Encontro entre Amigos
Não se iluda, vivemos no inferno, entre outros inúmeros infernos, mas esse inferno físico ainda pode deslumbrar a luz num mundo de trevas, despertar o Cristo em nós, no silenciar do deserto interior, confrontando nossos monstros e demônios ocultos e manifesto por intermédio do próprio homem. O que vives aqui será a extensão das consequências futuras tanto dos céus como dos infernos. Então busque agora e incessantemente a redenção de tua alma por intermédio do Cristo, aquele que sempre permaneceu hóspede de sua alma, por quase toda vida ignorado no quarto mais escuro e distante do seu Eu soberbo e embriagado, que prostituía sua alma com prazeres efêmeros, te iludindo e acorrentando cada vez mais, perdendo toda a sua dignidade de ser humano, de imagem e semelhança de Deus, para se tornar a mais tola e bestial das feras monstruosa, num círculo vicioso e infernal que te arrasta para um inferno sem volta.
Personalidade: O traço mais forte
"Existe uma forte relação entre sua personalidade com os momentos que dão certo ou não, porém existem escolhas pós tal situação que determinam o fracasso. Uma delas é acreditar que os outros estão certos em dizer que você precisa mudar para dar certo e a outra é aceitar que o que não deu certo não se encaixa em você e então continuar sendo você e terá êxito no que realmente lhe representa." (Guilherme Del Seron)
Citando em conjunto Fernanda Montenegro que disse: "Se você der certo, você é o herói da família, se você não der certo você é um maluco, uma maluca, um artista, e dirão: Agora fulano deu para ser artista. Agora se você der certo você é o rei da cocada preta. (Para que serve um artista?) Para confortar, eu acho que a arte é o que mais conforta o ser humano."
Citação de Caetano Veloso: "Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é."
Em resumo eu apenas defendo a personalidade como forma única de ser, o contrário é constante uso de mascara social. Dar errado ou certo, é viver a si mesmo, exclusividade necessária, afinal se não há nenhum ser humano com traços biométricos e biológicos como os seus, você é ímpar, viver como tal é importante. (Guilherme Del Seron)
Quando você estiver em um conflito interior entre ter paz ou razão, busque sempre o caminho da paz sobre todas as coisas. A justiça pertence a Deus, somente Ele poderá retribuir de uma forma plena e eficaz a todos os que nos perseguem.
Entre eu e você, um abismo a transpor,
Barreiras necessárias, desafios a enfrentar,
O amor incondicional, a meta a alcançar,
Nas provas da vida, seu verdadeiro valor encontrar.
Caminhos tortuosos, corações a curar,
Respeito, compreensão, é preciso cultivar,
Amar além das falhas, dores a transformar,
Só assim o amor verdadeiro poderá se revelar.
Pacientes e persistentes, devemos caminhar,
Quebrando muros, sem nunca desistir,
Construindo pontes, para juntos superar,
As barreiras do ego, para o amor revelar.
No silêncio das palavras, a verdade se mostrará, Na conexão das chamas, a sintonia está no ar, o amor incondicional enfim encontrará, Transcendendo os limites, para unidos ficar
Em um só coração.
Paula Ingrissy
No silêncio da simplicidade, ouvimos a felicidade sussurrar segredos entre sorrisos tímidos, que o ruído do mundo tenta abafar.
Tu superarás o vício da carne, recuperarás ti mesmo, mas somente quando você estiver entre a morte e a destruição.
Carta para N.S.L.
A verdade é que nunca houve amor entre nós. Não de sua parte, pelo menos. Você não me amou quando cruzamos fronteiras e paisagens juntos, nem quando arriscamos construir um lar compartilhado. Você não me amou quando o caos engolia o mundo, nem quando dividimos o mesmo teto. Eu nunca fui sua âncora, nunca sua família. Para você, eu não passava de uma distração conveniente, uma relação transitória para curar feridas de outro tempo. Você amou outros, mas a mim... a mim você apenas utilizou. Sugou-me, sobretudo, emocionalmente, como quem busca tapar o vazio deixado pela ausência de um pai, como quem tenta desesperadamente preencher buracos de uma autoestima quebrada. Talvez, no máximo, você tenha amado o reflexo do que eu te oferecia: minha dedicação, minha ternura, meu zelo. Mas amar a mim, ao meu eu mais genuíno, isso você nunca fez.
Eu, ao contrário, amei você em sua inteireza. Amei até as rachaduras da sua personalidade, os seus muitos defeitos, as suas sombras. Agora, olhando para trás com o olhar frio da razão, percebo que deveria ter encerrado essa história muito antes. Deveria ter abandonado tudo naquela fatídica tarde na estação de trem em Veneza, quando você despejou sua amargura em mim. Ou nos momentos em que você, sem motivo, se recolhia à sua frieza cortante. Ou, quem sabe, nos anos em que eu não podia expressar nem um pensamento sem que você revelasse seu lado mais cruel, mais insuportável. No fundo, eu sabia. Naquele dia em que a verdade queimou como um grito preso na garganta, eu me perguntei — e a resposta agora é cristalina — sim, você é um monstro. Um monstro não apenas em alma, mas um ser cuja maldade se reflete agora em sua face, corroendo-a lentamente.
