Encontro entre Amigos
“Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia.
William Shakespeare”
PENSANDO
Assim o ato de pensar é imperfeito, pois o objeto que o realiza é um objeto imperfeito.
Nós queremos o “certo”, tendo que aprender a conviver com o “erro”.
Isso também é estudo cientifico.
Estudo dos limites da compreensão.
Estudo das consequências dos defeitos do entendimento.
Todos eles têm nomes de ciências e subdivisões da ciência.
Estudo da limitação da expressão de ideias filosófica ou de seu entendimento em forma de uma língua já existente.
Tantos Vieses, que usualmente é preciso um pouco de boa vontade. E realmente tentar entendes as razões por de traz das razões.
Defina Deus. Defina superstição. Eles têm as mesmas funções para serem derivadas na mesma figura de linguagem?
Definições e razões.
Quando um homem olha o céu ele se pergunta por que chamamos todos os pontos brancos de estrelas?
Ai vem alguém apaixonado e coleciona algumas como planetas.
O que cada um fez com isso carrega sua razão.
Ai então surgem varias figuras:
Há os críticos, há professores e há os alunos.
Há a verdade que não é uma, são muitas e todas têm o seu lugar.
O que é o ser culto se não aquele que pode entender varias verdades, seus limites e suas qualidades.
Dante Locateli
O limite entre o veneno e o remédio é bastante tênue, os gregos chamavam a ambos de Pharmacon.
A fronteira entre ser louco e ser gênio na verdade é uma linha imaginária, por varias vezes na vida passamos de um lado para o outro.
Há momentos em nossa vida que precisamos escolher entre manter "amizades" fingindo ser quem não é ou deixar eles partirem apenas sendo você.
Por muito tempo escolhemos nos inibir ao máximo, aceitar ao máximo.. nos calar ao máximo, pois achamos importante ter algumas pessoas do passado no presente e futuro. Então entendemos que quando você cresce você muda, e as vezes muda tanto que deixa de se encaixar no antigo rebanho... amigos de infância são importantes, mas não vale o auto- sacrifício. Então quando ouvir "você era mais legal" ou "quando você ficou tão antipática?" saiba que você não deixou de ser legal ou ficou antipática. Você só está na companhia errada. Nietzsche disse "nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo".
Garantias no amor
Como é fácil destruir o que amamos! Com que rapidez surge uma barreira entre nós, uma palavra, um gesto, um sorriso! A saúde, o humor e o desejo nos entristecem e o que era maravilhoso torna-se insípido e opressivo. Pelo uso, nós nos desgastamos, e aquilo quer era vivo e claro torna-se cansativo e confuso. Por meio de constantes atritos, esperanças e frustrações, aquilo que era belo e simples torna-se terrível e cheio de expectativas.
Relacionamentos são complexos e difíceis, e poucos conseguem sair deles ilesos. Embora quiséssemos que fosse estático, duradouro e contínuo, o relacionamento é um movimento, um processo que deve ser profunda e completamente entendido, e não forçado a se conformar a um padrão interno ou externo. A conformidade, que é a estrutura social, perde seu peso e autoridade somente quando há amor. O amor no relacionamento é um processo purificador, pois revela os mecanismos do Eu. Sem essa revelação, o relacionamento tem pouca importância.
Mas como lutamos contra essa revelação! A luta assume muitas formas: controle ou submissão, medo ou esperança, ciúme ou aceitação e assim por diante. A dificuldade é que nós não amamos; e se nós de fato amamos, queremos que isso funcione de uma forma particular, não lhe damos liberdade. Nós amamos com nossas mentes e não com nossos corações. A mente pode se modificar, mas o amor, não. A mente pode se tornar invulnerável, mas o amor não; a mente pode sempre se retrair, ser exclusivista, tornar-se pessoal ou impessoal. O amor não é para ser comparado e tolhido. Nossa dificuldade está naquilo que chamamos de amor, que é realmente da mente.
