Encontro entre Amigos

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Entre todas tu és a mais bela FLOR...
Em ti derramarei todo o meu AMOR...
Sem sentir que o tempo vai PASSAR...
Por que com muito carinho vou te REGAR...
Pois tu és a mais linda do meu JARDIM...
E eu te quero sempre perfumada para MIM...

Não há nada neste mundo...
Que existe de mais profundo....
Do que a amizade entre nós dois...
Não importa o agora ou o depois...
Sempre que vem a vontade...
E junto também a saudade...
Tu existe em minha mente....
E quando o meu coração sente....
Ele pulsa incessante....
Pra me dizer que bem distante...
Existe alguém especial pra mim...
E por tanto foi assim...
E então eu te mando este verso...
Dizendo ao universo...
Que minha amizade por ti não te fim.

ENTRE RELÂMPAGOS E TROVÕES A CHUVA TRÁS FELICIDADE AOS NOSSOS CORAÇÕES!

Ao abrigar-me da tempestade que caiu aqui, aproveitei o instante para escrever alguma coisa, por ex: Entre relâmpagos e trovões, Deus está mandando muita paz e amor aos nossos corações, abençoando assim o nosso amor. No entanto esta chuva que fortemente cai e rola pelas ruas é o símbolo da nossa felicidade.

Entre o céu a terra e o inferno, eu prefiro a terra como presente e o céu como futuro. O inferno para quem o merece.

Um jogo de azar


Entre um copo e outro
De uma bebida qualquer
Suas lágrimas escorrem…
Sozinhas se secam


Através da água
Encara a dura ausência
De quem devia estar com ela


Seu corpo cai no abismo da escuridão
Sem conseguir aceitar ajuda
Pois só sabia dizer “não, não, não"


Uma pressão forte em seu braço
A puxa para realidade
Ela percebe enfim
Sua traição consigo mesma


Já não tinha mais tempo
Sabia que era uma aposta perdida
Um jogo de azar que não podia ganhar


Entre um gole e outro
Pensava em seu lance final
Mas despedidas não eram seu forte
E este era um jogo
Que ela gostaria de nunca ter jogado

Entre mil homens, mulheres, não conheci nenhuma.

A virtude é construída na constância e a constância no equilíbrio entre os diversos fatores e áreas da vida.

O respeito é o limite tácito e justo entre duas liberdades;
um pacto social de não invasão.

O amor é uma junção entre o cérebro e o coração.
É uma mistura de dança,poesia e canção.

No início, o silêncio dançou,
entre o nada e o tudo se criou.
A palavra, som não dito, brotou,
e a luz oculta em faíscas brilhou.


Do ponto surgiu a linha infinita,
o Nome esculpido no tempo, bendito.
Quatro letras, sopro eterno da vida;
e no sopro, o mistério não dito.


Yod é a chama que nunca se apaga,
Hei é o ventre onde o cosmos repousa.
Vav, a ponte que une o céu e a estrada;
Hei final, a vida que floresce formosa.


Ó viajante, que busca o segredo,
no coração a chave do Todo está.
No reflexo da alma, o espelho do Éden,
e o Tetragrama em seu ser pulsará.

Entre as coisas mais semelhantes é onde é mais bela a ilusão: porque é sobre o abismo pequeno que se torna difícil lançar uma ponte.

⁠Só um ser de intermissão, situado entre a besta e Deus, dotado de ignorância, mas ao mesmo tempo sabedor dessa ignorância, sente-se impelido a sair dela e vai, em dinâmico disparo, tenso, ansioso, da ignorância até a sabedoria. Esse ser intermediário é o homem.

José Ortega y Gasset
O que é Filosofia? (1929).

⁠É de importância capital para o tratamento o fato de que se estabeleça ou não uma boa relação entre o médico e o paciente. Caso não se crie um relacionamento natural e de confiança dentro de um curto espaço de tempo, é melhor que o paciente escolha outro médico.

Carl Jung
Psicologia do inconsciente. Petrópolis: Vozes, 2013.

