Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Sabe, nós não temos nada, mas é como se tivéssemos tudo, eu não quero ver você com outra pessoa e sei que você odiaria me ver com outro alguém.
Você não sabe como me assusta suas crises de dúvidas… Sua necessidade em precisar de mim é efêmera. Você é um poço de indecisão, me assusta também a minha vontade de querer ficar a falta de coragem de ir embora. Mas você é errado pra mim. E eu sempre gostei disso em você, talvez eu seja o acerto dos seu erros, sendo assim a gente ainda se encaixa.
O lado bom de ter pesadelo, é que não importa como você estava antes de ir dormir, você sempre vai agradecer por ter acordado.
Que eu veja o medo não mais como uma sombra, mas como uma ponte. E que eu caminhe sobre ele, não mais como numa corda bamba, mas como numa trilha em direção ao monte.
"Felicidade não é um lugar onde se vai, mas é a maneira como se caminha. Não é algo que podemos comprar, mas um presente que recebemos de Deus".
Amor da minha vida, eu te amo tanto como que eu não vivo sem você, porque você é a minha prioridade amor.
As horas escorrem entre os dedos como grãos de areia, cada uma levando consigo um pedaço de nós. Não são apenas segundos que se somam; são oportunidades, risadas, lágrimas e aprendizados que compõem o mosaico da nossa existência. O tempo, implacável e silencioso, nos lembra que o agora é o único momento que realmente possuímos. Ele nos convida a ser mais presentes, a sentir a textura de cada instante e a valorizar a jornada, pois, no final das contas, o que resta não é o número de horas que vivemos, mas sim a qualidade com que as preenchemos.
"Se alguém te olha como se estivesse lhe examinando, não precisa se assustar.
Cada pessoa tem sua própria forma de admirar as qualidades dos outros."
Não é como ou o quanto você reza, é como você acolhe o próximo, isso, sim, agrada, mais ainda, a Deus.
Da Janela no sertão
Da minha janela vejo a chuva,
e ela cai como se fosse choro do céu.
Mas não, não é tristeza não:
é só o sertão do mundo molhando sua pele,
pra lembrar que até a pedra dura
se rende à água mansa.
O tempo corre lá fora,
feito cavalo brabo,
ora levantando poeira nos ventos,
ora abrindo o peito pro sol quente da vida.
Dias e noites se alternam,
como se Deus brincasse de fiar luz e sombra
na roca invisível da eternidade.
Eu fico aqui, de dentro,
vendo árvore nascer, perder folha,
morrer e ressuscitar no mesmo tronco.
É como se cada galho fosse profeta
dizendo que nada se perde:
só muda de roupa,
feito romeiro no caminho.
E aprendo que o tempo não mora em mim,
mora lá fora, correndo nas águas,
cantando nos ventos, ardendo no sol.
Dentro de mim só tem o silêncio,
um silêncio grande,
onde o instante fica parado —
feito retrato da alma,
feito milagre da vida.
Roberval Pedro Culpi
26/08/2025
A esperança do Cristão não é o como um mandamento, mas como uma flor que brota no deserto, espontânea.
Não estou me humilhando por estar deitada, afogada na tristeza, enquanto ele segue impassível, como se nada tivesse acontecido.
O que dói não é a ausência dele, mas a presença da mentira em que acreditei.
Um quase amor, uma ilusão tão bem arquitetada que me levou até o limite — onde o coração se parte e a esperança se desfaz em silêncio.
Palavras vazias, promessas que nunca se tornaram ação… tudo isso me despedaçou mais do que qualquer abandono poderia.
Não me sinto inútil por ele, mas por mim mesma, por ter acreditado sozinha em algo que nunca passou de um reflexo distorcido.
É um luto íntimo: o luto da fé que depositei em alguém que nunca esteve realmente aqui.
Nós pertencemos à imensidão. Somos parte do infinito que não se explica, mas se sente — como o silêncio das estrelas ou o abraço do vento. Em cada olhar, há um universo; em cada gesto, a eternidade se revela. E mesmo quando o mundo parece pequeno, nosso amor expande tudo ao redor.
A vida é como uma estrada de mão única. Sem retorno. E por mais que a gente queira, não há como voltar no tempo.
A sabedoria está justamente em aceitar essa jornada e em aprender a valorizar o presente.
O hoje é nosso maior presente. E é nele que a gente encontra instantes que se tornam eternos.
A gente vive correndo, mas é nos pequenos momentos que a verdadeira magia acontece. Há aqueles dias que valem a pena por um instante... E há aqueles momentos que valem a vida inteira.
Porque no final das contas, o que levamos não é o tempo, mas a coleção de instantes que nos marcam para sempre.
Meu segredo, escrevo-te como quem confessa ao teclado aquilo que a boca não ousa dizer, pois há em mim uma chama que nunca se apagou desde a juventude, quando teus olhos foram o primeiro altar onde depositei meu coração. O tempo passou, as estradas se multiplicaram, mas em nenhum lugar encontrei descanso igual ao que encontro na lembrança de ti. Talvez sejamos apenas dois prisioneiros de uma memória, talvez sejamos promessa suspensa no tempo, aguardando o instante certo para florescer outra vez. Não sei. O que sei é que, mesmo no silêncio, continuo sendo guardião do invisível que nos une. Há noites em que sinto teu perfume escondido no vento, como se a vida me lembrasse que ainda és a fonte capaz de saciar a minha sede. E se um dia este amor não passar de lembrança, que seja uma lembrança eterna, pois prefiro ser condenado à saudade de ti do que absolvido de te amar.
Odeio sentir.
Não se faz mais como peso, me considerando já morta mentalmente, mas então, por que ainda dói? Então, por que ainda incomoda?
De fato, não consigo fugir da vida e suas surpresas. Que ironia sentir tudo isso novamente despencando sobre mim em forma de culpa, fracasso, perda de tempo. De que me adianta correr e correr, apenas para despertar de mais um sonho.
Quando vou poder ir além?
Como me fazes te amar e te odiar ao mesmo tempo?
Vida, tu me limitas à morte, o maior segredo jamais desvendado e revelado entre todo o ser vivente. No entanto, me proporcionas paixão infinita pelas inúmeras e belíssimas coisas que só tu podes fazer. Como podem as palavras "paixão" e "limite" coexistir, juntas em uma só escrita, e ainda, escrita minha!?
Resumindo: vida.
Odeio limites, mas tu me fazes vê-los pela primeira vez não como ameaças ou desafios, e sim como um lembrete: de que, se ainda falta olhar, talvez até mesmo procurar.
A verdade que minha mente se recusa a ouvir, é que sempre haverá algo que vale a pena viver para ver.
