Entenda como Quiser So Nao me Julgue

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Como seres humanos imperfeitos podem instituir uma ordem suficientemente justa para que possam coexistir sem que a própria imperfeição destrua a possibilidade da convivência?

Platão imaginou a justiça como harmonia; o Direito contemporâneo tenta transformar essa harmonia em instituições.

Como seres humanos imperfeitos podem construir uma ordem minimamente justa para viver juntos em uma sociedade tecnologicamente acelerada?

Justiça é o esforço permanente para impedir que a força se apresente como razão.

O Direito começa a perder sua humanidade quando considera a pessoa apenas como titular de obrigações.

O progresso jurídico frequentemente começa como uma ideia considerada inconveniente.

O poder raramente se apresenta como poder; prefere apresentar-se como necessidade.

Locke viu a propriedade e a liberdade como dimensões fundamentais; o Direito moderno acrescentou que nenhuma propriedade existe completamente fora da sociedade.

Camus encontrou no absurdo uma pergunta sobre como viver; o jurista encontra no Direito uma pergunta sobre como conviver.

O contrato social perde sentido quando o cidadão entrega direitos e recebe apenas obediência como resposta.

O progresso jurídico acontece quando aquilo que ontem era privilégio passa a ser reconhecido como direito.

Assim como a vida muda para sobreviver, o Direito precisa mudar para continuar servindo à vida.

O futuro jurídico frequentemente começa como uma anomalia no presente.

A experiência social funciona como laboratório permanente das instituições.

A diversidade jurídica pode funcionar como uma reserva de soluções para problemas futuros.

O Direito funciona também como mecanismo de correção das consequências socialmente intoleráveis da competição.

A justiça social pode ser compreendida como uma tentativa deliberada de impedir que vulnerabilidade se transforme em condenação permanente.

A ciência pode explicar nossa origem; o Direito precisa decidir como devemos conviver.

O progresso moral de uma sociedade pode ser medido pela maneira como trata aqueles que erraram.

A verdadeira evolução do Direito acontece quando aquilo que antes era tolerado como normal passa a ser reconhecido como injusto.