⁠Estou entre os que acreditam que não existem limites biológicos para a burrice.

Para os homens, o lugar do mistério está entre as pernas das mulheres.

Luiz Felipe Pondé
Pensando em Nelson Rodrigues, apenas imorais e neuróticos verão a Deus. Folha de S.Paulo, 1 fev. 2026.
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A diferença entre um ditador e a maioria anônima é questão de grau. A tentação autoritária, em rigor, não está fora de nós. Está em nós.

''Se for para escolher entre me curvar ao mundo ou permanecer de pé diante de Deus, que o fogo seja testemunha da minha fidelidade.''

Entre o Silêncio e a Luz

Há retratos que não revelam um rosto,
mas desvendam uma alma.

Na quietude de um quarto envolto em sombras suaves,
alguém ergue a câmera, não para capturar o mundo,
mas para encontrar aquilo que o mundo não vê.

O instante parece comum:
uma manhã qualquer,
um tecido repousando sobre os ombros,
a luz atravessando a janela sem fazer alarde.

Mas a beleza verdadeira nunca chega fazendo ruído;
ela se acomoda devagar nos detalhes.

Há cansaços escondidos sob a delicadeza,
histórias guardadas entre os fios dos dias,
lembranças que aprenderam a permanecer em silêncio
para não interromper o curso do tempo.

E, ainda assim, existe uma força:
uma força que não grita,
não disputa espaço,
não precisa provar nada.

Ela habita os corações que continuam a acreditar,
mesmo depois das despedidas,
mesmo após os sonhos adiados,
mesmo quando a vida exige coragem
para recomeçar sem garantias.

A lente aponta para fora,
mas acaba revelando o interior.

Porque toda mulher que aprende a sobreviver às próprias tempestades
carrega no olhar uma espécie rara de luz:
aquela que não vem do céu nem do sol,
mas das cicatrizes transformadas em sabedoria.

Talvez seja isso que torna certos momentos eternos:
não a perfeição da imagem,
mas a verdade escondida nela,
a capacidade de permanecer inteira
num mundo que tantas vezes tenta fragmentá‑la.

E enquanto o tempo segue seu caminho inevitável,
ela permanece ali, entre o silêncio e a luz:
colecionando instantes,
costurando esperanças,
transformando ausências em poesia.

Porque algumas pessoas não atravessam a vida apenas vivendo,
elas atravessam‑na iluminando.
E, sem perceber, tornam‑se a mais bela fotografia
que o próprio destino foi capaz de revelar.

A humanidade admite muitas loucuras feitas por amor entre os homens, porém rejeita as loucuras feitas por amor à Deus.

Entre Algoritmos e Silêncios Humanos


A modernidade chegou sem bater na porta.


Entrou, se acomodou e começou a reorganizar tudo como se sempre tivesse sido a dona da casa.


Agora ela atende pelo nome de inteligência artificial.


Pensa rápido.


Responde mais rápido ainda.


Escreve, calcula, cria, sugere, corrige, aconselha e, em muitos casos, até parece entender aquilo que o próprio ser humano já não sabe mais explicar.


E o homem, curioso como sempre, ficou olhando esse espelho novo.


Primeiro com desconfiança.


Depois com encantamento.


E agora com uma mistura perigosa de dependência e admiração.


Mas no meio dessa era acelerada, algo estranho começou a acontecer.


Quanto mais as máquinas falam, mais algumas pessoas se calam.


Não porque não tenham o que dizer.


Mas porque começaram a escolher cuidadosamente onde ainda podem ser humanas sem serem julgadas.


Existe hoje uma espécie de cidadão invisível.


Ele trabalha.


Ele pensa.


Ele sente.


Ele observa.


Mas fala pouco.


Muito pouco.


Não porque seja vazio, mas porque aprendeu que cada palavra pode virar sentença.


No mundo digital, tudo é opinião imediata.


Tudo é análise instantânea.


Tudo é julgamento em tempo real.


E a verdade, quando aparece sem filtro, costuma incomodar mais do que esclarecer.


Por isso muitos preferem o silêncio.


