Entenda como Quiser So Nao me Julgue
A bíblia é o manual de instruções mais contraditório já escrito, e ainda assim o tratam como se fosse ciência de foguete.
Se tivesse fé, eu diria que adorar humanos como Jesus, Maomé ou Buda é negar a divindade que habita em mim, aquela que só posso descobrir dentro de meu próprio ser.
O mundo seria tão chato sem religiões! Se ninguém acreditasse em superstições ridículas, como eu ia me divertir zombando? O verdadeiro problema, claro, é que essas ideias tolas são usadas para governar o "estado" e moldar as leis, transformando um circo de bobagens em um império de poder.
Cristãos em geral se mostram soberbos, sentem-se muito superiores a todos, rotulam-se como "salvos" e chamam os outros de "condenados".
Amo a religião como narrativa mitológica: engraçada, caótica e impactante. Pena que ainda sirva como instrumento de poder e opressão.
Muitos crentes se orgulham da fé que dizem possuir, comparando quem crê mais como membros vaidosos dum mesmo culto ao ego.
Como pode existir livre-arbítrio num universo onde o seu amanhã já é um fato do passado para quem o criou?
A onipotência é frequentemente apresentada como poder absoluto. Porém, existe um limite que nem mesmo um poder ilimitado parece ultrapassar: a identidade.
Se um deus destrói completamente uma pessoa e depois cria outra exatamente igual, com as mesmas memórias, personalidade e aparência, ele não trouxe a pessoa de volta. Apenas criou um clone indistinguível. Compartilhar as mesmas informações não é suficiente para preservar a mesma existência.
A identidade não é apenas uma coleção de dados. Ela também depende da continuidade do próprio ser. Se essa continuidade é interrompida de forma definitiva, não há recriação que transforme uma cópia no indivíduo original.
Assim, a ideia de que um ser onipotente poderia destruir completamente alguém e depois restaurar exatamente o mesmo indivíduo enfrenta um limite lógico. O máximo que poderia fazer seria produzir uma réplica perfeita, não reverter a ruptura da identidade.
Se a identidade não pode ser recriada após sua destruição absoluta, então a onipotência não consiste em fazer literalmente qualquer coisa imaginável, mas apenas tudo aquilo que não viola princípios lógicos fundamentais.
Se deus é a nossa mãe, então muitos líderes religiosos seriam como crianças birrentas tentando provar que são os filhos favoritos, puxando o saco da mãe em troca de privilégios. Mas o coração duma mãe suprema nunca cria favoritos.
