Entenda como Quiser So Nao me Julgue
O que eu digo cria raiz,
mesmo quando o vento muda de lado.
Posso não chegar como prometi,
mas chego.
Porque palavra, quando nasce em mim,
não aprende a desistir.
Carol
Branca como a neve,
mas não fria...
Ela queima.
Ruiva de cachos indomáveis,
carrega o incêndio no próprio nome.
Onde passa, deixa rastro.
Brava como todo sagitariano que se preze,
não abaixa a cabeça,
não mastiga palavra,
não pede licença para existir.
Carol não é brisa.
É rajada.
É seta lançada sem aviso.
E quem tenta segurá-la
descobre rápido:
ela não nasceu para ser contida —
nasceu para atravessar.
Amo como quem não sabe ser pouco, como quem sente até o limite e ainda acha espaço pra mais.
Existe um amor que arde mal resolvido, um incêndio que nunca virou cinza, que insiste em voltar nos dias mais silenciosos como se ainda tivesse algo a dizer.
Existe outro que é possibilidade, leve, quase vento, um caminho que me chama sem pressa, sem peso, como se o futuro tivesse um tom mais bonito ali.
E existe aquele que não vai embora. Não porque ficou, mas porque virou parte. Raiz invisível, presença em silêncio, memória que não se apaga nem quando a vida muda de direção.
Eu amo. Sem ordem, sem regra, sem defesa.
E no meio de tudo isso, eu sigo me reconstruindo, tentando não me perder entre o que ficou, o que poderia ser, e o que ainda sou.
Porque sentir nunca foi o problema.
O desafio é continuar inteira mesmo quando o coração insiste em ser muitos.
Tem gente que não merece nem o teu olhar,
mas vive implorando migalhas da tua atenção
como quem bate na porta de um castelo
trazendo lama nos pés e ego nas mãos.
Nem toda presença merece acesso.
Tem gente que entra na tua vida
só pra testar o quanto consegue destruir
antes de chamar isso de amor.
Teu silêncio já é luxo demais pra certas almas.
E teu desprezo?
Quase uma obra de caridade.
Porque tem gente que não merece nem o teu olhar…
imagina o teu coração.
Autor: Lucci Santz
Há algumas portas que não abrem, trancadas como quem não tem volta,
E no meu peito,
Ah no meu peito… um cadeado e uma saudade escondida.
Ele não chegou fazendo barulho,
nem vestido de razão perfeita,
chegou simples.
Como quem carrega o mundo no bolso
e ainda assim oferece ajuda pra carregar o teu.
Falaram tempestades sobre ele,
inventaram sombras, pesos e espinhos,
mas quando abriu a porta do próprio silêncio,
o que havia ali
era só um homem cansado de ser mal traduzido.
Feijão tinha olhos de quem escuta de verdade,
dessas pessoas raras
que não competem com tua dor,
apenas sentam ao lado dela.
E foi estranho perceber
que a sinceridade dele cabia inteira
nos pequenos gestos,
porque gente honesta quase nunca sabe se vender,
só existir.
Talvez a vida tenha dessas ironias tortas:
aproximar duas almas pela mentira de terceiros
pra depois revelar
que afinidade nenhuma nasce no acaso.
Ele tinha jeito de casa simples em tarde de chuva,
café passado sem pressa,
cadeira na varanda
e conversa que faz o peito respirar melhor.
E no meio de tanta gente montada em personagens,
ele apareceu cru, humano, imperfeito…
mas real.
Coisa perigosa hoje em dia.
Ser real assusta mais que mentira bem contada.
Entre a pressa e o encontro
Você chegou como quem não pede passagem,
com o mundo inteiro correndo dentro do peito,
acelerada, inquieta, cheia de caminhos,
mas encontrou em mim um lugar diferente.
Eu não sei explicar o que aconteceu,
nem procuro colocar nome no inesperado.
Existem encontros que não fazem barulho,
mas mudam a forma como a gente olha o outro lado.
Você tem tempestade nos passos,
mil pensamentos querendo partir ao mesmo tempo,
e eu achei bonito descobrir
que até a pressa pode encontrar abrigo.
Não quero prender teus voos,
nem diminuir a força que existe em você.
Quero apenas caminhar ao teu lado
enquanto a vida revela o que pode nascer.
Porque entre tantas pessoas, tantos rostos, tantos dias
você parou por um instante diante de mim.
E há algo raro nisso:
Duas histórias diferentes percebendo
que talvez tenham se encontrado no mesmo momento.
'Enquanto o tempo não Decide"
Eu te esperarei,
não como quem conta as horas
ou implora ao tempo que não vá.
Esperarei como a noite espera a aurora,
sabendo que a luz, cedo ou tarde, chegará.
Não guardarei teu nome entre promessas,
nem farei do passado um altar.
Há amores que sobrevivem às pressas,
mas morrem quando alguém deixa de lutar.
Eu te esperarei onde ninguém me alcança,
onde o silêncio aprende a dizer.
Sem transformar saudade em esperança,
sem esquecer de mim para esperar você.
