Encontro entre Amigos
Era tudo bom entre nós, mas o tempo foi cruel consigo, levou-a a vida, bendizendo sofra Cafuanda, morra de solidão, e faleço pensando no seu a deus, faleço porque já não te vejo em nenhum lugar, se não for em retrato que alegremente desenhamos!
Chocondona foste o nascer da minha esperança, a convicção dos meus sentimentos camufulado, enchia-me de amor, carinho, paz e puro afecto. A sua morte foi um castigo para nós, sempre te reminisceciarei, com o mesmo amor tácito que sentiamos um pelo outro, que a sua alma encontre uma vida melhor; amo-a minha alegria e esperança!
Avós e netos
Estabelecer rotinas agradáveis entre avós e netos fortalece elos de ligação afetiva , fazendo com que ambas as partes se beneficiem de um bom relacionamento .
No meu caso , quando meus netos vem me visitar eu me vejo como uma ponte para seu mundo exterior .
Saindo de um grande centro para uma visita à minha casa ,em uma pequena cidade do interior , estabelece-se um elo de ligação com uma nova realidade bastante diferente daquela a que estão habituados .
É a vida do interior , as visitas ao campo , o contato com os animais da fazenda que oferece-lhes novos conhecimentos e facilita prazeres e emoções que fogem de seu cotidiano numa grande cidade.
Eles adoram compartilhar ideias, interesses e habilidades diferentes daquelas que aprendem diariamente com os pais . Assim vamos fortalecendo nossas relações afetivas a cada visita .
Trazemos à tona alguns momentos de nossa infância , aspectos de nossa vida de estudante , brincadeiras “antigas” comportamentos e costumes de hoje e de outros tempos .
Avós oferecem aos netos a sabedoria adquirida durante a vida , histórias e modos de vida diferentes enquanto que os netos restiiuem a eles a alegria de viver estimulando-os a realizar atividades que fogem de sua rotina e desafiam o corpo a se manter ativo e a mente lúcida .
Avós que aprendem a construir pontes com os netos e também com os filhos, dificilmente vão reclamar de solidão.
Editelima/2021
ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE
Assim caminha a humanidade
Uns a nascer
mesmo entre escombros
A vida não cessa nunca
Alguns muito alegres
a curtir a folia carnavalesca,
outros no recesso do lar com todo conforto
Água filtrada , cama quente
roupa limpa , aconchego do lar
Quantos doentes , acamados
Outros a chorar
A fugir do rigor da guerra
A chorar o ente querido que perdeu
A aguardar uma vida retirada debaixo dos escombros
perdida nos entulhos da própria casa
que a correnteza levou
Assim caminha a humanidade.
Revivendo momentos melhores do passado
Vivendo o presente ,
aguardando melhores dias no futuro
Quanta alegria para uns
tanto conforto para outros
mas também quanta tristeza, quanta dor
quanta desesperança
Há um só Deus para todos .
E nos momentos difíceis é n'Ele que confiamos
Quando falha a ação humana
sabemos que só nos resta .
a intervenção Divina .
Editelima 60
Fevereiro/2023
Eu vi o vento
a brincar por entre as árvores
Eu vi o sol a espiar
o balançar do vento
Eu vi flores a desabrochar
de acordo com a intensidade do sol
Eu vi a donzela a balançar despreocupada
crianças de encontro ao vento
elas querem se apoderar do vento
ou o vento com elas quer brincar ?
Segue o desafio
o vento a ventar
crianças a correr
folhas a cair
flores a desabrochar
Sol a brilhar
E o mancebo?
Que faz ali o mancebo?
Buscando chamar a atenção da donzela
que tem o pensamento ao vento
E com ele voa para lugares distantes
Em busca de mais conhecimento
não dedica a ele
de sua atenção um instante.
*******
editelima 60/ 2023
IRMÃS
Irmãs são como rosas preciosas,
Em jardins de vida, florescem juntas,
Entre risos, memórias harmoniosas,
E laços que o tempo nunca desmonta.
