Enquanto
A Quarta-feira de Cinzas não é apenas o fim do carnaval, ela é um marco espiritual.
Enquanto o carnaval representa dias de excessos, estímulos intensos e permissividade, a Quarta-feira de Cinzas surge como um chamado ao recolhimento, à consciência é à reflexão sobre aquilo que fizemos, é sobre quem estamos nos tornando.
É o momento em que a alegria externa silencia, e a alma começa a falar.
A maioria dos seres humanos confundem Libertação com Libertinagem, pois existe uma linha muito tênue entre ser livre e viver sem limites.
Libertação é quando o espírito se torna mais leve, mais consciente, mais alinhado com o que edifica, é a liberdade que constrói, é escolher com maturidade.
Libertinagem, por outro lado, é a ausência de freios, é quando a busca pelo prazer ignora as consequências, é quando o corpo decide e o espírito paga. A libertação aproxima da luz. A libertinagem muitas vezes deixa marcas invisíveis.
Durante o carnaval, há uma intensa movimentação emocional e espiritual. Não apenas pela festa em si, mas pelo ambiente de excessos como, impulsos descontrolados, consumos exagerados, exposição do corpo, relações superficiais, e as piores decisões tomadas sem reflexão.
Uma verdadeira batalha espiritual, essa batalha, não é contra a alegria, porque alegria é um dom.
A batalha é contra aquilo que nos desconecta da nossa essência.
Muitas pessoas relatam, após o carnaval, sentimentos como, vazio, culpa, arrependimentos, uma sensação de peso interior.
Isso acontece porque o espírito foi exposto a experiências que não trouxeram crescimento, apenas estímulo momentâneo.
A simbologia das cinzas representa algo profundo: “Do pó vieste e ao pó retornarás.” Elas nos lembram da fragilidade humana, da finitude e da necessidade de vigilância interior, isso é um convite à humildade.
A Quarta-feira de Cinzas marca o início da Quaresma, tempo de arrependimento, jejum, disciplina, reconexão com Deus, restauração espiritual. É um chamado a verdadeira libertação.
O espírito humano responde às escolhas que fazemos. Quando vivemos na libertinagem, a consciência enfraquece, os limites se dissolvem, a sensibilidade espiritual diminui. Quando buscamos Libertação, nossa mente clareia, o coração se fortalece, o propósito se renova.
A liberdade real não é fazer tudo, é saber escolher o que não nos destrói.
Texto Gleiciele Oliveira.
‘‘Enquanto houver desejo de recomeçar, a Páscoa ainda pode acontecer dentro de nós.
E eu também a desejo!’’
"Enquanto muitos procuram por uma felicidade mirabolante, eu vou sendo feliz do meu jeito e com o que, no momento, eu tenho."
Antiquado ou não, eu quero ser uma senhora idosa que se senta em uma varanda enquanto borda, e olha vez ou outra para o jardim.
Aqui o sonho anda com o pé no chão
Porque errar custa mais pra quem vem do barrão
Enquanto uns riem do corre do irmão
Tem quem vence calado, foco e visão- música hoje pesa amanhã do dj gato amarelo
A religião oferece conforto espiritual e uma comunidade, enquanto a ciência fornece ferramentas prácticas para resolver problemas do dia-a-dia. Ambas podem coexistir e complementar-se. A ciência ajuda a entender o mundo físico, e a religião pode guiar valores e propósito.
Será que a lua se lembrou do sol,
Ao ver a chuva se atirar no mar,
Enquanto o vento abraçava
Os girassóis,
Sei lá.
Será que o sol gritou pra ela escutar,
Ao ver no horizonte ela partir,
Enquanto ele acordava
Via o luar
Dormir,
Sol e lua, vi vocês daqui.
Empoderamento!
Não há que falar em poder enquanto ainda houver o medo,
Não há que falar de felicidade, se ainda houver dor,
Não há que falar em perdão, se houve esquecimento!
O poder inicia quando você perde o medo de soltar suas dores e exercer o perdão verdadeiro.
