Encontro entre Amigos

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⁠A #ROSA #VERMELHA

Entre pedras caladas no tempo...
Sob a magia do arco-íris florido...
Quando o coração bate acelerado...
A rosa vermelha sua história me contou...

Disse-me ela entre o vento...
Que nasceu entre as açucenas...
Entre as belas dálias...
Na calada do tempo...

Tão logo cresceu...
Viçosa cedo floresceu...
Apaixonou-se pelo girassol galante...
Que seu amor nunca percebeu...

Os lírios mais lindos...
De cores mais variadas...
A cortejavam com alegria...
Os gladíolos enchiam-se de cuidados...
Mas o carinho deles, ela não queria...

Cravos, orquídeas e jasmins...
Brotavam como pérolas no jardim...
Para ela o sabiá cantava...
Pouco ouvia o sussurro da fonte...
Nunca quis ouvir...

Em uma dia nublado...
Já prestes a cair um temporal...
O vento soprou mais forte...
E jogou ao chão o girassol...

Disse-me a rosa...
Que suas lágrimas foram confundidas com a chuva...
E no amargo dos dias seguidos...
Espinhos ela criou...

Ela bela com certeza...
Mas triste foi no amor...

- Arramque-me - implorou...
- Não quero ser aquela que morre...
-Aos pés pisada...
-Triste e tão só...
- Na sarjeta abandonada...

-Leve-me consigo...
-Guarda-me junto ao seu peito...
- E assim desse jeito...
-Terei eu a doce esperança...
-De ser seu amor...

Sandro Paschoal Nogueira

Conservatória - Caminhos de um poeta

⁠O #ACENDEDOR DE #LAMPIÕES

No silêncio do ontem...
Entre ventos a soprar...
Saudoso de tempo que não volta mais...
O acendedor de lampiões vem lá...

Em namoro com a lua...
Em vielas e ruas...
Nos becos mais escuros...
Junto as tabernas ou cafés...
Casarões antigos...
Cabarés...
Em cantos silenciosos...
Entre alguém e ninguém...
Um a um acende...

Tão cedo no céu a fornalha se aurora...
Retorna lentamente...
Vagando entre as sombras...
Que espreitam insatisfeitas...
O adormecer das estrelas...
No baile das horas...

Não sabe ele...
Nada pode testemunhar...
Da vida pulsante oculta...
De madrugadas de luar...

Muitas vezes o tormento...
Incendeia a paixão do tempo...
Quando a alma precisa de um momento...

Em caminho tantas vezes percorrido...
O acendedor sente saudades de abrir a janela do coração...
Bendita, malvada vida...
Em acender e apagar o lampião...

Suas imensas lembranças...
Silenciosamente dentro dele começam a ecoar...
Algumas oprimem seus sonhos...
Outras o fazem sonhar...

Na rotina dos dias, meses e anos...
Deseja prender o tempo...
E do que lhe resta tão pouco...
Sem perceber muito dá...
Em seu passeio noturno...
Ele faz tudo brilhar...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#ASAS

Reparto-me entre as flores...
Entre as folhas caídas ao chão...
Sopradas pelo vento...
Sem destino certo, ao léu...

Reparto-me entre as estrelas...
No brilho do luar...
Que clareia minha estrada...
Para eu poder passar...

Reparto-me entre as taças de vinho...
Em olhares de encontros inesperados...
Entre sorrisos...
Em tudo que sinto...

Tudo me envolve...
Sonho a sonho...
De minha alma a vida foge...
E o que mais posso esperar?

Quando assim me divido...
Crio asas para voar...
E as asas que Deus me dá...
Feliz, fazem-me mais sonhar...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#RENDAS #NOTURNAS

Triste de mim de alma nua...
Entre as rendas brancas e puras...

Aqui, acolá, acordo à vida...
Disfarço...
Chorar não posso...
Olho pro indefinido...

A confundir os caminhos...
Sozinho no mundo...
Tudo então segue a verdade...
É o que me conduz...
A esperança, a força, a luz...