Às vezes, espinhos surgem no caminho,
Feridas pequenas podem aparecer,
Mas o perfume doce e o carinho,
Fazem todo o desafio desaparecer.
Caminhar sem sua ternura, quem quereria?
Na jornada, seu amor é companhia,
Em cada passo, sua presença é alegria,
Transformando os dias em pura sinfonia.
No abraço quente, no olhar que acalma,
Irmãs são bálsamo para a alma,
São flores que, mesmo em tempos difíceis,
Mantêm-se unidas, firmes e gentis.
E assim, em cada amanhecer radiante,
Sabemos que, juntas, somos mais fortes,
Pois o amor de irmãs é constante,
Eterna beleza e gigantes suportes.
guerra das biscates
guerra dos mascates daí
guerra das gueixas, daqui
entre invasões e mortes
você ainda é meu gênio
mais ainda não realizou nenhum desejo
nessa guerra de gêneros
resta um homens branco
três mulheres mestiças
indígenas
minha criança menina
a sua criança menino
a guerra na russa, implodindo bombas
cada míssil com seus próprios erros
amando desse pesadelo
nossos traumas
são dois velhos
sem almas
eu de mim com minhas fraquezas
aprendo a ser mais forte
talvez na sequência
porque é tão só minha
essa experiência chama sorte
quem sabe um dia a gente aprende
a não cair mais na inconsequência
mais vale a dor latente
que perder essa frequência
vou encontrar seu próprio mestre
meu eu superior
superar meu amor a minha dor
nossa casa feita de pele
idéia a existência é livre
meu corpo de luz tem sete cores
sete belezas e sete amores
amor pra dar na mesa
com saudade
a sala toda acesa
candelabros de tristeza
ainda sou tua
aceita com clareza
meu amor subiu na Lua
beija meus pés de realeza
guerra de biscate
que come peixe com abacate
você mordeu meu coração com alicate
agora eu que me mate
morri
só não
literatura cura
capaz da minha alma obscura
traz luz às palavras da minha loucura
escrevo sem parar até meu amor por você acabar
PEIXES VOADORESSE AFOGANDOS
NO TEDIO
entre tantos robalos e tubarões no mundo
eu escolho amar você um bagre
teratista colecionador de olhos fritos lisos
esfriou meus pés
da cintura pra baixo
morri para ele
cinza nuvem de rancor
em alto mar não é amor
nevou no verão
jamais calcularia tanta frieza
ou destreza na força
de menino que um dia sonhou
tanto ter e tinha tudo que não cabia
uma montanha de prantos
os peixes voaram do aquário do jaguar dourado
o cozinheiro de cookes que um dia matou sua família
de peixes e foi ao teatro
eu não estou falando do Neville
que sentou no poodle
estou contando a história de
um faxineiro
homem viu
Tadinha da Neide
sei o que seios que não seios nem quero saber mas seios
genioso faxineiro fez tudo limpou a casa jogou fora
tudo sem pudor sem se importar se era real
me contou que fez macumba
ai que medo
meu santo é forte meu pai é Xangô
faz me valer com as armas de Jorge
e espada de Iansã
meu Buda Vixnu
e Pai de Santo vão te vencer
seu EXU
pois eu não ando só
e com elas eu fecho o seu ciclo de Rei
rebaixado caro ignóbil perdeu tudo o mar não está pra pássaro
nem o céu para peixe
PEIXES VOADORES AFOGADOS NO TEJO
A principal diferença entre justiça e vingança reside nos seus objetivos e métodos.
A justiça busca uma reparação justa e imparcial, baseada em critérios legais e proporcionais, enquanto a vingança é motivada por emoções pessoais, como raiva e desejo de retaliação, podendo levar a consequências desproporcionais e fora de controle.
Enfrento uma batalha entre o que eu quero e o que eu sei.
O que quero é você.
O que eu sei é que não é possível.
Há uma imensa diferença entre quem pensa e escreve, e entre quem copia textos e pensamentos alheios, sem dar crédito ao autor.
