Embora
Não vejo mais aqueles olhos,
É aqueles que tanto brilavam,
Não que tenha ido embora,
É que às vezes anoitece.
Não posso mais te imaginar,
É que meus olhos sempre te olhavam.
Não sinto mais nada,
É que o frio hoje me aquece.
Não tenho mais sentimentos, nem idéias,
É que eram teus olhos que os criavam.
Não vou tentar te dar o meu amor, não,
Pois darei a quem realmente merece.
Muitos amores
um mais sincero e diferente do que o outro
embora um sempre se encontrava no topo
o amava mesmo antes da primeira vista.
O amor próprio,
verdadeiro amor da minha vida
eterno e intenso.
La estava, no topo com imensa distância dos outros
dentre tantos outros.
Nao precisa procurar no mundo inteiro,
basta conhecer bem a si mesmo.
Olhar para dentro de si e procurar
o eterno, intenso e imenso,
o amor bom e recíproco.
Embora teu passado me condene, sou madura o suficiente pra te desculpar por não ter me encontrado antes.
Não vou pedir que fique nem que entenda, embora eu esteja precisando de alguém que seja capaz de fazer isso por mim; não vou pedir que não tenha medo nem que não tenha insegurança, porque venho tentando não sentir isso sem muito sucesso; não queria pedir nada… Mas se resolver ficar, sinto-me na obrigação de pedir amor e fé. Peço que entenda que já se foram os meus dias de meias verdades e meia entrega. E que me sinto tão cansada de sentir, mas como não tenho como fugir, exijo então que seja verdadeiro.
Palhaça Triste
Vivo com a alegria de um palhaço, que surge fugazmente e inesperadamente vai embora. Assim como ele tento disfarçar minhas tristezas, dores e decepções, encobrindo-as com a maquiagem da vergonha. O disfarce perfeito para minha melancolia. Pena que essa maquiagem, ao primeiro sinal de chuva, desbota por completo, deixando-me assim completamente exposta a olhares maliciosos e penosos dos que me rodeiam.
Não sei, mas sinto-me mais segura quando disfarço minhas dores, meus sofrimentos. Tento estampar em meu rosto uma imagem que não me cabe. E assim, como o palhaço, sou feita de risos, gargalhadas, palhaçadas... Tudo falso! Nunca fui tão triste e insegura. Tudo pura invenção. Quem sou afinal?
Eu sou uma “menina mulher” que chora, sofre, mas guarda tudo pra si e prefere passar para os outros a imagem de “menina palhaça” com sua máscara de porcelana. Pena que essa menina nunca existiu! O que você sabe sobre mim? Apenas o que eu permito que saiba apenas o que eu deixo transparecer... Uma “menina mulher” que ri, conta piadas sem graça (mas acha graça mesmo assim), mas que por dentro grita, implora, clama loucamente por um minuto de felicidade. Apenas um. É pedir muito?
Quis crer que no centro do palco me veriam, mas ninguém quis enxergar alguém além de tantas cores e piadas. E assim vou seguindo... E assim meu tecendo meu espetáculo...
No circo da vida a Palhaça Triste faz seu papel perfeitamente bem. Mas, como em todo circo, chega uma hora que o espetáculo acaba, as cortinas se fecham e o palhaço, finalmente, sai de cena, tira a máscara de porcelana e pode ser ele mesmo, sem disfarces, com todas suas dores, sofrimentos e fraquezas expostas... Expostas ao Leão indomável (figura indispensável em todo circo).
Mas chega um dia em que o palhaço cansa e decide jogar tudo pro alto pra tentar ser feliz, sem disfarces, sem fingimentos, sem risos falsos, sem a maquiagem de porcelana. E só então ele compreende o motivo de todo seu sofrimento: simplesmente as pessoas. Então ele toma uma decisão: fará o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo por causa das pessoas.
E assim como ele, a Palhaça Triste aqui, a “menina mulher”, também cai na real e percebe que certas pessoas não merecem minha dor, nem tampouco uma lágrima sequer de sofrimento. E como o palhaço eu também decido não amar demais as pessoas, só assim poderei tirar minha máscara e viver sem disfarces. Mas já é tarde demais! Eu já me tornara uma pessoa triste... De tanto me vestir me vi presa a ela. Não tenho as chaves da cela que criei, me internei voluntariamente e não me deixam mais sair. Dei todos os risos que tinha e já não me resta muita coisa, apenas um bocado de lembranças.
Por isso me fecho, por isso me reservo, por isso me sinto tão só, por isso me sinto mergulhada em uma profunda tristeza e solidão... Tudo isso para não amar demais as pessoas e assim, não sofrer demais também...
Se eu fosse poeta saberia como me defender, mas sou só mais uma Palha Triste a se repetir no espetáculo da vida.
Não me leve embora
Me leve a sério
Me leve agora
Para dentro
Para cama
Para uma noite
Inteira.
Para uma vida
Passageira.
Mas me leve
Para algum lugar
Para algum país
Me faz feliz
Me faz, me leve...
amor e´intenso vivido nunca acaba ja a paixao e´traisoeira ela vem te magoa e vai embora sem aumenos dizer adeus.
Embora nos pareça estremamente complexo, o universo é o mais simples que poderia ser. Por isso a natureza tende aos estados de menor energia, e de todos os modelos de universo que se adequariam as leis da natureza até então conhecidos, este prevaleceu. A simplicidade evita o desperdício.
Dizem que eu fico quieta demais estou presente, mas de corpo, de alma não, que vou embora com meus pensamentos, me desligo.
É verdade eu faço isto, e sem me dar conta, é tão fácil para mim, mais do que comer balas que eu não gosto e já fiz isto e faço seguido é muito feio.
UM PRESENTE PARA NELSON
Ei-lo. Foi feito para o inverno,
embora tramado com a força
do ano todo...
mas não tome vento
e cuidado com as janelas
não ande rápido
e verifique as tramelas
não entre em carros
e nem passe por vielas
não receba visitas
com flores nas lapelas
não conviva com vampiros
nem mesmo em capelas
não confie em guarda-chuvas
muito menos em umbrelas
mantenha-se longe de talheres
evite até as baixelas
não movimente as mãos
lixe as unhas com cautela
procure ficar imóvel
nem experimente as chinelas
não coma e não beba
nem mesmo chá de canela
não respire fundo
mesmo que esteja em Bruxelas
suspenda aquele pileque
procure agir com cautela
cuidado com os espinhos
até das flores mais belas
não aceite agrados
nem jantar a luz de velas
mesmo estando na África
em sua linda cidadela
o cachecol que fiz para você,
não é forte como era a sua cela,
meu caro Mandela.
A gente precisa partir. Sair de onde não querem mais a nossa presença. Ir embora para bem longe sem deixar notícias. Trocar o número do telefone, o endereço do e-mail, excluir das redes sociais, mesmo sabendo que ela ficará guardada na lembrança, mesmo sabendo que para onde formos, ela nos acompanhará no íntimo do ser. Mas precisamos partir, já que ela não nos quer mais aqui.
Deus não é aquele tipo de pessoa que te faz uma visita e depois vai embora sem ao menos olhar para trás. Ele permanece, seja lá em qual situação for.
Está mais frio aqui fora
do que dentro da geladeira
até o sol quer ir embora
deve estar com tremedeira...
Não fui embora por completo, apenas me tornei energias no ar.
A minha presença é esse teu sorriso lindo, que, muitas vezes, sem a tua vontade, eu o faço brotar, e iluminar.
Agora, toda vez ao sorrir, sinta-me! Mate as saudades... Sorria mais! E estaremos cada vez mais próximos.