Soltar o medo não é fácil, mas é possível, então pare de resistir ao medo... deixo-o entrar, observe-o como se estivesse observando algo que pode te ensinar, veja como ele chega, o que ele tem a dizer, como ele modifica seu corpo, sua mente e seu espírito. Quando você aprende a observar o seus sentimentos, você aprende como ele chega, e como se instala e consequentemente como fará para se livrar deste padrão de comportamento.
Cuidado a mente, ela não quer que você aprenda. Ela quer que você continue sua escrava, continue sendo refém dos seus próprios sentimentos ruins.
Resista, pare, respire, observe, solte e agradeça.
Faça-a dia após dia, até que um dia ficará mais brando, mas leve. Assim também funciona com as dores... pare e observe como ela chega e silencie até achar suas raizes... assim é o auto-conhecimento... se não parar para observar não encontrará respostas e muito menos evolução.
O perdão não é esquecer algo; se você foi vítima de abusos, não esqueça, acolha a dor, o medo, a raiva, mergulhe observando o que acontece, e vá soltando na sua respiração, eu sei que é doloroso, mas é um começo. Pratique o perdão verdadeiro, pois quando se pratica o perdão a liberdade vem.
Não resista, pois todo o sentimento que resistimos ficará cada vez mais forte. Aprenda a amar todos os seus sentimentos, você verá que eles diminuem quando são reconhecidos.
O poder está dentro de nós! Basta mergulhar dentro de si mesma que o Poder interno acontece. Se tiver medo de fazer isto sozinha, saiba que nunca está só, se pedir as energias divinas virão, se precisar, peça ajuda, mas não fique mais onde está, siga... tenha coragem de seguir sempre em frente!
Empodere-se!
Giovana Barbosa
"Corro do comodismo enquanto corro, porque foi a forma que encontrei de não gritar por socorro.
Percorro o caminho e, ao sair do conforto, aprendo a suportar o próprio desconforto."
“Muitos acham que têm razão.
Poucos vivem de acordo com ela.
Enquanto os cheios de argumentos apontam e criticam,
o sábio, em silêncio, permanece firme no propósito.”
Enquanto a teoria debate a perfeição do mundo ideal, é a execução silenciosa que carrega o peso da realidade que a consciência alheia abandonou.
Enquanto as letras que formam palavras, frases e textos existirem, eu estarei viva, viva no agora que já passou.
Enquanto não dói na gente, parece pequeno.
Quando dói, a gente entende:
a dor do outro nunca foi exagero,
só era invisível pra quem não sentia.
Enquanto a formosura exterior se esvai com o tempo, a beleza interior permanece incólume por toda vida!
A areia discutia com o vento sobre relógios invisíveis enquanto cavalos marinhos atravessavam o céu como se nuvens fossem oceanos. No centro de um mar morto que ainda respirava, um moinho girava ao contrário, triturando minutos em pó fino. O tempo afiava ponteiros com calma excessiva, sentado diante de um espelho quebrado que refletia rostos ainda não vividos. Cada fragmento mostrava uma possibilidade diferente, como se a realidade estivesse em teste.
Uma flor de lótus nascia dentro de uma xícara vazia, indiferente à ausência de água. Os cavalos marinhos cochichavam à areia que o mar morto não era falta, mas silêncio acumulado. O moinho insistia em girar, não para moer grãos, mas arrependimentos. O espelho multiplicava olhares, criando versões que nunca se encontravam.
Tudo parecia deslocado: areia no céu, água sem ondas, flores sem lago, horas sendo moídas. Um cenário absurdo, quase incoerente.
Até que se entende: a areia são os dias que escapam pelos dedos; os cavalos marinhos, pensamentos improváveis; o mar morto, o coração quando se cala; o moinho, a rotina que transforma escolhas; o espelho quebrado, nossas identidades fragmentadas; e a flor de lótus, a vida que insiste em nascer mesmo onde parece não haver nada.
