Enquanto o Sol Brilhar
Em realejo o sol nunca deixa de ser azul, há sempre uma canção que faz ninar as crianças enquanto vagam com seus unicórnios. Como é possível sabe-lo? Os gatos cantam e os pássaros desfilam sobre a relva que cresce linda. De repente num interlúdio de pássaros vi uma clareira de formigas dançando de mãos dadas, era sobre a chuva daquelas esquinas esquecidas e entre pássaros e formigas que cantavam, as anêmonas esverdeadas dançavam canções de sereias do mar que já molhadas estavam.
No céu profundo, a lua brilha,
Com seu manto de prata a reluzir,
Enquanto o sol, em sua maravilha,
Acorda o mundo, pronto a aquecer.
Você é a lua, tão serena e bela,
Que ilumina as noites com seu suave olhar.
Eu sou o sol, com minha luz amarela,
Que busca seu brilho para sempre amar.
Juntos dançamos em um eterno ballet,
Em ciclos de amor que nunca se vão.
Quando o dia chega, você se despede,
Mas no meu coração, você é canção.
Às vezes distantes em suas jornadas,
Mas sempre ligados por um fio invisível.
Nosso amor é uma história encantada,
Uma sinfonia que nunca é esquecível.
E mesmo quando as sombras se aproximam,
E os desafios parecem nos separar,
Eu sou o sol que sempre ilumina,
E você é a lua que vem me guiar.
Assim seguimos, lado a lado,
Um amor que brilha e não tem fim.
Na dança dos astros, somos sagrados,
Você é minha lua; eu sou seu sol assim.
O estranho na floresta
O Sol, o azul e o verde
Pintam minhas retinas
Enquanto o frio, a fome e a sede
Já não passam de rotina
A brisa branca
Beija meu rosto
Enquanto sinto o estranho gosto
Da carne crua
A água
Leva embora minhas mágoas
Sob a terra
Jazem minhas antigas guerras
O vento
Leva para longe o meu tempo
E sob o fogo
Ardem meus inimigos
A canção dos pássaros
Passeia por meus ouvidos
Isso tudo é divino
Disso não mais duvido!
Acima, além
O Universo me observa
E eu me pergunto
“O que ele tem? O que me reserva?”
Eu caminho sem rumo
Essa trilha é meu berço
Minha história
E meu túmulo
Não temo a morte
Pois não penso mais nela
Sigo forte, a cada dia
Rumo ao presente, a minha meta
Já não consigo me lembrar
Como era a vida na civilização
Agora meus únicos amigos
São o mato e a solidão
O falso amigo é como um relógio de sol na sombra. O relógio só funciona enquanto houver energia. O falso amigo mantém a amizade só enquanto for vantajoso para ele.
É certo que enquanto lá fora o sol brilha, cá dentro, pensamentos inversos confundem meus passos que vagueiam nem sempre seguros
“Enquanto está chovendo, não espero o Sol chegar,
mas aproveito esse momento para experienciar.
Admirando as gotas que caem e molham o meu jardim,
pois há alguém sempre comigo, segurando um guarda-chuva junto de mim.”
Caminhando sobre a servidão de meu Pai, enquanto o sol estava se fazendo.
Descansei sob a sobra de uma acácia e, a brisa me trouxe o sabor da lavanda.
Adormeci e me deixei seguir.
A terra, estava desprovida de vida.
Vi meu consolador, me dizer para fazer.
O tempo passou e hoje, a terra está viva.
Só graças aos que me intuiram.
Olhem e aproveitem a beleza da transmutação.
Aquele que tudo pode, vai mostrar o caminho e a Luz.
Que, na mata, agora existente, habite aqueles que, para elas foi criada.
Oke caboclo.
Salve, Pai Oxossi!
Ivan Madeira
Enquanto as árvores balançam, vejo por entre as folhas verdes os raios de sol. Tais raios arranhavam meus olhos, fazendo-os doer com seu brilho incessante. Porque eu não conseguia parar de olhar para aquilo que só me causava tamanha dor? Tudo tem um sentindo, ou não era para ser. Eu olhava os raios do sol para alcançar você. Eu olhava para encontrar teu sorriso, pois aqueles raios, por mais que machucassem meus olhos, me transcendiam paz, irradiando serenidade, e um pouco de você. Não importa o tanto, mas era você lá, em meio àquele brilho todo. E quando chegou a noite, aquilo que machucava meus olhos, passou a amaciá-los, para que recebessem teu afago, teu carinho, tudo o que deseja me passar. Não importa o que aconteça, o dia, o lugar, o ano. Eu sempre vou te amar, tendo o sol, ou mesmo o luar.
Enquanto a neblina despedia-se do Sol, e a aurora escondia-se atrás das montanhas. O Sol acordava o pássaro, e o pássaro o poeta.
Ele cantava porque a vida sorria no brilho, e abraçava no calor; ele namorava a vida, e a vida namorava ele; mas esse seu canto produziu faíscas que queimou o ostracismo do poeta, ao ver esse namoro
Bom tempo
Ora, ora, ora, ora
Enquanto o vento leva embora
todas as mágoas e as angústias
O sol se abre para o amor
traz a alegria e o esplendor
de que necessitam nossos corações.
A brisa que bate na janela (de madeira)
logo cedo, ao amanhecer
Me traz um cheiro de canela
e me faz lembrar de você.
O sol foi embora e levou o sorriso do meu rosto enquanto a lua se encarrega de trazer o teu cheiro de volta…
É que essa chuva forte me lembra do teu abraço protetor e da maneira como você cobre o meu corpo com o teu, pra eu não me molhar.
Sinto um silêncio estremecer meu mundo e, de repente, tudo conspira pra que a tua presença ausente seja cruelmente notada por todos os meus sentidos.
A música de fundo tem o teu tom, o meu pijama carrega o teu toque, e com olhos fechados, eu quase consigo fitar o teu olhar…
Parece até possível que você tenha instalado um sistemaautomáticodelembranças em mim, e que ele seja capaz de tomar conta de cada pedacinho do meu corpo, pra não me deixar esquecer que é como eu sempre digo, sempre disse e sempre vou dizer:
“Eu sou toda você”…
Enquanto visualizo o Sol se pôr atrás das montanhas, formando um lindo espetáculo rubro-amarelado no céu, você desdenha sua natureza sóbria e recatada. Sinto falta do seu jeito docemente maluco; uma loucura benéfica, expansiva e contagiosa. Quando voltares a enxergar que a loucura-mor é estarmos juntos, o Sol continuará a escrever sua poesia rubro-amarelada atrás das montanhas, e tudo isso para mim, fará mais sentido.
"Você não crê que há um sol, no céu, enquanto ainda é noite?
E acredita no amor mesmo que não possa senti-lo?
Então creia em Deus, mesmo quando ele se cala!"
essas palavras, foram colhidas do filme "Minha querida Anne Frank", inspirado no livro de Alison Leslie Gold. Ano de lançamento do filme 2009)
Na escuridão...
Nas sombras do sol...
Caminho sozinho, a procura da luz...
Mas por enquanto, sigo em frente com esse pequeno feixe de luz me guiando!
Enquanto alguns dariam a vida pra ver um pôr do sol. Outros insistem em se manter de olhos fechados.
Enquanto alguns olham para o brilho radiante do sol, outros insistem em focar na sombra proporcionada por ele.
