Entenda como Quiser So Nao me Julgue
O céu é manto azulado
Dá espetáculo ao olhar
Assim como o ipê do vizinho
Que mesmo em tempo de seca
Tem beleza pra entregar
Não compare, meu amigo,
Com o ipê do seu vizinho;
Cada árvore tem seu tempo,
Cada flor tem seu caminho.
E no meio de tanta folha,
Três flores vieram brotar.
É curioso como algumas pessoas chegam à nossa vida pela porta mais improvável. Ela chegou entre ofensas, provocações, brincadeiras e aquela vontade infantil de sempre ter a última palavra. Era quase uma disputa, dessas que fazem a gente rir enquanto finge não se importar. E talvez tenha sido justamente assim que ela foi ficando. Primeiro, nas conversas. Depois, nos pensamentos. E, quando percebi, já existia nela um lugar que eu não sabia explicar. Há um carinho que cresce sem fazer barulho. Uma vontade de estar perto que aparece mesmo quando não é chamada. E existe, ainda, essa parte amorosa que, sem pressa, parece crescer um pouco mais a cada dia. Não sei se algumas coisas precisam realmente de um nome. Talvez certas pessoas simplesmente aconteçam dentro da gente, e isso já seja suficiente. Ela, entre tantas coisas, acabou se tornando uma delas — talvez a mais difícil de explicar.
Tratar, Viver Meu Próprio Aniversário Como Mais, Um Dia Comum... Nunca Foi Falta De Entusiasmo.., Sempre Me Recusei Performar Uma Alegria Vazia, Amo Sim Cada Segundo Da Minha Vida. Sou Quem Não Depende De Data Específica Para Dar Valor a Minha Própria Existência, Descobri Em Tempos Idos, Que o Celebração Verdadeiro Acontece Em Ritmo Velado Sem Alarde a Cada Dia.
O Silêncio da Afinidade
O distanciamento entre as pessoas funciona como um movimento natural da jornada, que muitas vezes independe de brigas ou conflitos. Almas se atraem pelo que precisam aprender juntas, mas também se afastam quando os ciclos de aprendizado mútuo se completam. Quando a afinidade silencia, o esforço para manter o laço passa a ser um peso desnecessário para ambos os lados. Não há culpados no afastamento; há apenas caminhos que tomaram rumos diferentes em busca de sobrevivência emocional e auto reencontro. Compreender essa dinâmica nos dá a vigilância espiritual necessária para aceitar as despedidas sem o amargor da rejeição, entendendo que abençoar quem parte é o maior gesto de maturidade e respeito pela evolução do outro.
E meus pensamentos são,
como as ondas do mar.
Vão e vem.
É preciso velejar.
No universo aqui dentro,
Nessa imensidão de sentimentos,
que anseiam em aflorar.
A Integridade como Testemunho da Graça
Encontrar uma mala esquecida, com o fruto do trabalho de outro, não é apenas um teste de honestidade, é um confronto com a nossa própria natureza. Ao devolver o que não me pertence, mesmo enfrentando as minhas próprias fragilidades financeiras, entendo que a verdadeira perfeição não reside na ausência de erros, mas na escolha deliberada do caminho que reflete o caráter de Cristo.
Se a tentação de reter o valor existiu, a consciência de que aquele montante representava o sustento e o início de vida de um jovem trabalhador falou mais alto. Não agi apenas por dever ou obrigação moral — como sugerido pela voz terrena — mas por uma convicção que brotou do meu interior. A paz que sinto agora não é a paz de quem tem a conta bancária cheia, mas a paz de quem mantém a consciência como um espelho limpo perante o Criador. Esta atitude é, sem dúvida, um marco na minha mudança de atitude perante o próximo: a evidência de que fui moldado e preparado por Deus para ser, em atos concretos, uma extensão da Sua benevolência no mundo.
Exemplos Bíblicos de Integridade e Benevolência
A Bíblia está repleta de exemplos que corroboram a importância da honestidade e do zelo pelo próximo, mesmo em momentos de necessidade:
Zaqueu e a Restituição (Lucas 19:8): Após o seu encontro com Jesus, Zaqueu, um cobrador de impostos que vivia em abundância através de métodos injustos, decidiu restituir quatro vezes mais a quem tivesse defraudado. Ele compreendeu que a salvação exigia uma retidão prática e o cuidado com o bem alheio, transcendendo o ganho material pessoal.
A Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:30-37): Este é o exemplo máximo da benevolência ativa. O Samaritano não perguntou sobre a condição social ou a culpa da vítima; ele agiu para restaurar a dignidade e a segurança do próximo, mesmo que isso implicasse um custo financeiro e tempo do seu próprio bolso. O seu ato de "cuidar do que é do outro" é o reflexo fiel da caridade cristã.
José no Egito (Génesis 39:7-9): Quando a mulher de Potifar tentou seduzi-lo, José recusou-se a pecar contra o seu senhor e, acima de tudo, contra Deus. Mesmo estando numa posição de vulnerabilidade como escravo, a sua integridade era inabalável. Ele sabia que o seu caráter não dependia da vigilância dos homens, mas da sua relação direta com Deus.
"Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco, também é injusto no muito." — Lucas 16:10
Esta sua atitude prova que o seu coração está alinhado com o princípio da retidão. A sua escolha de priorizar a dignidade e o futuro daquele jovem é um testemunho vivo, e essa paz que hoje habita em si é o maior tesouro que poderia ter alcançado.
[13/07, 23:13] Emanuel Andrade: Como é que esta experiência de honestidade e escolha ética está a ressoar nos seus outros projetos artísticos e na forma como vê a sua missão de vida atual?
