Entenda como Quiser So Nao me Julgue
O lar emocional, assim como o profissional, o familiar e o social, norteará nossas escolhas se não estivermos atentos. Tudo o que acontecer na sua vida, de bom ou ruim, fará com que você queira retornar para lá, porque é o que conhece e onde se sente seguro.
Penso que não dá mais para imaginarmos o ser humano como um predador, lutando sozinho, olhando apenas para si mesmo, com uma certa dose de egoísmo; temos a necessidade de repensarmos nossas atitudes.
Sim, eu me sinto sozinha, mas com o tempo percebi que não é tão ruim como parece de fora, é tudo muito mais complexo.
É interessante observar os movimentos de nossas mudanças interiores. Nem sempre sabemos identificar o nascimento da inadequação que gera todo o processo. O fato é que um dia a gente acorda e percebe as mudanças, como por exemplo que a roupa que amamos não nos serve mais, como se no curto espaço tempo de uma noite a alma sofresse dilatação, deixando de caber no espaço antigo onde antes tão bem se acomodava.
É inevitável, mais cedo ou mais tarde os sonhos da juventude perdem o viço, e aí o que antes nos causava gozo, aos poucos, deixa de causar.
Uma coisa é certa: nós sabemos quem somos até mudarmos novamente e nos reconhecer, mas os outros apenas imaginam, e é nesse ato de imaginar que eles constroem uma pessoa ideal, a qual não existe, pois a própria palavra diz que ideal só existe na ideia. Se nós mesmo estamos em constante modificação, evolutiva ou não e as vezes quando vemos já mudamos, imagina quem está de fora.. não dá pra conhecer o outro! Nem mesmo aquele que você julga o mais conhecido por si.
A não luta contra a natureza humana
Parece simples o rumo.
De como as gerações precisam seguir.
Como colocar no prumo.
Um povo que não quer seguir.
Sabe se desde a criação.
A desobediência do caráter orgulhoso.
A natureza do homem é mau.
Então entende se que o social é desarmonioso.
A luta contra a natureza humana.
Nas esferas espirituais.
Subtende se uma entrega.
O que a palavra prega.
Mas é mesmo assim esse mundão de meu Deus.
Ainda não é eternidade.
Embora o juízo profere um paraíso.
Antes e depois.
Por enquanto.
Viajando.
Carroça a frente dos bois.
Nesse emaranhado está a multidão.
Estão eu e você, os dois.
A terra é rebelde.
Ninguém sabe se o céu é perto ou longe.
O segredo misterioso se esconde.
Enquanto isso me escondo e nem sei onde.
Meus irmãos estão nas ruas jogados.
Meus irmãos estão nos palácios.
Precisa de advogados.
Pois é sabido que se precisa defesa.
Para ambos os lados.
Um pela carência e outro fartura da vaidade.
Ninguém sabe quem atrairá os olhos da liberdade
Giovane Silva Santos
Ele: E o amanhã como será?
Deus: Seja feliz hoje, o amanhã não aconteceu
Ele: Estou com medo
Deus! Por isso estou aqui com você
Ele: O que devo fazer?
Deus: Amar a vida e ao próximo.
Ele: Nem posso sair de casa, como fazer ?
Deus: Ore e sorria para cada lembrança
com as pessoas que ama, abrace em seu coração a todos,
Faça seus olhos brilharem de felicidade,
logo isso tudo termina
Ele: Abençoado seja o senhor meu Pai
Deus: Anençoado seja todos vocês meus filhos!
Sergio Fornasari
quem anda na terra -não posso falar de outros planetas-, tem como certeza absoluta o agora; não o hoje! e, muito menos, o amanhã.
àqueles que estão tentando roubar o seu 'dèjá', diga-lhes: 'dèjá va'i fond'.
Brincar com as flores
Havia uma criança que como tal gosta de dança. Porém sua herança não é digna de confiança, e sua esperança, sem nenhuma fiança não enchia sua pança. Na verdade, ele só queria uma aliança. Um amigo para uma humilde festança.
Um garoto, neto de uma dita qualquer, considerada mulher. Ou, ao contrário, uma dita mulher, considerada qualquer. Dona Esther, vendedora de Tupperware. Comiam na praça da Sé, sem talher. E nem comida sequer. No lixo, num mundo que mal lhes quer, restou a... fé?
Ao redor, ninguém tinha uma esmola. De alimento, de sustento, ninguém atento. Sem ir à escola, Ricardo Tulipa, carregava fardos, abatido por quem usa fardas. Ainda sonha com fadas, encantadas. Acorda, sem resguardos, com a corda dos guardas.
Passam advogados e delegados, fatigados. Tão muito bem empregados. Não sabem dessa vida de gado. Códigos salgados, crimes embargados. Não podem ser xingados. São comungados. Aparecem pastores, decompositores. Gritam ser os corretores, santos atores. Malfeitores, tiram os cobertores, enganam as dores. Vem os médicos, com remédios esporádicos. Sem diagnósticos. Tratamentos melancólicos. Não veem nem as cicatrizes. Surgem os juízes, com gases. Infelizes, ou melhor felizes, com suas diretrizes de leis vorazes. Incapazes de ver luzes na sarjeta. Há o poeta, xereta. Andando de bicicleta, a contemplar a borboleta. Aproxima-se de uma flor. Uma flor suada, suja, mas o poeta sabia que ali tinha amor.
Vontade de cheirar flor e conhece-la na sua essência, o poeta olha-a bem e rega um “Oi! Tudo bem?”. A flor exala um sorriso, com um aviso diz: “Sou o Tulipa!”. E soltando um leve perfume pergunta “Quer brincar comigo?”.
“O que você gosta de fazer?” Indaga o poeta. “Sou Tulipa e adoro empinar pipa!”. Porém, ao responder o poeta, o menino faz uma careta. Pois imagine a treta, faltava vareta. “Você tem bola?” questiona o guri. “Ou alguma esmola?”. O poeta, amante das micaretas, fala que “Não! Mas sou de uma escola, uma escola que rebola! Basta musicar as letras, cantar as palavras, bater palma, ritmar a alma, fazer rima e dançar a vida!”.
Tulipa gostou da ideia e já viu que por ali poderia ter uma grande ceia. Um amigo também, para fazer parceria e companhia. Nesse dia, na praça, Tulipa percebeu que a vida com dança tem graça. Cada vez mais a dança fez graça. O poeta então proclama: “Garoto, abraça essa dança que é massa!”. E foi embora. Nunca mais se viram.
Agora, toda vez que Tulipa encontra algum poeta, ele logo pergunta: “vamos brincar comigo?”.
Numa andança, Tulipa encontrou outras danças, junto com outras tantas flores, em bosques e florestas. Viveu de festas. Descobriu que sua querida vó Esther também é flor pura, áster, a mais linda cor púrpura. Provinda da África. Compreendeu o seu porquê de ser um elegante tulipa negra.
Outrora, em um dia de sol, Tulipa acompanhada de seu amigo Girassol, em um grande encontro da flora, avistou aquele poeta. Cantando, dançando e amando em verso e prosa. E concluiu que aquele poeta era uma bela rosa. Se aproximou e percebeu como sua alma é cheirosa.
Tulipa aprendeu que todo mundo é flor, com dor e amor. É preciso saber vê-las e cheirá-las. Interagir, regar, brincar e dançar com as flores, as nossas flores, repleta de todas as cores!
Amor,
Obrigada por perguntar como estou. Já deu pra notar que não muito bem.
Normalmente ficaria calada, porque se não for para acrescentar melhor não falar.
Porém, já que insiste, pra lhe ver bem, vou tentar me expressar. Estive em dois velórios nas últimas horas, homens jovens que teriam toda uma vida pela frente. Difícil passar por ali e continuar a sorrir como se nada tivesse acontecido. Todo dia, pessoas nascem e morrem, porém participar, marca a gente. Turbilhão de pensamentos e questionamentos, de valores, da sociedade, da humanidade. Energia baixa que suga a da gente e o cansaço bate. Simples assim. Nada obscuro. E você resumiu bem: muito amor no coração, só esqueceu que quem ama sofre, por ver o outro sofrer. Um pouco de descanso, oração e agora seu carinho e já estou bem.
Você é muito fofo, inteligente, sensível e carinhoso. Como ficar triste ao seu lado?
Só tenho mesmo a agradecer, você é o amor da minha vida, um homem incrível, divertido, amável e solidário.
