Encontro entre Amigos
O veneno das minhas ironias...
Hás-de beber entre suas lágrimas vazias...
E hás-de encontrar-me em teu surpreso olhar...
A minha face fria...
O meu prazer de outrora...
Emigrou...
Partiu...
Não mais está com você...
Podes te dar por pago...
Que este é o preço da vida e todo o seu valor...
Amei-te em dolorosos delírios...
Mas já nada sinto...
Nada restou...
Que seja sonho apenas a esperança...
Agora eu bebo a vida a longos tragos...
Sigo meu feliz caminho...
Deixo-te como sempre quis...
Sozinho...
Sandro Paschoal Nogueira
Há entre as pedras um murmúrio de queixume...
E nada mais se ouve ao longo das ruas...
Ocultos, na agonia das casas, velhas saudades de olhos que fitam o nada...
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro...
Destila-se de lágrimas as preces e a profecia...
Do que outrora havia...
Do futuro que se avizinha...
Tremem mãos...
Escondidas nas cortinas...
No abismo do pretérito foram-se os dias...
Caminhantes se vão da terra...
Perdidos na própria sombra...
Levando consigo seus sonhos e histórias...
Deixando para trás...
Apenas algumas lembranças partidas...
Não demores tão longe...
Não se esconda em lugar tão secreto...
Anos após anos...
Seguimos aprendendo mais com os desenganos...
Meu ser traçado pelo som do vento…
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro...
Amanhã morro e não te vejo...
Amanhã morro e não te escuto...
Não demores tão longe...
Não se esconda em lugar tão secreto...
Todos passam...
As pedras não...
Queixando-se dias após dias...
Por serem ignoradas...
Dos que ainda ficam de vozes amargas...
Urdindo a grande teia... Sobre nós a vida...
Não demores tão longe amor...
Que amanhã eu morro...
Sandro Paschoal Nogueira
Quem é amado deve...
Quem ama pede...
A lua se insinua...
Entre vielas escuras...
Há fogo que devora...
Que mata e que dá...
Arde a cabeça...
Enquanto o olhar vaga...
Nem entre as estrelas encontras...
O que procuras...
Só porque houve outrora...
No presente indeciso vives agora...
Será que haverá o futuro,
Do que necessitas e sonhas ?
Procura o ar onde a respiração é doce...
E canta para afugentar a tristeza...
Porque és do tamanho que vês...
Porque sentes a falta do que não tens...
Vaga..
Longe de todo céu...
E no inferno onde abitas nada encontra...
O verme da agonia te devora...
Onde estás afinal,
Nessas horas mortas?
O nevoeiro é tão grande...
E o final não encontras...
Sim...
Tu bem sabes...
Tendes total culpa...
Entre o temor e o espanto...
Reconhece o amor perdido...
Peito endurecido...
Por mostrar-se soberbo e presumido...
Feristes e não percebeste o real sentido...
Tendo o teu erro algum desconto...
Saberia que sendo amado deve...
E que amando...
Deveria ter pouco pedido...
Agora buscas a noite escura...
Cujo medo te afigura...
Tão certa desaventura...
De vagas esperanças...
Nem mesmo te ajuda a lua...
Sandro Paschoal Nogueira
Entre tantas misérias...
Poucos buscam a Verdade...
A grande maioria apenas ora...
Contentando-se com o sorriso que chora...
Deslumbramento...
De rudes caminhos...
Murmúrios entre as sombras e os ninhos...
Enquanto os anos passam...
E a vida segue em desalinho...
Tudo na vida está em esquecer...
Ou não, o dia que passa...
Tua vitória está em saber que não é hoje...
Amanhã será?
Nos desafios do tempo...
Esmorece a esperança...
E na violência que chora...
Não te culpas, mas culpas as horas...
Mas se faz no seu cuidado...
O bem que apenas em sua alma retrata...
Sedento de justiça...
Justiça torta...
E malfadada...
E tendo passado a vida...
E tão pouco compreendido...
Onde se oculta o pavor...
De tão pouco ter aprendido...
Eco...
Vai o grito da cegueira...
Perseguindo a funesta sorte...
Fugindo da morte...
O coração já não sente...
As asas da fantasia...
Agora já perdida...
Busca nas esquinas...
Enganando-se todos os dias...
Mas não desisti da estranha jornada...
Imposta pela sua má vontade...
Não lhe depara o gozo...
Só chora saudades...
Alma de vácuo imenso e fundo...
E desta meia morte...
Continuas a olhar o mundo...
Platéia das cousas mortas...
De vento que sopra...
E responde sorrindo à cruel realidade...
Disfarçando a perdida mocidade...
Perdido estás...
Sob estranho véu...
Pedindo aos céus...
Um novo amanhã...
Sandro Paschoal Nogueira
E vinha vindo a noite por entre os pinheiros...
E vinha a sonhar...
E perguntava-me ...
Por que te devo amar?
Porque há vida...
A doer com as mágoas...
A rolar as lágrimas...
Por que andas de repente...
Entre idas e voltas...
Dos que esperam a luz...
Em densas trevas...
No vácuo mudo...
De um desolado coração...
De quem não espera...
A sua compaixão...
Do esquecimento inviolável...
E olvida, como quem está já morto…
E, interrogando o destino...
Sente desconforto...
Verdade...
Qual delas?
Que estão além das cousas transitórias. ..