Enchemos nossos corações com as coisas da mente e mantemos nossos corações sempre vazios e cheios de expectativas. É a mente que se apega, que é ciumenta, que controla e destrói. Nossa vida é dominada pelos centros físicos e pela mente. Nós não amamos e deixamos em paz, mas ansiamos por ser amados; nós damos a fim de receber, que é a generosidade da mente, não do coração. A mente está sempre buscando garantia, segurança; e pode o amor ser garantido pela mente? Pode a mente, cuja própria essência é temporal, perceber o amor, que é sua própria eternidade?
Mas mesmo o amor do coração tem seus próprios truques; pois corrompemos tanto nosso coração que ele é hesitante e confuso. É isso que torna a vida tão dolorosa e cansativa. Em um momento nós achamos que temos amor e no próximo ele é perdido. Aí entra uma força imponderável, que não é da mente, cujas fontes não podem ser sondadas. Essa força é mais uma vez destruída pela mente; pois nessa batalha a mente, invariavelmente, parece ser a vitoriosa. Esse conflito dentro de nós mesmos não será resolvido pela mente astuta ou pelo coração hesitante. Não há um meio, uma maneira de fazer esse conflito terminar. A própria busca por um meio é outro anseio da mente por domínio, para livrar-se do conflito e ficar tranquila, para ter amor, para tornar-se algo.
Nossa maior dificuldade é estar ampla e profundamente atentos ao fato de que não existem meios para o amor como um objetivo desejável da mente. Quando entendemos isso real e profundamente, há uma possibilidade de receber algo que não é desse mundo. Sem o toque desse algo, façamos o que quisermos, não poderá haver felicidade duradoura no relacionamento. Se você receber essa graça e eu não, naturalmente estaremos em conflito. Você pode não estar em conflito, mas eu estarei; e em minha dor e tristeza eu me desligarei. A dor é tão exclusiva quanto o prazer, e até que exista aquele amor que não seja uma construção minha o relacionamento será dor. Se houver a bênção daquele amor, você nada poderá fazer a não ser me amar pelo que sou, pois então não moldará o amor segundo o meu comportamento.
Quaisquer que sejam os truques da mente, somos independentes; embora possamos estar em contato um com o outro em alguns pontos, a integração não é com você, mas dentro de mim. Essa integração não é resultado da mente em nenhum momento; ela forma somente quando a mente está inteiramente silenciosa, tendo alcançado o limite de suas forças. Somente assim não existe dor no relacionamento.
Há, por exemplo, entre as mariposas, certa espécie noturna da qual as fêmeas são em número muito mais reduzido do que os machos. As mariposas se reproduzem da mesma maneira que todos os outros insetos: o macho fecunda a fêmea, e esta põe ovos. Quando se captura uma dessas fêmeas (e numerosos naturalistas já comprovaram o fato), os machos vão dar ao lugar onde ela se encontra prisioneira, depois de voarem vários quilômetros de distância, viajando horas e horas através da noite. Presta atenção! A vários quilômetros de distância os machos sentem a presença da única fêmea existente nas imediações. Tentou-se buscar uma explicação para o fato, mas é muito difícil de explicar. Talvez os machos tenham o sentido do olfato extraordinariamente desenvolvido, como os bons cães de caça, que conseguem achar e seguir um rastro imperceptível. Compreendes? A Natureza está cheia de fatos como este, que ninguém consegue explicar. Mas imagino que se, entre essas mariposas, as fêmeas fossem tão freqüentes quanto os machos, estes talvez não tivessem um olfato tão fino. Se o têm é porque se viram na necessidade de exercitá-lo a tal ponto e a intensificar sua sensibilidade. Quando um animal ou um homem orienta toda a sua atenção e toda a sua força de vontade para determinado fim, acaba por consegui-lo. O mesmo acontece com o que antes dizíamos. Se observarmos uma pessoa com suficiente atenção, acabaremos por saber mais a seu respeito do que a própria pessoa.