Um tecido envolvendo a eternidade...
A incerteza do destino...
Esgotando na vida...
Todo o sentido...

Uns acabam...
Outros vem...
E no pensamento que se tem...
Que o que menos merece...
As vezes é o que mais tem...

Na alta noite e nas horas incertas...
Rondo sem fé e sem lei...
Ante um espelho opaco...
Não reconheço o que vejo...
Revolvendo na memória...
O mau fado...

Arranco das rotas veias...
Um suspiro rompendo as cadeias...
De chaves na mão...
Batendo o pé na calçada...
Retorno ao leito desmanchado...

A carnal tentação desenfreada...
Então, por fim, se acalma...
Paisagem morta que a terra conquista...
Aguardo os sonhos...
Esqueço das horas e mais nada...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

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⁠#Quem me #dera

Tentei fugir das sombras que me perseguiam, mas desisti...

Entre bares, nos fundos dos copos, tentei te encontrar.

Todo o amor que nos prendera desfez-se como asas de cera...

Quem me dera...
Quem me dera...

E por vezes as noites me cobrem de angústia...
Tortura-me os dias...

Vivendo sem no entanto ...
Esquecer-me desse encanto...
Que perdi...

Hoje...
Na esquina de cada rua...
Sem ti...
Vagando...
Eu sou...
Tal como a lua...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poeta

⁠Minha vida se acomoda entre estas pedras...
E o que faço de mim é o que me fica...
Mal de amar nesse lugar de imperfeição...
Onde a lua chora junto as estrelas...
Sua solidão...

Livre como o vento e repetido...
Que Deus se lembre do meu nome...
Que o látego não me seja o castigo...

Vivo a vincos de ouro a minha vida...
Entre o luar e as folhagens...
Tenho febre e escrevo...
Revelando em poucas linhas...
Meus segredos...

Não é serenidade pelas ruas o que vejo...
Tudo em mim é desejo...
Sentir tudo de todas as maneiras...
Dizer verdades entre brincadeiras...

No mistério da vida a cavalgar...
Aprendendo na espera o inesperado...
No espaço...
No tempo...
Um menino homem...
Apenas querendo ser mais amado...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Minha vida se acomoda entre essas pedras...
Aos meus suspiros, que deitando vou...
Dá-me o vento de feição...
Flor de ventura...
Que amor me entregou...

A sede e o vinho onde tudo se esquece...
Me fazem mergulhar no fundo do sonho...
Esse que sou...
Silêncio de grito suspenso... Labirinto desfeito...

Ah como são belas – bem o sei, essas pedras...

Tais quais nos céus as estrelas...
Todas caladas...
Mas tanto amor por elas...

Sonhos meus, suaves sonhos...
Melhores do que a verdade...
Num palácio de ouro...
São elas minhas confidentes...
Meu maior tesouro...

⁠O veneno das minhas ironias...
Hás-de beber entre suas lágrimas vazias...
E hás-de encontrar-me em teu surpreso olhar...
A minha face fria...

O meu prazer de outrora...
Emigrou...
Partiu...
Não mais está com você...

Podes te dar por pago...
Que este é o preço da vida e todo o seu valor...
Amei-te em dolorosos delírios...
Mas já nada sinto...
Nada restou...

Que seja sonho apenas a esperança...
Agora eu bebo a vida a longos tragos...
Sigo meu feliz caminho...
Deixo-te como sempre quis...
Sozinho...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Há entre as pedras um murmúrio de queixume...
E nada mais se ouve ao longo das ruas...
Ocultos, na agonia das casas, velhas saudades de olhos que fitam o nada...

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro...

Destila-se de lágrimas as preces e a profecia...
Do que outrora havia...
Do futuro que se avizinha...
Tremem mãos...
Escondidas nas cortinas...

No abismo do pretérito foram-se os dias...
Caminhantes se vão da terra...
Perdidos na própria sombra...
Levando consigo seus sonhos e histórias...
Deixando para trás...
Apenas algumas lembranças partidas...

Não demores tão longe...
Não se esconda em lugar tão secreto...

