Entenda como Quiser So Nao me Julgue

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Antes de você, a ideia de "pertencer" a alguém talvez parecesse assustadora, como se eu precisasse abrir mão de partes de quem eu sou. Mas a vida tem um jeito irônico de nos mostrar o quanto estávamos errados. Hoje, eu percebo que é exatamente o oposto.Ao deixar as minhas defesas caírem e me entregar a você, eu não me perdi. Pelo contrário eu nunca fui tão eu. Cada sorriso seu que espelha o meu, cada conversa de madrugada e cada abraço onde o mundo lá fora silencia, me mostram pedaços de mim que eu nem sabia que existiam. Tem sido um processo leve, arrebatador e profundo, tudo ao mesmo tempo. É como se, ao aprender a te amar, eu estivesse finalmente voltando para casa. Se pertencer a você é uma loucura, eu confesso que espero nunca mais recuperar a razão. Quero continuar me descobrindo nesses seus olhos e fazendo do nosso amor o meu lugar favorito no mundo._Enzo Ruchell_

O Silêncio de Quem Sempre Foi Obrigado a Entender


É curioso como, em tantas relações, existe sempre alguém eleito para carregar o peso da maturidade.


É sempre esse alguém que precisa entender. Que precisa relevar. Que precisa perdoar. Que precisa se colocar no lugar do outro. Que precisa ter empatia. Que precisa mandar mensagem, responder, procurar, ceder e manter o diálogo vivo.


Quando o outro erra, pedem compreensão. Quando o outro se afasta, pedem paciência. Quando o outro machuca, pedem perdão. Mas quando é esse mesmo alguém que se cansa, se cala ou simplesmente já não consegue carregar tudo sozinho, de repente ele deixa de ser compreendido.


Há quem transforme a própria dor em argumento e a própria omissão em inocência. É mais fácil vestir a roupa de vítima do que assumir a responsabilidade que toda relação exige.


Empatia não é um dever reservado para uma única pessoa. Compreensão não pode ser uma via de mão única. Porque, quando só um lado é constantemente chamado a entender, talvez o problema nunca tenha sido a falta de empatia — mas o excesso dela em quem sempre abriu mão de si para manter os outros em paz.


13/07/2026

Retrovisor, para-brisa e presente


O passado é como o retrovisor de um carro: precisamos olhar para ele, mas apenas como referência. Ele nos mostra o caminho que percorremos, os erros que cometemos e as experiências que nos trouxeram até aqui.


O futuro é como o para-brisa: está à nossa frente, aberto às possibilidades. Podemos imaginar o destino, traçar caminhos e escolher a direção que queremos seguir.


Mas existe algo ainda mais importante: o presente. O presente é o momento em que estamos sentados ao volante, com as mãos conduzindo a nossa própria história.


Não podemos dirigir olhando o tempo todo pelo retrovisor, porque podemos perder o caminho que está à nossa frente. Também não podemos viver apenas imaginando o destino, porque é no caminho que a vida acontece.


O passado nos ensina, o futuro nos inspira, mas é no presente que dirigimos a nossa vida.
22/08/2026
— Ivanilson Aguiar de Sousa

*O CÉU E O INFERNO FUNCIONAM EM HORÁRIO COMERCIAL*


A sexta-feira chegou ao bar como sempre chegava.
Cheia.
Gente demais tentando parecer feliz por algumas horas. Homens soltando risadas mais altas do que sentiam. Mulheres olhando para o celular enquanto fingiam prestar atenção na conversa. Garrafas sendo abertas como se dentro delas existisse alguma resposta que a semana inteira não conseguiu entregar.
O bar estava lotado.
A música vinha baixa demais para criar clima e alta demais para permitir uma conversa honesta. No fundo, um cantor sozinho brigava com um violão velho e com uma canção que parecia ter envelhecido junto com as pessoas que ainda lembravam dela.
A fumaça dos cigarros subia devagar entre as lâmpadas amareladas. Copos vazios ocupavam as mesas como pequenos relatórios de derrotas particulares.
Eu estava no centro do balcão já que o canto estava ocupado.
O lugar onde ninguém pergunta muito e onde o barman já aprendeu que meu silêncio não precisa de explicação.
Eu gosto desse lugar.
Não porque seja confortável.
Mas porque ninguém espera nada de você quando está sentado diante de um balcão.
Foi quando chegaram os quatro.
Dois casais.
Sentaram perto demais de mim, a mesa atrás de meu banco, porque o bar estava cheio. Não era amizade. Não era interesse. Era apenas falta de espaço.
Mas existe uma coisa curiosa sobre bares.
As pessoas entram pensando que vão beber apenas álcool.
Depois de algumas horas, começam a beber lembranças.
E algumas lembranças descem queimando mais do que qualquer bebida.
No começo, falavam baixo.
Falavam de coisas comuns.


