Encontro entre Amigos
A diferença entre a Camorra e a Kamorra é que uma destrói por interesse; a outra luta por princípios.
Um kamorrista não é um homem comum — ele é forjado no atrito entre a fé e a dor, entre o ideal e o mundo real. Sua personalidade carrega a densidade de quem já sangrou em silêncio e seguiu em pé, não por orgulho, mas por missão. Ele não se curva ao politicamente correto, porque sua verdade tem raiz, e raiz não se arranca com vento.
O kamorrista tem um senso de honra inegociável. Sua palavra vale mais do que contratos e seu silêncio vale mais do que muitos discursos. Ele observa o mundo com olhos críticos, mas seu coração permanece fiel a Deus, à pátria, à família e à liberdade — pilares que sustentam sua identidade. Não espera o mundo ser justo para agir com justiça. Ele age porque sabe que a omissão também é uma forma de covardia.
Sua presença impõe respeito. Não por gritar, mas porque carrega autoridade de quem sabe o que defende. Ele ama, mas não se deixa enfraquecer pelo romantismo frouxo do tempo moderno. Ele é leal, mas sabe cortar laços quando a traição entra pela porta. O kamorrista é estratégico como um guerreiro, mas firme como uma rocha que não nega suas raízes.
No fundo, a personalidade do kamorrista é uma resistência viva: contra a mediocridade, contra a mentira disfarçada de virtude e contra a fraqueza vendida como humildade. Ele não nasceu para agradar, nasceu para despertar.
E quem o entende, se inspira.
Quem o teme, o critica.
Mas ninguém o ignora.
Camorra e Kamocha: o choque entre dois mundos
A palavra "CAMORRA", do espanhol, carrega o espírito da guerra. Significa briga, confronto, desordem.
Já a palavra "KAMOCHA", do hebraico, vem da frase sagrada: "Ve'ahavta lere'acha kamocha" — “Ame o teu próximo como a ti mesmo.” - Levítico 19:18.
Aqui, o peso muda.
KAMORRA nasce da fusão dessas duas forças.
Da rebeldia que não aceita se curvar, e da consciência que sabe onde deve lutar.
Camorra me ensinou a resistir. Kamocha me ensinou por quem.
Esse é o espírito kamorrista.
Kamorra — Entre a Guerra e o Espelho de Deus
Há nomes que são apenas sons. E há nomes que se tornam espada. Kamorra é um desses.
Do espanhol, herdamos camorra: briga, disputa, confronto. Um nome nascido no campo da guerra, forjado no atrito entre homens que não aceitam a covardia como regra. É o eco de quem levanta a voz, de quem enfrenta, de quem, se for preciso, cai de pé — mas nunca se ajoelha.
Mas o nome não para por aí.
Do hebraico, surge kamocha, uma pergunta sagrada: "Quem é como Tu, ó Deus?"
É o espelho da identidade divina refletida no homem. É o chamado para viver com honra, com verdade, com propósito.
É a lembrança de que a maior batalha não é contra o outro — é contra o que dentro de nós tenta nos tornar medíocres.
Juntas, essas raízes formam algo maior: Kamorra.
Não é só um nome. É uma filosofia.
É o homem que luta como um guerreiro, mas carrega nos olhos a consciência de que foi feito à imagem do Altíssimo.
É o confronto com o mundo, mas também com a própria alma.
Ser Kamorra é viver entre dois mundos:
Um pé no campo de batalha, outro no altar.
Uma mão fecha o punho, a outra aponta para o céu.
Porque o verdadeiro kamorrista sabe:
Antes de vencer o inimigo, é preciso vencer a si mesmo.
E quem zomba do nome...
Não entendeu o corte da espada que ele carrega.
Entre os tantos entretantos desta longa caminhada.... hão aqueles que aniquilam os nossos sonhos.
Sabemos que outros sonhos nascem, mas toda perda retrata uma dor incontida e, muitas vezes, inenarrável.