Anos após anos...
Seguimos aprendendo mais com os desenganos...
Meu ser traçado pelo som do vento…

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro...
Amanhã morro e não te vejo...
Amanhã morro e não te escuto...
Não demores tão longe...
Não se esconda em lugar tão secreto...

Todos passam...
As pedras não...

Queixando-se dias após dias...
Por serem ignoradas...
Dos que ainda ficam de vozes amargas...
Urdindo a grande teia... Sobre nós a vida...
Não demores tão longe amor...
Que amanhã eu morro...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Quem é amado deve...
Quem ama pede...

A lua se insinua...
Entre vielas escuras...
Há fogo que devora...
Que mata e que dá...

Arde a cabeça...
Enquanto o olhar vaga...
Nem entre as estrelas encontras...
O que procuras...

Só porque houve outrora...
No presente indeciso vives agora...
Será que haverá o futuro,
Do que necessitas e sonhas ?

Procura o ar onde a respiração é doce...
E canta para afugentar a tristeza...
Porque és do tamanho que vês...
Porque sentes a falta do que não tens...

Vaga..
Longe de todo céu...
E no inferno onde abitas nada encontra...
O verme da agonia te devora...
Onde estás afinal,
Nessas horas mortas?

O nevoeiro é tão grande...
E o final não encontras...
Sim...
Tu bem sabes...
Tendes total culpa...

Entre o temor e o espanto...
Reconhece o amor perdido...
Peito endurecido...
Por mostrar-se soberbo e presumido...
Feristes e não percebeste o real sentido...

Tendo o teu erro algum desconto...
Saberia que sendo amado deve...
E que amando...
Deveria ter pouco pedido...

Agora buscas a noite escura...
Cujo medo te afigura...
Tão certa desaventura...
De vagas esperanças...
Nem mesmo te ajuda a lua...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Entre tantas misérias...
Poucos buscam a Verdade...
A grande maioria apenas ora...
Contentando-se com o sorriso que chora...

Deslumbramento...
De rudes caminhos...
Murmúrios entre as sombras e os ninhos...
Enquanto os anos passam...
E a vida segue em desalinho...

Tudo na vida está em esquecer...
Ou não, o dia que passa...
Tua vitória está em saber que não é hoje...
Amanhã será?

Nos desafios do tempo...
Esmorece a esperança...
E na violência que chora...
Não te culpas, mas culpas as horas...

Mas se faz no seu cuidado...
O bem que apenas em sua alma retrata...
Sedento de justiça...
Justiça torta...
E malfadada...

E tendo passado a vida...
E tão pouco compreendido...
Onde se oculta o pavor...
De tão pouco ter aprendido...

Eco...
Vai o grito da cegueira...
Perseguindo a funesta sorte...
Fugindo da morte...

O coração já não sente...
As asas da fantasia...
Agora já perdida...
Busca nas esquinas...
Enganando-se todos os dias...

Mas não desisti da estranha jornada...
Imposta pela sua má vontade...
Não lhe depara o gozo...
Só chora saudades...

Alma de vácuo imenso e fundo...
E desta meia morte...
Continuas a olhar o mundo...
Platéia das cousas mortas...
De vento que sopra...

E responde sorrindo à cruel realidade...
Disfarçando a perdida mocidade...

Perdido estás...
Sob estranho véu...
Pedindo aos céus...
Um novo amanhã...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠E vinha vindo a noite por entre os pinheiros...
E vinha a sonhar...
E perguntava-me ...
Por que te devo amar?

Porque há vida...
A doer com as mágoas...
A rolar as lágrimas...
Por que andas de repente...
Entre idas e voltas...

Dos que esperam a luz...
Em densas trevas...
No vácuo mudo...
De um desolado coração...
De quem não espera...
A sua compaixão...

Do esquecimento inviolável...
E olvida, como quem está já morto…
E, interrogando o destino...
Sente desconforto...

