Engano de Amor
Tava achando que iria passar, que eu iria te esquecer, deixar as lembranças se perderem e partir pra outra fase, que na minha visão seria melhor, mais sólida e firme..porém me enganei feio, me iludi bestamente como se ainda fosse aquela mesma garotinha de 14 anos que se apaixonou por você.
Na vida existem 2 pessoas, as que enganam e as que são enganadas, mesmo que os propensos a ganhar a vida pareçam os que enganam, eles nunca se dão bem
Açucar em macorronada, fio sem pavio, na mente tudo, realidade nada, abraço de amigo é igual interesse...cansado de ser enganado, mente blindada...queria que tudo desaparecesse e sobrasse só verdade, meus filhos, minha familia tem aval...isso me liberta do mal, no fundo só queria que não existisse tal.
Quando já não importa....
Há dias, horas, momentos de inércia ou fulgor
Que aprendemos que não temos o controle
Não somos donos de nós, de nossas vidas
Descobrimos ser peças em num tabuleiro
Num jogo de Santos, Milagres e quiçá, solidão
Seguindo em frente num quase sem fim que
Mas aí, já percebemos nós, estarmos quase à margem
Da estrada, do jogo da vida... de nós mesmos
A caminhada é mais que longa e sempre apressada
Quão poucas são as ferramentas prestantes ao alcance
Que cumprem a função de ajudar nesse insano trajeto
Por onde passam também os insones, os lúcidos
Temerosos delirantes ou desatentos de alma pura
Que cansados de cada passo dado nessa rota
Se descortinam, para serem vistos como são
E nada e ninguém: nem sejam Bentos ou "folhas secas"
Caídas de um outono que se impõe na contramão da vida
Os olhos, percebem que há mais passantes que passos
E depois de tanto seguir, vezes ferido, sem descanso
O coração se cansa, desiste por nós, sangra abatido
E se assossega, simplesmente se cala contrariado
E sai de cena sem se importar com a via que vê à frente
Não há mais porque sofrer, se alegrar, ser frio ou quente
Entende, enfim. que quem mais amou nunca esteve presente
Toca o telefone
Alguém diz:
“Alô”
Os joelhos ?
Estremecem
A voz ?
Ela desaparece !
Suor, arrepios, tremor
Mas por fim
A coragem aflora e ele diz:
“Foi engano”
Muitas vezes quando erramos, buscamos encontrar o motivo, uma desculpa e justificamos.
Mesmo percebendo que o erro pode ser evitado, persistimos, como forma de proteção, não expor.
Grande engano, reconhecer um erro é virtude, evitar o erro é sábio, Deus tudo vê!
O pior dos enganos é aquele que parte de nós mesmos, convencendo-nos de que tudo um dia poderá mudar, situação esta perigosa que sufoca em forma de aconchego, onde não existe mais abraço.
Quando buscamos novos horizontes, a nossa realidade parece virar uma fantasia, que logo se desfaz com os desenganos.
Os seres humanos alimentam o ódio, rancor, vingança, desamor, e anseiam com a solução de tudo.
Todos sobrevivendo deste venenos,
Se quer imaginam que TUDO é evolução, e nada é em vão!
Realmente, você não é culpado pelas expectativas por mim criadas
Mas é sim, por aquelas por você instigadas
Me abstenho da culpa pelas minhas ilusões
Pois você conhecia cada uma e a nenhuma se opôs
Não esperei de você castelo e cavalo branco
Apenas transparência para que não houvesse engano
Provavelmente nem imagine que está fazendo parte desta história
Mas a cada semana que vejo aquela mochila nas costas
Conto os dias para ver sua volta.
Seca, a figueira supunha que em data alguma viriam lhe visitar.
Nem era a estação de seus frutos.
Como arbusto, orgulhava-se ao vento por suas madeixas.
Um galileu faminto moveu-se até ela;
inquiriu-lhe dos frutos.
Sorriu matreira, se esquivou e silenciosa manteve-se.
No âmago, a fome não o deteve.
Saiu-lhe em palavras lançadas ao vento.
Cobriu suas folhas, desceu pelos ramos,
percorreu até o solo, achando suas raízes.
Raízes são a boca das plantas.
Ali, pôde o misterioso homem devolver-lhe a fome.
Ele segue; e ela, seca, testemunha o mal que é fingir-se alimento diante da fome de alguém.
