Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Deus se apresentou como 'EU SOU', não como 'Eu sou o que você deseja'. O Criador do universo não se curva aos nossos caprichos; nós é que devemos nos curvar aos Seus propósitos. Renda-se Àquele que é, e não ao que você quer que Ele seja.
A mídia não visa a informar os fatos; funciona como uma máquina de engenharia social voltada à demolição da inteligência e à doutrinação das massas para impor a agenda do establishment global e do poder corporativo.
Mantenha sua união com Cristo até o fim, pois, assim como o ramo não subsiste sem a videira, nós não temos vida fora dEle (João 15.4).
Os partidos que funcionam como seitas não formam deputados com voz própria, apenas criam pessoas para aplaudir.
Não quero saber como a vida funciona, não quero estragar a mágica com o meu conhecimento, não quero perder a minha inocência. Quero viver apenas.
Não há como desenvolver a inteligência. Não é questão de tempo, de medida, mas de como a mente está organizada. A inteligência é a qualidade da percepção.
“O Infinito em Fragmentos”
Não quero ser um. Quero ser todos. Quero sentir como o místico sente Deus, como o pagão sente a carne, como o engenheiro sente a precisão dos números. Quero contradizer-me, porque na contradição habita a totalidade. Ser coerente é ser parcial. É escolher uma porta e fechar todas as outras. Eu quero atravessar todas as portas simultaneamente, mesmo que para isso precise me estilhaçar em mil pedaços.
Inventei-me vários. Não por loucura, mas por necessidade metafísica. Como poderia um só homem conter o universo? Como poderia uma só voz cantar todas as canções possíveis? Então fragmentei-me. Fiz de minha ausência de centro a minha obra-prima. Onde outros construíram identidades sólidas como fortalezas, eu construí um arquipélago de ilhas que nunca se tocam mas pertencem ao mesmo oceano.
Há aquele que nega o pensamento e vê apenas o que existe. Há o que exalta os deuses antigos e a beleza sensorial do mundo. Há o engenheiro das palavras, frio e preciso. Há o que escreve mensagens cifradas sobre ocultismo e hermetismo. E há eu, que não sou nenhum deles e sou todos ao mesmo tempo, o maestro invisível de uma orquestra onde cada músico toca uma partitura diferente.
Sentir tudo de todas as maneiras. Não é dispersão. É ambição máxima. É querer ser o universo experimentando a si mesmo. Cada emoção possível, cada pensamento concebível, cada filosofia imaginável - tudo isso precisa ser vivido, sentido, expresso. Não posso me limitar a ser católico ou ateu, monárquico ou republicano, clássico ou moderno. Preciso ser todos esses e seus opostos, porque a verdade não está em nenhum deles mas na soma impossível de todos.
Os outros escrevem o que sentem. Eu sinto o que escrevo. Ou melhor: invento quem sinta o que preciso expressar. É uma fraude? Talvez. Mas é a fraude mais honesta que existe. Porque reconhece que toda identidade é ficção, todo “eu” é personagem, toda coerência é máscara. Eu apenas tive a coragem de admitir que sou teatro, e de fazer desse teatro a minha verdade.
Não tenho biografia. Tenho bibliografias. Não tenho psicologia. Tenho dramaturgia. Minha vida não está nos fatos que vivi mas nas vidas que criei. Enquanto outros buscam encontrar-se, eu me perdi propositadamente em todas as direções possíveis. E nessa perda encontrei algo maior que qualquer identidade individual poderia oferecer.
A unidade do ser é uma prisão confortável. “Conheça-te a ti mesmo”, diziam os gregos. Mas e se não houver um “ti mesmo” para conhecer? E se formos apenas potência pura, possibilidade infinita que se trai cada vez que escolhe uma forma? Preferi não escolher. Ou melhor: escolhi todas as escolhas, habitei todas as possibilidades.
Minha ausência de identidade fixa não é falha. É método. É filosofia encarnada. É a prova viva de que podemos ser mais que nos permitem ser. Que podemos explodir os limites do eu e nos espalhar por todos os eus possíveis. Que podemos fazer da multiplicidade não uma doença, mas uma arte.
Serei lembrado? Talvez. Mas por quem? Pelo sensacionista? Pelo heteronímico? Pelo ortónimo melancólico? Por todos e por nenhum. Porque minha obra não é o que escrevi. Minha obra sou eu - ou melhor, a ausência de mim transformada em constelação de presenças.
Sentir tudo de todas as maneiras. Viver todas as vidas. Morrer todas as mortes. Ser nenhum para poder ser todos.
Esta é a única identidade que aceito: a de não ter nenhuma.
E assim me tornei múltiplo, para que na multiplicidade coubesse o universo inteiro.
Pessoa: o nome perfeito para quem escolheu ser todas as pessoas possíveis.