Eu, quando escrevo algo sobre a conduta dos homens, geralmente faço de modo universal, sem apontar minha pena para quem quer que seja, desta forma ninguém poderá me acusar de plágio leviano, nem dizer que estou a enviar recado para algum desafeto. Isto deve ser pelo fato de que, escrever tem sido meu ofício, e continuará sendo enquanto eu respirar.
Escrevo porque preciso me sentir vivo e capaz de contribuir com meu pensamento e análise sobre muito temas, contudo, não posso ter opinião sobre isto o aquilo, pois sempre incorrerei no risco extremo de ser injusto, pela complexidade dos assuntos em voga.
Me coloco sempre no centro da neutralidade, não é porque penso e escrevo que tenha o direito de ofender àqueles que possuem suas opiniões formadas sobre as coisas ou sobre pessoas.
É bom nunca esquecermos, talvez da única verdade absoluta que existe: Quem têm certeza, não raro, são pessoas questionáveis e perigosas, propensas a cometer equívocos e injustiças. Também são elas que gostam de se apropriar das ideias de outros e de publicar, como fossem decretos morais.
Eternidade, delírio da razão....
Quem salvará o homem do abismo
do silêncio que há entre o tudo e o nada?
A arte, a fé, ou o absurdo do não crer?
O que nos resta é a beleza
com o seu encantamento desmedido
a poesia irreprimível
do riso gratuito das crianças.
Se tudo isto nos faltar
apelemos para o amor
e para amizade...
Mas não esqueçamos
que sem o delírio da razão
não poderá existir
... eternidade.
Entre o belo e o absurdo
entre o belo e o absurdo
mora o silêncio, orquídeas
margaridas e hortênsias
de um jardim esquecido.
entre o belo e o absurdo
há dois caminhos, duas escolhas
um homem e uma mulher
uma porta aberta e um criado mudo.
entre o belo e o absurdo
há um arco-íris e um temporal
um desejo ardente, agridoce
uma fome santa, de mel, de sal.
entre o belo e o absurdo
há música de Wagner
delicadeza de Chaplin
e a poesia o mundo.
entre o belo e o absurdo
há cinzas de uma história
perdida, lágrima de sangue derramada
e uma taça de vinho a ser bebida.
Entre o Céu e o Inferno
Caso existisse céu ou inferno para o poeta
como seria sua chegada em ambos?
Depois de ser dispensado pelo secretário do diabo, o poeta foi ao céu.
No céu, um secretário de Deus lhe perguntou:
- Então o que foste na terra?
- Fui poeta, não fiz muita coisa. Apenas alguns poemas, amei algumas mulheres, bebi um bocado, mas nunca fui escravo de homens nem de Deus. Nunca roubei, nem feri um semelhante, mas não sou bom o bastante para merecer o céu, por isso fui primeiro ao inferno, contudo o diabo desprezou-me.
O Secretário de Deus, ponderou todo assunto e mandou que o poeta aguardasse um instante, pois iria consultar uma entidade superior, para saber se aceitaria ou não o poeta.
Voltando da consulta ao seu chefe imediato, o secretário perguntou:
- Então poeta,o que veio fazer no céu se nunca rezou para Deus nem para um dos seus santos?
- Não sei exatamente o que procuro no céu, devo ter me equivocado, o céu não me parece ser um bom lugar para se fazer poesia. Contudo, eu estava à toa por ir, portanto quis conhecer como vivem as pessoas no céu e no inferno.
- Entre todos que aqui estão, não se encontrar sequer um poeta do teu nível, aqui não é lugar para céticos, devo lhe dizer que também não será aceito entre nós.
o poeta deu meia volta, se retirou do recinto sagrado, da porta do céu, mas quando ia se afastando, ouvi uma voz lhe gritar pelo nome:
- Poeta, poeta, venha comigo, vou lhe mostra uma terceira opção, um lugar feito apenas para receber os poetas, um lugar entre o céu e o inferno, entre o bem e o mal.
O poeta seguiu a voz, depois sumiu num vendaval que passava todos os dias para recolher os poetas que eram dispensados por Deus e pelo diabo.
Evan do Carmo
às 18h do dia 29/05/2016