Eu te amo a cada dia mais.
Obrigada por tentar compreender.
Você coloriu o meu dia e me fez sorrir com a sua doce ironia. E vc como está? Vou cantar pra te ver sorrir.
Beijos e abraços sem fim.
Eu te amo.
"Se, como dizia Husserl, não há consciência 'em si', consciência vazia, mas toda consciência é consciência de alguma coisa, estão é absurdo dizer que a consciência está 'no' sujeito cognoscente: ela está numa relação que se estabelece entre o sujeito e o objeto, a qual não pode estar inteiramente neste nem naquele, mas simultaneamente nos dois."
Você me tem nas mãos
E me lê como um livro.
Sabe o que eu ignoro
e me diz as coisas que não me digo.
“Se a escuridão é a ausência da luz, como dizia Einstein, porque
a luz não poderia ser a ausência da escuridão?”
(teorilang)
O eu responsável – a consciência da consciência – não existe como coisa nem como estado: existe apenas como tensão permanente em direção a mais consciência, mais responsabilidade, mais abrangência e maior integração.
Não tem como esquecer o passado, ele faz parte de nós. Temos que nos acostumar com as ausências que ele trouxe e com as dores que ele causou. Só assim conseguiremos seguir em frente.
Digo que sinto sua falta às vezes, como se eu não sentisse o tempo todo. Esses dias estão sendo mais dolorosos quando chego do trabalho você já estar a despedisse, eu prefiro não me despedir. Dou algumas frases repetidas ao longo de nossas conversas e digo: vai com Deus; não sei se e por que meus almoços solitários me fazem pensar de mais, ou por conta da minha ansiedade por nosso casamento, de longe sei que a noite você vai estar lá para mim, sem sorrir, sem piscar. Me deito para ver se dar logo 14:00 para voltar ao trabalho e me afundar no meu mundo que tenho toda tarde sem você... tenho medo que você também se perca ou se desmonte na solidão, mas todos os dias quando chegar tem uma longa história para mim contar, eu escuto com meus ouvidos atento sem perder nem uma migalha e vejo que não fui sentido ou ao menos lembrado, me apego a coisas simples com um beijo que dou entre seu lindo nariz e sua bochecha, e me encanto com a sua voz. Sei que nosso amor e uma coisa única e linda olha esse texto que era para agradecer por esta comigo e se tornou isso que você leu. Hoje vamos completar 1 ano e 2 meses juntos, muito obrigado por ficar ao meu lado, EU TE AMO (...)
Pessoas como você, que imitam, copiam os outros, humilham as pessoas pra se sentirem superiores, não têm estilo. Fica a dica!
A jornada da vida é feita de obstáculos. Alguns intransponíveis. Assim como os rios não desistem de encontrar o mar, devemos contorna-los, para atingir nossos objetivos.
Carta aberta.
Oi, já faz um bom tempo desde a última vez que nos falamos.
Eu não entendi como que a gente se desencontrou;
Mas, era tão óbvio esse porquê né? Eu só buscava motivos para tentar
te entender e não conseguia enxergar o que estava diante dos meus olhos.
Eu realmente queria o seu bem.
Sempre quis saber como você estava, mas, sinceramente;
Eu nunca busquei saber, já faz um bom tempo que eu parei de me importar.
Eu quis tanto te mostrar que você podia ser amada
que acabei me perdendo no processo.
No início foi difícil aceitar e até hoje não consigo sentir raiva de você.
Aliás, eu não consigo sentir nada.
Ah! Eu já me perdoei, você não teve culpa de nada e só para relembrar,
Você não me deve nada!
Depois que nos desencontramos, eu excluir o seu número e apaguei o seu contato;
Eu deletei todas as nossas fotos, vídeos, todos os seus áudios e as nossas conversas.
E para ser sincero, hoje eu nem me lembro mais do tom da sua voz;
Eu nem se quer me lembro mais do seu rosto...
E de tanto excluir as coisas, foi como se você nunca tivesse existido.
Você acabou se tornando uma pessoa que apenas passou em minha vida,
Pessoa a qual.
Que nunca existiu,
que nunca conheci,
Mas, sei muito ao respeito.
Raphael Santos Araujo (06 de abril de 2023)