E se um dia teus passos encontrarem os meus,
não perguntarei por que demorou.
Talvez certos encontros sejam escritos por Deus,
depois que o mundo inteiro nos desencontrou.
Mas se não vieres, eu também partirei.
Não por falta de amor, nem por esquecer.
É que até quem espera precisa viver,
e há portas que o coração precisa fechar para sobreviver.
Ainda assim, se a vida te trouxer de volta,
se o acaso resolver nos aproximar,
encontrarás minha alma já sem revolta,
mas com espaço suficiente para te abraçar.
Eu te esperarei.
Não parada.
Não perdida.
Apenas vivendo a minha vida,
até que o destino decida
se você era chegada
ou apenas despedida.
Perfume suave
(Mauro 1Evaristo)
Eu não sei como aconteceu,
Mas de coração agradeço
A sombra má se reverteu
E toda bondade eu mereço.
Eu não sei como explicar
Senti Anjos ao meu redor,
Perfume suave pelo ar,
Realmente não estamos sós.
Não tenho palavras para relatar,
Mas senti perfume suave no ar,
Complicado mesmo de esclarecer
Que algo bom geral resultará
O que me permite repetir o dizer,
Sim, existe poder infinito em você.
feradapoesia.blogspot.com
Não traia como beijo de Judas, mas seja reto e justo, amigo sincero, pacificador, evangelizador, mesmo sabendo que por vezes o galo pode cantar e negarmos a fé, mas se lágrimas do arrependimento chorar, siga o caminho da Verdade, pois o Senhor entende as nossas fraquezas e deseja seu amor e retidão no Caminho da Salvação!
Muitos se acham donos do mundo e da razão, não confrontam o lado positivo das pessoas, julgam como fossem os melhores e capazes de dar lição de moral, enquanto não corrigem seus graves defeitos.
A VIDA NÃO ENROLA
A vida circula como bola
Estamos numa esfera sem sola
Somos parte do presente
Que aos poucos vai embora
E ficam marcas dos pensamentos
Dia sentimentos que transforma
Cada esquina pode dobrar
Pode girar uma nova história
A vida não se enrola
Nós as vezes que "embola"
O curso do que sonhamos
Para viver novos planos
Simplesmente as vezes nós mudamos
Acertamos e também erramos
E a vida que sem demora
Surge noite e dia
Das letras várias melodias
Entoam acordes variados
Cantar um novo tempo
Antes que seja tarde
Por favor não se embola!
Olhe firme o horizonte
Entender somente
Que o tempo é precioso
Não devemos enroscar
O tempo feito para amar
Pois a vida se vive com o tempo
Aqui respiramos ao vento
A cada passo, cada momento
Cada tijolo dessa construção
Vivido em cada relação
No transporte certo, razão e coração!
Quem faz por querer o mal ao próximo leva consigo, caso não se arrependa, uma trajetória como bumerangue, retornando em peso maior o pecado de não se converter para o bem. Daí virar cretino de suas ações, onde o esconderijo de suas artimanhas, residem na hipocrisia, e, quando passa despercebido seus males, aos olhos do Senhor, há de prestar contas das trapaças e maldades praticadas.Todo aquele que se orgulha de suas ambições, luxúrias, crueldades... levam vantagens materiais e pelo prazer de suas atrocidades, que ferem e lesam a tantos. Suas conquistas não agradam a Deus e vai acumulando pontos negativos, que em algum tempo há de prestar contas e daí na maioria dos perversos, não alcançam o paraíso, porque raramente freiam seus vícios e suas estratégias, e, até fazem os malefícios distorcerem em mentiras, como se o bem praticassem, para o seu mundo de egoísmo e terrível prazer de crueldades, para que suas artimanhas demoníacas, sejam escondidas, enquanto elaboram constantemente planos que prejudicam e ferem de várias maneiras muita gente que sofre por não entender e saber que o mal muitas vezes se veste de anjo para ludibriar, enganar e destruir. Muitos que confiam e entregam -se aos vorazes lobos que bailam como ovelhas, enquanto proliferam o inferno entre aqueles que não enxergam seus chifres, recolhidos em suas mentes satânicas.
LIBERDADE
A liberdade não existe com medo
Como sonhos sem imaginação !
Cada momento único faz história
Mudanças rolam no campo da vida
Bem e mal travam grandes batalhas
Amor e ódio giram pensamentos
E assim acontecem todo instante
As mutações do próprio sentimento
Gerando emoções através do tempo
Caminhos entrelaçam pessoas
Laços que tornam-se rotineiros
Mas nas asas do vento passageiro
Consolidam ou se desfazem
Deixando marcas negativas ou positivas
Liberdade é deixar fluir o amor
Sem constrangimento nem amarras
Simplesmente o natural viver
Livre somos quando percebemos
Que podemos voar muito além
E que nos braços de quem amamos
Nos tornamos ainda mais felizes!
