Enquanto o Sol Brilhar
O sol se põe
A lua aparece,
A noite chega
E o frio te estremece,
E eu olhando às estrelas
Faço uma prece:
Para que brilhem tanto e te iluminem
Enquanto você adormece.
Que logo o dia amanheça recriando a luz do sol, restabelecendo a esperança e dias de paz ao povo ucraniano; brevemente infinita benção do recomeço (Nelson Locatelli, escritor)
Meu tudo...
És o meu tudo
Meu sol e minha lua
Que brilha na escuridão
Meu porto de abrigo
Em tardes de verão
Aquele ombro amigo
Do meu viver a razão
E num dia de agosto
Roubaste meu coração...
Num dias desses havia uma sombra me seguindo...
O sol estava quente, mas a sombra me seguia bem de perto, foi quando resolvi entrar num barzinho ali perto...
A sombra deve ter percebido que seria descoberta, desapareceu...
Tomei um sorvete e fui pela calçada sombreada e fiquei tranquilo, pois a sombra desconfiou que eu desconfiei dela e se mandou. rsrsr
MORAL DA HISTÓRIA...DESCONFIE DA PRÓPRIA SOMBRA...
Pequeno Pedaço do Paraíso
Na praça reluzia o Sol nela
Em sua pele cor aço
Em sua pele cor pureza
Na minha enferma solidão
A passível alienação do amor
Em sua forma mais doentia e sinfônica
Tocava com afinação limpa em minha alma
Clareava tudo que sempre soube ser ruim
Toda a sujeira humana em seu estado mais imundo
Toda a podridão se quebrava nela e retornava as ruas
Era a intocada pelos falhos
A intocável cabelos cor sangue
A magnifica garota dos olhos de fogo
A inalcançável desejo dos homens
Restrito estou ao meu mundo
Pensamentos fluindo desenfreadamente
Em meu eufórico estado
Eu não posso vê-la; não posso; não possuo
Eu devo permanecer na inercia chata e segura
Portanto o inesperado há de acontecer e o anjo cai
Simplesmente ao meu alcance, sem esforço para tal
Eu ajudo-a sendo suas asas
Só para que voe para longe de mim mais uma vez
Cansaço e gradativa fadiga enche ao meu escritório
Me infla de pensamentos negativos como coelhos inofensivos
Mas não não não
Toda essa pressão se acumula
Não a ela
Ela rebate solenemente em mim
Paralisando-me
Acorrentando-me
Porque sabe que não posso tê-la
Certa noite
Ventava aos montes com possível precipitação
Gemia assoalho
Num súbito momento a estrela cai mais uma vez
Simplesmente não ao meu alcance apenas
Sim em meu mundo
O melancólico mundo do homem vitoriano
Dou boas vindas
Dou acesso ao seco e arranco-a da fria chuva
Entrego proteção em meu quarto
Jazia ela lá ao meu lado
Absorta em sua tola confiança
Absurdamente em um frenesi louco
Ela me encara com seus olhos escarlates
Observa bem dentro de mim num sussurro
“Alegra-te, pois sou sua realidade.
Sou o teu único desejo.”
A sensação do úmido toca o meu pescoço
O enregelado toque dela é o que me esquenta
O corpo magro quase sem peso algum sob o meu
E então dor
A primordial essência do prazer rasga o meu corpo
O cômodo girava girava
Eu gemia; Eu gritava aos quatro ventos
FELICIDADE estava em mim
Em meus braços ela me quebrava
Sugava meu ser com seu beijo cálido
Entreolhando-se éramos um
E eu sabia que afinal
O meu pequeno pedaço do Paraíso iria me destruir
Eu cantava meu próprio Mantra Mori
Sempre estive cantando
Sem ser ouvido
Sempre observando
Sem ser visto
“Apenas focamos em sua morte
Apenas queremos a sua morte
Apenas vemos beleza na morte
Apenas focamos em sua morte
Apenas queremos a sua morte
Apenas vemos beleza na morte’’
Enfim o mundo ruiu para dentro dela
Para nunca mais sentir nada.