(...) É necessário perguntar-se sempre, duvidar sempre. Mas a coisa é muito simples. Se uma dessas mariposas noturnas de que falamos pretendesse orientar toda a sua vontade em direção a uma estrela ou a outro fim semelhante, é claro que nada conseguiria. Mas nem sequer pretende isso. Busca apenas o que tem para ela um sentido e um valor, algo que lhe é necessário e de que não pode prescindir. E é então precisamente quando consegue também o inacreditável: desenvolver um sexto sentido, que só ela possui entre todos os animais. Nós, os homens, temos um campo de ação muito mais vasto e interesses mais amplos do que os animais. Mas também nós nos achamos inscritos num círculo relativamente pequeno e não conseguimos ultrapassá-lo. Posso imaginar muitas coisas, imaginar, por exemplo, que meu maior desejo seria chegar ao Pólo Norte ou algo semelhante; mas só poderei querer isso com suficiente intensidade e realizar esse desejo quando ele realmente existir em mim e todo o meu ser se achar penetrado por ele. Quando isso acontece, quando intentas algo que te é ordenado de dentro do teu próprio ser, acabas por consegui-lo e podes atrelar tua vontade como se fosse um animal de tiro. Se eu me esforçasse agora no sentido de que, por exemplo, o nosso pároco não usasse óculos, não haveria de conseguir nada. Seria apenas um jogo. Mas, quando no outono passado, surgiu em mim o firme propósito de mudar de lugar na classe, tudo aconteceu maravilhosamente. Logo apareceu um aluno, que até então estivera doente e cujo nome começava por uma letra anterior à inicial do meu, e como alguém devesse dar-lhe o lugar nos primeiros bancos, fui eu, desde logo, quem lhe cedeu o lugar, precisamente porque minha vontade já se encontrava preparada para aproveitar a primeira ocasião.
(Demian)
O amor é o resultado da sinergia entre respeito, responsabilidade, carinho e compreensão. Se faltar um desses elementos, deixa de ser amor.
No peito raso o coração ralo se vê em saltos por entre galhos.Será a "febre do rato" ou apenas passos falhos?
O papel do contrabaixo, além de promover a união entre instrumentos harmônicos/melódicos e percurssivos, é de suprir com robustez um possível vácuo musical que poderia ser confundido com um vazio na alma.
Diferença entre pessoas com "atitudes" MÁS e BOAS: Uma pessoa MÁ faz coisas com o intuito de chamar a atenção, ser reconhecido, espera algo em troca e normalmente sempre é lembrado. Uma pessoa BOA faz coisas com o a intenção de ajudar, não espera nada em troca e normalmente sempre é esquecido. Ou seja, pratique a bondade, a humildade, espera no Senhor e confia.
Aquele espaço entre o que a gente quer e o que é real. É esse o espaço que temos para fazer diferente!
"Vivo constantemente dividido entre me matar e matar todos á minha volta. Essas parecem ser as duas opçoes. Tudo o mais é so pra matar o tempo."
Minha missão não se esgota na fraternidade entre os indianos. A minha missão não está simplesmente na libertação da Índia, embora ela absorva, em prática, toda a minha vida e todo o meu tempo. Por meio da libertação da Índia espero atuar e desenvolver a missão da fraternidade dos homens.
CARÊNCIA
A carência
é uma correnteza de desafetos
que serpenteia por entre a vida
arrastando os homens
para abismos recônditos
e obscuros
Pudera eu,
ser uma ilha abraçada pelo mar
e pudesse estreitar
nos meus braços
o calor do ocaso poente
A premência de afeto
é algo que fragiliza
a natureza do nosso ser!
A distinção entre verdade e invenção
não importa muito.
Mais do que o gesto,
interessa como ele foi recebido.
Mais do que a palavra,
nos influencia como ela foi ouvida.
Mais do que o fato, vale onde, como e quanto
ele nos tocou.
Reproduzimos a nossa espécie estabelecendo contato entre os genes do pai com os genes da mãe. Estes fatores hereditários podem ser dispostos num número quase infinito. Física e mentalmente, cada um de nós é exclusivo. Qualquer cultura, que no interesse da eficácia, ou em nome de qualquer dogma político ou religioso, procura padronizar o indivíduo humano, comete um ultraje contra a natureza biológica do homem.
(Admirável Mundo Novo)