Se vives na lacuna que existe entre a intenção e o agir, sinceramente, não mudarás o teu estado de vida!
Continuo acreditando na possibilidade do amor. Tenho a certeza do entendimento entre os seres humanos, logrado sobre o sofrimento, sobre o sangue e sobre os cristais quebrados.
#LEMBRANÇAS
Já fui consolo dos tristes...
Agora ando perdido entre gente...
Ir pelo mundo é um bem...
Vence quem se vence...
Muito diz quem pouco fala...
Que aplaca minha sede...
Corro muitas terras...
E não tenho me encontrado...
Quando sem alma fiquei...
Foi quando fui traído...
Tirana sorte...
Oh desgraça...
Se estava escrito...
Não gostei desse destino...
Lembranças....
Triste qual minha ventura...
Que me sustenta...
No correr dos dias...
Que os anjos do céu me guardem...
De males profundos...
O muito sem Deus é nada...
O pouco com Deus é tudo...
Correntes ainda me prendem...
Às asas da vaidade...
Ai de mim que não vi...
Caminhos errados que outrora segui...
Mas foi errando...
Que, sofrendo, aprendi...
Quem inventou a partida...
Talvez não soube amar...
Quando não mais aqui estiver...
Será que de mim alguém lembrará?
Cheguei...
Venci...
Nada!
Ninguém me ajudou...
Tive muitos amigos...
Que meu tapete puxou...
Triste sou...
Triste me vejo...
Fui mais alegre em outros dias...
Se mil corações eu tivesse...
Mil vezes poderia amar...
Hoje já temo...
Em me entregar...
Nada mais simples e profundo...
Tenho a dizer...
Sou sombra...
Mas também sou luz...
Em Deus espero...
Só ele me conduz...
Sandro Paschoal Nogueira
Ao invés de abraços apertados,
uma sequência de emojis variados...
Entre os anseios de uma poesia,
você me dava likes,
gravava vídeos.
Eu te dava bom dia,
até quando não tinha bateria...
Por meio de frases esparsas
nos tornamos amigos:
tínhamos nossos códigos,
nossos artigos preferidos
nossos abrigos.
Mas foi só isso.
Sem entrega (ou por cautela)
nossos sonhos,
sem brilho,
foram ofuscados pela tela.
#ADIANTE
Só compreendo quando olho para trás...
Só vivo quando sigo em frente...
Entre o já e o jamais...
Nascente e poente...
Pouco quero ou quero mais...
Sempre prudente olhar adiante...
Até onde a vista alcança o horizonte...
Mas tão difícil é passar do além...
Sonhar então se faz necessário...
Superar é preciso...
Esconder as lágrimas ou o sorriso...
Na vida é assim...
Cada um tem a idade do seu coração...
E agora eu decidi...
Afogar a traição...
E prosseguir...
Provavelmente vou, olhar para trás...
Faz parte...
Um sorriso levado no rosto...
Sem medo de mudar...
Sem medo de ser feliz...
Como sempre eu quis...
Quando tudo parece escuro ao nosso redor...
É que percebemos a luz...
Uma hora a gente tem que olhar nos olhos dos medos...
E sem receio...enfrentar...
Admito que me consumiu, que me despedaçou...
Mas agora aqui estou...
Juntei os cacos do que sobrou...
Reparei minha dor...
Faço tudo o que posso...
Um pouco a cada dia...
Em pequenos momentos...
Navegando em maresia...
Verei, na verdade, já vejo...
Que você foi um adereço...
Uma fantasia...
Em tempo perdido de falsa alegria...
Deixar o vento agora bater...
A brisa levar pra longe os pesares...
Já não quero mais seus olhares...
Minha caminhada nunca termina...
Há uma longa e infinita estrada a ser vencida.
Sandro Paschoal Nogueira
Conservatória - Caminhos de um poeta
#ESPERA
Entre a lua e as estrelas...