Verdade...
Qual delas?
Que estão além das cousas transitórias. ..
Correr do tempo onde o amor se perde...
Para onde vais...
Sem eu poder ficar?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠A Física desvelou o segredo da fusão entre elementos díspares, mas desconhecia a dança das almas e corpos alheios, que num enlace divino se entrelaçam, como notas sutis de uma melodia cósmica. Tua presença é a sinfonia da intimidade, uma afinidade tão profunda que se torna transcendental!

Inserida por italo0140

⁠A divina dádiva do amor entre dois corações é tecida por Deus, um laço abençoado a florescer no matrimônio. Homem e mulher foram esculpidos para dançar juntos na melodia do destino. Nos breus mais árduos, é o amor que entrelaça suas almas, mantendo-as una e fortemente alicerçadas.

Inserida por italo0140

⁠Havia uma conexão sutil, mas poderosa, entre dois corações distantes, unidos pela vastidão das telas. Ele, um sonhador perdido nos matizes de seu sorriso cativante. Ela, uma musa envolta na doçura dos seus olhos cor de mel, que pareciam capturar a luz do sol em cada foto.

No mundo digital, suas conversas eram pinceladas delicadas em uma tela em branco, criando um retrato vívido de suas almas. Cada mensagem trocada revelava um pedaço de si, um suspiro compartilhado na imensidão virtual.

À medida que os dias avançavam, seus laços afetivos se fortaleciam, desafiando a distância física que os separava. Juntos, criaram um refúgio de amor e carinho, onde as palavras se transformavam em abraços e os emojis, em beijos virtuais.

Nas noites solitárias, ele fechava os olhos e sentia sua presença através das palavras digitadas, como se ela estivesse ali, ao seu lado, sussurrando segredos de amor. E ela, do outro lado da tela, sorria ao ler suas mensagens, sentindo-se aquecida pelo calor do afeto compartilhado.

Com o passar do tempo, a coragem de se encontrarem pessoalmente começou a crescer dentro deles, apesar da distância física que os mantinha separados. Mesmo assim, alimentavam a esperança de um dia poderem se abraçar, sentir o calor um do outro e compartilhar cada momento juntos... Continuaram a tecer sua história de amor, nutrindo o sonho de que o mundo virtual se tornaria real, onde poderiam finalmente se perder nos olhos um do outro, sem filtros ou telas a separá-los.

Inserida por italo0140

⁠Na quietude noturna, as palavras fluem como melodias suaves entre dois corações distantes, mas eternamente ligados pelo olhar. A tela fria do celular se ilumina com frases carregadas de um sentimento puro, intenso, relembrando-me de um tempo em que cada encontro com teus olhos era um renascimento, uma promessa de eternidade capturada num único momento.

Tu não sabes, talvez, o poder inebriante que teu olhar possui sobre mim. É uma força que desafia o tempo e a distância, um poder que me faz sentir vivo novamente, vibrante, como se meu coração, adormecido pela rotina e o afastamento, despertasse ao menor sinal do brilho dos teus olhos.

Ah, se eu pudesse viver sob esse olhar todos os dias, não haveria amargura capaz de tocar este coração que, mesmo partido, bate mais forte ao pensar em ti. E agora, mesmo distantes, sinto como se cada palavra que trocamos fosse um passo em direção ao outro, um caminho trilhado em palavras que tentam, desesperadamente, conectar nossas almas novamente.

Essa loucura, esse desatino que me consome, tem raízes no profundo do teu olhar, que mesmo através de um simples reflexo no espelho, tem o poder de alterar todo o meu ser. Como desejo, então, que um dia, não muito distante, nossos olhares se encontrem novamente e nada mais irá importar, pois estaremos juntos, finalmente, sem barreiras ou sombras do passado. Nesse momento, será apenas você e eu, e um amor que se recusa a ser esquecido, perpetuando-se além do tempo e do espaço.

Inserida por italo0140

⁠O que você tem... que ainda me atrai? Essa pergunta ressoa na minha mente, ecoando entre os momentos que compartilhamos e as lembranças que construímos. Não é apenas o brilho dos seus olhos ou o calor do seu sorriso, embora ambos tenham o poder de iluminar meus dias. É algo mais profundo, uma conexão que transcende o tempo e as circunstâncias.