JOÃO BATISTA BARBOSA
POESIAS
TÉDIO
Não sei mais como faço
Se nem sei como desabafo
Pois tem horas que a gente cansa
Não sabe mais como se dança
Se estamos sós reclamamos
Quando juntos
brigamos
Se é frio ficamos angustiados
Se calor nos deixa incomodados
Difícil mesmo nos entender
Somos como frases incompletas
Que escritas podem converter
Somos como uma frequência
Que vezes está no auge da sintonia
Outras no blefe da monotonia
Difícil entender esses momentos
Que trazem dúvidas e tormentos
Então o melhor a se fazer
É num canto deixar passar
Essa coisa que embola a mente
Como corrente sem dente
O silêncio é melhor remédio
Pra nos curar desse tédio
No silêncio acalmamos o coração
Pois no silêncio a cura vem em oração !
Joao Batista Barbosa
Poesias
Não tenha medo de errar, pior é passar o resto da vida sem saber como seriam as coisas por medo de tentar.
"As tolas alegrias de quem não aprendeu e sente dores que pesam como o mundo."
- Insistência, Vida e Poesia
Eu queria saber
Por que é que eu insisto em me perguntar
Sobre coisas que não tem resposta
É como morrer mil vezes
Enquanto se vive uma vida
Que nem chega a ser assim ...
Tão longa
O mundo esconde o valor das coisas
Enquanto a vida vai vendendo
O que não vale quase nada
Até que um dia
Vem o tempo e nos desvenda
A esses e a tantos segredos
Carregados de mais perguntas
Somos cegos
Seguindo os caminhos traçados
Guiados pelas vozes de lobos vorazes
Que a bem da verdade sempre foram
Muito mais cegos do que nós
Não percebem, não sabem
Que aquilo a que se busca
Não se pode alcançar
É como um raio de luz colorido
Caindo do Sol pela manhã
E o azul do Céu, que desaparece
No momento em que a gente o toca
Felicidade, uma ilusão
O brilho da Estrela deixou de estar lá
E a vida não é como se pensa
Durante a guerra sempre os rios congelam
E os seus invernos são mais frios
Parece que foi sempre assim
A vida nos nega um sorriso
Justamente nos momentos
Em que tudo que mais se precisava
Era de um sorriso, simplesmente
Eu queria ter palavras
Pra explicar que não tenho respostas
Tem dias que o que mais desejo
É saber a verdade das verdades
Mas a única palavra que me vem
Me causa o querer e a vontade
de não querer saber mais nada.
Edson Ricardo Paiva.
O ABISMO COMO CONSCIÊNCIA E CONDENAÇÃO À LIBERDADE.
O abismo não é um lugar. É uma condição. Não se trata de um espaço onde se cai, mas de uma verdade diante da qual se desperta.
O teu sonho, nessa leitura, não é simbólico no sentido comum. Ele é existencial em sua raiz mais profunda. Revela a própria estrutura do ser humano enquanto consciência. O homem surge no mundo sem essência prévia. Não há natureza fixa. Não há destino traçado. Há apenas a existência em seu estado bruto. E essa existência carrega consigo um vazio inevitável. Um nada silencioso que habita o centro da consciência.
Esse nada é o teu abismo.
Não como destruição, mas como liberdade absoluta. Porque, ao não seres determinado por nada anterior, estás condenado a escolher. A cada instante. A cada gesto. A cada pensamento. Essa liberdade radical não é leve. Ela pesa. Ela inquieta. Trata-se de uma angústia que não nasce do perigo concreto, mas da percepção vertiginosa das possibilidades infinitas de ser.
Sonhar com o abismo, nesse contexto, é perceber que não há um solo essencial que te sustente. Não há uma identidade fixa que te defina antes de agir. És tu quem te constrói. E essa construção se dá sem garantias, sem absolutos, sem um fundamento externo que te isente da responsabilidade.
Há uma imagem que ilustra essa condição com rigor. Um homem diante de um precipício não teme apenas a queda. Ele teme a possibilidade de lançar-se. Esse é o verdadeiro abismo. A consciência de que o ato depende unicamente de si. De que nada o impede, exceto a própria decisão.
Assim, o teu sonho não denuncia fragilidade. Ele denuncia lucidez. É o instante em que a consciência se percebe livre e, ao mesmo tempo, exposta. Sem desculpas. Sem subterfúgios. Sem um roteiro previamente escrito.
Há, contudo, um risco silencioso. Fugir desse abismo interior é viver em dissimulação. É criar máscaras, papéis rígidos, justificativas artificiais para escapar da liberdade. É fingir ser algo fixo para não enfrentar o peso de escolher continuamente.
Encarar o abismo, portanto, é um ato de autenticidade. É aceitar que não há essência anterior que te determine. Que és projeto. Que és construção contínua. Que és, a cada instante, aquilo que decides ser.
Teu sonho não anuncia uma queda. Ele revela uma condição. Uma convocação silenciosa à responsabilidade integral de existir.
E no centro desse silêncio, há uma pergunta que não pode ser evitada.
O que farás com a liberdade que te constitui como um abismo sem fundo.
