Enquanto o Sol Brilhar
Como o Sol da Venezuela
nasce no Esequibo
ando pedindo
a liberdade da tropa
e de mais de um General
em cada um dos meus
versos latino-americanos.
O General que foi do MBR-200
partiu de supetão sem ter
visto a tão sonhada restituição
da dignidade nacional;
O quê fizeram com
ele e com os fiéis soldados
foi um injusto brutal.
Não se tem garantia
se deixarão vivo
o General que pede
pelo encontro, perdão
e reconciliação nacional,
Tem sido visível por parte
de uns a opção pelo Mal.
Ninguém sabe e sequer viu
onde foi parar a herança
de humanidade de 13 de abril,
Só sei que do ínicio até o fim
a palavra o General cumpriu
e a parada respiratória como
um furacão da vida o levou.
Não se fala em outro assunto:
Não permitamos o quê foi
feito com ele com o General
que por pensar diferente
continua preso injustamente.
Não me canso de repetir isso:
Como o Sol da Venezuela nasce no Esequibo,
A liberdade está para o General.
Não me canso de repetir isso:
Como o Acordo de Genebra de 1966
está para a integridade territorial,
A liberdade está para o General.
Não me canso de repetir isso:
O General continua preso injustamente,
e sem acesso ao devido processo legal.
Não me caso de repetir isso:
O Sol da Venezuela nasce no Esequibo,
e o Sol da liberdade não pode
continuar sendo negado ao General.
Desde a criação
do mundo o Sol
da Venezuela
nasce no Esequibo
por obra do Senhor
e pelo Acordo
de Genebra que
deve ser cumprido,
e jamais esquecido.
Ontem o Astro Rei
gentil nasceu por lá,
hoje nasceu
de novo e amanhã
também nascerá,
ninguém captura
a vontade d'Ele;
a minha voz faz
a história espalhar.
Aprenda de uma
vez por todas
que é de direito
e dever não se furta,
você goste ou não
e de maneira igual
ao rumo que foi
dado ao destino
dos generais
e do Coronel que
ninguém sabe mais.
Contando tudo isso
e tentando poetizar
sobre os destroços
deste continente,
rememoro quase
que diariamente:
o General foi preso
em março há
quase dois anos
e não há previsão
do pesadelo terminar.
A bandeira vermelha
foi hasteada junto ao sol
na cúpula sagrada
da mesquita de Jamkarān,
Depois do brutal crime
o Império perdeu
a sua última cartada sã.
O ataúde do General
Soleimani passou
por mim e nem
o tempo esquecerá,
E ao Império
ninguém perdoará.
A dança do Deus da Guerra
ao blues do fim do mundo
não há quem não
esteja farto de escutar,
Pedindo em oração
a Deus para Israel
se livrar das garras
do Império e se libertar.
O lado considerado
mais fraco da história
nunca mais há de se livrar
e nunca irá emancipar;
Os povos deveriam
se unir para rechaçar
qualquer sinal de guerra
que o Império vier
a se manifestar.
Vejo o mundo em um
momento crucial,
Há quem ofende o outro
por selvagem para
intimidar quem não
convive com ditadura
como se fosse algo
corriqueiro e normal;
É vendo o giro do mundo
que encontro força
para seguir pedindo
pela liberdade dos povos,
da tropa e do General.
São bem mais que
quatro semanas,
Neste dia que
antecede o Santo
Milagre do Sol,
Falta pouco
para relembrar
o dia e as horas
da injusta prisão
do General,
Não são sete horas,
farão sete meses;
O coração não
está sereno,
o meu Universo
em Abya Yala
a injustiça não cala
por ser de caridade
e herança ancestral.
Colocar a história
no seu devido lugar,
e não abandonar
a memória de quem
jurou a vida pelo povo
para sempre entregar,
é essa a herança
continental na veia
que faz grande
o orgulho que carrego.
A Defesa incansável
vem invocando
o respeito ao Estado
que é de Direito,
a memória sobre leis
especiais e tratados
internacionais,
e a saúde do General
vem se deteriorando
a cada dia mais,
pois o Governo finge
que não escuta mais.
Celso Ramos
No Planalto Sul Catarinense,
acampamento, lavouras
e a união de sol a sol
ergueram uma cidade
nesta Pátria da liberdade.