Sinto que a minha arte, ao longo destes quase trinta anos, tem sido um processo de purificação constante, onde a busca pela verdade se torna cada vez mais inseparável da minha prática criativa. Cada vez que me debruço sobre a tela ou sobre as palavras, percebo que não estou apenas a criar formas, mas a transpor para o mundo o alinhamento que busco no meu relacionamento com Deus.
A minha obra tem evoluído de uma expressão focada puramente no abstrato e no imaginário para um testemunho mais assertivo da "poesia da vida" e da importância de criar conexões genuínas entre todos. Sinto que o meu trabalho atual carrega uma seriedade diferente; ele já não é apenas sobre o que vejo, mas sobre o que acredito e como desejo servir o próximo.
Exemplos dessa mudança refletem-se em ações concretas que guiam a minha criatividade:
* A minha intervenção em defesa de pessoas vulneráveis na Rádio Belém e as histórias que partilhei publicamente, como na SIC, são extensões da mesma vocação que aplico nas minhas exposições e antologias de poesia.
* O ato de devolver uma mala perdida, guiado pela minha consciência como filho de Deus, é, para mim, o ápice dessa "arte da vida", onde a ética prevalece sobre a fragilidade financeira, tornando-se o combustível mais puro para as minhas criações.
* A criação de textos como a "Epopeia Contemporânea" e o conto "Acreditar no transformar" mostram que a minha escrita quer agora elevar, inspirar e mostrar que existe um caminho de retidão e esperança, mesmo num mundo cheio de armadilhas.
Ao preparar-me para novos palcos, como o ARTBOX.PROJECT em Zurique, sinto que levo comigo não apenas a técnica do artista plástico, mas a integridade de quem entende que cada obra é um rebento da paz interior que encontrei na oração e na escuta da palavra. Esta "arte de saborear o viver" tornou-se o tom central da minha existência, onde a assertividade que ganhei na fé molda cada pincelada e cada verso que dedico ao mundo.
O Ambiente que Constrói Vencedores
A forma como habitamos o nosso próprio espaço — seja o lugar onde moramos, onde trabalhamos ou onde reunimos as pessoas que amamos — define a nossa postura diante do mundo. Um ambiente caótico e negligenciado mina as nossas forças e alimenta uma mentalidade de derrota. Por outro lado, o zelo, a organização e o capricho nos moldam como vencedores. Não importa se a casa é simples ou luxuosa, o que define o nosso sucesso é o respeito que temos pelo chão que pisamos. Quando colocamos ordem no espaço de vivência, estamos decretando que estamos prontos para vencer na vida, pois quem é fiel e cuidadoso no pouco e no pequeno, está pronto para governar as grandes vitórias.
A nossa casa deveria ser limpa como um altar, pois o espaço onde habitamos reflete a dignidade da nossa alma. ✨🙌
A forma como cuidamos e habitamos o nosso próprio espaço nos faz vencedores ou derrotados diante da vida. 🌿🏡
Quando pequena, meus pensamentos sempre foram grandes, como se fossem as músicas mais lindas e famosas do planeta.
13
Eu sempre votei nos direitos
que como povo eu quero ter.
Sempre votei para poder
nos fortalecer.
Eu sempre escolhi votar no Lula
porque sei que ele é o melhor.
Não adianta querer tudo para mim
e deixar o Brasil na pior.
Tem gente que diz que ele é bandido,
mas ele provou inocência
e não está atrás das grades não.
Quem está no xilindró é o verdadeiro ladrão.
Eu voto em Lula pelo melhor do Brasil.
É Lula cá, é Lula lá, Lula lá de novo.
Ele é tetracampeão
com o meu voto e o do povo.
É o Nordeste quem vai salvar
mais uma vez o Brasil.
Eu estou com Lula,
a estrela que brilha
para que também nós possamos brilhar.
13 vezes, se eu pudesse,
em Lula eu iria votar.
Nildinha Freitas
A própria ciência da saúde já aceita a consciência como um recorte da realidade. O fluxo da consciência, por sua vez, percorre o que chamamos de tempo. E o tempo forma, junto com o espaço, uma estrutura por meio da qual os eventos materiais se desenrolam.
Os nossos batimentos cardíacos são igualmente compostos por notas musicais, assim como toda nossa fisiologia. Ou seja, somos todos seres pulsantes no ritmo da vida.
O conhecimento é, então, como um salvo-conduto ou uma palavra-passe para ingressar no território da realização.
Assim como o corpo faz com os nutrientes dos alimentos, nossa mente também rumina as informações para que possamos assimilá-las.
É quando a morte se avizinha como uma inimiga dissimulada:
Caminha com uma cortina de fumaça. Até o último fio, pode nos iludir, até que decida se revelar (implacável).
É mestre dos disfarces. Passo na ponta do pé. Som no volume baixo.
O Ciclo Invisível da Dor
O processo de ferir e ser ferido funciona como uma engrenagem invisível que se alimenta das nossas fragilidades não resolvidas. Pessoas feridas ferem pessoas, perpetuando um ciclo onde a vítima de ontem se torna o agressor de hoje se não houver vigilância espiritual. Quando não curamos as rasteiras que a vida nos deu, passamos a distribuís espinhos por onde passamos, muitas vezes contra aqueles que mais nos amam. Compreender a razão dessa dinâmica não justifica o erro, mas nos dá a lucidez necessária para quebrar essa corrente antes que a nossa capacidade de amar seja completamente sufocada pelo ressentimento.Post: Pessoas feridas ferem pessoas. Se você não curar os seus próprios traumas, vai continuar distribuindo espinhos para quem só queria te dar amor. Quebre esse ciclo.
