tudo terminou, eu não fui justo contigo ao apontar o dedo pra ti e dizer que você havia sido culpado por tudo. Eu errei muito tanto na hora de colocar um fim tanto depois de alguns meses tentando esquecer tudo que você havia feito de bom pra mim.
Como o amor é inútil!!
Como alguém pode ter tanto sentimento dentro do peito e não tem como mostrar isso, tudo o que penso e sinto, diz semente pra mim seu valor.
Não entendo a importância das gotas que deixam meus olhos úmidos, ou as que não descem pelo meu rosto porém afogam meu espírito.
Seguir e simplesmente ignorar um coração que não cabe no peito, fingindo não doer a cada passo, olhar para o alto e renovar a esperança da cura dessa angústia.
Amo ela, de todo meu entendimento e energia, tudo que penso ou faço grita seu nome, tudo que eu olho tem seu sorriso, estou perdido sem chance de ser achado.
Se Cristo voltasse antes da minha conversão eu estaria perdido, se não voltasse um dia, como prometeu, eu seria consumido pela desesperança.
Tenho, portanto, a misericórdia nesta amorosa espera e o juízo na certeza da promessa. Seja como for, a cada dia que passa a misericórdia Dele me parece maior e o Juízo mais próximo.
A MINHA SAUDADE
A minha saudade tem lembrança tua
Que já não tem a poética como antes
Tem a tristura no peito que não recua
E silêncios tão ruidosos e constantes
Não sei pra onde ir, nem aonde vou
Só sei que dói, corrói o meu coração
Minha emoção, tua sedução roubou
Carregou e me deixou na vã solidão
A minha saudade tem muita saudade
Tem insônia, loucura, é sentimental
A minha saudade ao sossego invade
Saudade, meu aperto, por ser amador
Em um tempo muito, duro e integral
É saudade minha, por ti, ó meu amor!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
27/09/2021, 04’55’ – Araguari, MG
