Encontro entre Amigos
Dentre as flores que já vi,
Tú és aquela que desperta-me maior interesse entre elas,
Admiro-te as folhas, belas como pérolas,
Suas pétalas exalam o perfume que não sai da minha cabeça,
Minha vida pede a flor, mas por que me deste rancor?
Perdoa-me logo, não vivo mais sem o aroma a sua alma,
Volte para mim, para assim,
viver-te flor da minha vida.
Tom e Leo
Entre todos os tons do mundo
Gostei de alguns, amei, me apaixonei por outros
Muitos ainda nem conheço
Não sei que tons a vida me reserva
E nem a quem o destino me leva
Não sei que tons ainda mereço
Ou se por algum ainda enlouqueço
De todos os tons do mundo
Senti alguns, envolvi-me, mergulhei em seus sons
Feito notas musicais, vivas e fortes
Alguns tons eu deixei, seus acordes eram frios
E a outros me entreguei, como água que corre e se oferece ao rio
E o vento que leva, trouxe-me um tom, desejou-me sorte
E por esse tom sou capaz de amá-lo até a morte.
Por todos os tons do mundo
Que serão, tocados, amados, sentidos
O meu tom encontrei, tom tão esperado
E quem tons procura, que não veja o meu!
Que o vento me trouxe, e me sinto tão seu!
Que o acorde do amor, esse som tão sagrado
Eternize a canção “Tom e Leo” – apaixonados!
Vivendo entre vontades e desejos, esperanças e medos, aqui estou;
Alegrado pelos sonhos, aniquilados pela realidade;
Sempre feliz com Deus, triste com a sua criação;
Em meio a tantas pessoas, fico intimo da solidão;
Algumas pessoas levando na boa, me tiram o coração;
Minha filha oh meu Deus, abençoa, pois aquela que a pegou não tem alma não...
Como o vento que sempre é constante na minha vida, como as águas do mar que se agitam entre as rochas é igual o meu amor por você
Como o vento que sempre é constante na minha vida, como as águas do mar que se agitam entre as rochas é igual o meu amor por você.
Eu tinha um tênis Chinesinho, sonho de consumo de nove entre 10 crianças Cambojanas, alta tecnologia braçal-escrava mandarim, acabamento impecável... O único que não dá chulé, pois já vinha fedendo.
O que restou de nós? Entre nós restou aquele velho silêncio, aquela velha distância e aquela velha saudade.
A Lua e o Menino
Por entre séculos de fidelidade,
A Lua em órbita com a Terra,
Sonhava que seria assim pela eternidade.
Serena, pequena, alva entre a serra...
A espera involuntária de seu amor...
Pelo instante mágico do entardecer,
Sentindo nas entranhas, desejo e calor
À espreita, um novo encontro ao amanhecer.
Eis que, percorrendo seu caminho
Melancólica, acolhida apenas pelas estrelas,
Percebe o olhar apaixonado de um menino,
Curiosa, lança-lhe seus raios e o delineia.
Nunca vira tanta ternura...
Nos gestos, doces movimentos
No olhar, amor verdadeiro e sem mesura,
Nos lábios, palavras com intenso sentimento.
Vacila mediante tal menino,
Receosa do que seria irrepreensível,
Continua sua órbita, o seu caminho,
E procura esquecer o inesquecível.
Tornara a vê-lo na noite a seguir
E sem perceber, já estava em seus braços,
Fitando-o nos olhos, sem vontade de fugir
Pondo-se a girar e dançar como pluma no espaço.
A Lua iluminou o menino com sua ternura,
Como se estivesse dedilhando sua face,
Amaram-se noite inteira com tanta doçura
Que não havia motivos para que se afastassem.
Permanecera noite por quatro dias,
A calma translúcida dos beijos,
Dando ao menino tudo o que pedia,
Recíprocos todos os sentimentos e desejos.
As estrelas foram o leito dos amantes
Os anjos tocaram suas harpas,
As fadas profetizaram um amor constante,
A noite, encobriu todas as marcas.
Foram quatro noites de muito amor
De entrega suprema, desejos infinitos...
Mas o mundo começou a ficar alvoroçador,
Com os fatos por eles esquecidos.
O mar invadiu continentes,
As plantas começaram a morrer
As pessoas ficaram doentes,
O Sol ameaçou a desaparecer.
Enfim... Ela precisou voltar para seu destino,
Voltou a girar pela Terra, como se fosse seu túmulo
Despediu-se de seu amado menino,
Ficou com o olhar distante e sem rumo.
Todas as vezes que a Lua está em cheia,
Vem se banhar na lagoa azul por entre as montanhas,
Permanece a espera de seu amado que não chega,
Soluça lágrimas que se convertem em orvalho pela manhã.
Essa... que envia beijos em forma de sereno,
Carinho em forma de breve vento,
Olhares ternos e soluços amenos,
Guardará por toda a eternidade, seu amor... em pensamento.
Estou com medo! De está entre serpentes e escorpiões. Os seres humanos vivem sem amor e nos costumes dessa sociedade, é necessário que se produza esperança e contemple a paz.
Hoje percebi que algumas pessoas olham seu próximo cair e sentem vergonha de ajudar esse ser, a levantar. Será que ainda se sente frágil á ponto de não dar a mão? Mas precisamos confiar sem medo de erra mesmo que uma vez ou outra nós na imensidão do mundo fiquemos decepcionados. A vida mostra que somos mais felizes, quando não temos medos de ser felizes.
"Vejo alguma relação fundamental entre a existência humana e os problemas, haja vista que quando não os possuímos, os inventamos."
