Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Eu queria que ele tocasse todas as curvas do meu corpo, assim como toca as teclas sempre que senta em frente ao piano.
O rio Tietê é como o morador de rua, é maltratado e desprezado, as pessoas passam por ele e nem lembram que ele existe, e nada fazem para tira-lo dessa situação degradante.
Como psique, tu nunca empunhes, numa mão, uma adaga e, na outra uma lamparina, se satisfaça com o “monstro” que, incita o conforto, o calor, a confiança, a proteção.
Não sou opção, sou flecha envenenada com “amor”, sou a coragem num tirano, nua, pura, justificável, inaceitável, imoral.
Para me alcançares deves "morrer", sou Hades, impiedoso, insensível, mas justo, sobrevenho a todos.
Sou a “escolha de Sofia”, sou aquela que clamou ao rei: “Ah! Senhor meu, dai-lhe o menino vivo e por modo nenhum o mateis.”
Sou o argumento do sonho.
há uma vaga mágoa
no meu coração...
como que um som de água
numa solidão...
um som tênue de água...
Memoro o que, morto,
ainda vive em mim...
memoro-o, ansorto
num sonho sem fim,
estéril e absorto.
Será que me basta
esta vida em vão?
que nada se afasta
de sua solidão...
nem de mim me afasta
não sei. Sofro o acaso
da mágoa em meu ser...
cismo, há em mim o acaso
do que quis viver -
sempre só o acaso
ALTERAÇÃO (soneto)
Como se a sorte, tirar-me, assim quer
Como a névoa no cerrado embaça o ipê
Você, assim na sina tornou-se por quê?
E o destino passou outra trova escrever
Como se as promessas não mais a mercê
Não mais se lê na vã inspiração a sofrer
Você, agora figura numa dor para valer
E os sonhos se fazem de simples clichê
Um céu tão cinza matizou-se lá fora
Sem arco íris e um ar tão tenebroso
Na alma, é sofrência que sinto agora
Como se pudesse não ser malditoso
Nesta poesia, em que o verso chora
O que um dia no cantar foi mavioso...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 de março de 2020 – Cerrado goiano
Luciano, quem você é?
Sou um gajo que de ilusão me trajo.
Do século passado
como um sonhador, ajo
Trago comigo o chão do cerrado
entre currais e fogão de lenha
longe do presente e do passado
perto do devaneio, sem resenha
numa quimera que aqui eu caibo...
Cá chorei, ri, tive vario saibo
do fado!
E neste mundo diverso
adentro do sertão
nasci em fevereiro, do universo
sou das águas, da criação
e na razão, um tanto disperso...
Tive asas na inspiração
Confesso!
E no possível, muita emoção.
Aos anseios pouca meta
padeço a uma geração
quase nada me completa
quase tudo a minha admiração
sou planalto numa reta
porém, altos e baixos na imensidão
coração ferido pela seta...
Pelo menos penso
na minha opinião
se não, ah! sou intenso
eterno na paixão
e nos versos, denso.
Um poeta? amador... sei não!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 de março de 2020 – Cerrado goiano
paráfrase Cora Coralina
Você poderá ser conhecido como um milionário, mas será de seu íntimo esta aceitação.
Se você optar por conseguir tudo que você quer, você se desdobrará para isto, porém sua alma será exigida acima de suas próprias forças.
O saudável seria seu espírito satisfazer-te apenas com o que você já tem.
(teorilang)
Nunca deixes de fazer o que tiver que ser feito, colocando como desculpas situações diferentes possíveis, geradas por outros.
Sejas íntegro fazendo sua parte, sem interferências de terceiros.
Jamais se acomode usando outros como causa de seu não cumprimento daquela tarefa ou promessa.
Você não é obrigado a prometer nada para ninguém, porém se prometeu só te resta cumprir.
(teorilang)
Oiiiiieeee, me conta como foi seu dia?
Quando recebeu essa mensagem, e de forma involuntária um sorriso se abriu em seu rosto, sabia que não tinha mais jeito...
O tal do amor, sem pedir permissão, já habitava de novo o seu coração.
No bullying temos como vítimas, aquele que sofre a agressão e aquele que agride, e ambos precisam de tratamento, mas não podemos colocá-los num mesmo nível conceitual e nem de julgamento.
eu gosto de como o acaso toma as rédeas às vezes eu gosto do acaso eu sento sozinha na cama e quero arrancar a página cinquenta e um do livro de faces grudadas de yasmin. não cai uma folha sequer. nenhum acidente me acontece. eu e você não estamos sentados na grama não encosto não alcanço a altura de tua testa. eu testo as lâmpadas eu testo as lâminas eu olho de canto de olho e não esbarro de novo contigo. não temo nada, mas o acaso não me persegue.
Como matar o amor?
Comece com xícaras de desrespeito...
Adicione colheres de arrogância...
Algumas pitadas de sarcasmo...
Deixe os amigos adicionarem alguns pitacos....
Pronto....
Aí ja temos um bom inicio para o fim...
É bom que sejas como água, pois ninguém experimenta a profundidade do rio com os dois pés, mas todos sentem o intenso desejo de conhece-la.
Ao invés de ficarmos juntos como uma nação, muitos parecem estar atrelados aos seus próprios interesses.