O teu nome é homenagem,
o teu lema é "União do Povo",
e tu és a sublime paragem
que tanto na vida venero:
Celso Ramos meu doce porto.
No Planalto Sul Catarinense
abrigo mais acolhedor não há,
Celso Ramos poética e guerreira
tu és linda História de amor
da nossa brava gente brasileira.
Florianópolis Poética
Desde o momento que
o Sol nasce até ele se pôr,
Florianópolis Poética
à ti dedico o meu amor.
Sempre que a Lua surge
e festejar por ti urge,
Florianópolis Poética
és sentimento confirmado.
Ciente de que sempre
esteve escrita nas estrelas,
Florianópolis Poética
tu me encantas por tuas belezas.
Cresci contigo superando
desafios da cronologia,
Florianópolis Poética
em ti nunca perdi a fé na vida.
O teu olhar sedutor de renda
de bilro cruzou com o meu
na beira mar disse ao coração:
Florianópolis Poética jamais irei
te deixar aconteça o quê aconteça.
O tempo está passando
o velho líder tupamaro
segue em desamparo
sem ver o sol da justiça,
São dezoito dias em calvário
no afã de ser escutado
pela fera da revolução
que vem devorando
pouco a pouco os seus filhos,
Um mártir e outros
para ela não foi o suficiente,
Os olhos de Baduel
aparecem na minha mente.
Por insistência lembro
do General preso injustamente
por causa de um falsa acusação
de instigação a rebelião contra ele,
Já passaram mais de quatro anos,
nada foi provado
e o processo continua paralisado.
Não esqueço nunca dos paisanos
e da tropa que estão passando
pelo mesmo horror,
Não adianta fazer festa
para o Esequibo e no dia seguinte
continuar usando o mapa errado.
Sem retórica nenhuma de poesia contemporânea já deveriam
ter aprendido que a Guiana é plana,
E a cantar como Lulú Basanta
e cultivar na vida a esperança.
No Kukenan-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros onze tepuis habitam.
Bom dia
Bom dia para você
que levanta ante do Sol raiar,
E que leva um sorriso
no rosto o dia todo
para muitos corações iluminar.
Ergueu-se o Sol sob o céu
da nossa Pátria Amada
neste tempo Bicentenário,
hoje é dia de recordar
as lições do Pacificador
que se deu incansavelmente
ao Brasil por profundo amor.
Duque de Caxias escreveu
a História na Balaiada,
nos Farrapos, na Guerra
do Paraguai e em outras
revoltas conduzindo
o estabelecimento da paz
e da ordem necessárias.
Para o bem da nossa Nação,
Duque de Caxias não cedeu
para que a guerra fixasse
morada no coração da tropa,
fez da paz a maior escola
e a deixou como legado
perpétuo para cada soldado.
Duque de Caxias, o Pacificador
e Patrono do Exército Brasileiro,
o reflexo desta herança atemporal
virou marcante signo espiritual
e brio dos nossos valentes soldados
que fascinam o mundo inteiro,
e orgulham todos nós brasileiros.
Rodeio de Manhã
Rodeio soberana deste
Médio Vale do Itajaí,
acorda antes do Sol
e do galo cantar,
e tem orgulho de tanto
pela vida trabalhar.
Rodeio tesouro desta
Santa e Bela Catarina
tem uma manhã silenciosa
e cheia de poesia,
que não canso de agradecer
Rodeio de manhã
mostra lentamente
as suas cores e esplendor
pelas quais não canso
nunca de morrer de amor.
Rodeio de Manhã
Rodeio de manhã
é onde o Sol desce
com toda a calma
a passarada canta,
o meu coração
cheio de esperança
faz uma oração
e coloco a mesa
do café-da-manhã
com toda devoção.
Rodeio de manhã
ainda não se ouve
os carros passando
seja na rua ou até
mesmo na estrada
tem vezes que só
a Lua é a única
a fazer companhia
nesta terra feita
de sonho e poesia.
Rodeio de manhã
cheia de beleza
neste Médio Vale do Itajaí
que tanto amamos viver aqui.