Trabalho.
Viagens.
Conhecidos.
Até que alguém mencionou amor.
Não sei por que as pessoas gostam de falar sobre amor quando estão cansadas dele.
Talvez porque seja mais fácil discutir aquilo que já não conseguem sentir.


A mulher começou dizendo que no começo era diferente.


Sempre começa assim.


“Antes era diferente.”


Essa frase aparece em quase todos os relacionamentos que estão morrendo.


Ela contou que, no início, ele mandava mensagens de madrugada.


Perguntava onde ela estava.


Queria saber como tinha sido o dia dela.


Escutava problemas que hoje ele considera reclamações.


Fazia planos.


Dizia que ela era diferente.


Ele ouviu sorrindo.


Aquele sorriso curto de quem já decidiu que o outro está exagerando.


Depois falou:


— Você está romantizando tudo.


Foi uma frase simples.


Mas algumas frases simples carregam uma crueldade silenciosa.


Ela continuou.


Disse que depois vieram as contas.


O trabalho.


O cansaço.


A televisão.


O celular.


A rotina.


Aquela velha máquina que transforma pessoas apaixonadas em colegas de apartamento.


Ele respondeu que era assim mesmo.


Que ninguém consegue viver de declarações.


Que a vida real não era filme.


Que depois de alguns anos ninguém fica perguntando todos os dias como foi o dia de alguém.


Talvez ele estivesse certo.


Talvez ela também.


O problema é que muitas vezes duas pessoas podem estar certas e ainda assim conseguirem destruir alguma coisa.


Eu continuei bebendo.


Não porque não tivesse opinião.


Tenho opiniões demais.


Esse sempre foi um dos meus problemas.


Fiquei olhando para os dois e pensando em como algumas histórias terminam muito antes de alguém admitir o fim.


O amor raramente morre com uma grande tragédia.


Ele não faz barulho.


Não chama testemunhas.


Não deixa um corpo no chão.


Ele vai desaparecendo aos poucos.


Primeiro vem uma conversa que fica para amanhã.


Depois um abraço que fica para depois.


Depois um beijo que vira hábito.


Depois o silêncio.


Até que um dia duas pessoas acordam na mesma cama e percebem que estão dividindo apenas o colchão.


O resto cada uma carrega sozinha.


O outro casal tentou mudar de assunto.


Não conseguiu.


Quando quatro pessoas bebem o suficiente, sempre aparece alguma verdade guardada.


Vieram acusações antigas.


Pequenas feridas acumuladas.


Coisas que ficaram anos esperando uma oportunidade para sair.


E sexta-feira à noite, em um bar cheio, costuma ser uma excelente oportunidade.


Fiquei pensando naquela velha busca humana pelo Céu.


Essa necessidade de acreditar que existe algum lugar onde tudo finalmente fará sentido.


Talvez exista.


Talvez não.


Nunca tive muita certeza sobre essas coisas.


Mas olhando para aquela mesa, percebi uma coisa:


Talvez o Céu e o Inferno não sejam lugares para onde vamos.


Talvez sejam lugares que construímos enquanto estamos aqui.


O Céu aparece em coisas pequenas.


Quando alguém escuta de verdade.


Quando alguém fica mesmo tendo motivos para ir embora.


Quando alguém pede desculpas sem colocar uma defesa depois da frase.


Quando alguém ama sem transformar carinho em moeda de troca.


Parece pouco.


Mas quase tudo que importa na vida parece pouco antes de desaparecer.


O problema é que nós transformamos amor em contrato.