“O Mundo e as Palavras”
Como fazer uma poesia se o mundo não vive uma poesia? Olho pela janela e vejo pressa, vejo indiferença, vejo gente passando por gente como se fossem sombras. Onde está o verso nesse corre-corre sem sentido? Onde está a rima nesse barulho que não cessa?
Como falar de amor se o mundo não ama mais? As pessoas tocam telas, não mãos. Enviam corações digitais, mas esqueceram como se abraça de verdade. O amor virou pressa, virou conveniência, virou algo que se descarta quando incomoda. E eu aqui, com palavras antigas tentando descrever um sentimento que parece fora de moda.
Como escrever histórias se o mundo não faz mais histórias bonitas que tocam o coração? Tudo é rápido, superficial, descartável. As narrativas viraram manchetes, os encontros viraram notificações, os sonhos viraram metas de produtividade. Ninguém mais se senta para ouvir uma história completa. Querem o resumo, a versão curta, o final sem o caminho.
Como prometer um mundo diferente se o mundo não quer mudar? Ele insiste nos mesmos erros, repete as mesmas dores, ignora as mesmas lições. Falo de esperança e me olham como se eu falasse língua estrangeira. Falo de transformação e dizem que sou ingênuo.
Mas talvez seja exatamente por isso que preciso continuar. Porque se o mundo não vive poesia, alguém precisa escrevê-la. Se não há amor suficiente, que eu possa oferecer o meu. Se as histórias não tocam mais, que eu insista em contar aquelas que fazem o coração lembrar que ainda bate.
Talvez mudar o mundo comece justamente quando nos recusamos a aceitar que ele não pode ser diferente.
A arquitetura da alma
Assim como uma casa não se sustenta sem alicerces, o homem também não permanece de pé sem uma estrutura interior. A alma possui sua própria arquitetura. E tudo nela depende daquilo que, em silêncio, foi sendo construído ao longo do tempo: hábitos, valores, renúncias, convicções, memórias e fidelidades.
Há homens belos por fora e arruinados por dentro. Há homens simples por fora e majestosos por dentro. Isso porque a verdadeira grandeza não está no acabamento aparente, mas na solidez do que foi erguido no invisível. A alma mal construída desaba diante de elogios excessivos, críticas duras, desejos desordenados ou perdas inevitáveis. Já a alma bem arquitetada atravessa tempestades sem perder completamente a forma.
Construir a alma exige trabalho paciente. Ninguém se torna justo por acaso, nem sereno por impulso, nem sábio por aparência. Cada escolha é um tijolo. Cada renúncia limpa o terreno. Cada verdade aceita fortalece as colunas. Cada queda enfrentada com humildade reforma rachaduras internas. O homem vai se tornando morada de si mesmo.
Mas toda arquitetura revela uma intenção. A pergunta essencial é: para que estamos construindo? Há almas erguidas para a vaidade, para o poder, para a aprovação. E há almas construídas para a verdade, para o amor, para a responsabilidade e para o bem. Só estas permanecem habitáveis quando a vida endurece.
No fim, o legado de um homem não é apenas o que ele deixou no mundo, mas aquilo que ele edificou dentro de si. Porque a alma é a obra mais importante que alguém pode construir. E quando ela se torna firme, clara e justa, passa a servir de abrigo não apenas para si mesma, mas também para todos os que dela se aproximam.
Um milhão de lâmpadas não tem valor para um cego, assim como a ignorância não enxerga a luz da sabedoria.
Os inimigos mais perigosos não vêm armados, mas disfarçados, elogiando e sentando-se à mesa como grandes amigos.
A pior tortura a fazer com alguem é não possibilitar expressão. afinal, sem ela, como esvaziar a solidão e encher de felicidade? sem isto, é inviável. este sou.
Porque somos objetos?
Porque somos números edificado e desguinado.
O algoritmo não vê como seres animados sem senso crítico...
Somos vistos como consumidores de protudos...
Para uma elite o sistema prospera seu caminho é um reino de ilusão. Mediando o lucro e riqueza.
O capitalismo é simplicidade a crueldade explícita ao mais pobres.
Às vezes não somos vistos como apenas mais um na multidão, pois não tenho rosto lindo nem sou apenas relevo o conhecimento e busco aprender.
Conhecido apenas pelo meu ser, sigo meu ser num caminho solitário. Não busco a Glória daqueles que são obras do ocaso, tendo o simbolismo sua dádiva.
Arremeto cada sonho num mundo atroz.
O verdadeiro amor-próprio não está em carregar as cicatrizes como armas de guerra, mas em esvaziar a mochila para caminhar mais leve.
Quem achou que me tinha..
Nunca me teve...
Sou como o vento ... vc me sentiu ..
Mas não me tocou profundamente..
Eu passei, apenas passei pela tua vida..
Mas não fiquei ...