No canto dos passarinhos...
Na harmonia das cores...
Na vida os amores...
No regato cristalino...
Seguindo ao mar seu destino...
No horizonte onde o sonho alcança...
Minha alma é criança...
Na harmonia das cores...
Da flor que desabrocha...
Na amplidão do universo...
Na semente que brota...
Nos segredos dessa vida...
No abraço, no colo, no abrigo...
No cheiro que vem da terra....
E no sol que desponta...
Na saudade que aperta...
Na queda do pardal...
No carinho da brisa...
No bem que se avizinha...
Me fazendo esquecer todo o mal...
Colhendo a felicidade...
Quando sinto a Terra girar...
Acelerando o meu coração...
Me encontro no brilho de seu olhar...
Assim nasce a esperança...
E entrelaço minhas mãos...
E o colorido fica mais belo...
Bem assim me sinto...
Bem aqui cá lhe espero...
Sandro Paschoal Nogueira
www.facebook.com/conservatoria.poemas
A #ROSA #VERMELHA
Entre pedras caladas no tempo...
Sob a magia do arco-íris florido...
Quando o coração bate acelerado...
A rosa vermelha sua história me contou...
Disse-me ela entre o vento...
Que nasceu entre as açucenas...
Entre as belas dálias...
Na calada do tempo...
Tão logo cresceu...
Viçosa cedo floresceu...
Apaixonou-se pelo girassol galante...
Que seu amor nunca percebeu...
Os lírios mais lindos...
De cores mais variadas...
A cortejavam com alegria...
Os gladíolos enchiam-se de cuidados...
Mas o carinho deles, ela não queria...
Cravos, orquídeas e jasmins...
Brotavam como pérolas no jardim...
Para ela o sabiá cantava...
Pouco ouvia o sussurro da fonte...
Nunca quis ouvir...
Em uma dia nublado...
Já prestes a cair um temporal...
O vento soprou mais forte...
E jogou ao chão o girassol...
Disse-me a rosa...
Que suas lágrimas foram confundidas com a chuva...
E no amargo dos dias seguidos...
Espinhos ela criou...
Ela bela com certeza...
Mas triste foi no amor...
- Arramque-me - implorou...
- Não quero ser aquela que morre...
-Aos pés pisada...
-Triste e tão só...
- Na sarjeta abandonada...
-Leve-me consigo...
-Guarda-me junto ao seu peito...
- E assim desse jeito...
-Terei eu a doce esperança...
-De ser seu amor...
Sandro Paschoal Nogueira
Conservatória - Caminhos de um poeta
O #ACENDEDOR DE #LAMPIÕES
No silêncio do ontem...
Entre ventos a soprar...
Saudoso de tempo que não volta mais...
O acendedor de lampiões vem lá...
Em namoro com a lua...
Em vielas e ruas...
Nos becos mais escuros...
Junto as tabernas ou cafés...
Casarões antigos...
Cabarés...
Em cantos silenciosos...
Entre alguém e ninguém...
Um a um acende...
Tão cedo no céu a fornalha se aurora...
Retorna lentamente...
Vagando entre as sombras...
Que espreitam insatisfeitas...
O adormecer das estrelas...
No baile das horas...
Não sabe ele...
Nada pode testemunhar...
Da vida pulsante oculta...
De madrugadas de luar...
Muitas vezes o tormento...
Incendeia a paixão do tempo...
Quando a alma precisa de um momento...
Em caminho tantas vezes percorrido...
O acendedor sente saudades de abrir a janela do coração...
Bendita, malvada vida...
Em acender e apagar o lampião...
Suas imensas lembranças...
Silenciosamente dentro dele começam a ecoar...
Algumas oprimem seus sonhos...
Outras o fazem sonhar...
Na rotina dos dias, meses e anos...
Deseja prender o tempo...
E do que lhe resta tão pouco...
Sem perceber muito dá...
Em seu passeio noturno...