Eu faço isso por você.


Então você me deve aquilo.


Eu trabalhei.


Então tenho direito ao meu silêncio.


Eu pago as contas.


Então não preciso prestar atenção.


Eu fiquei.


Então você me pertence.


Talvez seja aí que começa o erro.


Porque amar alguém não deveria significar possuir alguém.


Mas nós gostamos de possuir.


Casas.


Objetos.


Memórias.


Pessoas.


Até sentimentos antigos nós tentamos prender.


Depois ficamos surpresos quando alguém tenta respirar longe daquilo que chamamos de amor.


O homem daquela mesa dizia que aquilo era exagero.


Talvez fosse.


Mas existe uma coisa ainda mais triste:


fingir que uma relação continua viva apenas porque duas pessoas ainda dividem o mesmo endereço.


Existem casamentos que continuam apenas porque terminar parece mais difícil do que continuar sofrendo.


Existem pessoas que passam vinte anos juntas e já não sabem mais quem está deitado ao lado.


E existem encontros de uma hora que conseguem lembrar alguém de que ainda está vivo.


O Inferno talvez não seja fogo.


Nem demônio.


Nem castigo.


Talvez seja olhar para alguém que um dia significou tudo e perceber que você ajudou a construir a distância entre vocês.


Tijolo por tijolo.


Com orgulho.


Com silêncio.


Com pequenas crueldades justificadas.


Até que a parede ficou alta demais.


Depois você senta diante dela e pergunta por que ninguém mais consegue chegar perto.


O ódio funciona do mesmo jeito.


Começa pequeno.


Uma mágoa.


Uma palavra.


Uma injustiça.


Depois cresce.


Você começa a separar o mundo.


Os bons.


Os maus.


Os que merecem.


Os que não merecem.


Até que o coração vira uma repartição pública.


Entrada proibida.


Documentos exigidos.


Atendimento somente com agendamento.


O curioso é que quase ninguém percebe quando chega ao Inferno.


Porque ele não parece Inferno.


Ele parece rotina.


As pessoas continuam trabalhando.


Pagando contas.


Postando fotos felizes.


Comprando presentes.


Dizendo “eu te amo”.


Tudo funcionando normalmente.


Talvez seja por isso que ele seja tão eficiente.


O Inferno não precisa de fogo.


Basta parecer normal.


Olhei novamente para aquela mesa.


Ela chorava.


Ele olhava o celular.


Aquilo me pareceu mais violento do que uma discussão.


Porque a raiva ainda reconhece o outro.


O desprezo não.


O desprezo apaga.


O cantor começou outra música.


Ninguém percebeu.


O barman recolheu copos.


A fumaça continuou subindo.


A sexta-feira continuou acontecendo.


O mundo não para quando alguém está destruindo outra pessoa por dentro.


Essa é uma das coisas mais duras sobre estar vivo.


Você pode estar quebrando alguém.


E do lado de fora alguém continua servindo cerveja.


Terminei minha bebida.


Fiquei alguns segundos olhando para aquela cena.


Não sabia quem estava certo.


Talvez ninguém.


Talvez os dois.


Mas pensei que todos nós recebemos pequenas escolhas todos os dias.


Abrir uma porta.


Ou construir uma parede.


Perdoar.


Ou guardar uma dívida emocional.


Amar.


Ou negociar.


O Céu talvez não seja tão distante quanto imaginamos.


Talvez ele apareça quando deixamos de tratar pessoas como propriedades.


E o Inferno talvez já esteja funcionando quando precisamos destruir alguém para provar que estamos certos.


No fim, quase ninguém perde uma guerra contra o outro.


Perde contra aquilo que se tornou.


Saí do bar.


A música ficou para trás.


As vozes ficaram para trás.


A sexta-feira continuou cheia.


Como sempre.


E pensei que talvez o Céu e o Inferno realmente funcionem em horário comercial.


Não precisam de julgamento final.


Não precisam de grandes sinais.


Às vezes basta olhar para quem está ao nosso lado.


Se ainda conseguimos amar sem cobrar pagamento, talvez por alguns minutos tenhamos encontrado o Céu.


Se precisamos odiar para continuar existindo, talvez já tenhamos chegado ao outro lugar.


