Encontros e Despedidas
A minha liberdade não está no movimento incansável entre encontros e despedidas, está principalmente em me permitir ser o que eu quiser e onde eu quiser.
Nos muitos encontros e desencontros da vida esse ano frequentemente tive mais despedidas, e você será mais uma partida. Para onde, em outro estado, pode ser logo ali, mas parece tão afastado. A nossa comunicação transcende vidas somos puramente almas se tocando no embalo de uma curta vida. Ó tempo, que passa, passa e passa levando consigo o que de mais precioso pode ter um ser humano em sua trajetória que são os amigos. Dizem que é bola pra frente, mas como vou poder vislumbrar se olhando para atrás eu queria continuar. Deixar as pessoas no meu convívio com certeza seria um alívio. O meu querer era todos os dias pode-lá ver, caminhar, subir e descer pela ladeira e podermos ter um dedo de prosa, jogar conversas fora quem sabe por 10 minutos ou meia hora, o tempo tanto faz quando se tem uma pessoa querida porque até parece que o relógio cessa as suas batidas. Espero ansioso por esse estante do meu dia que será completo e quando não a tenho fico incompleto.
Meu dias são chatos, enfadonhos, monótonos, sem a sua presença é tudo meio cinzento, horrendo, tremendo dia chuvoso, nublado e tenebroso. Que logo fica belo com uma simples olhada para dentro dos seus olhos, negros, vistosos que penetra até o mais íntimo do espírito. Vou rimando e aprendendo que nessa vida muitas coisas ganhamos e perdemos só que não é um jogo justo, por vezes parece sujo. Injusto como os absurdos que existem nesse mundo, imundo, errante, sufocante, onde nos comprime e oprime como uma angustiante roda gigante. Prefiro mesmo olhar pelo prisma do grande poeta Vinícius de Moraes em um de seus sonetos esse chamado fidelidade: "que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure"
Esse olhar tão singelo é como quero que enxergue quando olhar para atrás e não ver mais por perto como matéria, porém com as minhas palavras que podem ser bem simples, mas são entregues com todo amor e carinho.
Através de ilusões despedaçadas e do ferrão amargo do amor, encontro minha força, como uma fênix com asas. Vou pintar minhas emoções em cores tão ousadas, Nesta sinfonia da vida.
A verdade é que sempre haverá espinhos,encontros,desencontros,despedidas...
Mas querido(a),se for verdadeiro,nem mesmo a morte há de nos separar!!
O calendário marca a data do encontro, mas desconhece — propositalmente — o momento da despedida. O problema é esse, meu bem: eu te amei sem pensar nas cicatrizes, nas pausas curtas e na escuridão das partidas.
Depois da despedida vejo que ela não se foi por inteira, e encontro pedaços dela que ficou aqui comigo
Me encontro despedaçado, sem chão, pois aquele que completou o meu coração, rejeitou o meu amor, e por fim de mim se afastou! Não saberei o que pensou, nesse momento de tanta dor, só saberei que o que restou foram momentos que vivemos de alegria, vestígios de algo que poderia ser um futuro completo de puro amor!
Ôh, vida tão efêmera quanto expressiva, feita de suspiros, palavras, silêncio,
encontros e despedidas,
desapegos, afetos, desagrados,
atos impulsivos, calculados,
falsos e verdadeiros,
então, mesmo que não acompanhe
o ritmo do tempo, não pára um minuto sequer, está em constante movimento,
por isso que o viver deve ser intenso e contínuo, do contrário, será desperdiçado e a vida perderá seu sentido.
Milton Nascimento em sua obra prima a música Encontros e Despedidas, resumiu, de forma simples e didática, em uma estação de trem, a vida: “...todos os dias é um vai e vem; a vida se repete na estação; tem gente que chega pra ficar; tem gente que vai pra nunca mais; tem gente que vem e quer voltar; tem gente que vai e quer ficar; tem gente que veio só olhar; tem gente a sorrir e a chorar; ....o que chega é o mesmo trem da partida; ... a hora do encontro é também da despedia....”.
Como o metrô, a vida é uma jornada de idas e vindas, de encontros e despedidas, onde cada passageiro carrega consigo histórias, sonhos e destinos únicos, lembrando-nos que, no final, todos compartilhamos o mesmo percurso rumo ao desconhecido.
Por vida e trabalho sou forte mas pelos anos, pelos bons encontros e pelas despedidas, meu coraçãozinho descompassado, se tornou bem frágil.
Nunca teremos tempo suficiente para nos despedir direito!? Aprendamos a caprichar nos encontros ocasionais. A brevidade da vida às vezes é assustadora.
- Beijo de saudade -
É ouvir o coração dizer que a hora chegou
A do encontro e também da despedida
É sentir o doce da sua boca misturado ao salgado das nossas lágrimas
Quando nossos lábios se apertam na ânsia de ficar
E se afrouxam na esperança de que um dia possam se reencontrar.
A despedida final é sempre triste. Ela é muito mais que uma página virada; é o fim de um tempo; término de um encontro intenso, repleto de bons e maus momentos que não voltam mais. Ficam as marcas das lembranças vividas. Resta a suave e triste saudade.