Cada conversa que temos revela uma camada da sua alma, cheia de sabedoria e gentileza. Seu jeito de ouvir, com atenção sincera, faz com que eu me sinta compreendido e valorizado. É a sua capacidade de encontrar beleza nas pequenas coisas, de enxergar o extraordinário no comum, que me cativa a cada instante.

Seu riso, tão genuíno e contagiante, é uma melodia que acalma o meu coração. E, em seus braços, encontro um refúgio onde posso ser eu mesmo, sem máscaras ou reservas. Sua força silenciosa me inspira a ser melhor, a enfrentar os desafios com coragem e determinação.

Mas, talvez, o que mais me atrai é a sua essência, essa mistura de doçura e resiliência, de ternura e paixão. É a maneira como você enxerga o mundo, com olhos que brilham de esperança e um coração que pulsa com amor. Você me lembra que, apesar das adversidades, há sempre algo pelo qual vale a pena lutar, algo que nos mantém unidos e nos faz seguir em frente.

O que você tem... que ainda me atrai? É tudo isso e muito mais. É a promessa de um futuro juntos, o conforto de um presente compartilhado e as lembranças de um passado que nos moldou. É você, simplesmente você, que continua a ser a minha escolha, dia após dia.

Inserida por italo0140

⁠Entre as sombras do desconhecido,
Onde a ausência desenha o seu traço,
Eu me perco em sonhos, tateando,
O que seria ser pai, o que seria o abraço.

Nas horas em que o silêncio é profundo,
E a dúvida murmura em seu canto sereno,
Imagino o futuro, o toque do mundo,
O calor de um vínculo, suave e pleno.

Não conheço o rosto, nem o riso,
Mas sinto a presença, um eco distante,
E em cada pensamento, um delicado aviso,
Que em algum lugar, um filho é um instante.

O que seria eu, pai, em sua história?
Um guia, um porto, um alento, um farol,
Em cada gesto, a promessa de memória,
De um amor que transcende e consola o sol.

Inserida por italo0140

⁠Entre milhas e memórias, sinto teu cheiro no vento e teu toque nas estrelas. A distância se faz presente, mas não apaga a chama do amor que em mim arde, mesmo que mil calendários passem ou oceanos se estendam entre nós.

Eu sou um viajante no tempo, um náufrago na saudade, buscando teu sorriso em cada amanhecer. Porque o que somos sem o outro senão um eco de nossos próprios sonhos?

Te amo entre o sol e a lua, entre o céu e o abismo. E mesmo que estejas a mil e quinhentos quilômetros ou a quatro anos de distância, meu coração ainda dança ao som da tua existência. E assim, sigo em frente, sabendo que um dia nossas almas se reencontrarão, como se nunca tivessem se perdido.

(06/09/2024)

Inserida por italo0140

Caminhei pelas ruas e calçadas...

Entre dias e madrugadas...


Lua em companhia...

Noites quentes...

Noites enluaradas...

Estradas prateadas...

Conheci salões cinzentos...

De muitos risos...

Poucos alentos...

Muitas loucuras...

Tantas tolas fantasias...

E no espanto do menino...

Em que tudo descortinava ...

Pude ver algumas monstruosidades...

De mentes inacabadas...

Almas vazias...

Grandes gargalhadas...

Bocas úmidas...

Que taças e copos tudo absorvia...

Perdi querendo encontrar...

O que nunca esteve por lá...

Nada contava nem tinha nome...

Eras de breu...

E o réu era eu...

Era tão fácil ser feliz ...

Mentirosas propostas ouvi...

E no sabor do vinho me corrompi ...

Hoje ainda não sei como caminhar nas ruas...

Sem estar...

Em ruas que ficaram para trás no tempo...

Sem estar ...

Esperança que aprendi com as ruínas...

Triste e lamentável fado...

Hoje...

Paz cultuo...

Na lembrança desse banco...

Aqui sentado...



Sandro Paschoal Nogueira