E o pior de tudo:


não precisamos morrer para descobrir.


Basta continuar vivendo exatamente como estamos.

Assim como a respiração é o sinal inevitável da vida biológica, a oração contínua e a consagração diária constituem o fluxo vital e a evidência necessária da alma regenerada pelo Espírito Santo.

Se você encarar a vida como um cardápio amplo de experiências, o amor romântico deixa de ocupar o centro e passa a ser apenas uma entre várias possibilidades, algo que pode ser vivido em certos momentos, mas não define o todo.

A manutenção de uma postura de confiança diante dos reveses da vida funciona como uma necessidade psicológica importante para nós.

Saúde existencial


Qual é o sentido da minha vida?
Como minhas escolhas refletem quem eu realmente sou?
Posso viver com significado mesmo diante da incerteza ou sofrimento?
Como eu lido com minha própria finitude (morte, perdas)?


Estas perguntas não têm respostas simples, mas fazem parte do processo de construção de uma vida mais plena e autêntica.

A saúde existencial pode ser vista como um complemento à saúde mental, pois aborda dimensões profundas e subjetivas da experiência humana, criando uma integração entre o físico, psicológico, social e existencial.

É fácil identificar a torcida patriotária! Usam o boné do Trump, a bandeira americana como capa e vestem a camisa da seleção!⁠

A OAB é a instituição mais sanguinária! Tem uma legião de vampiros como integrantes, e sua sigla já remete aos tipos sanguíneos!

⁠A China, a quem classificam como ditadura, se porta como uma verdadeira democracia. Os Estados Unidos, considerados a maior democracia do mundo, se comportam como uma ditadura fascista.

A fidelidade a Cristo impede o cristão de votar em políticos que tratam a vida humana como descartável, especialmente no ventre materno.

Quem tem um bolso master, possui a carteira cheia e baixa moral! Eu, como sou bolso júnior, tenho carteira vazia e uma moral alta!

Como um cachorro no cio, o vira-latas patriota foi vender o Brasil! O traidor entrega a nação para vencer uma eleição! GOLPISTA!

Os EUA têm como exemplo o Rambo, mas na prática são o Recruta Zero! São tantas derrotas dos ianques patriotas!⁠

Palavras que ferem !!

Como um punhal que finca na mente,
Com o poder de magoar o coração,
Sem medir consequências, destroi,
Não tem amor, necessidade em ferir,

Não consegue mensurar o poder,
Em dizer o que poderia ser evitado,
A necessidade da razão sem ética,
Dizer o que pensa, sem desapego,

Palavras têm lâminas invisíveis,
Não rasgam a pele, mas o silêncio,
A digninidade guardada no peito,
De quem escuta, no tom de um toque,

Não ecoam somente no ouvido,
Ficam andando pela memória,
Sem gritos, sem ofensas claras,
Mas que ferem no fundo d'alma,

Chegam em frases quase comuns,
Carregam os espinhos na intenção,
Como pedras atiradas na consciência,
Lacerando a mente, em consideração,

Entre justificativas e conselhos,
Há sempre um peso escondido,
Um julgamento que vem vestido,
De uma pseudo preocupação,

E quem a recebe,
Fica perplexo,
Entre duas dores:
A de responder,
Ou a de guardar.

Salvador Faria

PRECE DA MANHÃ
Senhor, nesta manhã em que o sol está despontando no horizonte e reluzindo como sempre, ainda que encoberto pelas nuvens, venho lhe pedir, para mim, para minha família e para meus amigos, que derrame suas graças sobre nós; nos proteja de toda maldade e violência; guie nossos passos para que não sofremos queda alguma; renove nossas forças para prosseguirmos, com bondade, saúde, paz, alegria e amor e, assim, continuarmos o belo ciclo da vida. Amém.

"A vida se agiganta no que é simples, como no afeto genuíno, na escuta atenta, na presença de quem amamos. Quase sempre, o detalhe que passa despercebido hoje será a nossa lembrança mais preciosa amanhã."

Vou te beber como se bebe um drink..
Bem devagarinho....
Apressiando o gosto... alisando o copo...
Em pequenos goles...
Me embriagando aos poucos...