Você viveu atormentada pelas dúvidas sobre seu propósito, mas devo admitir: encontrou sua vocação. Você é uma mentirosa extraordinária. Uma ilusionista perfeita. O que você fez comigo, transformando amor em ruína, é prova disso.
Não desejo sua queda, mas tampouco desejo sua ascensão. Para você, não guardo nem o menor vestígio de querer — nem bem, nem mal, nem absolutamente nada. Esta carta é apenas um exorcismo, um ato de purgar as memórias pútridas que você deixou impregnadas em mim, uma tentativa de varrer sua sombra de minha mente.
Dedico estas palavras em memória de alguém que um dia foi meu porto seguro, um amigo que confiava sem reservas, brutalmente traído por quem mais deveria protegê-lo. Descanse, querido amigo, embora seu legado seja agora enterrado junto com a mágoa de sua partida.
*13/04/2019
+13/06/2024
É uma ironia que chega a doer como faca: você partiu no mesmo dia em que chegou ao mundo, ambos marcados por um número que pareceu persegui-lo como uma maldição. Que o número 13, tão presente em sua história, não cruze mais meu caminho como cruzou o seu.
Que o destino leve para longe sua lembrança, e que o vazio que você deixou, ainda que enegrecido, seja minha liberdade.
"A diferença entre uma pessoa inteligente e sábia e uma pessoa tola e medíocre está na maneira como ela se vê interiormente. O sábio procura ocupar seu tempo com tudo aquilo que lhe trará crescimento e edificação, já o tolo desperdiça seu tempo com coisas exteriores que o deixam cada vez mais vazio."
Tem gente que quer fazer crer que o mundo se divide entre Corinthianos e Não-Corinthianos! Quando, na verdade, ele é um pouquinho maior.
Bailar entre os destroços
Somos feitos de pedaços,
e não há como negar.
Estamos neste espaço belo,
cheios de pessoas raras,
mas o mundo? O mundo está em ruínas.
Seja aqui, na Palestina,
ou na solidão das nossas almas,
o peso é difícil de carregar.
A arte não ergue paredes,
não reconstrói cidades,
mas ergue o instante.
E isso já basta.
Estamos aqui
para encontrar um compasso
no caos,
para dançar entre os destroços
sem sufocar na poeira.
Cada qual com suas mãos.
O médico luta contra o tempo,
o professor contra a ignorância,
e nós? Nós salvamos o instante,
um respiro,
um sorriso,
uma fagulha que brilha
na escuridão de alguém.
E isso, meu amigo,
já é o bastante.
Gino Pedro
Quero amar-te, mas há um muro entre nós,
Erguido de dúvidas que tu mesma construíste,
Teu coração é um campo de dúvidas, onde a voz
Se perde nas incertezas, e o medo persiste.
Te quero de um jeito tão simples, tão claro,
Mas há sempre algo que te impede de ir,
E cada gesto meu se desfaz em desespero raro,
Como uma chama que quer arder, mas não pode existir.
Te olho e vejo um reflexo em pedaços,
Onde os "sim" se confundem com os "talvez",
Teu sorriso é um enigma, com mil abraços,
Mas o que me chega é um eco de incertezas, a se perder.
Quero te dar tudo, sem restrições, sem barreiras,
Mas em teus olhos vejo a indecisão a pesar,
Te amo, mas não sei se me deixas entrar nas fronteiras,
Ou se meu amor é só uma ponte a desmoronar.
E é estranho esse querer que insiste em me queimar,
Um amor que tenta, mas não sabe como se fazer,
Porque te amo, mas o medo de te perder me faz parar,
E o teu "não sei" é um abismo que não posso entender.
Mas mesmo assim, continuo aqui, te esperando,
Com um amor que não exige e não cobra,
Pois sei que amar-te é só isso: ir aos poucos, andando,
E talvez um dia, teu "sim" se faça, sem demora.
Entre Cinzas e Memórias
(Inspirada em Snuff - Slipknot)
Enterre seus segredos na minha pele,
Deixe-me com os pecados que carrego.
O amor que foi pureza, agora fere,
Rasgando a alma num lamento cego.
Os dedos tocam, mas não sinto o calor,
Somente o vazio que você deixou.
No eco do adeus, ressoa a dor,
Da promessa quebrada que se calou.
Eu fui refém da sua escuridão,
Perdi-me em labirintos sem saída.
Amei-te mesmo na destruição,
E morri em cada parte perdida.
Mas sou a chama que insiste em arder,
Mesmo que o vento tente apagar.
Entre cinzas, aprendi a viver,
Ainda que nunca consiga te amar.
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