Ele faz tudo brilhar...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#ASAS
Reparto-me entre as flores...
Entre as folhas caídas ao chão...
Sopradas pelo vento...
Sem destino certo, ao léu...
Reparto-me entre as estrelas...
No brilho do luar...
Que clareia minha estrada...
Para eu poder passar...
Reparto-me entre as taças de vinho...
Em olhares de encontros inesperados...
Entre sorrisos...
Em tudo que sinto...
Tudo me envolve...
Sonho a sonho...
De minha alma a vida foge...
E o que mais posso esperar?
Quando assim me divido...
Crio asas para voar...
E as asas que Deus me dá...
Feliz, fazem-me mais sonhar...
Sandro Paschoal Nogueira
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#RENDAS #NOTURNAS
Triste de mim de alma nua...
Entre as rendas brancas e puras...
Aqui, acolá, acordo à vida...
Disfarço...
Chorar não posso...
Olho pro indefinido...
A confundir os caminhos...
Sozinho no mundo...
Tudo então segue a verdade...
É o que me conduz...
A esperança, a força, a luz...
Um tecido envolvendo a eternidade...
A incerteza do destino...
Esgotando na vida...
Todo o sentido...
Uns acabam...
Outros vem...
E no pensamento que se tem...
Que o que menos merece...
As vezes é o que mais tem...
Na alta noite e nas horas incertas...
Rondo sem fé e sem lei...
Ante um espelho opaco...
Não reconheço o que vejo...
Revolvendo na memória...
O mau fado...
Arranco das rotas veias...
Um suspiro rompendo as cadeias...
De chaves na mão...
Batendo o pé na calçada...
Retorno ao leito desmanchado...
A carnal tentação desenfreada...
Então, por fim, se acalma...
Paisagem morta que a terra conquista...
Aguardo os sonhos...
Esqueço das horas e mais nada...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
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#Quem me #dera
Tentei fugir das sombras que me perseguiam, mas desisti...
Entre bares, nos fundos dos copos, tentei te encontrar.
Todo o amor que nos prendera desfez-se como asas de cera...
Quem me dera...
Quem me dera...
E por vezes as noites me cobrem de angústia...
Tortura-me os dias...
Vivendo sem no entanto ...
Esquecer-me desse encanto...
Que perdi...
Hoje...
Na esquina de cada rua...
Sem ti...
Vagando...
Eu sou...
Tal como a lua...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poeta
Minha vida se acomoda entre estas pedras...
E o que faço de mim é o que me fica...
Mal de amar nesse lugar de imperfeição...
Onde a lua chora junto as estrelas...
Sua solidão...
Livre como o vento e repetido...
Que Deus se lembre do meu nome...
Que o látego não me seja o castigo...
Vivo a vincos de ouro a minha vida...
Entre o luar e as folhagens...
Tenho febre e escrevo...
Revelando em poucas linhas...
Meus segredos...
Não é serenidade pelas ruas o que vejo...
Tudo em mim é desejo...
Sentir tudo de todas as maneiras...
Dizer verdades entre brincadeiras...
No mistério da vida a cavalgar...
Aprendendo na espera o inesperado...
No espaço...
No tempo...
Um menino homem...
Apenas querendo ser mais amado...
Sandro Paschoal Nogueira
Minha vida se acomoda entre essas pedras...
Aos meus suspiros, que deitando vou...
Dá-me o vento de feição...
Flor de ventura...
Que amor me entregou...
A sede e o vinho onde tudo se esquece...
Me fazem mergulhar no fundo do sonho...
Esse que sou...
Silêncio de grito suspenso... Labirinto desfeito...
Ah como são belas – bem o sei, essas pedras...
Tais quais nos céus as estrelas...
Todas caladas...
Mas tanto amor por elas...
Sonhos meus, suaves sonhos...
Melhores do que a verdade...
Num palácio de ouro...
São elas minhas confidentes...
Meu maior tesouro...
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