Qual razão lhe traz aqui tão angustiante?
não vês que és tu o motivo do raiar do sol?
A incerteza que assola tua mente é frustrante?
Ou lhe cai bem apenas fazer parte desse rol?
Conflito é tão natural quanto a lua, o sol, um eclipse. Em algum momento, certamente, vai aparecer.
"Você é o meu verão... minha estação favorita, aquela que nunca vai acabar. O meu Sol.. Sol da minha vida."
Anjo Cruel
Iniciava a purificação
Em puro vermelho
Em sonífero vermelho
Sol nenhum pairava no céu
Morto jazia
Assim como a Lua
Substituído ambos por uma esfera negra
Refletidas em filtro negro
A vegetação decadente mais e mais
Matando animais dos pequenos aos reis
Varrendo o ar de suas aves
Limpando até a Terra atingir coloração pútrida
Construindo a desejada atmosfera sorumbática
Morto jazia
Ó aroma de morte
Digna de pesadelos
A voz de Azmuth
Em conturbadas formações indecifráveis no céu
Chovia sangue
De seu corpo as gotículas
A fluir de cada poros
De seu imensurável corpo podre
Suas asas eternamente profundas
Sombrias na essência
A orquestrar o fim
Cobria toda a Terra
Protegia o universo inteiro
Nada escapava da misericórdia
O mar não mais existia
Em seu lugar
O carmesim gosto de seu desejo
Disfarçado num toque gentilmente vermelho
Rodopiava e assim continuava
Até o centro
A procura da válvula de escape
Para toda a sujeira
E todo animal marinho
Morto jazia
Ó aroma de morte
Enquanto mais e mais se aproximava
Suas asas começavam a abraçar
E toda imperfeição
Estava sendo corrigida
No toque
Viste assustadora face
Indescritível face ruborizada
Expressava nada
Além de satisfação pura
O desejo estava se concluindo
Face a face
Consternado fiquei
O ciclo perfeito ia ser concluído
O abraço inumano ia ser completado
Ele se viu em semelhança
No seu próprio mar de sangue
Subitamente desmembrou-se
Perdendo-se em sua insana raiva
Primeiro as asas caíram por terra
Depois vários membros
Enfim sua cabeça
Que caia naquele mar vermelho
Mais da metade por fora
Jus a sua magnitude
Tudo retornou ao nada
O nada afinal existe
E o ardor começou a percorrer meu corpo
Pela primeira vez sentia algo
Além de fascínio pela criatura
E será nesse mundo solitário
Que dará inicio ao meu Melancólico Réquiem
Desenhada por um deus maléfico
Cuja face refletia somente e apenas
Ódio
Intento apocalíptico pela criação
Surgindo assim a visão
Do que viria a ser tornar
O tão aguardado despertar
Do Novo Mundo.
ESTRELA
És linda como a lua
Desejas como o sol ardente
Ilumina caminhos, veredas
Encanta os céus nas constelações
Brilha, brilha, brilha sem parar.
És verdade para os ignorantes
Ilumina a imensidão terráquea
Mostra a beleza da orbe
É nome de extraordinários
Brilha, sempre, sempre.
És encantos dos meus olhos
É sempre prazer dos meus lábios
És tu símbolo de mulher
É sempre, sempre Elisabeth
Uma estrela de verdade.
"Assim como o pôr do sol vem o amanhecer
Não ficais triste por coisas indecentes pois o sol foi separada de seu amor por anos
Saiba raiar e brilhar assim como este sol anda brilhando
se dê um abraço ao chegar da noite e lembras-te que você és teu próprio brilho".
Nenhum ser humano, pode esfriar a luz do Sol. Nem mesmo apagar a luz da Lua!
Em meio essa utopia; quem sou eu?
Para tirar do meu coração essa saudade sua !
"É claro que o sol um dia vai voltar, ele sempre volta, neste momento vejo seu desaparecimento, daqui pouco vejo o seu surgimento, mais um pouco e vejo o seu eclipse. Não vou me desesperar se ele sumir, tenho o abraço e resplandecente da Lua, e o aconchegante do Sol, e a carinhosa Terra"