Outros preferem a máscara.


E há aqueles que vivem divididos entre o que são e o que precisam parecer ser.


Enquanto isso, a inteligência artificial avança.


Organiza o caos.


Simplifica o complexo.


Responde o que ninguém quer pensar com profundidade.


E, de certa forma, começa a ocupar o espaço que antes era reservado às conversas demoradas, aos debates de esquina, às reflexões imperfeitas, mas profundamente humanas.


O mundo moderno virou uma grande vitrine.


Todo mundo se mostra.


Poucos se revelam.


As redes sociais transformaram a vida em palco.


E o palco exige personagem.


Por trás das câmeras, porém, existe um ser humano cansado de interpretar.


Um pai que não sabe mais como educar sem ser questionado.


Uma mãe que tenta equilibrar tudo enquanto o mundo exige perfeição.


Um professor que ensina sob pressão de sistemas que mudam mais rápido do que a compreensão humana.


Um jovem que busca identidade em meio a diagnósticos, tendências e rótulos que aparecem e desaparecem com a mesma velocidade de uma notificação.


E todos, de alguma forma, dialogam com máquinas que parecem entender mais do que pessoas.


Mas será mesmo entendimento?


Ou apenas processamento eficiente de palavras?


Enquanto a tecnologia avança, cresce também um fenômeno silencioso.


O medo de ser julgado.


O medo de ser mal interpretado.


O medo de não se encaixar.


O medo de não parecer atualizado.


O medo de não estar “correto” segundo padrões que mudam o tempo todo.


E assim, muitos vão se recolhendo.


Se escondem em conversas curtas.


Em respostas neutras.


Em opiniões diluídas.


Em versões editadas de si mesmos.


A moralidade, que antes era vivida no cotidiano, agora muitas vezes é performada.


Há quem fale de valores com perfeição nas redes, mas não consiga praticá-los na vida real.


Há quem defenda respeito, mas não escute ninguém.


Há quem pregue empatia, mas não pare para olhar o outro na calçada.


O mundo ficou sofisticado na fala, mas às vezes pobre na prática.


E nesse cenário, a inteligência artificial surge como companhia confortável.


Não julga.


Não se ofende.


Não se cansa.


Não abandona.


Mas também não sente.


E é aí que mora a grande contradição.


Porque, ao mesmo tempo em que buscamos respostas perfeitas, sentimos falta das imperfeições humanas.


Da conversa sem filtro.


Da discordância sincera.


Do erro que ensina.


Do silêncio que acolhe.


Do olhar que entende sem necessidade de palavras.


As pessoas reais ainda existem.


Elas estão aí.


Nas casas simples.


Nos corredores das escolas.


Nos ônibus lotados.


Nas filas longas.


Nos trabalhos exaustivos.


Nas noites silenciosas em que ninguém vê.


Mas muitas delas estão escondidas.


Não por ausência.


Mas por proteção.


Proteção contra o julgamento.


Contra a exposição.


Contra a exigência de parecer sempre bem resolvido.


Contra um mundo que cobra presença constante, mas oferece pouca escuta verdadeira.


E assim seguimos.


Conectados com tudo.


Desconectados de muitos.


A inteligência artificial aprende com dados.


O ser humano aprende com dores.


A máquina responde em segundos.


O humano amadurece em anos.


A máquina não erra por emoção.


O humano, muitas vezes, só aprende porque errou sentindo.


Talvez o futuro não seja uma disputa entre homem e tecnologia.


Talvez seja um convite à reconciliação.


Um lembrete de que nenhuma máquina, por mais avançada que seja, substitui o valor de uma conversa genuína entre pessoas que ainda se permitem ser imperfeitas.


Talvez o verdadeiro desafio da modernidade não seja criar sistemas mais inteligentes.


Mas resgatar seres humanos menos escondidos.


Menos julgados.


Mais presentes.


Mais reais.


E quem sabe, no meio de tanta conexão digital, ainda sobre espaço para algo antigo e insubstituível:


A simples coragem de ser humano.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa