Elogios Nao me Elevam
Eu sempre te amei, mas tu não tinhas tempo p'ra mim. Tu não me vias, muito menos estavas aqui. Eu dava-te tudo não quiseste saber. O caminho que criamos agora é passado. (...)
Não quero que seja o nosso fim, voltar atrás será opção p'ra mim. Tu não me davas o amor que eu queria sentir.
Agora que parti tu já queres admitir. E se agora é tarde a culpa não é minha. E se tu sofres por mim agora sentes a dor que eu sentia. Não era ciúme, era amor, mas tu confundias. Ainda te amo, mas agora eu estou noutra. Queres voltar atrás porque ele me dá o que tu não és capaz.
Ser a história lida e bem resolvida.
Ser avenida movimentada, não gosto de ruas paradas!
Ser o curso concluído no meu currículo.
“Desejos”
Não sei o que fazer,
Já não estou em mim,
Já não domino o meu ser.
Aos poucos vejo meu fim.
Faço o que não quero fazer.
Procuro fugir de minha vontade.
O que faço, não é bom, mas me dar prazer.
O tempo passa, e pra mim vai ficando tarde.
Tento mudar minha rotina
Exercitar-me, assistir, ler...
Mas este desejo é forte e me domina
Já não sou dono do meu ser.
Tento fugir, não posso ficar só
Procuro a companhia de quem amo.
Gosto do que faço, mas depois me causa dor.
Mas é em vão que alguém eu chamo.
Sinto apertado o coração
Depois que faço sempre me arrependo
O que me resta é pedir perdão.
Mas com o tempo sempre acabo cedendo.
07/06/2010
Que a alma desnuda que tenho
não a queiram vestir,
vesti-la de sujidade, fazendo ocultar
a nobreza em mim.
Não somos donos do nossos próprios futuro; porém nem é ele, de nós. A única posse que temos é a do presente, um verdadeiro presente, olhando e aguardando ansiosamente nas nossas mãos.
Vem a nós como fruto do passado, o qual reluta incansávelmente para ressucitar após a sua troca involuntária. O futuro chama, nos implorando a possuí-lo.
E é este passado, do qual uma vez abrimos mão, que nos tem como escravos da sua eterna vontade de viver, contra a futura vontade de nascer.
Não.
A vida é hoje. A escolha, nossa.
Cada tempo terá a sua palavra, a sua vez de guiar.
Nunca deixarás de viver, pois nada é em vão.
A vida está - somente - nas próprias mãos.
Certos amigos nos inspiram, são sublimes, anjos de uma forma literal, não podemos ver, apenas sentir que mesmo tendo partido ainda estão ali.
Não posso, não quero e não vou deixar de gostar de você, mesmo que eu tenha que viver mim apegando ao passado e tendo só as lembranças de nois dois como combustivel pra o meu coração pulsar.......Você criou marcas em mim impossiveis de serem removidas, passe o tempo que for, e indepedente do que aconteça lembre-se de que eu estarei aqui só esperando você mim chamar.
Eu sei que isso não vai passar. Pode passar uma parte, mas
sempre vai sobrar alguma coisa. Pelo menos pra mim.
Sinto muito(...)
é que eu não lhe amo como antes..eu te amo muito mais.
é que eu não tenho nostalgia como antes.eu tenho muito mais.
é que eu não preciso de ti como antes.eu preciso agora..agora e muito mais.
(...) é o que tua falta me faz.
Gosto de quem não se pode gostar.
De quem, a cada vez que vejo,
me faz delirar.
De quem,faz meu semblante às vezes
triste ficar.
De quem secretos desejos
cruzam o olhar.
De quem tenho uma paixão
incontida,proibida,difícil
de disfarçar.
De quem se que de mim gosta,
e que sabes bem que a quero.
De quem demonstro por esse verso,
um amor forte e sincero.
De repente estava certa.
De repente não.
De repente para uns é o certo.
De repente para outros não.
De repente é o céu e o inferno,
onde tudo é incerto.
De repente é o errado e o certo,
onde me encontro imerso.
E a chuva passou.
O que vejo é lama. Onde esta o que estava aqui?
Não há mais nada. Apenas a espera de alguém para ajudar.
Onde esta minhas coisas que sumiram?
Que água é essa? Onde estamos?
Alagoas alagou. As pessoas, onde estão?
Sem comunicação, sem comida, sem casa, sem abrigo,
sem pessoas, sem vida, sem fé.
Onde estão as coisas? Que água é essa?
Um dilúvio que chegou, passou, levou tudo e alguns,
nos deixando sem nada.
O desespero do medo, o alivio de estar aqui e a revolta de nascer aqui.
A cidade. Que cidade?
Aqui era minha casa, ali meu colégio, lá era um mercado ao lado o posto de saúde e agora não existe mais, desceu tudo, enchente, desceu tudo, tristeza.
Aqui ficava uma coisa, aqui ficava outra e no meu coração ficou o vazio levado pelo rio.
É água, Barreiros Pernambuco, barro.
Interditado. Não entra nada, uma cidade triste,
de dor, de medo.
Onde era aqui?
A água não quis saber de nada, de famílias, de posses,
de construções.
A água não quis saber de nada, apenas levou, lixo, fome, sede, lições de vida e esperança.
Casa do operário, do prefeito, do lavrador,
casa de quem for.
Estamos retirando da lama uma vida que sobrou.
E minha vida foi para dentro do rio.
O destino é recomeçar.
Perdi casa, perdi família, perdi amigos,
perdi as lagrimas.
A comida é do chão? É a que tem!
Subi no teto para viver, emoção, fiquei vivo, sou forte sou nordestino, sofro por seca por enchente,
sofro por tudo, por todos.
Estou só, sem comer, sem beber, muita água do rio, enchente, desaba e leva. Casa, carro. Gente.
Tudo se foi na enxurrada, e o dicionário nos ensina que enxurrada é: ‘’Grande quantidade de água que corre com violência, resultante de chuvas abundantes; águas selvagens, aguaça, enxurro, fluxo, jorro de águas sujas ou de imundícies. ’’
A vida ensina que o rio leva o que temos, onde perder tudo significa que estamos vivos para contar a história, contar que vamos ter que recomeçar.
E não sobrou nada, não sobrou choro, não sobrou desespero, nos resta limpar as ruas, o tempo,
o pensamento, limpar, a dor das perdas,
desaparecidos e mortos e água.
Estamos limpando o coração. Agradecendo a ajuda, do Brasil, do mundo, de todos, de nós mesmos.
As famílias que se perderam, se juntaram com as famílias que se formaram nos abrigos improvisados, onde todos moram e choram e oram e imaginam como será a volta, a fé, no acerto, a fé no concerto, na vida que segue, no tempo que passará e no sangue e suor do nordestino, do Alagoano do Pernambucano, que mais uma vez esta no centro de todo sofrimento.
Um Brasil a margem do Brasil que esta sofrendo enquanto nos preocupamos com futilidades.
Um Brasil de verdade. Um Brasil, que luta contra tudo, que se reconstrói. Um Brasil que precisa de ajuda.
(Enchente em Alagoas e Pernambuco 2010.)
E eu não sei o que pior.. o fato do desprezo me incomodar ou o fato disso não me fazer querer ir mais atrás. Simplesmente querer deixar isso morrer, como se deixa uma planta. Que já foi pequena, aumentou, floriu, era linda.. e que virou.. sombra. E você nem queria que tivesse sido assim.