Correr do tempo onde o amor se perde...
Para onde vais...
Sem eu poder ficar?
Sandro Paschoal Nogueira
Caminhei pelas ruas e calçadas...
Entre dias e madrugadas...
Lua em companhia...
Noites quentes...
Noites enluaradas...
Estradas prateadas...
Conheci salões cinzentos...
De muitos risos...
Poucos alentos...
Muitas loucuras...
Tantas tolas fantasias...
E no espanto do menino...
Em que tudo descortinava ...
Pude ver algumas monstruosidades...
De mentes inacabadas...
Almas vazias...
Grandes gargalhadas...
Bocas úmidas...
Que taças e copos tudo absorvia...
Perdi querendo encontrar...
O que nunca esteve por lá...
Nada contava nem tinha nome...
Eras de breu...
E o réu era eu...
Era tão fácil ser feliz ...
Mentirosas propostas ouvi...
E no sabor do vinho me corrompi ...
Hoje ainda não sei como caminhar nas ruas...
Sem estar...
Em ruas que ficaram para trás no tempo...
Sem estar ...
Esperança que aprendi com as ruínas...
Triste e lamentável fado...
Hoje...
Paz cultuo...
Na lembrança desse banco...
Aqui sentado...
Sandro Paschoal Nogueira
#Flores...
Hoje me vesti de #flores...
De amor vivido...
Vagando entre o real e o imaginário...
Sonhos postos de lado...
Tanto por mim sentido...
Perdidos no amanhã...
Pus um sorriso tímido ...
Um brilho no olhar...
Pelas ruas de pedras azuis...
Suspiro pelo que hoje ponho-me a buscar...
Que o meu coração não me impeça de ir além do horizonte...
Abrir minhas asas e voar...
Para bem longe...
Que a felicidade não me doa...
Sempre e tanto, a ponto de assustar...
Somente assim ...
Poderei lhe amar...
Que eu possa sempre contemplar os céus...
E nele querer estar junto com você...
E se eu um dia qualquer sentir a tristeza...
Que ela não me tire a clareza...
Não se sem aposse de minha alegria...
Não me tire o gosto da vida...
Se eu for abandonado pelo seu amor...
Trazendo ao meu espírito grande dor...
Que esse abandono...
Não seja para sempre...
Eterna companhia...
Sandro Paschoal Nogueira
Por mais que não te compreendam, faça sempre a sua parte, o reconhecimento do feito é entre você e Deus.
Eu acho que a literatura vem desse conflito entre a ordem que você quer e a desordem que você tem.
Só me resta a escolha entre ser um bom pintor ou um mau pintor. Escolhi a primeira alternativa.
As Vezes olho Pro Céu e tento Te achar entre as Estrelas porque um dia te deixei parti e hoje sinto muito a falta do Brilho do seu olhar
Infelizmente a religião dos homens e não a de Deus, continua impedindo a união entre um homem e uma mulher que se Amam.
INGRATIDÃO
O pouco de gratidão que ainda restava acabara de escorrer nos vãos entre os dedos daquela mão calejada, que no apagar das luzes, percebera sem eira nem beira que se esforçar para agradar aos outros, é fútil demais!!!
09122
VAGA... MENTE
Entre, sinta-se à vontade
O recinto é espaçoso
O café é saboroso
A ceia é farta
Só falta aspiração.
Aproveite da água em abundância
Que transborda da peneira e ecoa uma canção.
Seja compreensivo
Consuma com moderação
Pois a cólera aqui é louca
E o deserto é incerto
Então de certo meu jovem!
Deverias aproveitar mais deste ávido oases.
061222
Pode-se afirmar que a globalização tem acirrado ainda mais a disparidade existente entre as classes sociais no mundo. Esse é um tema de muito debate, na qual faz-se o uso de palavras cultas e sofisticadas na busca incessante para denominar e explicar o sistema capitalista. Não vejo tantas possibilidades para explanação ; só existe duas classes na sociedade:
Uma dominante e a outra dominada. A primeira exerce influência sobre a segunda, por estar ciente da necessidade do proletariado em vender a sua mão de obra, que na maioria das vezes é desqualificada.
090223
vida em aparências
Entre tantos mitos urbanos, entre tantas ideias estapafúrdias em busca por status social, é recomendável que reflitamos sobre um novo predicado do século XXI:
" DUBLÊ DE RICO".
*Inspirado em texto de autor desconhecido*
200223
AMOR PLATÔNICO
Teu corpo absorve e regenera o que meu abraço consome,
Entre tantas palavras
Só ouço o teu nome.
A tua face , o teu sorriso,
Me deixa em êxtase.
Amo-te loucamente
Com esmero e devaneios,
Enxergo claramente o teu corpo ao meu,
Aquela beleza alva
Sedutora e calma,
A dilacerar o
Tímido coração,
Portador deste ingênuo e avassalador
Amor platônico.
É sangue na veia
Feito uma teia
Que a aranha tece
A Lã de fios dos amores
O bendito fruto,
Solo fértil de dores
É esse universo de amar.
090819
Na relação entre patrão e empregado, não há espaço para o sentimentalismo, a hipocrisia, ou a falsidade.
100723II-MN
É incomensurável a real distância entre a luta pelo direito e o bom senso, para a prepotência, a arrogância, a megalomania e a intocabilidade.
040204
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