Elogios dos Olhos
Às vezes para sermos felizes, devemos mudar nossa percepção, afim de ver a beleza que os olhos não podem ver.
Que meus olhos consiga ver o caminho que os seus proporciona aos meus, tenho pressa para enchergar o que esses seus olhos quer dizer aos meus, certo de que a sua alma através desses seus olhos procura o aconchego que só vê nos meus, assim tenha pressa pra deixar esses seus olhos se ajuntar aos meus,
Nunca diga no seu amanhã, o que fiz de minha vida, porque isso dependerá do que você fizer no hoje,
Com esse seu olhar oculto que me devora, e nesse seu silêncio sinto tua pele arder por me querer, porque sei, porque é totalmente desmedida em seu prazer,
Será que foram seus olhos se abrindo no mais sublime dos meus sonhos. Ou será que foi sua malícia de mulher que me fez assim. Completamente seu. Ou a simples vontade de te tocar. E em sua pele fazer meu ninho. De uma coisa tenho certeza. Só não sei dizer como começou. Mais sei que você me feitiço. E o pior. E sei que jamais terá fim este desejo por ti
Os olhos não mentem. Eles exultam com a tua queda e se entristecem com a tua exaltação. São as janelas do inferno.(Walter Sasso)
Hoje deixei meus olhos viajarem pelo mar até a linha do horizonte, fim de tarde no mágico encontro do dia com a noite.
Na realidade foi um momento de introspecção, lembranças e balancete de vida, porém notei que planos e perspectivas ausentes, cadê meu futuro? Pra onde foram meus sonhos?
Bateu então uma tristeza mas, do nada, ganho de uma boa amiga um alegre, saboroso e solidário sorvetinho.
Quando iniciava a degustação chegam, também do nada, duas crianças muito pobres filhos da rua com os olhinhos brilhantes, pedem o meu sorvetinho, ganham e retribuem com um lindo sorriso.
Horas depois enxerguei pela simbologia o recado recebido: sorvetinho a solidariedade; amparo o presente e as crianças meu futuro, pelo sorriso, feliz. Que assim seja!
Para viver não basta estar vivo. É preciso descobrir uma "clareira" sob o céu de cada "colina", e mesmo que a "noite" chegue, após o "entardecer", que o "firmamento" jamais esconda, aquilo que seus olhos precisam ver...
Por trás dos meus olhos cristalizado há uma esplêndida luz que carrega uma visão profunda do mundo, e um filtrador de sombras a dissipar toda forma de trevas que permei ao meu redor, por trás do peito um coração humano demais que pusa ritmicamente ao ponto de arremessar qualquer ato desumano a ano-luz de mim. No corpo escondo a sete chaves à alma de um anjo por uma busca incansável por sentidos e propósitos. Infelizmente por onde andei alguns não me compreenderam, e EU nunca compreenderei determinadas atitudes de alguns. Sei que alguns querem cortar minhas asas e, até mesmo me prender em gaiola, outras querem me barrar, muitas que eu desapareça, e EU continuo seguindo minha caminhada não como às ondas limitada de um mar, mas como as correntes d'água de um rio que não aceita obstáculos
Veja o inimigo com bons olhos. Até como se fosse um "amigo". Pois, através dele é que se sai da zona de conforto em direção à oportunidade.
"Meu coração acelerado com você do lado.
Meu coração abalroado por ter lhe olhado.
Seus olhos nos meus olhos, repletos de malícia e desejo.
Seus olhos em que vi um misto de paixão e medo.
Teus beijos, ah o mais doce beijo, me perco quando lembro, devaneio.
E teu cheiro, cheiro doce em que me deleito.
Meu mundo sobre o meu peito.
Despertou-me um sentimento profundo e como em um rio, me afundo no leito..."
"Ainda me lembro dos seus olhos de mata, com aquele verdejar.
Aqueles olhos verdes, que me remetiam ao mais belo e profundo mar.
O macio da tez, me causa tortura, ao lembrar.
Deveria tê-lo feito, te pedido pra ficar.
A distância que nos separa, me faz ter o doce do seus lábios, somente no sonhar.
Aqui estou eu e ela está lá.
Longe do seu aconchego, sou sofrimento, longe do seu abraço, não tenho um lar.
Sinto falta do negror dos cabelos, que cobriam-me a alma, naquelas noites de luar.
Eu já não sei o que pensar.
A ausência do vermelho dos teus lábios, me afoga como o mais profundo rio, não posso nadar.
Encontro um suspiro nas lembranças, de outrora, ao lhe beijar.
Recordo-me do olhos verdes, que ao fitarem-me, vieram a calma me roubar.
E eu ainda me lembro dos seus olhos de mata, com aquele doce, sereno e profundo, verdejar..."
"Eu vi a paisagem e não resisti, à beira do abismo eu gelei.
Refleti por um momento e por um eterno segundo, eu hesitei.
Não resisti, nas suas lembranças me lancei.
Lembrei-me de quando cada palavra sua, fazia-me dos seus sonhos, o rei.
Nem sobre as nuvens eu me senti tão perto do céu, como nas vezes em que te amei.
Vislumbrei a vastidão, me encantei com a beleza das coisas que o Deus fez.
Mas só vi perfeição na beleza do mundo, uma única vez.
Quando fitei os seus olhos e ali mesmo me apaixonei.
Ali, logo ali, eu não deveria, eu sei.
Mas nas lembranças, nos sonhos de contigo, uma vida, me lancei.
Eu era feliz, eu sei.
Mas na beleza do oceano, existe o seu eu profundo e aí existem perigos, eu sei.
O coração parvo, encantado, louco, enganado, não quis me ouvir, mas eu avisei.
Que seu amor era passageiro, como às nuvens aos meus pés, que a pouco narrei.
Ali em cima, eu vi o mundo, eu vi você, quem sabe Deus? Talvez.
Lembrei-me do seu olhar e como naquele dia, não resisti, eu gelei..." - EDSON, Wikney