Rodeio de Manhã
cheia de tranquilidade
catarinense e tudo
o quê há de mais belo nesta vida,
és minha cidade e filha
da nossa Pátria Brasileira amada
e por nós sempre tão querida.
Rodeio no Natal
Acordei antes do sol
raiar sobre o lindo
Médio Vale do Itajaí
e o badalar do sino
da nossa Igreja Matriz.
As ruas da cidade
estão vazias, as casas
e os corações cheios
de agradecimentos.
De braços dados
com a inspiração
escrevendo poemas
e sendo oração
também agradeço.
Morada abençoada
de belezas mil,
pedacinho de terra
do nosso amado Brasil.
Rodeio no Natal
mesmo nublada
com o Pico do Montanhão
encoberto é a criação
em festa e descanso.
Badala neste instante
o sino da Igreja Matriz,
a luz do dia se levanta
ainda mais radiante
e a fé que não se cansa.
Rodeio no Natal
eu celebro com o coral
dos pássaros a cantar
pedindo pela paz mundial.
Rodeio depois do Natal
Rodeio depois do Natal
o sol veio nos visitar,
O jardim do tempo
começou a se movimentar
trazendo as suas nuvens
de algodão escuro
no finalzinho da tarde
enfeitando o céu
do Médio Vale do Itajaí
para a noite chegar.
Agradecendo as dádivas
do céu e da vida,
Escrevo poesia para quem
sabe um dia te entregar
e a vir nos decifrar;
Com os celestiais cantos
dos pássaros deste
nosso Hemisfério Sul
tenho o privilégio
de ter como me inspirar.
Rodeio depois do Natal
com a percussão delicada
das folhas embaladas
pela brisa vespertina a refrescar,
Estou em meu silêncio austral
com uma intuição inabalável
serenamente a contemplar
a previsível rota que irá nos colocar na hora certa e no mesmo lugar.
Rodeio no Verão
As flores azuis
do tempo abriram,
O sol da tarde
está alto e as ruas
da cidade de Rodeio
estão vazias,
cá estou adentro
desta casa de poeta
e viajando para longe
só no pensamento.
Sigo acompanhada
pelo silêncio,
as minhas poesias
e este bonito
e pátrio sentimento.
Rodeio no verão
esplende de beleza
seduzindo o coração,
Minha terra amada
brasileira, profunda,
para sempre adorada
que não permito que
seja por ninguém
nem por um instante
nesta vida comparada.
Catarinense torrão
abençoado que faz
sempre apaixonado
por tantas belezas
por todos os lados.
Rodeio no verão
é tesouro encantado
do Médio Vale do Itajaí,
não há lugar tão lindo
como o nosso daqui.
Você chegou de mansinho
seduzindo como o pôr do sol
que corteja as estrelas
que haverão de nos cobrir,
o coração está começando a sorrir.
Sob a bênção da Estação
Primeira de Mangueira
nasceu o Samba-Sincopado,
No ritmo do sol que beija
apaixonado o mar
que os meus versos dos pés
a cabeça te beijem já
que não posso te beijar,
Nascemos para nos encaixar
e o Universo vai mostrar
o rumo certo e a hora de amar.
O Sol do Amor profundo
que gloriosamente venceu
a Morte se ergueu
e iluminou a minha cidade,
Páscoa tem sabor de chocolate,
de oração e de Humanidade
Ainda nesta manhã fria
e silenciosa em Rodeio,
o meu coração agradece
por tudo o quê o Senhor
nos deu sem receios e por inteiro.
No meio do Médio Vale do Itajaí
aqui se escreve poesias
com o coro da passarada
e com verdades doloridas
para a utopia de um
mundo novo e em liberdade.
Assim vem se cumprindo
a poesia do nosso Médio Vale....
Vou te dar Paçoca
de Carne de Sol
na sua linda boca,
E derreter você
todinho é o quê
mais quero na vida,
Que eu sou louca
por você não nego,
Todos os dias tenho
sempre um novo
motivo para dizer
baixinho mesmo
longe do seu ouvido
o quanto te quero,
No seu coração é
certeza que eu habito,
e transforme a minha
poesia no seu vício fino.
A amorosa Sangra D'água
inunda o olhar com poesia,
O Sol do teu sublime amor
me aquece com energia,
Só de estar ao seu lado
me preenche de alegria.
