Ensino
O neoliberalismo transformou a escola
em uma empresa que produz ensino,
onde o aluno é um cliente
para a instituição privada
e um número para a pública.
Enquanto que na primeira
o foco no cliente tem o propósito
de garantir o acúmulo de riqueza,
na segunda o uso do número
é o recurso estatistico utilizado
para sinalizar que estão no caminho certo,
capaz de garantir a ideia falseada
de uma qualidade que não se traduz em
uma verdadeira aprendizagem significativa.
Enquanto a escola estiver
assumindo como seu foco
as exigências de um sistema de ensino,
para o qual ela está subordinada,
bem como, atribuindo ao currículo,
o norte de suas ações,
a formação integral de seus alunos,
continuará se perpetuando
como uma utopia,
oriunda de um discurso
desagregado de sua prática.
Enquanto a escola prioriza as exigências do sistema de ensino ao qual está subordinada e ao cumprimento do currículo, os alunos valorizam o que está para além dos muros dessa escola, por considerar mais atrativo.
Infraestrutura...! É significativa para o processo de ensino e aprendizagem? Lógico que é, mas nada é significativo sem o prazer, sem a vontade de ser verdadeiramente significativo.
Quando o professor acata a denominação de colaborador dentro de um sistema de ensino transformado em empresa, deixa de ser agente transformador, emancipador, para se assumir como construtor de modelo satisfatório para este sistema que enxerga como objetivo de suas ações, a excelência do próprio sistema e não o aluno.
Não há educação enquanto o educar para os sistemas de ensino for visto como o caminho que as administrações diretas utilizam para propagar a excelência de suas ações.
Um aluno que chega ao 5° ano do ensino fundamental, sem ter se apropiado da habilidade leitora, não sendo portador de nenhum trastorno de aprendizagem, o problema não é dele, mas de um sistema que construiu uma ideología do educar para obtenção de resultados apresentáveis.
Quando se muda o foco do ensino e aprendizagem,
retirando do aluno para o resultado
que ele possa apresentar, em avaliações externas,
o educar transforma-se
em um cadáver sepultado
na cova chamada escola.
Quem apenas foca no ensino, não educa,
por isso o educar não se limita
na transmissão de conteúdos,
mas de ir para além do que a família
não foi capaz de construir.
A educação que busca a excelência no ensino por meio de um trabalho focado no resultado do processo avaliativo, não alcança algo diferente de condicionamento educacional.
Quando a escola não cumpre o seu papel no processo de ensino e aprendizagem, depara com uma realidade dentro dela, que não consegue encontrar uma solução e a melhor que encontra é transferir a responsabilidade para a falta de participação da família no processo de ensino e aprendizagem do aluno ou na dificuldade que este tem de aprender.
Muitos dos alunos que chegam nos anos finais do ensino fundamental com um nível abaixo do esperado, são frutos de um processo de ensino e aprendizagem excludente que prioriza os alunos que apresentam resultados positivos nas avaliações.
O sistema de ensino que se auto declara eficiente, dentro de um modelo neoliberal de ser, ignora a falibilidade de qualquer processo diante de uma diversidade que compõe a realidade ao qual ele é submetido, logo, a excelência é uma máscara que os seus sujeitos agentes utilizam para receber os aplausos que cobre as carências com que os sujeitos pacientes continuarão a sofrer.
Educação é ação! A verdadeira excelência no ensino é uma consequência de um trabalho construído em grupo e não da própria excelência. E a mesma só é possível com a participação da família. A excelência construída fundamentada em resultado de alunos em avaliações externas, não é educação, é adestramento.
Diante da falta de participação da família no processo de ensino e aprendizagem, a escola se apresenta, para muitos, como berço onde se espera encontrar o que não tiveram em casa.
Não é a metodologia que apresenta resultados em um processo de ensino e aprendizagem, mas a afinidade entre o planejamento e a prática.
Diante de uma visão estreita do professor, surge a incapacidade da mediação no processo de ensino e aprendizagem na formação de um aluno capaz de desenvolver a criticidade e autonomia.
“Na prática e no ensino do método Reiki, Deus nunca nos dá uma missão espiritual que nos seja impossível cumprir.”
"O grande objetivo do ensino não é apenas o conhecimento mas, a sabedoria, que é o conhecimento aplicado."
O indivíduo que não priva com o ensino e a leitura, vive aprisionado nas masmorras do analfabetismo e do obscurantismo. Não tem noção da sua incivilidade. É um autêntico energúmeno.
