Ente Querido
Deus entende tudo: a pausa necessária, o tempo exato, aquela intensidade bonita que a gente só entende depois que passa.
Quando eu era mais novo, lia nos ônibus: ‘Fale ao motorista apenas o necessário’. Anos depois, entendi que essa frase vale pra vida: fale apenas o essencial. Nem todo mundo merece saber dos seus planos… tem gente que escuta só pra usar contra você.
Dizem que a maneira de pensar muda com a idade. Já que eles não tem experiência, os jovens não entendem os mais velhos. E os mais velhos esquecem como era quando eram mais jovens. Eles não entendem os mais novos. Mas quando a morte bate a sua porta, você consegue ver a vida como um todo. É por isso que as vontades dos mais velhos frequentemente são diferentes do que eles normalmente pensariam.
CLICHÊS vs TRAGÉDIAS
Sou shakesperiano assumido,
prefiro as tragédias aos clichês.
Gosto de entender que há realidade
em tudo que é belo,
e que há aprendizado
em tudo que é feio.
Sou romântico progressista assumido,
prefiro a devoção ao autocuidado.
Gosto de fazer existir histórias
onde só havia ilusão,
gosto de ver luz
no meio da escuridão.
Deveria eu assumir as tragédias
e então reproduzí-las?
Ou inspirar-me em clichês do cinema,
em histórias não vividas?
Prefiro viver uma história de cada vez,
um sentimento de cada vez,
para que quando a hora enfim chegar
haja tanta realidade que já não se sabe
se é uma tragédia ou um clichê.
Tem gente que ainda confunde gentileza e elegância com o mais ordinário flerte. E de flerte eu entendo. E jamais seria raso.
O ente estranho
Estava eu de frente
para um estranho ente,
não tinha rosto, não tinha olhos,
nem nariz; nem orelhas,
nem cabeça nem nada,
mas tinha boca e tinha dentes.
Eram dentes fluorescentes,
feito pingentes, que as meninas usam
nas boates quentes.
Perguntei-lhe, reunindo coragem,
foste tu amizade?
Ele não me respondeu,
disse, em um gemido, algo incompreensível,
alguma coisa como:
“mais um preto morto, no pais dos pretos,
e ninguém liga, nem grita”.
Percebi que estava diante da
impunidade, da maldade,
cruel, crueldade, sem rosto,
sem nome, sem idade.
“Estar na presença do outro, por vezes é estar desconectado daquele ente privilegiado que está de fronte para sua existência, deixando de experiênciar os fenômenos manifestos da relação aparente, em virtude da inquietude das ocupações que o atravessam”.
As vezes é conversando sozinho que você percebe, que no mundo só existe uma pessoa capaz de te entender.
Ela é você
Achei que me alistando reconquistaria o respeito do meu pai. Agora, que estou aqui, eu começo a entender que não é por ele, mas por mim, para servir ao meu país e ser um homem melhor.
Uma das milhares de respostas...
Oque é a Vida?
A Vida é um ponto de percepção.
Um misto de entendimento envolvido por uma gama de pressupostos relacionais de cada ser, incluindo-se relevantes paradoxos observado por cada animal racional e irracional vivente.
...Então, eu não ia passar, não acreditava.
Sendo aconselhado, fui, parei e conversei; quando entendi, me desarmei e me deixei ser visto.
É próprio do filósofo em sua existência, contemplar a natureza, observando com admiração para entender a si mesmo.
"É você se colocar no lugar do teu próximo e sentir o que ele está sentindo para, assim, entender a importância de não julgar, pois todos nós somos iguais, e o sangue que corre em nossas veias é vermelho.
Gordo
G ente quanta gente julga sem saber,
O que a outra pessoa sente,
R esposta dessa pergunta não tenho com exatidão,
D e tanta gente não daria pra contar na mão
O problema é que a pessoa que não se sente bem com ela mesma só fica bem arrumando discussão
Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que nao se define, nao se define o que não se entende, e não há sucesso no que não se gerencia.
Para que compreendamos porque uma pessoa gosta ou não de algo ou alguém, faz-se necessário que entendamos o que este algo ou alguém representa para ela.
É Tempo de Mãe e Tempo!
É um tempo em que amarrados
Os sentimentos em laços
As mães não vendo enterrados
Seus filhos longe dos braços.
É um tempo de sol ardente
Chuva fria, ar impuro, contaminado
Onde um é um ausente
Vive silente, só, por si mesmo dominado
É um tempo em que se repensa
Que se traga o gole amargo
Do nada que há na despensa
Ou apenas um pão avinagrado.
Pelas mães que deram um dia
Dias sempre são das mães
Daquelas, que por alguma alegria
Estão entre nós, guardiãs
Por todos que em tempo desses tempos
Vivem em outras dimensões
A carregar em traços limpos
O amor em seus corações.
É um tempo em que já se foram
Milhares de filhos, tutores
Mulheres, homens, que honram
O renascer dos amores.
Espero com fé que o Alto transpire
Um suor que cure em cascata
A humanidade que aspire
Em nova era sensata
Em nova vida pacata
Pelas mães que foram e são
Uma eterna serenata!
Eu não forço a minha inspiração. Deixo-a livre pra chegar quando quiser e ir embora quando bem entender.
